<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559</id><updated>2011-09-04T08:17:56.848-07:00</updated><title type='text'>Contos de Ramirez</title><subtitle type='html'>Pra tudo há uma saída...

 Menos para a morte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-1341980488203934021</id><published>2010-08-19T12:18:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T12:21:57.750-07:00</updated><title type='text'>Repostagem - A Casa</title><content type='html'>&lt;div&gt;Bom, estou repostando esse meu conto, agora revisado. Pessoal curtiu bastante esse aí ^^ E ele é meu favorito até então. Espero que gostem!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507203276779414626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/TG2EM6pN5GI/AAAAAAAAAQ4/tLcm7jq3fHQ/s320/Capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula estava mais que chata. Joyce tentava desesperadamente ficar acordada enquanto o professor gago, baixo e calvo de geografia falava de maneira que apenas os que estavam sentados na primeira fileira ouviam e talvez, se nenhum som viesse de fora da classe, a segunda também estaria ouvindo. Ela estava na última fileira.&lt;br /&gt;Seus olhos começaram a ficar pesados. Seu corpo relaxou e sua cabeça começou a cair sobre a carteira. Então, uma bola de papel acertou-lhe a cabeça. Fora Giovanna quem fizera aquilo.&lt;br /&gt;Quando Joyce olhou, a garota gesticulou com a boca:&lt;br /&gt;- Você quer fazer dupla comigo?&lt;br /&gt;Ela não entendera.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – gesticulou como resposta.&lt;br /&gt;Giovanna apontou para a lousa, onde o professor escrevera em letras minúsculas:&lt;br /&gt;Trabalho para entrega. Tema: Assassinato. Mídia: Slide, texto, vídeo, gravação ou pesquisa. Grupo de máximo quatro integrantes. Dia da entrega: Primeira semana do próximo bimestre.&lt;br /&gt;Joyce esfregou os olhos tentando acordar para anotar em seu caderno e acenou para Giovanna, que gesticulou novamente a boca:&lt;br /&gt;- Precisamos ver mais alguém.&lt;br /&gt;A garota concordou com uma piscadela.&lt;br /&gt;- A Jéssica. – gesticulou.&lt;br /&gt;Giovanna amassou outro papel e jogou na cabeça de Jéssica, assim como fizera há pouco com Joyce.&lt;br /&gt;Jéssica não notou.&lt;br /&gt;- Psiu... Jess! – sussurrou.&lt;br /&gt;A garota olhou para trás.&lt;br /&gt;Dessa vez, além de gesticular com a boca, Giovanna também fez gestos com as mãos.&lt;br /&gt;- Você quer fazer grupo com a gente?&lt;br /&gt;Jéssica levantou o dedão em aprovação e logo depois mostrou a língua para Eric.&lt;br /&gt;Ele provavelmente a tivera provocado dizendo que ninguém a convidaria.&lt;br /&gt;- Posso chamar a Ariel? Ela é bacana! – Jéssica sussurrou.&lt;br /&gt;As outras duas deram de ombros e logo depois Giovanna concordou com a cabeça.&lt;br /&gt;O sinal para a saída da escola soou, o que fez todos os alunos levantarem instantaneamente, apanharem seus materiais e correrem.&lt;br /&gt;- Ei, Ariel!&lt;br /&gt;Ela olhou para trás, onde estavam as outras três garotas.&lt;br /&gt;- Você quer participar do nosso grupo? – Joyce convidou.&lt;br /&gt;- Ah... Pode ser! – a garota respondeu sorrindo.&lt;br /&gt;Joyce também deu um risinho.&lt;br /&gt;- Precisamos nos reunir em algum lugar para decidir sobre o que vai ser... – Jéssica lembrou.&lt;br /&gt;- Pode ser na minha casa? – Ariel disse esperançosa.&lt;br /&gt;As outras fizeram um sinal positivo com a cabeça.&lt;br /&gt;Por dentro, a garota gritou, comemorou, berrou, mesmo que por fora, exibia apenas um sorriso meigo. Ariel nunca participara de um grupo como aquele e notou que Joyce estava no mesmo estado que ela.&lt;br /&gt;Todas saíram da escola, se despediram em frente ao portão e seguiram caminhos diferentes, Joyce e Ariel seguiram juntas para o mesmo lado.&lt;br /&gt;- Ei... Você já esteve em grupo melhor? – Joyce puxou conversa.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça negativamente enquanto ria.&lt;br /&gt;- Mas por que elas queriam fazer desesperadamente esse trabalho a ponto de começar agora, sendo que é para o próximo bimestre? – a garota continuou.&lt;br /&gt;- Você não ouviu o que o professor falou? – Ariel perguntou, surpreendida. Não esperava que Joyce fosse tão desatenta, uma vez que todas suas notas eram umas das melhores da classe.&lt;br /&gt;- Não... Eu acho que adormeci enquanto ele explicava. E do fundo não dá pra ouvir a voz dele.&lt;br /&gt;- A nota desse trabalho é setenta por cento da nota dele. E está valendo nota de mais três matérias.&lt;br /&gt;- Quais?&lt;br /&gt;- Ciências, História e Português, cada um avaliando sua área.&lt;br /&gt;Joyce ficou impressionada com a pressão que os professores colocaram sobre eles. Como aquilo no terceiro bimestre? Apesar de que teriam quase um mês para concluir o trabalho e quem se esforçasse bem, conseguiria até mesmo recuperar as notas dos outros dois bimestres.&lt;br /&gt;As duas caminharam um tempo em silêncio até que Joyce falou:&lt;br /&gt;- Nossa... Estou sem palavras... Agora fiquei até assustada.&lt;br /&gt;Ariel concordou. As duas andaram por mais algum tempo sem conversarem até que um raio cortou o céu, seguido por um estrondoso barulho de trovão.&lt;br /&gt;- Nossa. Vai chover bastante. – Joyce comentou ainda assombrada com a notícia que sua nova amiga dera.&lt;br /&gt;As duas pararam de andar.&lt;br /&gt;- Bom... Aqui a gente se separa. – Ariel sorriu.&lt;br /&gt;- Nossa! Não sabia que a gente morava tão perto...&lt;br /&gt;- É? Onde fica sua casa?&lt;br /&gt;Joyce gesticulava o caminho com as mãos enquanto falava:&lt;br /&gt;- Eu sigo mais uma quadra, viro á direita e já é lá.&lt;br /&gt;Ariel ficou quieta por um instante até que resolveu comentar:&lt;br /&gt;- Por que nunca nos falamos na escola?&lt;br /&gt;Joyce estava com a mesma dúvida.&lt;br /&gt;- Não sei... Mas a gente se deu super bem!&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Você andou conversando com a Jéssica?&lt;br /&gt;- Não, eu a ajudei com um trabalho. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce abraçou os livros que carregava com mais força, estava esfriando.&lt;br /&gt;- Foi dela a idéia de te chamar.&lt;br /&gt;Ariel sorriu.&lt;br /&gt;- Nunca imaginei entrar para seu grupo... – falou.&lt;br /&gt;- Nem eu. Eu comecei a andar com elas do mesmo jeito que você, só que ajudando a Giovanna, e na época, a Érica completava o trio, mas aí ela mudou de escola e eu “assumi” o cargo. Mas pelo visto agora seremos um quarteto... – Joyce riu, com um olhar pensativo.&lt;br /&gt;- Quatro cabeças pensam melhor que três. – Ariel sorriu de volta. – Bom... Tenho que ir, antes que comece a chover.&lt;br /&gt;As duas fizeram sinal de despedida com as mãos e seguiram cada uma para sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce não conseguia dormir, ficava o tempo todo pensando no trabalho. Todos os outros do ano ela fizera de última hora, mas este, este deveria ser diferente. Este deveria ser bem planejado, uma vez que ela estava com falta de notas em português.&lt;br /&gt;Revirava em sua cama sem nem piscar os olhos. Estava atormentada com o fato dessa nota valer tanto. Não agüentou, levantou-se e foi até o computador.&lt;br /&gt;Elas teriam que pesquisar alguma coisa local para conseguir algo concreto e pouco desafiador.&lt;br /&gt;Joyce ficou um bom tempo pesquisando por algo e pensando sobre como elas iriam fazer o trabalho e sobre que mídia iriam usar. Vídeo era muito complicado e trabalhoso demais. Elas ficariam mais preocupadas em emprestar uma câmera, comprar fitas, que batom usar e não iria sair um resultado tão bom. Slide é muito cafona para um trabalho tão valioso. Pesquisa é algo muito quadrado e as limitava no modo de escrever. Nenhuma delas tinha um aparelho de gravador, sem contar que era capaz de todos dormirem escutando... Portanto o melhor modo seria o texto.&lt;br /&gt;Ela continuou pensativa até que se deparou com uma notícia que lhe pareceu interessante. Uma notícia do jornal daquela mesma cidade de dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinatos e desaparecimentos em casa misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana duas pessoas desapareceram da casa número cinqüenta e oito da Rua Piracicaba. O casal comprara a casa onde três outras pessoas também desapareceram há seis meses e logo depois tiveram seus corpos encontrados dentro da parede.&lt;br /&gt;“Parece ser um trabalho de um assassino serial” comenta o detetive Henrique, 35. “O mais estranho é que todos foram encontrados sem os olhos e também não foram encontradas digitais nas vítimas”, completa.&lt;br /&gt;O caso também conta com mais um assassinato, o primeiro deles, quatro anos atrás onde a vítima, Alice Bernardini, também fora morta e encontrada em uma das paredes, do mesmo modo que as vítimas posteriores. Seu namorado, Guilherme Brentano, está desaparecido até hoje e o caso continua em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce sorriu. Ela encontrara definitivamente algo interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo as quatro foram lanchar juntas, e foi quando Joyce falou sobre o artigo que encontrara durante á noite.&lt;br /&gt;Sentaram-se no banco em frente á quadra, cada uma com um pirulito, que mais ficava em suas mãos.&lt;br /&gt;- Eu encontrei um tema interessante ontem á noite. – Joyce comunicou.&lt;br /&gt;- É bom que seja muito interessante mesmo. – Jéssica reclamou.&lt;br /&gt;Joyce balançou a cabeça positivamente e retirou de seu bolso três papeis dobrados e entregou um a cada uma. No papel estava impressa a notícia.&lt;br /&gt;O silêncio permaneceu até que acabaram de ler.&lt;br /&gt;- Mas é do jornal daqui! – Giovanna exclamou.&lt;br /&gt;- Exatamente! É muito mais fácil pra gente fazer uma pesquisa a fundo se for por perto. – Joyce explicou.&lt;br /&gt;Giovanna mostrou um largo sorriso de orelha a orelha.&lt;br /&gt;- Você é muito esperta! – elogiou.&lt;br /&gt;- Na casa da Ariel podemos planejar como iremos entrar em contato com o tal investigador Henrique e quando vamos para a casa tirar fotos e tudo mais. – Joyce sugeriu.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram enquanto o sinal que anunciava a próxima aula soou. Todas jogaram os pirulitos quando passaram pelo lixo e seguiram para a classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que as aulas acabaram e todas as salas esvaziaram, o quarteto seguiu para a casa de Ariel, todas animadas com a idéia de Joyce.&lt;br /&gt;- Nossa... Vocês duas moram tão perto! – Giovanna comentou.&lt;br /&gt;- É, notamos isso ontem. – Joyce lembrou.&lt;br /&gt;Uma leve garoa tomou as ruas, mas foi gradativamente aumentando. Elas andavam o mais depressa possível para chegar até a casa de Ariel.&lt;br /&gt;Assim que chegaram, entraram rapidamente. Jéssica deixou escapar um espirro assim que entrou.&lt;br /&gt;- Oi pai! Estamos aqui! – Ariel alertou.&lt;br /&gt;Era um lugar aconchegante. Tinha até uma lareira no meio da sala, que era toda decorada em azul e branco. Havia um quadro com a figura de uma lagoa acima de um sofá recostado á parede. Também tinha uma coleção de três espingardas acima de um outro sofá em frente á porta de entrada.&lt;br /&gt;Não demorou muito e as garotas convenceram ao pai de Ariel deixá-las usar a lareira.&lt;br /&gt;Todas se sentaram em frente ao fogo e começaram a falar sobre o trabalho.&lt;br /&gt;- Todas já sabem que estamos falando de um trabalho muito sério? Certo? – Giovanna perguntou, sendo seguida por vários “sim”. – Bom... A história que a Joyce conseguiu está ótima, você sabe o nome inteiro do policial?&lt;br /&gt;Joyce concordou e falou seriamente:&lt;br /&gt;- Henrique Augusto.&lt;br /&gt;- Bom... – Giovanna disse novamente. – Alguém procura falar com ele. Quem se encarrega?&lt;br /&gt;- Eu mesma! – Joyce disse.&lt;br /&gt;- E quem vai até a casa tirar fotos? – Giovanna continuou.&lt;br /&gt;Ariel ergueu a mão direita timidamente.&lt;br /&gt;- Pode ser eu? – perguntou. – Sou modestamente boa com câmeras.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram com a cabeça.&lt;br /&gt;- Agora podemos escolher, Jéssica. Uma de nós tem que pesquisar mais sobre isso no computador e a outra deve ir falar com a polícia.&lt;br /&gt;- Eu pesquiso... – Jéssica concordou.&lt;br /&gt;- Certo pessoal... Que mídia devemos usar? – Giovanna questionou ás outras garotas.&lt;br /&gt;- Eu pensei em fazermos um texto bem legal. – Joyce comentou. – Todas de acordo?&lt;br /&gt;As duas meninas balançaram a cabeça positivamente e Ariel fez um sinal de “Jóia” com a mão.&lt;br /&gt;- Certo. O que já temos em mãos? – Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;- Nomes... Só. – Joyce falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, aula normal. Prova de uma das matérias e nenhuma palavra sobre o trabalho. Durante o intervalo elas ficaram falando sobre suas paqueras, seus “ficantes” entre vários outros tipos de baboseira.&lt;br /&gt;Assim que saiu da escola, Ariel resolveu passar na padaria comprar algo para o almoço e passar na loja de câmeras fotográficas da sua mãe, comprar rolos de filme fotográfico para o trabalho.&lt;br /&gt;É claro que existem muitos outros tipos de câmeras fotográficas que não necessitam do filme, mas para Ariel, ver a foto na hora através de uma tela não tinha a menor graça. O que ela mais gostava em tirar fotos era o suspense da revelação.&lt;br /&gt;Como sua mãe, Rosa, montara uma loja de artigos para fotografia, ela tinha três tipos de câmera: uma meio antiga, com revelação á filme; outra com filme instantâneo e uma digital. Para o trabalho ela pretendia usar a de filme e a digital, só para caso de emergências.&lt;br /&gt;Andava pela rua com a cabeça erguida e com um leve sorriso estampado em sua face.&lt;br /&gt;Assim que chegou á loja, pegou dois rolos de filme atrás do balcão. Uma mulher entrou na loja naquele exato momento. Sua mãe devia estar revelando algumas fotos no fundo.&lt;br /&gt;- Oi! Viu... Você poderia me dizer se...&lt;br /&gt;Ariel assustou-se.&lt;br /&gt;- Ah... Eu... Eu não trabalho aqui e... – respondeu.&lt;br /&gt;- Não... Eu queria saber se você tem uma câmera do tipo HP 2005 com um chip Sleam Dreams embutido e com lentes HDO...&lt;br /&gt;Ariel notou algo errado.&lt;br /&gt;- O que você realmente quer aqui?&lt;br /&gt;A mulher começou a baixar o tom de sua voz, até se transformar em um sussurro.&lt;br /&gt;- É que eu quero que você reforme essa foto da minha mamãe... Ela está doente, está lá fora esperando eu comprar uma câmera e eu queria fazer uma surpresa. Ela diz que há fantasmas por todo lado na foto... E realmente a foto está manchada... Será que você?...&lt;br /&gt;Ariel entendeu na hora. Ela fizera um curso sobre tratamento de foto há pouco e saberia o que fazer. A mulher lhe entregou a foto. Ela nem olhou e colocou rapidamente no “scanner” do computador para que pudesse trabalhar nela.&lt;br /&gt;- Eu nem trabalho aqui... Essa loja é da minha mãe... – confessou.&lt;br /&gt;A mulher pareceu entristecer.&lt;br /&gt;Ela parecia ser uma pessoa boa, alegre. Tinha em torno dos quarenta e vestia-se toda de verde com um chapéu chamativo lilás. Era magra e usava um batom vermelho, assim como seus cabelos, que eram apenas um pouco mais escuros que os cabelos de Ariel, os fios brilhavam conforme a mulher se mexia. Quando ela falava, mostrava seus dentes enormes e brancos e estava sempre sorrindo, o que deixava suas bochechas muito avermelhadas.&lt;br /&gt;- Mas... Mas você não pode fazer nada? – a estranha disse, sem seu sorriso exuberante.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça positivamente enquanto abria a foto. A garota sorriu e disse alegremente:&lt;br /&gt;- Posso fazer sim... E se eu for mais rápida que minha mãe, isso não vai lhe custar nada.&lt;br /&gt;A mulher sorriu novamente.&lt;br /&gt;De repente, Ariel começou a sentir-se mal. Seu sorriso desapareceu assim que olhou para a foto.&lt;br /&gt;Havia uma velhinha no centro dela, sentada em uma cadeira de balanço que aparentava ser tão idosa quanto ela pela cor descascada da madeira. Atrás estava uma mesinha com um vaso de flores, e adiante dessa mesinha havia um vulto branco, com o formato de um rosto, que olhava para a senhora de idade.&lt;br /&gt;Ariel gaguejou por alguns instantes, tentava olhar para a mulher que a aguardava por trás do balcão, mas não conseguia desgrudar os olhos daquela imagem enigmática e bizarra.&lt;br /&gt;Rapidamente, a garota começou a trabalhar na foto. Cobriu o vulto com a mesma cor da parede. “Concertou” a cadeira de balanço, deixando-a com um aspecto novo e até amenizou algumas rugas da velha e aumentou o colorido de seus olhos verdes, cansados, agora com um novo brilho.&lt;br /&gt;Assim que terminou o trabalho, em menos de dez minutos, imprimiu a nova foto e a entregou á mulher. Que aumentou ainda mais seu sorriso ao olhar a fotografia.&lt;br /&gt;Com esse mesmo sorriso ela retirou duas notas de cinqüenta reais e as deixou em cima do balcão, sem dizer nenhuma palavra, e foi embora.&lt;br /&gt;Ariel tentou dizer que nem precisava pagar, mas apenas gaguejou algumas palavras que não saíram a tempo da mulher ouvir.&lt;br /&gt;Logo depois, sua mãe saiu da “sala vermelha” e olhou de cima abaixo a garota trêmula que segurava duas notas de cinqüenta reais na mão direita.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui? – perguntou.&lt;br /&gt;Ariel deixou que escorressem algumas lagrimas pelas suas bochechas rosadas e logo depois começou a explicar para a mãe com a voz tremendo:&lt;br /&gt;- Essa mulher veio aqui pedindo ajuda com uma foto... Eu arrumei completamente a foto e disse que ela não precisaria pagar, mas... Estou achando que ela gostou demais do resultado. – assim que terminou a frase, a garota levantou a mão com as duas notas.&lt;br /&gt;A mãe deu um sorriso.&lt;br /&gt;- Então, esses cem reais vão ficar para você gastar como quiser! – falou.&lt;br /&gt;As duas abraçaram-se e Ariel saiu da loja esfregando as costas de suas mãos sobre suas bochechas.&lt;br /&gt;Assim que saiu na rua, ela viu a mulher vestida de verde que empurrava uma cadeira de rodas. Resolveu chamar. Queria ao menos saber os nomes.&lt;br /&gt;- Ei! Ei vocês! – disse, balançando os braços de um lado para o outro já abrindo um novo sorriso.&lt;br /&gt;A mulher de verde olhou para trás, o que fez Ariel cair no chão de susto. Seu sorriso desaparecera na hora, dando lugar á uma face de espanto e pavor.&lt;br /&gt;Sua boca abria como se fosse gritar. Nenhum som saia.&lt;br /&gt;A boca da mulher...&lt;br /&gt;Sua boca estava costurada com grossos fios pretos e dos buracos que eles abriam em seus lábios, escorria um sangue escuro. Ela estava mais pálida que quando estava na loja e sua pele estava terrivelmente seca.&lt;br /&gt;Ariel gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce não demorou muito para encontrar o telefone do investigador Henrique. Acabara de chegar da escola, portanto nem tirara o uniforme ainda, apenas pegou a lista telefônica, encontrou o número, o anotou em um pedaço de papel e então foi tomar banho.&lt;br /&gt;A água quente caía sobre seu rosto enquanto ela ensaboava o próprio corpo com um sabonete azul. Foi quando percebeu algo errado sobre a entrega do trabalho. Por que eles dariam tanto tempo assim? Será por valer uma nota tão alta? Se fosse... Era para o inicio do próximo bimestre.&lt;br /&gt;Inicio.&lt;br /&gt;A prova do bimestre atual é a que valeria trinta por cento da nota, segundo alguns professores.&lt;br /&gt;Eles vão mudar a data de entrega para pegar os alunos de surpresa!&lt;br /&gt;Uma maldade... Mas é o que pretendem fazer.&lt;br /&gt;Joyce terminou o banho rapidamente, colocou uma blusa branca, sem mangas e meio larga, uma calça jeans e seus velhos tênis de corrida. Assim que terminou de se vestir, foi para seu quarto e pegou, ao lado do computador, seu telefone sem fio, onde discara o número de Giovanna.&lt;br /&gt;Chamou por um tempo e depois de mais ou menos vinte segundos, alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem fala? – Joyce perguntou.&lt;br /&gt;- Giovanna. Com quem deseja falar?&lt;br /&gt;- Sou eu! A Joyce!&lt;br /&gt;- Oi! Tudo legal aí com você?&lt;br /&gt;- Ah! Eu estou bem... – ela falou desanimada.&lt;br /&gt;- E com o trabalho? – a voz de Giovanna estava com um tom de preocupação.&lt;br /&gt;- Nada muito bem... Era pra falar sobre isso que te liguei! – Joyce disse, enquanto ia para a cozinha vasculhar os armários.&lt;br /&gt;- Me conte! O que aconteceu?&lt;br /&gt;- É certeza. Os professores vão mudar o dia da entrega. Eles vão adiantar o dia.&lt;br /&gt;Giovanna fez um som de confusão. Engasgou-se com algo.&lt;br /&gt;- Você está bem? – Joyce perguntou.&lt;br /&gt;- Estou sim... Me engasguei com a água. – suspirou, retomando o fôlego e continuou logo depois. – Me conte essa história direito!&lt;br /&gt;Joyce parou de olhar os armários e sentou-se em uma cadeira, preocupada.&lt;br /&gt;- O professor falou que o trabalho era pro inicio do bimestre que vem... Certo?&lt;br /&gt;- Sim, sim... E...&lt;br /&gt;- Acontece que as provas desse bimestre estão valendo trinta por cento da nota! Desse bimestre! Assim como os professores explicaram no dia da prova, lembra?&lt;br /&gt;Giovanna entendeu na hora. As duas ficaram em silêncio por um longo minuto.&lt;br /&gt;- Eu ligo avisando a Jéssica e você avisa a Ariel... Pode ser? – Giovanna sugeriu.&lt;br /&gt;- Pode sim! Temos que nos apressar... Devemos aumentar o ritimo do trabalho para conseguirmos terminar antes da semana de entrega!&lt;br /&gt;- É... Primeiro o dever... Depois a diversão...&lt;br /&gt;- Tchau... – Joyce se despediu&lt;br /&gt;- Até.&lt;br /&gt;Assim que apertou o botão que desligava o telefone, a garota pegou dois pedaços de pão e fez um rápido sanduíche de presunto e queijo, do qual já mastigava uma mordida enquanto discava o número de Ariel.&lt;br /&gt;Chamou por um longo tempo e logo depois caiu na secretária eletrônica. Joyce resolveu ligar mais tarde. Terminou o sanduíche e pegou o papel onde estava anotado o número de Henrique.&lt;br /&gt;Discou. Chamou por pouco tempo e alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem fala? – Joyce cumprimentou.&lt;br /&gt;- Oi... Aqui fala Ângela.&lt;br /&gt;- Eu gostaria de falar com Henrique Augusto.&lt;br /&gt;Joyce sentiu desconfiança por parte do silêncio em que a mulher permaneceu por certo tempo.&lt;br /&gt;- O que você quer com ele? – Ângela perguntou.&lt;br /&gt;- São algumas perguntas para um trabalho de escola sobre uma investigação dele.&lt;br /&gt;- Ele não está interessado...&lt;br /&gt;- Por favor... Esse trabalho vale setenta por... – a mulher desligara.&lt;br /&gt;Assim que Joyce apertou o botão que desativava a ligação, o telefone tocou. A garota atendeu.&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Oi... Quem está falando?&lt;br /&gt;Joyce desligou e olhou o número do telefone de quem ligara por ultimo para saber quem era. Desconhecido. Ela não sabia de ninguém com aquele número. Resolveu anotá-lo de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água com açúcar, alguns carinhos da mãe, sentada em seu velho sofá laranja atrás da loja. Ariel começou a se acalmar do susto. Será que o que vira era verdade?&lt;br /&gt;A estranha simplesmente virou-se e saiu andando até desaparecer em meio á multidão. A garota não conseguia entender isso.&lt;br /&gt;Rosa conseguira acalmá-la com muita paciência. A sorte das duas era a falta de movimento na loja, que naquele momento caíra muito bem.&lt;br /&gt;- Eu não quero esses cem reais... – Ariel resmungou deixando o copo vazio nas mãos de sua mãe.&lt;br /&gt;- Tudo bem... Já está se sentindo melhor?&lt;br /&gt;A garota balançou a cabeça carinhosamente e a tombou nos ombros da mãe. Sentia seu rosto e suas bochechas muito quentes, devia estar corada.&lt;br /&gt;Fechou os olhos. Adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com um leve barulho. Não parecia ter dormido muito. Olhou para o relógio no alto da parede. Passaram-se três horas desde que chegara à loja.&lt;br /&gt;Ariel resolveu ir para sua casa, dormir, ao invés de ir tirar as fotos. Seu celular vibrou em seu bolso.&lt;br /&gt;- Alô? Quem é?&lt;br /&gt;- É a Joyce...&lt;br /&gt;- Oi! – Ariel cumprimentou.&lt;br /&gt;- Liguei para avisar que é pra você dar uma acelerada nas fotos...&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;A voz de Joyce parecia um pouco aflita, mas ao mesmo tempo, ansiosa.&lt;br /&gt;- O dia da entrega vai ser surpresa por que...&lt;br /&gt;A garota interrompeu a amiga. Estava muito chocada ainda para ouvir explicações mirabolantes.&lt;br /&gt;- Olha, não precisa explicar... Eu confio em você! Você é a loira mais inteligente da escola...&lt;br /&gt;- Ah... Nem sou tão loira assim!&lt;br /&gt;Ambas riram.&lt;br /&gt;- Mais alguma coisa? – Ariel perguntou.&lt;br /&gt;- Não... Foi só para dar uma acelerada em você mesmo...&lt;br /&gt;- Então depois a gente se fala... Quero ir pra casa descansar um pouco.&lt;br /&gt;- Ah... Ok... Até mais.&lt;br /&gt;Ariel lembrou-se da foto sinistra.&lt;br /&gt;- Espera! – falou, levantando-se do sofá em um pulo.&lt;br /&gt;- Fale...&lt;br /&gt;- Vou te enviar um e-mail com uma foto sinistra de uma cliente aqui da loja...&lt;br /&gt;- Você está na loja?&lt;br /&gt;- Estou.&lt;br /&gt;Ariel foi andando depressa até o computador. Enviou a foto para o endereço eletrônico de Joyce e imprimiu uma cópia para ela mesma.&lt;br /&gt;- A filha dessa mulher na foto pediu para que eu retirasse o fantasma dessa foto... Logo depois que ela saiu da loja, eu sai também... Mas então eu vi que elas estavam ainda nessa mesma rua. Chamei por elas e então...&lt;br /&gt;Ariel ficou muda.&lt;br /&gt;- O que houve?&lt;br /&gt;- Elas estavam diferentes... Pálidas... Foi horrível... A boca da filha estava costurada... – a garota choramingou.&lt;br /&gt;- Credo! É verdade?&lt;br /&gt;Ariel deu um gemido choroso como resposta e logo depois falou:&lt;br /&gt;- Preciso ir para minha casa descansar.&lt;br /&gt;- Quer que eu vá até aí na loja de sua mãe te buscar? Não é longe né?&lt;br /&gt;- Quero sim... Não é tão longe daí... É só andar três quadras em linha reta á direita da sua casa e você já encontra a loja. É aquela loja amarela que a gente passou em frente...&lt;br /&gt;- Tá... Me espere aí!&lt;br /&gt;Desligou.&lt;br /&gt;Ariel deitou no sofá esperando pela amiga, que chegou vinte minutos depois, quando a garota já estava quase pegando no sono novamente.&lt;br /&gt;Ela teve que contar a história novamente á caminho de sua casa e Joyce, por sua vez, explicou o porquê do adiantamento do trabalho.&lt;br /&gt;Assim que alcançaram o portão da casa de Ariel, as duas pararam de andar.&lt;br /&gt;- Está entregue... – Joyce falou, com um leve sorriso em seu rosto.&lt;br /&gt;A outra garota balançou a cabeça positivamente depois de retirar um molho de chaves de seu bolso.&lt;br /&gt;- Nos vemos amanhã na escola então? – Ariel perguntou, despedindo-se.&lt;br /&gt;- Sim... Você não quer que eu vá com você tirar as fotos na casa depois de amanhã?&lt;br /&gt;A garota ruiva sorriu e logo depois balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;Despediram-se sem dizer nenhuma palavra, apenas com sorrisos.&lt;br /&gt;Ariel pegou seu molho de chaves, procurou por uma enferrujada e abriu o portão de sua casa. Assim que entrou, foi direto ao seu quarto, onde vestiu seu pijama, deixou suas roupas em um cesto no banheiro e se deitou. Pegou seu relógio despertador e o ajustou para que a acordasse seis horas da manhã.&lt;br /&gt;Que impressão era aquela que havia algo a mais no quarto?&lt;br /&gt;Seus olhos começaram a ficar pesados.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel levantou-se em um susto.&lt;br /&gt;Que barulho fora aquele vindo da parede? Ficou em silêncio por algum tempo para ver se ouvia alguma coisa. Nada. Deitou-se novamente.&lt;br /&gt;Adormeceu não muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio despertador a acordou com seu irritante barulho de toda manhã. Ariel levantou-se em silêncio e apertou o botão que o desligava. Coçou levemente a cabeça e andou até a janela. Abriu-a forçando uma pequena maçaneta em seu meio.&lt;br /&gt;Ainda estava escuro lá fora. A garota resolveu olhar que horas eram. Virou-se para o relógio despertador em cima do criado mudo, que mais parecia uma caixa preta com uma tela verde escuro, onde estavam marcados os números vermelhos: 01 hr 37 min.&lt;br /&gt;Ariel estranhou. Não fora esse o horário que ela programara no dia anterior.&lt;br /&gt;De repente, seu celular toca. A garota se assusta e corre buscá-lo no bolso de sua calça, que estava amassada em cima do cesto de roupas sujas, no banheiro.&lt;br /&gt;Sua mãe já falara várias vezes para tomar mais cuidado com isso, mas Ariel nunca se lembrara de tirar o celular do bolso na hora de colocar as roupas para lavar.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Ariel desligou. Olhou-se no espelho. Gritou.&lt;br /&gt;A garota agarrou o celular e saiu correndo para debaixo das cobertas. Ela ligou o aparelho para ver o número do telefone de quem ligara. Era desconhecido. Ariel apertou o botão de rediscagem.&lt;br /&gt;Chamou. Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? – cumprimentou uma voz masculina sonolenta do outro lado da linha. – Quem está ligando a essas horas?&lt;br /&gt;- Mas foi você que me ligou agora pouco e não falou nada! Que brincadeira é essa?&lt;br /&gt;De repente o homem pareceu preocupado.&lt;br /&gt;- Vocês não entraram na casa né?&lt;br /&gt;Ariel não entendeu muito bem, mas sabia de que casa ele estava falando.&lt;br /&gt;- Não... Mas quase... – respondeu incerta.&lt;br /&gt;- A gente precisa se encontrar!&lt;br /&gt;- Como assim? - a garota começou a gaguejar, não sabia o que dizer.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém que sabe sobre a casa?&lt;br /&gt;- Minhas amigas...&lt;br /&gt;- Preciso que todas venham me ver... Meio dia... No Carlos’s Café Central. Pode ser?&lt;br /&gt;Ariel não entendeu nada. O homem desligara. Ela continuou deitada, mas não dormiu mais aquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juro! Havia alguém atrás de mim no espelho!&lt;br /&gt;Todas estavam sérias. Menos Giovanna, que continha um sorriso estranho em seu rosto.&lt;br /&gt;- É meio difícil de acreditar, Ariel... – Joyce falou.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça positivamente e continuou contando:&lt;br /&gt;- Eu sei... E depois disso, o celular tocou. Eu atendi, mas ninguém respondeu, logo depois eu liguei de volta e um homem atendeu. Ele perguntou se a gente havia entrado na casa depois que contei que ele tinha ligado no meu celular e não tinha respondido nada. E ele também falou pra gente encontrar ele no Carlos’s Café Central, ao meio dia...&lt;br /&gt;- Isso é... Louco demais. – Jéssica falou, após alguns momentos de silêncio entre as garotas.&lt;br /&gt;- Então vamos encontrá-lo para saber sobre o que se trata. – Giovanna sugeriu.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram com a cabeça e voltaram aos seus lugares, quando o professor voltou para a classe.&lt;br /&gt;Joyce não agüentava mais... Ela tinha de fazer algo... Ela sentia que deveria avisar aos seus outros colegas de classe sobre a data de entrega, ninguém mais parecia saber.&lt;br /&gt;A garota ergueu o braço. O professor interrompeu a explicação.&lt;br /&gt;- Fale Joyce... Qual sua pergunta?&lt;br /&gt;Ela deu um suspiro e começou a falar:&lt;br /&gt;- Quando você vai falar que o trabalho valendo setenta por cento da nota é para esse bimestre? Ou seja, Para daqui três semanas.&lt;br /&gt;O professor assustou-se. Seus olhos se arregalaram. Ele abria a boca como se fosse dizer algo, mas nenhum som saia.&lt;br /&gt;Joyce olhou ao seu redor. Todos pareciam chocados e surpresos com o que a garota falara e ela gostou dos cochichos que começaram a soar por toda a sala.&lt;br /&gt;- Como você chegou á essa conclusão? – Hélio, o professor, perguntara.&lt;br /&gt;- Se aprova desse bimestre vale trinta por cento, por que o trabalho seria entregue no início do bimestre que vem? Se formos calcular mesmo, teremos duas semanas para fazê-lo! – ela jogou seus cabelos para trás dos ombros. – E isso iria acabar prejudicando as pessoas que não começaram no dia em que você falou sobre o trabalho.&lt;br /&gt;- É mesmo... Isso é injusto! – Jéssica falou, logo depois, dando uma piscadela para Joyce.&lt;br /&gt;O professor parecia não saber o que fazer.&lt;br /&gt;- Nós iríamos esperar uma semana para contar á vocês.&lt;br /&gt;Todos os alunos ficaram bravos com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onze horas e trinta minutos, as aulas encerraram-se com o sinal que fez com que todos os alunos saíssem das salas de aula depressa.&lt;br /&gt;As quatro garotas também saíram rapidamente, para chegarem á tempo no local combinado pelo estranho, que nem era tão longe da escola.&lt;br /&gt;Durante o caminho não houve troca de palavras entre as amigas, que caminhavam rapidamente sob ameaça de chuva.&lt;br /&gt;A lanchonete era muito bonita e confortável. Continha mesas redondas de pedra e o piso azul, assim como as paredes. Havia um aparelho de ar condicionado atrás do balcão, que também era de pedra e um relógio em cima da máquina de café expresso.&lt;br /&gt;As garotas escolheram a mesa mais próxima da porta de entrada para que ficasse mais fácil para o estranho vê-las. Sentaram-se e esperaram até a garçonete chegar.&lt;br /&gt;- O que desejam?&lt;br /&gt;- Eu quero um suco bem gelado de laranja com acerola... – Giovanna pediu, com um sorriso simpático em seu rosto.&lt;br /&gt;A mulher anotou em um pequeno papel que cabia na palma de sua mão.&lt;br /&gt;- E vocês? – perguntou.&lt;br /&gt;- Quero um pão de queijo e uma xícara de leite achocolatado. – Joyce pediu.&lt;br /&gt;- Eu quero um pedaço de torta de chocolate. – Jéssica falou, coçando seus cabelos escuros com a ponta dos dedos.&lt;br /&gt;- E você garota? – a garçonete perguntou.&lt;br /&gt;Ariel não ouvira. Olhava fixamente para um homem, que comia um sanduíche enquanto lia jornal do outro lado da lanchonete. Ela tentava ler o que dizia o título da manchete principal.&lt;br /&gt;Investigador...&lt;br /&gt;- O que você quer garota?&lt;br /&gt;Desaparecido...&lt;br /&gt;- Ei! – Todas as outras garotas falaram em conjunto.&lt;br /&gt;Ariel levantou-se e foi até o homem.&lt;br /&gt;-Ei... Senhor...&lt;br /&gt;Ele colocou o sanduíche em seu prato e olhou para ela.&lt;br /&gt;- Pois não?&lt;br /&gt;- Posso dar uma olhada em seu jornal? – a garota pediu.&lt;br /&gt;- Pode... – o homem disse, entregando as folhas acinzentadas nas mãos de Ariel.&lt;br /&gt;A garota leu por alguns minutos e logo depois levou a mão à boca, abafando uma exclamação.&lt;br /&gt;Devolveu o jornal para o homem agradecendo, séria e voltou para junto das amigas.&lt;br /&gt;- Não temos mais o que fazer aqui... – falou.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – Giovanna perguntou.&lt;br /&gt;Ariel começou a estremecer dos pés á cabeça. Ela mal conseguia pronunciar as palavras.&lt;br /&gt;- O homem que viemos encontrar aqui desapareceu pela madrugada de hoje.&lt;br /&gt;- Mas... Você não disse que não sabia quem ligou? – indagou Joyce, desconfiada.&lt;br /&gt;- Será que é tão difícil de notar assim? Quem ligou foi o investigador Henrique... Aposto como era ele que viemos encontrar.&lt;br /&gt;Joyce agarrou o celular e discou o número do telefone que pegara. Chamou. Alguém atendeu. A mesma mulher com quem falara da ultima vez.&lt;br /&gt;- Alô? – a mulher cumprimentou.&lt;br /&gt;- Oi... Preciso só saber uma coisa... Você me responde com sinceridade?&lt;br /&gt;- Quem está falando?&lt;br /&gt;- A mesma garota que ligou para você esses dias... Henrique costumava vir á um lugar chamado Carlos’s Café Central?&lt;br /&gt;A estranha chocou-se com a pergunta.&lt;br /&gt;- Ele tomava café da manhã todos os dias aí... – a mulher respondeu com voz de choro e logo depois desligou.&lt;br /&gt;Joyce levou o celular ao colo e o segurou com as duas mãos enquanto falou:&lt;br /&gt;- Era ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone celular tocou, o que fez com que Henrique levantasse da cama em um pulo. Ângela não acordara e continuou com os olhos fechados, em seu lado da cama. Ele pegou o aparelho e atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem está ligando há essas horas?&lt;br /&gt;- Mas foi você que me ligou agora pouco e não falou nada! – respondeu uma fina e assustada voz de garota do outro lado da linha.&lt;br /&gt;Henrique estranhou no começo, mas logo entendeu do que se tratava e ficou muito preocupado. Não era a primeira vez que celulares faziam ligações estranhas no meio da noite, nem era o primeiro fenômeno estranho que ele encarava desde que tinha pego aquele caso. Só não entendia como aquela garota chegara à Alice.&lt;br /&gt;- Vocês não entraram na casa né? – perguntou.&lt;br /&gt;A estranha pareceu confusa por um instante.&lt;br /&gt;- Não... Mas quase... – respondeu incerta.&lt;br /&gt;Ele tinha de fazer algo... A casa já fizera suas vítimas antes, ele deveria salvar aquela garota, antes que acontecesse o mesmo que houve com seus amigos.&lt;br /&gt;- A gente precisa se encontrar!&lt;br /&gt;- Como assim? - a garota começou a gaguejar, parecia não saber o que dizer.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém que sabe sobre a casa?&lt;br /&gt;- Minhas amigas...&lt;br /&gt;- Preciso que todas venham me ver... Meio dia... No Carlos’s Café Central. Pode ser?&lt;br /&gt;Agitado, Henrique desligou sem nem ao menos esperar uma resposta. Ele vestiu as primeiras peças de roupa que encontrou e, em silêncio, deixou o apartamento.&lt;br /&gt;Corria pelas ruas gélidas, sem nem saber o que fazer. Ia para a casa tentar encontrar um modo de freá-la, apesar de imaginar que isso fosse impossível.&lt;br /&gt;Parou em frente ao portão. Fitou-a por longos segundos.&lt;br /&gt;Cedo ou tarde aquilo iria acontecer e ele preferia que acontecesse logo. Não agüentava mais a esconder de Ângela e de sua filha, Carol. Aquela casa...&lt;br /&gt;A mesma casa que matara três de seus colegas de trabalho e desaparecera com mais várias pessoas. Ele tinha certeza. Alice estava lá.&lt;br /&gt;O jardim estava podre. A grama estava completamente estragada. Não tinha uma folha sequer nas árvores ao seu redor e não havia uma vez que Henrique pesasse na casa sem arrepiar-se dos pés á cabeça.&lt;br /&gt;A pintura das paredes já estava começando a descascar-se e o local já estava começando a ficar todo empoeirado.&lt;br /&gt;O portão rangeu alto e agudo quando ele o abriu. A porta estava trancada.&lt;br /&gt;“Aquelas garotas...”&lt;br /&gt;O investigador fizera uma cópia das chaves para ele, as mesmas chaves que estavam em seu bolso e que ele não estava com coragem de pegar.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Caiu sentado, recostado á parede.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Choramingava. Era triste o que ia acontecer.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Henrique levantou-se assustado. O barulho estava vindo de dentro da casa.&lt;br /&gt;Pegou as chaves e abriu a porta. Entrou.&lt;br /&gt;“Alice...”&lt;br /&gt;Ele foi andando vagarosamente pelo corredor. Até chegar á cozinha, cuja parede que a dividia da sala, estava toda destruída.&lt;br /&gt;“Tomara que não façam um museu ou qualquer outra coisa pública aqui dentro!”&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O barulho vinha do segundo andar da casa.&lt;br /&gt;Ele voltou á sala, que possuía uma velha cadeira de balanço, dois sofás de cor mostarda, uma mesinha com um vaso em seu centro e uma escadaria para o segundo andar, com os quartos. Henrique subira. O andar de cima era um simples corredor pequeno com duas portas. Ambas levavam á quartos.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O investigador entrou no quarto de onde vinha o som. Os móveis já nem estavam lá. Apenas restava o piso empoeirado e o guarda-roupa desmontado, no chão.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Algo cai do teto. Henrique grita. Era ela.&lt;br /&gt;Ela começa a se levantar. Seus cabelos negros escondiam sua face. Sua carne estava apodrecida, azulada.&lt;br /&gt;O homem sai correndo. Não havia como pará-la, ele tinha certeza.&lt;br /&gt;“Pobres garotas...”&lt;br /&gt;Seus olhos estavam ardendo. Ele os esfregava. Coçava. Com as unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giovanna estava em frente á delegacia, segurando seu bloco de anotações, preparada para fazer várias perguntas.&lt;br /&gt;Ela deu um leve suspiro e entrou.&lt;br /&gt;Existia lá um balcão de madeira, logo na entrada, e nele havia um computador. Atrás desse balcão estava um policial gordinho, com seu uniforme azul-marinho e um distintivo dourado com o símbolo da polícia em seu ombro direito. um ventilador de teto girava, fazendo um estranho barulho parecido com um gemido.&lt;br /&gt;A garota entrou e foi logo falando com o policial:&lt;br /&gt;- Oi? Tudo bem?&lt;br /&gt;Ele estranhou, mas mesmo assim respondeu:&lt;br /&gt;- Tudo bem sim... O que você deseja?&lt;br /&gt;Giovanna jogou os cabelos para trás e retesou o papel de anotações, colocando-o mais próximo de seu peito.&lt;br /&gt;- Eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre um caso de alguns anos atrás. – falou.&lt;br /&gt;- Me desculpe senhorita, mas não podemos revelar quaisquer detalhes sobre o que aconteceu.&lt;br /&gt;- Mas é para um trabalho de escola muito, muito, muito importante... Por favor?&lt;br /&gt;- Por acaso não seria aquele trabalho que vale setenta por cento da nota de meia dúzia de matérias é? – o policial perguntou risonho.&lt;br /&gt;- É sim, mas como você sabe sobre este trabalho?&lt;br /&gt;- Minha filha estuda na mesma escola que você. Provavelmente.&lt;br /&gt;- Então... Não tem mesmo como você me passar tais informações?&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça negativamente. Giovanna bufou, mas teve uma idéia de como conseguir os arquivos.&lt;br /&gt;- Então... Vou indo... – disse, com voz triste e saindo do local.&lt;br /&gt;Passou na locadora, onde pegou três filmes para passar a tarde. Dois deles eram de horror, e o outro era uma comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssica estava há meia hora pesquisando, mas não conseguira encontrar nada além do que Joyce conseguira. Resolveu deixar de lado para deitar-se um pouco.&lt;br /&gt;Levantou da cadeira, em seu quarto escuro, e quase tropeçou em uma sandália, no chão, a caminho do banheiro, onde pretendia tomar um banho.&lt;br /&gt;Despiu-se e entrou debaixo do chuveiro, de onde escorria uma morna água que embaçava todo o box e o espelho.&lt;br /&gt;Era relaxante.&lt;br /&gt;Após terminar, buscou pela toalha pendurada na parede do lado oposto do chuveiro. Enxugou seu rosto para que pudesse abrir os olhos. Desligou a água com certa dificuldade devido ás mãos molhadas e escorregadias.&lt;br /&gt;Terminou de se secar e foi até o quarto vestir seu pijama.&lt;br /&gt;Alguém toca a campainha e, terminando de colocar a blusa, ela vai buscar as chaves da casa na gaveta de sua escrivaninha.&lt;br /&gt;A campainha é tocada novamente.&lt;br /&gt;Jéssica corre até a porta e espia pelo olho mágico. Não havia ninguém.&lt;br /&gt;A garota dá as costas para ir para sua cama. A campainha é tocada novamente. Ela assustou-se e virou novamente para a porta.&lt;br /&gt;- Quem será que está me enchendo? – reclamou.&lt;br /&gt;Ela olhou pelo olho mágico novamente. Gritou. Caiu no chão.&lt;br /&gt;Uma mulher, com os cabelos escondendo seus olhos, a pele azulada e uma camisola branca encarava o olho mágico.&lt;br /&gt;- QUEM É? – gritou.&lt;br /&gt;Levantou-se do chão e abriu a porta. Olhou para os dois lados do corredor. Não tinha nada, nem ninguém por lá.&lt;br /&gt;Jéssica entrou, trancou a porta com a chave e foi correndo pegar seu telefone. Discou o número do celular de sua mãe. Chamou por um tempo até que alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Olá?&lt;br /&gt;-Mãe?&lt;br /&gt;- Fale querida... – a mãe respondeu, com um tom de preocupação em sua voz.&lt;br /&gt;- Não tem como você chegar em casa mais rápido?&lt;br /&gt;- Eu já estou á caminho... Por quê?&lt;br /&gt;- Estou com medo. – chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal para o intervalo ecoou por todas as salas, o que fez os alunos saírem imediatamente para o pátio. Apenas sobraram as quatro garotas dentro da sala de aula.&lt;br /&gt;- Eu estou com medo desse trabalho... – Jéssica admitiu.&lt;br /&gt;As outras se espantaram com o que ela falara. Ariel entendeu que fora esse o motivo de seu silêncio na entrada e durante as aulas.&lt;br /&gt;- Eu também. – Ariel disse, colocando uma goma de mascar em sua boca.&lt;br /&gt;Giovanna balançou a cabeça negativamente e logo depois falou:&lt;br /&gt;- Ah! Parem com isso! É só um trabalho idiota...&lt;br /&gt;- Um trabalho idiota que está nos deixando com muito medo! – Joyce completou.&lt;br /&gt;Ariel saiu da classe e foi seguida pelas outras, todas se sentaram no primeiro banco que viram.&lt;br /&gt;- Eu sei que fiquei encarregada de tirar as fotos. Mas não vou lá sozinha de jeito nenhum! – falou.&lt;br /&gt;- Eu disse que ia com você. – Joyce retrucou.&lt;br /&gt;- É... Mas quero que todas nós entremos juntas lá!&lt;br /&gt;Giovanna abriu a boca como se fosse reclamar do pedido de Ariel, mas foi parada por um olhar de Joyce.&lt;br /&gt;- É... Vamos... – Jéssica concordou.&lt;br /&gt;- Pode ser. – Giovanna respondeu, dando de ombros.&lt;br /&gt;- Então está combinado! Amanhã. – confirmou Joyce, coçando os cabelos com as pontas dos dedos.&lt;br /&gt;“O que há de errado com essa casa?” Ariel pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline já estava pesquisando sobre Jack, o assassino serial famoso, há horas em seu computador. Coletava as informações cuidadosamente pelo valor do trabalho.&lt;br /&gt;Seu grupo decidira fazer um filme sobre Jack, um filme cinematográfico contando um pouco sobre ele e para o final, estava decidido que haveria uma morte, como clímax.&lt;br /&gt;Tinham pouco tempo, portanto, conforme ela lia, já ia separando algo concreto para o trabalho e esperava que os outros integrantes do grupo estivessem fazendo o mesmo naquele momento.&lt;br /&gt;Suas pálpebras começaram a ficar pesadas e uma imensa vontade de dormir lhe chegou á cabeça.&lt;br /&gt;Não. Não poderia dormir. Levantou-se da cadeira e foi até a cozinha. Bebeu um copo de água gelada de uma jarra tirada de dentro da geladeira. Foi para o banheiro, onde colocou as duas mãos em forma de conchas em frente á pia aberta, enchendo-as com água e logo depois, lavando sua face.&lt;br /&gt;Voltou para o computador. Continuou pesquisando sobre Jack. A campainha toca.&lt;br /&gt;Aline vai atendê-la. Caminha rapidamente para o quarto de sua mãe adormecida, vasculhando o guarda-roupa em busca da bolsa com a chave do apartamento, caso tivesse que abrir a porta.&lt;br /&gt;Assim que a encontrou, abriu o zíper e de dentro retirou o molho de chaves.&lt;br /&gt;Foi até a porta rapidamente e inclinou-se para espiar o olho mágico.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;Havia cinco pessoas lá fora. Três mulheres e dois homens, uma delas, sentada em uma cadeira de rodas. As outras duas estavam de pé, com os rostos cobertos pelos cabelos. Os dois homens escondiam suas faces com as mãos enquanto coçavam as pálpebras com o dedo indicador e o dedo do meio e esfregavam seus mindinhos na boca, com as mãos todas sujas de sangue. Os cinco tinham a pele pálida, azulada, com as veias bem á mostra.&lt;br /&gt;Aline continuou gritando, tomando fôlego para gritar novamente. Caiu com as costas no chão. Balançava sua cabeça sem parar.&lt;br /&gt;Regiane, sua mãe, veio ao seu encontro, correndo, ajoelhou-se no chão ao seu lado e a abraçou.&lt;br /&gt;- Já passou querida... Já passou... Me conta o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem eram aquelas pessoas?&lt;br /&gt;Aline esforçou-se para tomar o café da manhã, mas acabou apenas tomando o leite achocolatado. Não parava de pensar no que acontecera.&lt;br /&gt;Foi até a escola de carona com sua mãe, que trabalhava lá perto e assim que chegou, andou direto para o pátio, onde Carol e Thomas, seus melhores amigos, lhe aguardavam.&lt;br /&gt;- Oi Aline... Nossa! Parece que alguém não dormiu muito bem! – Carol cumprimentou a amiga, que se sentava ao seu lado.&lt;br /&gt;- Eu não dormi muito bem não... Eu simplesmente passei a noite toda acordada sem pregar os olhos! – a garota respondeu séria. – Aliás, dormi sim. Por dez minutos. Acordei logo em seguida com um pesadelo.&lt;br /&gt;- Credo! Mas o que aconteceu? – Thomas perguntou.&lt;br /&gt;Aline não queria falar sobre aquilo, mas resolveu contar.&lt;br /&gt;- Eu estava pesquisando pro trabalho quando, de repente, a campainha tocou. Eu peguei as chaves na bolsa da minha mãe e fui ver quem era.&lt;br /&gt;- E? – o amigo caçoou.&lt;br /&gt;- Quando olhei no olho mágico, vi cinco pessoas, dois homens e três mulheres. Não sei explicar, mas eles eram fantasmas.&lt;br /&gt;Os outros dois ficaram confusos.&lt;br /&gt;- Fantasmas? Como assim? – perguntou Carol, já se preparando para entrar na sala de aula.&lt;br /&gt;- Corpos azulados, sangrando, com cabelos em cima dos olhos. Horrível! – Aline começou a choramingar e seus olhos se encheram de lágrimas de desespero. – E tinha uma delas que estava em uma cadeira de rodas. – continuou.&lt;br /&gt;- Ué, vai ver era a família do Peter querendo te conhecer! – Thomas riu.&lt;br /&gt;- Eu não estou brincando! – Aline gritou. – Você pensa que eles não existem? Espere só se fizerem uma visitinha em SUA casa! Quero só ver você caçoar!&lt;br /&gt;- Sem stress Aline! – Carol acalmou. – Estão todos olhando!&lt;br /&gt;A garota observou seu redor, todos mantinham seus olhos nos três. Thomas saiu de perto das duas, risonho e ficou em frente á porta da sala de aula esperando.&lt;br /&gt;Já estava na terceira aula, todos apenas pensavam no trabalho desde que Joyce revelara que sua data seria adiantada.&lt;br /&gt;Thomas não parava de pensar no modo que sua amiga agiu quando ele brincara com ela sobre aquela história de fantasmas.&lt;br /&gt;De repente alguém bate na porta.&lt;br /&gt;A professora levantou os óculos, parou com o ditado e falou para o garoto:&lt;br /&gt;- Thomas, abra a porta, por favor?&lt;br /&gt;Ele sentava quase em frente á porta. Levantou-se de sua carteira e foi seguido pelos olhos de metade classe, pois o resto ainda fazia anotações.&lt;br /&gt;Abriu a porta. Tentou gritar, mas o som não saia. Seu corpo não dava nenhuma resposta. Ele ficara parado, ali, olhando para aquelas cinco pessoas que estavam em sua frente.&lt;br /&gt;Aline desviou a atenção de seu caderno para olhar o que estava acontecendo. Gritou. Levantou-se rapidamente, empurrando sua carteira de modo que a maioria de suas coisas foram derrubadas.&lt;br /&gt;Correu até Thomas e fechou a porta antes de cair com as costas para o chão. Olhou para o amigo, que continuava em estado de choque e disse:&lt;br /&gt;- Eu disse. – sua voz tremia.&lt;br /&gt;Os outros alunos riam, a não ser por Joyce, Ariel, Giovanna, Jéssica e Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três garotas haviam combinado para que se encontrassem na esquina da casa, Jéssica foi a primeira a chegar. Esperou por mais cinco minutos até que Giovanna chegou.&lt;br /&gt;- Olá! – as duas se cumprimentaram ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;- Eu falei com a Clarisse hoje, para ver se ela trabalhava com gente e ajudava a encontrar os arquivos da casa no trabalho do pai dela... – contou Giovanna&lt;br /&gt;- No que deu? – Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;- Nada feito, ela não topou ajudar. Mas eu vou falar com o Thomas pra ver se ele faz esse favor.&lt;br /&gt;- Mas e se o irmão dela não aceitar também?&lt;br /&gt;- Eu posso seduzir ele... – Giovanna riu.&lt;br /&gt;Ariel chegou.&lt;br /&gt;- Oi pessoal. – cumprimentou, desanimada.&lt;br /&gt;As outras duas fizeram um sinal com a cabeça.&lt;br /&gt;- Eu tenho certeza que a Aline e o Thomas viram alguma coisa! Tenho certeza que tem a ver com a casa!&lt;br /&gt;- Nossa! Que mania de perseguição com essa casa! – Giovanna falou, rindo da amiga.&lt;br /&gt;Ariel não falou nada, apenas ficou séria.&lt;br /&gt;De repente Joyce chega.&lt;br /&gt;- Tem algo de estranho acontecendo! – falou.&lt;br /&gt;- Oi primeiro né? – cumprimentou Giovanna.&lt;br /&gt;- Decidi não falar nada na escola, mas o que aconteceu com o Thomas e a Aline foi muito estranho!&lt;br /&gt;- Você também? – reclamou a amiga.&lt;br /&gt;Jéssica parecia afobada. Virou-se para as outras e falou séria:&lt;br /&gt;- Vamos entrar ou não? Quero só terminar esse trabalho logo e esquecer tudo o que aconteceu!&lt;br /&gt;- Certo... – Ariel concordou, pegando sua câmera firme, com as duas mãos.&lt;br /&gt;As quatro caminharam até o local, cujo portão estava entreaberto.&lt;br /&gt;- Alguém esteve aqui! – Joyce falou incerta.&lt;br /&gt;Elas ficaram se encarando por um longo minuto. De repente Joyce sai do circulo repentinamente e atravessa o portão, quase correndo.&lt;br /&gt;- Joyce? O que você vai fazer? – Ariel grita enquanto vai atrás da amiga.&lt;br /&gt;As outras duas as seguem.&lt;br /&gt;Ariel entra na casa. Diminui o passo. Grita.&lt;br /&gt;Era a mesma sala da fotografia.&lt;br /&gt;Giovanna e Jéssica entram, quase trombando com a garota. Joyce estava ajoelhada ao chão, com as mãos tampando o rosto.&lt;br /&gt;Havia sangue por todo o chão. Menos nas paredes onde o sangue se interrompia.&lt;br /&gt;- Joyce? Você está bem? – Giovanna perguntou, andando até a amiga.&lt;br /&gt;- Tem... Tem algo dentro da parede...&lt;br /&gt;Giovanna olha para Jéssica.&lt;br /&gt;- Nós temos que chamar a polícia... – Ariel choramingou.&lt;br /&gt;- Não! – começou Joyce. – Não podemos envolver mais ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao menos uma boa notícia!” Pensou Jéssica, ao abrir sua caixa de correio em frente ao portão. Sua encomenda chegara. Uma webcam.&lt;br /&gt;Assim que pegou o pacote todo amarelo, foi o mais rápido o possível para seu quarto, testá-la. Ligou o computador e conectou-se á Internet. Para sua sorte, poderia testar a webcam com Giovanna, que também estava conectada.&lt;br /&gt;“Chegou a cam!” disse Jéssica, pulando as apresentações.&lt;br /&gt;“Não acredito... Já instalou?” a amiga perguntou, com grossas letras cor-de-rosa.&lt;br /&gt;“Já sim. Queria testar com você! Pode?”&lt;br /&gt;Giovanna concordou.&lt;br /&gt;Jéssica ligou o aparelho apertando um “botão” na tela do computador, assim, mostrando um grande quadro com a imagem de Giovanna e outro menor, onde ela mesma era mostrada.&lt;br /&gt;A amiga ligou o microfone.&lt;br /&gt;- Nossa! Que demais!&lt;br /&gt;- Nem fale! – Jéssica riu.&lt;br /&gt;- Ao menos algo legal hein! Mas mesmo assim é impossível esquecer o que aconteceu. – Giovanna falou séria.&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Vou beber água e já volto. – A amiga falou.&lt;br /&gt;Pela tela, Jéssica viu Giovanna levantando-se da cadeira e saindo por uma porta á sua direita. Era possível ver um guarda-roupa ao fundo.&lt;br /&gt;Ficou esperando.&lt;br /&gt;De repente a porta no quarto de Giovanna se abriu vagarosamente. A amiga entrou no quarto e caiu em frente ao guarda-roupa.&lt;br /&gt;Jéssica gritou olhando para a imagem na tela de seu computador.&lt;br /&gt;- Gio? Gio!&lt;br /&gt;Viu uma mulher entra pela porta do quarto de Giovanna. Com os cabelos em frente ao rosto, a pele toda azulada e um vestido branco, todo manchado de sangue.&lt;br /&gt;Jéssica tenta desligar o computador.&lt;br /&gt;Mancando, a mulher começa a andar em direção á câmera. A tela onde mostrava as imagens enviadas pela câmera de Giovanna começa a entrar em estática. Jéssica se afasta do monitor, do qual a estranha parecia ficar mais próxima a cada passo.&lt;br /&gt;A garota puxa o fio da tomada, mas o aparelho continua ligado por alguns instantes, enquanto a mulher no quarto de Giovanna continuava a se aproximar.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;O computador desliga.&lt;br /&gt;Com a respiração ofegante, Jéssica abre a porta para sair do quarto.&lt;br /&gt;As oito pessoas, todas olhando para a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariel começou a chorar quando viu Giovanna, toda vestida de azul claro, com os cabelos despenteados e enormes olheiras, deitada em uma cama com lençóis da mesma cor de sua roupa, ao lado de um aparelho que a mantinha respirando, em sua coma.&lt;br /&gt;“Por que não mataram Giovanna?” Se perguntava enquanto abraçava sua mãe, no corredor do hospital, em frente á uma vidraça por onde observavam a amiga.&lt;br /&gt;Joyce entrou pela porta. Foi correndo ver a amiga pela mesma vidraça que Ariel a observava. Assim que viu, levou a mão á boca.&lt;br /&gt;- Ariel... São eles... – comentou sussurrando.&lt;br /&gt;A mãe da garota não entendeu, mas nem questionou.&lt;br /&gt;Joyce olhou para Ariel. Elas tinham que ir até a casa de Giovanna e a de Jéssica para saber o que aconteceu.&lt;br /&gt;Começara a chover novamente. Jéssica era considerada desaparecida. Não haveria enterro pra ela, mesmo que Ariel e Joyce soubessem de sua morte, a mãe de Jéssica e os investigadores não encontraram corpo algum, mas as duas garotas eram certas do falecimento de sua amiga.&lt;br /&gt;Rosa retirou um guarda-chuva preto de sua bolsa e o abriu antes de sair do hospital.&lt;br /&gt;As duas despediram-se, ambas chorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline não sabia por que aquelas pessoas estavam aparecendo diante de seus olhos. Não sabia o que fazer a respeito disso. Ficara na diretoria naquele dia durante meia hora, enquanto o diretor tentava descobrir o que acontecera.&lt;br /&gt;Passaram-se dois dias desde então e ela não trocara uma palavra com Thomas.&lt;br /&gt;Faltavam dois minutos para bater o sinal. Ela correu beber água, sua garganta estava seca.&lt;br /&gt;Lá estava ele no bebedouro... Aline o ignorou, entrou na fila para beber a água mesmo assim. Quando Thomas virou-se para sair, a viu. Andou até ela.&lt;br /&gt;- Eu sei por que isso tá acontecendo com a gente. – o garoto falou.&lt;br /&gt;Aline saiu da fila, o agarrou pelo braço e levou até a quadra que já estava quase vazia.&lt;br /&gt;- Explica! Rápido! – exigiu.&lt;br /&gt;- Sabe... O grupo da Joyce e da Ariel?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Elas me pediram pra que eu entrasse no trabalho de meu pai e xerocasse uns arquivos confidenciais sobre uma casa... – ele contou.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E... E que nessa casa morreram aquelas pessoas que a gente tá vendo!&lt;br /&gt;Aline ficou muda por um tempo. O sinal soou.&lt;br /&gt;- Vamos... O sinal bateu... – a garota disse.&lt;br /&gt;De repente ela começa a chorar:&lt;br /&gt;– O que nós vamos fazer?&lt;br /&gt;A jovem caiu no chão, sentada. Thomas ajoelhou para ajudá-la a se levantar.&lt;br /&gt;- Nós vamos dar um jeito... Só espero que o grupo delas esteja bem...&lt;br /&gt;Aline enxugou as lágrimas e entrou junto á seu amigo, dentro da sala de aula, onde estavam faltando cinco pessoas: Jéssica, Giovanna, Joyce, Ariel e Carol.&lt;br /&gt;Quando os dois viram a falta das colegas, se entreolharam.&lt;br /&gt;Algo acontecera.&lt;br /&gt;O professor entrou na sala de aula com a face muito triste e cansada, pela primeira vez, sem óculos.&lt;br /&gt;Ele coçou os olhos com o indicador e o dedão e com a voz trêmula anunciou para a classe:&lt;br /&gt;- Tivemos hoje, uma notícia muito ruim... Péssima... Carol e Jéssica estão desaparecidas... Giovanna está no hospital, internada em estado grave.&lt;br /&gt;Aline levou as mãos á boca de espanto. Mal conseguia respirar.&lt;br /&gt;- Carol... Onde você está? – chorou a garota, que deixou a sala de aula, seguida por Thomas, ambos em estado de choque.&lt;br /&gt;Ela sentou em um dos bancos rapidamente e retirou o celular do bolso, discando o número da amiga.&lt;br /&gt;- Aline! – ele gritou. – Aline!&lt;br /&gt;O garoto sentou-se ao lado da amiga, que desesperada, chorava, com a orelha, grudada ao telefone móvel.&lt;br /&gt;- Aline... – ele conseguiu dizer.&lt;br /&gt;- A Carol não está bem, Thomas... Eu tenho certeza que algo aconteceu com ela!&lt;br /&gt;O celular chamou.&lt;br /&gt;Chamou.&lt;br /&gt;Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Alô... Carol? – Aline falou, quase gritando.&lt;br /&gt;Um estranho barulho começou a sair do aparelho. Um barulho orgânico e úmido.&lt;br /&gt;A garota começou a chorar. Jogou o celular, que se espatifou na parede e caiu, á alguns centímetros de sua bateria, quebrado no chão.&lt;br /&gt;O barulho continuava cada vez mais alto.&lt;br /&gt;Thomas abraçou Aline, ela olhou para seus olhos. Gritou.&lt;br /&gt;Ele estava como uma das pessoas que ela vira. Sem os olhos.&lt;br /&gt;Gritou novamente, saiu correndo.&lt;br /&gt;Foi para a biblioteca, onde supôs que houvesse alguém escolhendo livros. Entrou.&lt;br /&gt;Não havia ninguém. Apenas silêncio. Aline começou a correr por entre as prateleiras esperando encontrar a bibliotecária.&lt;br /&gt;Parou. Sua respiração estava pesada.&lt;br /&gt;O barulho úmido recomeçou atrás da prateleira onde estava recostada. Ela se afastou.&lt;br /&gt;Olhou no vão que a fileira de livros deixava.&lt;br /&gt;Doze pares de olhos a observavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel tentava se concentrar na aula, mas desde a notícia que suas colegas estavam desaparecidas, ninguém conseguia mais prestar atenção, todos inquietos, até mesmo os professores.&lt;br /&gt;Ele segurava a caneta e ás vezes mordiscava a ponta enquanto acompanhava a leitura que a professora fazia, no livro, com os olhos.&lt;br /&gt;“Pobres garotas...” suspirava.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ele se assustou. Olhou ao seu redor e percebeu ter sido o único.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Vinha da parede.&lt;br /&gt;Ele se levantou da carteira e andou até o fundo da sala. Vagarosamente, encostou sua orelha á parede gelada.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Deu um leve grito grosseiro. Olhou ao seu lado, Bernardo também estava com a orelha colada á parede.&lt;br /&gt;O barulho cessou.&lt;br /&gt;- O que vocês pensam que estão fazendo? – a professora Agatha chamou.&lt;br /&gt;- Eu não estou me sentindo bem... – Gabriel usou como desculpa.&lt;br /&gt;Em passos firmes, o garoto saiu da sala de aula.&lt;br /&gt;Atravessou parte do pátio até chegar ao bebedouro. Tomou dois goles de água e entrou no banheiro, logo ao lado. Havia uma pessoa lá dentro, apenas um garoto que acabara de lavar as mãos para sair.&lt;br /&gt;Gabriel curvou-se á pia em frente ao espelho para lavar o rosto. Formou as duas mãos em concha e as encheu de água. Fechou os olhos. Limpou o rosto. Abriu os olhos. Olhou para o espelho.&lt;br /&gt;Havia treze pessoas que o encaravam através do reflexo, atrás dele.&lt;br /&gt;Gritou. Virou-se rapidamente. O lugar estava vazio.&lt;br /&gt;“Mas que...?”&lt;br /&gt;Ele saiu do banheiro rapidamente. Atravessou o pátio e sentou-se, afobado, em um dos bancos.&lt;br /&gt;Esfregava os olhos, eles coçavam.&lt;br /&gt;Bianca, sua irmã, saiu da sala de aula e foi em sua direção, sentou-se ao seu lado.&lt;br /&gt;- Está tudo bem? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Está sim... – Gabriel respondeu incerto.&lt;br /&gt;- O que aconteceu agora pouco na sala de aula? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Eu... Eu não sei. – o garoto gaguejou, ainda coçando seus olhos.&lt;br /&gt;Bianca, carinhosamente, tombou a cabeça dele em seu colo e começou a lhe acariciar os cabelos.&lt;br /&gt;- Os professores estão bem liberais hoje com a gente. – a garota explicou. – Eles sabiam que a notícia ia nos chocar.&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;Ele levantou a cabeça. Os dois se abraçaram.&lt;br /&gt;Depois de certo tempo, Bianca se afastou e levantou do banco.&lt;br /&gt;- Me espere aqui... Já volto. – falou.&lt;br /&gt;Foi até o bebedouro e logo depois entrou no banheiro. Gabriel estava com o olhar fixo, fitando o nada.&lt;br /&gt;Três minutos. Cinco. Dez. Ela não voltava.&lt;br /&gt;O garoto continuava estático. Seus olhos coçavam. Ardiam. Ele voltou a esfregá-los com a ponta dos dedos.&lt;br /&gt;Vinte minutos. Bianca saiu do banheiro e voltou ao banco, com o olhar baixo.&lt;br /&gt;- Seus olhos estão coçando? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Demais.&lt;br /&gt;- Os meus também... Mas eles são muito mais fáceis de coçar...&lt;br /&gt;A garota levantou a mão, ensangüentada. Gabriel olhou entre os dedos da garota. Gritou.&lt;br /&gt;- Por que você não faz o mesmo? – Bianca o seduziu.&lt;br /&gt;Ela levantou o rosto.&lt;br /&gt;Sem olhos.&lt;br /&gt;Gabriel empurrou a garota para longe. Correu á sala de aula e entrou bruscamente.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – Bianca perguntou sentada á primeira carteira junto á porta, onde se sentava geralmente.&lt;br /&gt;O garoto caiu de costas no chão.&lt;br /&gt;Bianca levantou-se rapidamente para ajudá-lo, mas conforme chegava perto, Gabriel parecia se agitar mais. A garota ajoelhou-se e passou a mão pelo rosto do amigo, que desmaiou.&lt;br /&gt;- Gabriel?&lt;br /&gt;- Chame o hospital! – a professora falou.&lt;br /&gt;Ela agarrou o celular do bolso e discou o numero do hospital.&lt;br /&gt;Sem muita demora, a ajuda chegou. Fora tudo muito rápido e corrido. Bianca entrara na ambulância junto ao Gabriel e ficou ao seu lado.&lt;br /&gt;Em poucos minutos já estavam no hospital. Ela nem conseguia enxergar nada, tudo se tornara manchas á sua volta enquanto ela corria pelos imensos corredores acompanhando a equipe que estava carregando seu amigo.&lt;br /&gt;Logo depois o colocaram em uma das salas, Bianca tentou entrar, mas um dos médicos a barrou.&lt;br /&gt;- Você não pode entrar querida... Fique na sala de espera.&lt;br /&gt;Ela concordou com a cabeça e voltou para trás, até a sala de espera, onde estavam três mulheres e dois homens, sentados, um tanto distantes uns dos outros. A garota se sentou em uma das cadeiras.&lt;br /&gt;Pegou novamente o celular e discou o número de sua mãe.&lt;br /&gt;Chamou por um tempo. Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Alô? – disse a mulher do outro lado da linha.&lt;br /&gt;- Mãe?&lt;br /&gt;- O que aconteceu Bianca? Você está bem? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Eu estou... – os olhos da garota se encheram de lágrimas... – Mas o Gabriel não... Ele desmaiou na sala de aula e até agora não acordou.&lt;br /&gt;- Ai meu Deus... Me espere aí que já vou indo...&lt;br /&gt;Bianca tomou ar para que falasse mais alguma coisa, mas sua mãe desligara antes.&lt;br /&gt;Ela ficou sentada, agitada, esperando.&lt;br /&gt;Meia hora passara e nenhuma notícia. Duas das mulheres na sala de espera já haviam ido embora após uma breve conversa com um médico careca, que lhes cochichou algo ao ouvido antes de desaparecer pelos corredores daquele lugar.&lt;br /&gt;Dez minutos depois, o médico apareceu novamente e conversou com um dos homens, que o seguiu, deixando a sala de espera.&lt;br /&gt;Não demorou muito, outro medico apareceu, o mesmo que lhe barrara quando ela tentou entrar na sala de Gabriel.&lt;br /&gt;- Você está com o garoto que desmaiou? – ele perguntou sério.&lt;br /&gt;Bianca ficou de pé e andou até o homem.&lt;br /&gt;- Estou sim... – a garota respondeu.&lt;br /&gt;- Ele é o que seu?&lt;br /&gt;- Irmão.&lt;br /&gt;- Então, melhor você se sentar novamente. – o médico disse, com seu tom de voz bem grosso.&lt;br /&gt;Ela se sentou na cadeira mais próxima que lá havia.&lt;br /&gt;- Seu irmão... Ele... Ele entrou em coma.&lt;br /&gt;Bianca levou as duas mãos á boca e começou a chorar.&lt;br /&gt;- E os olhos dele serão retirados, pois estão com muita pressão e se não retirarmos, algo muito ruim pode acontecer.&lt;br /&gt;- Isso... Isso quer dizer que... Que ele ficará... – a garota conseguiu choramingar em meio aos soluços.&lt;br /&gt;O médico a abraçou, como consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca não conseguia mais parar de chorar, debruçada sobre a cama onde Gabriel permanecia imóvel, com os olhos enfaixados. Ela apertava as mãos do irmão e de vez em quando secava as lágrimas com as mãos.&lt;br /&gt;De repente sua mãe entra no quarto todo branco, carregando um copo de água.&lt;br /&gt;- Você tem certeza que quer passar a noite aqui depois de tudo que aconteceu? – ela perguntou, entregando o copo para a garota.&lt;br /&gt;Bianca bebericou a água e a deixou em cima de uma mesinha branca ao seu lado.&lt;br /&gt;- Tenho sim mãe... – respondeu.&lt;br /&gt;- Tudo bem então. Qualquer coisinha ligue hein! – Gloria falou séria.&lt;br /&gt;- Tá mãe.&lt;br /&gt;A mulher saiu do quarto e fechou a porta.&lt;br /&gt;Continuava pensativa, sentada ao lado do irmão enquanto segurava sua mão e cantarolava algumas musicas que passavam por sua cabeça. A cada pouco bebia um pequeno gole do copo de água que sua mãe lhe deixara.&lt;br /&gt;A garota começou a adormecer á medida que suas lágrimas começaram a secar, fazendo seus olhos coçarem.&lt;br /&gt;Virou o ultimo gole do copo e levantou-se para ir até a sala de espera enchê-lo.&lt;br /&gt;Havia um enorme corredor silencioso, por onde seus passos ecoavam conforme ela andava. O hospital estava muito calmo, a não ser por algumas poucas pessoas na sala de espera, todas sem fazer som algum, cabisbaixas.&lt;br /&gt;Bianca encheu o copo no bebedouro ao lado do balcão de recepção e logo depois começou seu caminho de volta ao quarto onde se encontrava seu irmão.&lt;br /&gt;Deixou o copo novamente na mesinha e ficou junto a Gabriel por um tempo.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;A garota se assustou. O barulho vinha da parede logo atrás de onde estava sentada.&lt;br /&gt;Levantou-se e foi até a parede, onde vagarosamente encostou seu ouvido.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Bianca se assustou novamente. Deu um passo para trás. Ficou atenta, esperando.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Saiu do quarto o mais depressa que pôde. O que era aquele barulho? Iria até a recepcionista reclamar.&lt;br /&gt;Seus passos ecoavam pelo longo corredor. Sentiu uma mão tocando em suas costas. Virou-se. Gritou.&lt;br /&gt;Seu irmão, de pé, sem a faixa cobrindo o buraco de seus olhos. Ele gemia. Parecia estar com dor. Sua pele estava toda azulada e suas veias estavam muito mais visíveis.&lt;br /&gt;A garota começou a correr até a recepção. Passou pela sala de espera e foi direto ao balcão, que estava vazio. Ouviu outros gemidos em uma bizarra sinfonia. Olhou para cima e logo depois, deu outro grito.&lt;br /&gt;Estavam todos do mesmo modo que Gabriel. No teto. De ponta cabeça. Todos fitando Bianca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Bernardo tentava dormir, mas não se esquecia do barulho que ouvira na sala de aula.&lt;br /&gt;Ele havia acabado de se mudar para a cidade, ficara a semana escolhendo uma casa perto daquela escola que, segundo ouvira falar era uma das melhores da cidade. Encontrara uma não muito perto, mas também não era longe. Morava com a mãe, Cristina.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Puxou o cobertor até o nariz. Estava assombrado com aquele barulho.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Assustou-se. Já não era mais um barulho de sua memória, vinha da parede onde a cama recostava sua cabeceira.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O garoto se levantou em um pulo e saiu do quarto, indo até a cozinha. Parou.&lt;br /&gt;Bernardo pegou um copo e uma jarra cheia de água da geladeira, colocou os objetos em cima da mesa e levou as mãos aos olhos, para coçá-los.&lt;br /&gt;Após beber água, foi até a sala, onde se deitou em um sofá e continuou acordado. Mesmo sentindo coceira ele estava quieto, sonolento.&lt;br /&gt;Fechou os olhos.&lt;br /&gt;Sentiu seus olhos serem coçados, cada vez com mais e mais força. Era como se duas mãos estivessem passando sobre eles.&lt;br /&gt;Abriu os olhos novamente. Não havia ninguém na sala.&lt;br /&gt;Adormeceu não muito tempo depois.&lt;br /&gt;Assim que amanheceu o dia, o garoto fora acordado por sua mãe.&lt;br /&gt;- Bernardo? O que você está fazendo na sala?&lt;br /&gt;Seus olhos abriram lentamente.&lt;br /&gt;- Eu... Ouvi um barulho estranho no quarto, mãe. Não queria mais dormir lá. – admitiu.&lt;br /&gt;Cristina fez um sinal negativo com a cabeça enquanto ia até a cozinha dizendo:&lt;br /&gt;- Se apronte, já está na hora de ir para a escola.&lt;br /&gt;Ele saiu do sofá, espreguiçou-se e voltou para o quarto colocar o uniforme escolar. Tomou café e saiu.&lt;br /&gt;Andou um quarteirão para chegar até onde o ônibus escolar o apanharia. Esperou.&lt;br /&gt;Após alguns minutos, Ariel e Joyce apareceram no ponto, ambas pareciam distraídas, pois nem o ouviram dizer olá enquanto passavam reto o ponto de ônibus.&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;Sem resposta, continuavam andando.&lt;br /&gt;- Garotas? Está tudo bem?&lt;br /&gt;Ariel piscou várias vezes rapidamente antes de olhar para ele.&lt;br /&gt;- Oi. – ela falou, desanimada.&lt;br /&gt;- Por que vocês vieram ao ponto hoje? Vocês não são as que sempre vão a pé?&lt;br /&gt;- Quem lhe contou isso? – Joyce perguntou, com o tom de voz monótono.&lt;br /&gt;- É que vocês são meio... Muito... Populares na escola.&lt;br /&gt;Bernardo notara algo de diferente nelas, não só fisicamente, mas era de se perceber que algo de muito estranho se passava com ambas.&lt;br /&gt;- Por que estão tão desanimadas? – perguntou.&lt;br /&gt;Ele levou as mãos ao rosto e coçou os olhos. Ariel pareceu espantar-se com aquele gesto. As duas garotas se entreolharam até que Joyce falou:&lt;br /&gt;- Ele entrou na casa.&lt;br /&gt;- Que casa? – o garoto perguntou confuso.&lt;br /&gt;- Ouça bem... – Ariel começou.&lt;br /&gt;- Do que vocês estão falando? – Bernardo a interrompeu.&lt;br /&gt;- Apenas ouça! – a garota continuou. – Não vá para a escola, não fale com ninguém. Apenas se tranque em seu quarto e fique esperando por eles.&lt;br /&gt;Ele coçou os olhos novamente.&lt;br /&gt;- Mas... Aonde vocês vão, já que estão aqui no ponto? Por que não se trancam vocês em seus quartos?&lt;br /&gt;- Nós não vamos á escola, aqui é apenas caminho para a biblioteca municipal. – Joyce falou.&lt;br /&gt;- E o que vocês vão fazer lá? – Bernardo perguntou.&lt;br /&gt;Ariel suspirou enquanto falava:&lt;br /&gt;- Nem queira saber...&lt;br /&gt;O garoto continuava confuso.&lt;br /&gt;- De que casa vocês estão falando? – questionou.&lt;br /&gt;- Aquela casa abandonada. Aquela casa, com um jardim apodrecido e um cheiro horrível de morte! Aquela que qualquer um chega à cidade vai ver para comprar por causa do preço baixíssimo! – Ariel gritou.&lt;br /&gt;- E como vocês sabem que eu vi essa casa?&lt;br /&gt;- Não importa! – A garota terminou.&lt;br /&gt;- Então vocês sabem o porquê do preço baixo?&lt;br /&gt;Joyce olhou para trás de Bernardo e pareceu chocar-se. Voltou a andar quase que puxando a amiga pelos braços, mas Ariel insistia em ficar até dizer o que tinha de contar para o garoto.&lt;br /&gt;- Casas onde todos os donos foram mortos costumam ter preço baixo. Mas o preço é muito mais alto que parece.&lt;br /&gt;Ela também olhou para trás dele e começou a andar pelo sentido contrário, parecendo estar chocada, assim como Joyce. Em pouco tempo as duas largaram os cadernos que levavam nas mãos e saíram correndo pela rua, olhando por cima dos ombros.&lt;br /&gt;- O que ela quis dizer com isso? – Bernardo se perguntou.&lt;br /&gt;Ele olhou para trás, onde as duas garotas fitavam espantadas. Gritou. Um arrepio gélido atravessou suas costas e barriga.&lt;br /&gt;Lá estava sua casa, era possível ver o interior da sala pela janela, e dentro dele, várias pessoas.&lt;br /&gt;Cabisbaixas. Pele azulada.&lt;br /&gt;O garoto caiu sentando no chão, fechou os olhos. Sentiu duas mãos que coçavam suas pálpebras. Abriu os olhos. As mãos continuavam coçando-as violentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce abraçou Ariel fortemente. Lágrimas escorriam de seus olhos.&lt;br /&gt;- Nós... Nós estamos perdidas. – choramingou.&lt;br /&gt;- Não! Não! Deve haver alguma solução! – Ariel falou, tentando animar a amiga. – Eu vou checar tudo que puder no computador, já que no sistema de pesquisa da biblioteca não vai dar.&lt;br /&gt;Joyce acenou e voltou a deitar na cama. Apesar do frio, estava suando, com olheiras e face triste, com medo.&lt;br /&gt;- Por quê? – se perguntou, em voz alta.&lt;br /&gt;Ariel também não conseguira entender direito o que estava se passando e como o grupo de trabalho da Aline também desaparecera, uma vez, que para elas, era quase certo que o grupo não entrou na casa.&lt;br /&gt;Pesquisou por pouco tempo. Logo, gritou para a amiga, quase alegremente:&lt;br /&gt;- Joyce! Encontrei algo!&lt;br /&gt;A garota levantou-se para olhar o que a amiga encontrara na internet.&lt;br /&gt;- Veja isso! É um artigo muito antigo sobre a casa. – Ariel disse, em tom de comemoração.&lt;br /&gt;Joyce levantou-se da cama para ler.&lt;br /&gt;- Onde você encontrou isso? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Em um site amador sobre mortes bizarras. Nem sei por que pensei em pesquisar nele, mas já tinha lido vários arquivos que escreveram. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce começou a ler em voz alta a partir do terceiro parágrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se e saiu correndo. O artigo lhe dissera onde encontrar a amiga desaparecida.&lt;br /&gt;- Joyce! Não!&lt;br /&gt;A garota não ouviu as suplicas de Ariel, correu pela rua nublada, rapidamente, até chegar à casa.&lt;br /&gt;A casa. Lá estava, medonhamente colocada no meio de um jardim morto.&lt;br /&gt;Entrou.&lt;br /&gt;A porta fez um estranho rugido de ferrugem ao ser aberta. Foi diretamente á parede da sala, onde deu uma batidinha de leve com as mãos. Nada aconteceu. Olhou para a cadeira.&lt;br /&gt;- Alice sua vagabunda! Não temos nada a ver com o que seu marido e você fizeram ou deixaram de fazer! Por que fazer isso com a gente? – seu desabafo de raiva tornou-se um choro triste de medo. – Você arruinou com a minha vida! Por que não me mata agora?&lt;br /&gt;Agarrou a cadeira de balanço e, com toda sua força, a quebrou na parede. Gritou de raiva. Continuou batendo na parede com os punhos fechados até que os tijolos começaram a sucumbir e um buraco abriu-se. Tremendo, Joyce começou a tirar os tijolos até sentir algo macio dentro da parede.&lt;br /&gt;Era o braço de Jéssica.&lt;br /&gt;- Eu sabia! – chorou. – Eu sabia!&lt;br /&gt;O braço se mexeu.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Joyce afastou-se. Gritou.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Voltou para junto da parede e tirou um pouco mais de tijolos até que o corpo da amiga caísse falecido sobre seus braços. Ajoelhou-se e recostou a cabeça de Jéssica em seu colo. Começou a afastar os cabelos que cobriam o rosto dela. Gritou.&lt;br /&gt;Sem olhos. Boca amarrada.&lt;br /&gt;Não conseguia respirar direito. Puxava o ar pela sua boca com muita dificuldade.&lt;br /&gt;Jéssica começou a se mover.&lt;br /&gt;Joyce afastou-se. A amiga se levantou e começou a andar em sua direção. Joyce continuava a se arrastar para longe, tentava ir até a porta.&lt;br /&gt;Jéssica continuava se aproximando. A garota conseguiu se levantar e saiu correndo para fora da casa. Parou em frente á saída. Caiu no chão. Havia várias pessoas na porta. Todas como Jéssica, com a pele azulada, veia ressaltadas e a maioria com os rostos escondidos pelos cabelos.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariel saiu atrás da amiga. Com certeza estava indo para aquela casa, onde ambas esperavam encontrar o corpo de Jéssica. A garota estava com muito medo.&lt;br /&gt;Corria sem parar, e já com a respiração ofegante, chegara até a casa.&lt;br /&gt;O portão e a porta estavam escancarados. Joyce já havia entrado.&lt;br /&gt;- Joyce? Você está bem? – gritou lá de fora.&lt;br /&gt;Nenhum som.&lt;br /&gt;Ariel atravessou o jardim e entrou. Olhou para o fundo da sala. Havia um buraco na parede. Seus olhos começaram a coçar, mas ela tentava ignorar a irritação.&lt;br /&gt;- Joyce? – a garota chamou, olhando para os lados.&lt;br /&gt;Começou a andar vagarosamente até uma porta que havia lá perto. Estendeu sua mão até a maçaneta. Abriu. Era a porta que levava á cozinha, toda feita de azulejos brancos, com uma mesa redonda de vidro com quatro cadeiras de metal ao seu redor. Havia também uma geladeira, um armário branco e uma pia.&lt;br /&gt;- Joyce? Pelo amor de Deus! Responde algo! – choramingou.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel assustou-se. Andou até o centro da cozinha. Seu coração estava disparado, suas pernas pareciam não suportar seu peso. Estava frio.&lt;br /&gt;De repente, a garota ouviu alguém na sala:&lt;br /&gt;- Podemos fazer o trabalho sobre essa casa e entregar antes que elas. Esse parece ser um assunto muito, muito melhor e menos comum que o Jack.&lt;br /&gt;- Tá... Mas e como a gente vai filmar? – perguntou uma segunda voz, dessa vez feminina.&lt;br /&gt;- Pegamos emprestada a câmera do Gabriel. – falou o garoto.&lt;br /&gt;- E que garantia temos que ele não vai ver o vídeo? Aposto como você vai se esquecer de apagar!&lt;br /&gt;- Carol! Você complica muito as coisas!&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;- Você ouviu isso? – ele fala.&lt;br /&gt;- Ouvi sim Thomas. É a sua consciência!&lt;br /&gt;- Shhh... Ouça!&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel ouve um grito e um barulho estranho. Fazia um grande esforço para que suas pernas a levassem até a sala. Atravessou a porta. Gritou.&lt;br /&gt;Havia um homem, com aparência elegante, de uns trinta anos, cabelos meio grisalhos, sentado no sofá. Em seu colo, havia uma menina, loira, olhos azuis, de aparentemente cinco anos, a qual ele despia a calça brutalmente.&lt;br /&gt;De repente, a garota ouviu uma estranha voz feminina:&lt;br /&gt;- Mas o que... Mas o que é isso?!&lt;br /&gt;O homem pareceu assustar-se. Olhou para os olhos de Ariel de forma penetrante, com um olhar estranhamente triste.&lt;br /&gt;- Não! Não é nada disso!&lt;br /&gt;- É agora que delato você á polícia!&lt;br /&gt;- Não! Você não pode fazer isso! Você é minha mulher! – disse, levantando-se do sofá e atirando a criança chorosa contra a parede.&lt;br /&gt;- Isso está longe demais! Você não pode sair imune dessa! – a voz feminina chorou.&lt;br /&gt;Ele começou a se aproximar de Ariel. Seu coração disparou. A garota abriu a boca para tentar gritar, mas nenhum som saia. Não conseguia se mover. Caiu no chão, encostou suas costas na porta. Continuava se aproximando. Fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em um site amador sobre mortes bizarras. Nem sei por que pensei em pesquisar nele, mas já tinha lido vários arquivos que escreveram. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce começou a ler em voz alta a partir do terceiro parágrafo:&lt;br /&gt;- Seu primeiro assassinato, o menos sobrenatural de todos eles, ocorreu por causa de um casal, aparentemente feliz, que na verdade, guardavam dentro de si, um ódio extremo. Ele a assassinou, segundo as digitais na arma do crime e no sangue dos cadáveres, e logo depois de amarrar sua boca e retirar seus dois olhos, enterrou-a, de modo muito estranho, dentro da parede da sala, onde, segundo nossas fontes mais seguras, ela o flagrara em um ato de pedofilia.&lt;br /&gt;As duas garotas entraram em choque. Joyce tampou a boca com as duas mãos e após sua respiração se acalmar. Continuou lendo.&lt;br /&gt;- Sob ameaça de ser delatado á polícia, enfurecido, ele a matou. A criança abusada morreu, tempos depois, de asma, doença que adquiriu depois de tal episódio. Segundo o jornal local, seria Guilherme o nome do assassino, mas apenas nós, do histórias sobrenaturais.com, sabemos que este, é um nome fictício.&lt;br /&gt;As duas permaneceram assustadas por certo tempo até Ariel completar a leitura:&lt;br /&gt;- O assassino fora encontrado dentro da casa, morto por uma estranha parada cardíaca, ainda não explicada pelos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda de olhos fechados sentada em frente à porta, colocou a mão sobre o bolso. Sentiu um pedaço de papel e o retirou de lá. Abriu os olhos.&lt;br /&gt;Era a foto da velhinha, sentada em uma cadeira de balanço que aparentava ser tão idosa quanto esta, pela cor descascada da madeira. Atrás dela havia uma mesinha com um vaso de flores, e atrás dessa mesinha, um vulto branco, com o formato de um rosto, que olhava para a senhora de idade. Era a menina. O vulto tinha o rosto daquela criança.&lt;br /&gt;Olhou novamente para frente. O homem continuava a andar em sua direção. Atrás dele havia várias pessoas, todas de aspecto cadavérico, entre elas estavam a mulher da loja, suas amigas, o grupo de Thomas e uma criança. Todos com o olhar baixo, a pele azulada e ensangüentada, cabelo escondendo o olhar, veias ressaltadas.&lt;br /&gt;Voltou seu olhar para o homem, que continuou andando em sua direção, olhando em seus olhos enquanto dizia.&lt;br /&gt;- Você não pode ter me visto aqui sem seus olhos, não pode contar para a polícia com sua boca amarrada e nem sairá dessa casa. Ficará aqui para sempre! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-1341980488203934021?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/1341980488203934021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=1341980488203934021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1341980488203934021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1341980488203934021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2010/08/repostagem-casa_19.html' title='Repostagem - A Casa'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/TG2EM6pN5GI/AAAAAAAAAQ4/tLcm7jq3fHQ/s72-c/Capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-5956534503755687247</id><published>2009-10-28T02:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T02:29:02.358-07:00</updated><title type='text'>O   E N C O N T R O - especial de Halloween</title><content type='html'>O   E N C O N T R O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava parado na praça, de pé, sob a escuridão da sombra de um conjunto de árvores. Ana se aproximou sem nem percebê-lo ali.&lt;br /&gt;Quando a garota saíra de sua casa, o céu estava avermelhado com o pôr do sol. Ela trancou o portão e rumou em direção á seu encontro, usando um belo vestido branco decotado que lembrava as vestimentas das famosas atrizes de filmes antigos. Seus cachos ruivos estavam balançantes e definidos, brilhando como fogo á luz. O sapato que usava fazia um insistente barulho, que a agradava, pois se sentia no controle de si.&lt;br /&gt;Ao ver o homem que a olhava, calado, Ana sorriu e o cumprimentou, com um aceno da cabeça.&lt;br /&gt;- Olá! – disse.&lt;br /&gt;- Oi – o homem retornou.&lt;br /&gt;A jovem estava esbanjando alegria. Estava tão feliz que não se conteve em dizer:&lt;br /&gt;- Estou aqui para um encontro! – as palavras saltaram involuntariamente de seus lábios avermelhados.&lt;br /&gt;O estranho fez um som com a boca.&lt;br /&gt;- E você... O que faz por aqui? – ela questionou.&lt;br /&gt;- Estou esperando uma pessoa chegar para jantar.&lt;br /&gt;- Ah! Eu e Rodrigo também vamos jantar! Para onde vocês vão? – Ana sorriu.&lt;br /&gt;O homem deu um passo para fora da sombra das árvores, mas seu rosto continuava oculto pela escuridão.&lt;br /&gt;- Qualquer lugar aqui por perto.&lt;br /&gt;- Sua namorada é bonita? – a jovem perguntou.&lt;br /&gt;- Na verdade não é minha namorada. Mas é tão bela quanto você – disse, com sua elegante voz grossa.&lt;br /&gt;- Ah, obrigada.&lt;br /&gt;- E seu namorado? Como ele é?&lt;br /&gt;Ana gostou do fato do homem estar conversando com ela. A garota estava tão feliz com seu encontro que precisava contar sua alegria á alguém naquele momento. Seu sorriso era enorme, de orelha a orelha.&lt;br /&gt;- Ele é tão bonito que você nem iria acreditar. Ele é alto, forte, moreno, sobrancelhas grossas, ai, uma loucura! – disse, gesticulando suas mãos.&lt;br /&gt;- Sim. Como vocês se conheceram?&lt;br /&gt;- Estudávamos na mesma escola. Mas nunca tínhamos nos visto pelos corredores até que um dia, a gente precisou fazer um trabalho junto para a feira cultural – contou. – Mesmo assim não tínhamos começado a namorar. Foi só depois, conversando pelo computador, que fiquei sabendo que ele morava perto de casa. Começamos a namorar quando nos encontramos por acaso na fila para o cinema. A conversa fluiu, acabei sentando do lado dele e... – Ana ficou com as bochechas vermelhas. – Ai. Só sei que tive que assistir novamente ao filme depois porque do meio para o final não vi mais nada.&lt;br /&gt;- Que perfume gostoso que você está usando, senhorita – o estranho disse.&lt;br /&gt;- Ah, obrigada. É o favorito do Rodrigo. Ai, acho que estou falando demais, não? Estou tão feliz com este encontro que não conssigo parar de repetir que vou ter um encontro com o Rodrigo! – confessou.&lt;br /&gt;- Então porque não grita para que a cidade toda saiba? É muito bom desabafar!&lt;br /&gt;- Eu tenho um encontro com o homem mais gato do mundo! – Ana berrou para o ar. – Mas e você? Como foi que conheceu sua bela amiga?&lt;br /&gt;- Na verdade não sei tanto sobre ela. Sei que ela é muito bonita e acabou de perder o namorado, coitadinha.&lt;br /&gt;- Nossa! Sério? Que judiação! Eu não saberia o que eu faria se o Rodrigo morresse sabe? – ela disse.&lt;br /&gt;- Sei sim. Mas é o primeiro encontro de vocês? – o estranho homem de voz sedutora perguntou.&lt;br /&gt;A jovem suspirou antes de responder:&lt;br /&gt;- Não. Mas cada encontro tem a mesma emoção como se fosse o primeiro!&lt;br /&gt;Ele voltou a fazer o estranho som com a boca.&lt;br /&gt;Permaneceram em silêncio por algum tempo, até que Ana falou, com menos excitação em sua voz:&lt;br /&gt;- Ele está meio atrasado.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, talvez algo grave tenha acontecido – a grossa voz soou pela noite.&lt;br /&gt;- É, talvez.&lt;br /&gt;Mais algum tempo na quietude e a jovem passou a reparar em como a praça estava vazia. Ela deduziu que estava assim desde que chegara, mas só havia visto isso naquela hora porque sua ansiedade pelo encontro havia passado um pouco.&lt;br /&gt;- Ei – o homem disse, fazendo-a olhar para ele. – Acho que conheço se namorado.&lt;br /&gt;- Conhece? – a jovem indagou.&lt;br /&gt;- Sim. Ele não seria por acaso este aqui, seria? – ele perguntou, retirando de seu bolso uma foto e esticando seu braço para Ana pega-la.&lt;br /&gt;A garota estranhou que a mão do homem a tenha alcançado, uma vez que as árvores onde ele se encontrava pareciam mais distantes que a distancia de um braço esticado.&lt;br /&gt;Ana olhou para a figura, boquiaberta. Era a mesma foto que Rodrigo carregava em sua carteira. Ela retratava seu primeiro encontro, quando os dois tinham ido passear em um parque de diversões e registraram aquele momento em frente á roda gigante, que podia ser vista ao fundo.&lt;br /&gt;- Sim! É este mesmo. Mas o que você faz com esta foto? – disse, amedrontada.&lt;br /&gt;O estranho saiu da escuridão. Ele era muito bonito, mas seu rosto estava manchado com algo.&lt;br /&gt;- Ele tem o sangue tão doce... Espero que o seu seja tão bom quanto o dele – o homem disse, aproximando-se de Ana.&lt;br /&gt;Conforme ele chegava mais perto, a jovem encolhia-se no banco. Talvez fosse impressão dela, mas os dentes dele pareciam presas animais e as manchas em sua face, pareciam ser sangue.&lt;br /&gt;Como se não pudesse controlar o próprio corpo, a garota amoleceu seus músculos e tombou a cabeça para trás, submetendo toda a região de seu pescoço ao homem, que a agarrou e aproximou-a a seu corpo.&lt;br /&gt;A ultima coisa que Ana conseguiu pensar não foi em Rodrigo, mas lhe veio á mente a imagem de um corpo feminino nu todo ensangüentado, contorcendo-se em meio á uma multidão de ratos dentro de uma floresta escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;..::FIM::..&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como eu havia prometido pra alguns.. aí vai uma postagem especial de Halloween com um conto vampiresco... espero que agrade! ^^&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-5956534503755687247?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/5956534503755687247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=5956534503755687247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/5956534503755687247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/5956534503755687247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/10/o-e-n-c-o-n-t-r-o-especial-de-halloween.html' title='O   E N C O N T R O - especial de Halloween'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-1485973055111544236</id><published>2009-09-23T08:38:00.002-07:00</published><updated>2009-09-23T08:39:43.157-07:00</updated><title type='text'>Desculpa pessoal</title><content type='html'>Eu não ando postando nenhum conto e só coloco essas coisas de biologia... huasuhsauhsauhsauh... é tudo correria de escola... prometo um conto bem especial pro halloween ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desculpem o inconveniente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramirez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-1485973055111544236?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/1485973055111544236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=1485973055111544236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1485973055111544236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1485973055111544236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/09/desculpa-pessoal.html' title='Desculpa pessoal'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-4683557573947491275</id><published>2009-08-18T14:59:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T15:02:19.105-07:00</updated><title type='text'>Postagem especial: Blog-Novela</title><content type='html'>Montei um blog novela... to postando um capítulo a cada 3 dias... próximo capítulo dia 20/08/09 ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero que gostem... e ja entrando no clima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OigFnuXL1NI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=OigFnuXL1NI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já devem sacar o que é née?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pela-toca-do-coelho-branco.blogspot.com/"&gt;www.pela-toca-do-coelho-branco.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem... se der certo, logo monto uma comunidade tbm ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-4683557573947491275?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/4683557573947491275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=4683557573947491275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4683557573947491275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4683557573947491275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/08/postagem-especial-blog-novela.html' title='Postagem especial: Blog-Novela'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-6037124954339095100</id><published>2009-08-03T21:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T21:58:39.101-07:00</updated><title type='text'>Returns... Good news... Sad news</title><content type='html'>Bom... nas férias deu pra escrever o auto da barca... e também aproveitei e iniciei o script de um filme ^^... e script semi-finalizado... novo conto á caminho... o que leva á notícia triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse sobre a mercenária... foi um conto que começei a muito tempo atrás e não estou com muito ânimo de terminar... mas eu já estou com toda estrutura dele montado e tudo mais... o grando problema é sentar e escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e sobre um dos comentários que recebi... Deivid... TUDO se aprende... ainda mais quando já se encheu demais o saco de alguém sem muito saco blz? ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e esse deve ser um dos únicos posts mais pessoais... só com notícias de mim, sem imagens nem contos, mas já vou dizer asinopse desse filme que citei antes... que aliás, ainda está com nome indefinido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A avó de Emily está doente, não podendo sair de sua casa na floresta, estando a mãe da garota mal, ela é enviada para cuidr da boa velhinha com uma mala de remédios.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Emily apenas não esperava que a floresta queria cuidar dela... Tampouco que ela deveria enfrentar seus maiores pêsadelos para sair de lá viva.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ela mora longe e o caminho é deserto... E o lobo mau passeia lá por perto...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acho que já deu pra pegar o espírito da coisa não é? Uma versão atual da história da chapéuzinho vermelho com uma pá de violência e temas muito atuais... Resta apenas montar uma equipe... Achar uma câmera e equipamentos de som, e gravar o filme. Ou seja: Falta basicamente TUDO... hehehehe&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bom, aguardem o novo conto... que punica coisa que posso dizer dele é que ele completa uma trilogia de contos de fantasmas japoneses do Brasil, que começam com A Loira do Banheiro e contam com A Casa... Agora também tem O Prédio. E não... Esse não vai parar em nenhuma comunidade de histórias de terror... É exclusivo do blog! ^^&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-6037124954339095100?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/6037124954339095100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=6037124954339095100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6037124954339095100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6037124954339095100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/08/returns-good-news-sad-news.html' title='Returns... Good news... Sad news'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-7120036047448287384</id><published>2009-06-27T09:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T09:56:53.512-07:00</updated><title type='text'>Novo desenho, Férias a caminho, e conto com a Yara</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SkZPMfxL0bI/AAAAAAAAAEM/Pb6-2Gf7NUY/s1600-h/Sereia.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352052283281232306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SkZPMfxL0bI/AAAAAAAAAEM/Pb6-2Gf7NUY/s400/Sereia.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;éee... bem promissor... Férias chegando (boa notícia pra quem curtiu a mercenária da morte!) e eu e a Yara (siiim... aquela do blog animesdeso, e do conto do msn) montamos um conto medieval, com alguns elementos de terror. Estou apenas organizando o conto e revisando ele pra depois postar aki por capítulos (E ela lá...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sem mais delongas, cá está o desenho: A Sereia de Esgoto... Linduxa nah???&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;XD... logo mais desenhos e mais 9dades... sem flar no auto do busão infernal... q to escrevendo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-7120036047448287384?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/7120036047448287384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=7120036047448287384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7120036047448287384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7120036047448287384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/06/novo-desenho-ferias-caminho-e-conto-com.html' title='Novo desenho, Férias a caminho, e conto com a Yara'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SkZPMfxL0bI/AAAAAAAAAEM/Pb6-2Gf7NUY/s72-c/Sereia.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-6665912500377450185</id><published>2009-06-18T17:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T17:38:21.139-07:00</updated><title type='text'>A Loira do Banheiro Voltou</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sjrd7vC5-GI/AAAAAAAAAEE/qzPcbW7YP-o/s1600-h/Wallpaper.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348831525766559842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sjrd7vC5-GI/AAAAAAAAAEE/qzPcbW7YP-o/s400/Wallpaper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas é claro que vou finalizar a mercenária, calma, calma... ela só voltou em imagem... que eu fiz há muito tempo mas agora vou postar... hehe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é um poist mais pra avisar que ainda to morto e que vou continuar in dead por um tempinho ateh as férias chegarem, mas mesmo assim... nada prometo....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;espero que gostem da imgem... será que conssigo lançar um livro com ela na capa? ^^&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-6665912500377450185?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/6665912500377450185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=6665912500377450185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6665912500377450185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6665912500377450185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/06/loira-do-banheiro-voltou.html' title='A Loira do Banheiro Voltou'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sjrd7vC5-GI/AAAAAAAAAEE/qzPcbW7YP-o/s72-c/Wallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-4883479936247971144</id><published>2009-05-20T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T15:46:42.042-07:00</updated><title type='text'>Mercenária da Morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/ShSGm9zRrUI/AAAAAAAAAD8/blUjfiIs5VI/s1600-h/Capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338039462323662146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/ShSGm9zRrUI/AAAAAAAAAD8/blUjfiIs5VI/s400/Capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Capítulo I – Meias Verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice era o tipo de garota que permanecia afastada e evitava qualquer tipo de contato com qualquer tipo de pessoa. Sempre foi muito quieta e mesmo quando pequena não fazia questão alguma que conversassem com ela. A única pessoa a quem ouvia era a mãe unicamente á noite, quando a mesma lhe lia histórias, algo que já não faziam havia muito tempo.&lt;br /&gt;Apesar de Alice ter um jeito muito diferente, era uma garota bonita. Não ligava para usar roupas coloridas, mas pouco se importava se não estivesse usando preto. Sua grande aventura começou durante uma tarde qualquer de um sábado nublado.&lt;br /&gt;Estava, como de costume, frente ao computador, passando a limpo mais um de seus trabalhos escolares quando começara a chover.&lt;br /&gt;Alice levantou-se e foi fechar a janela para que não caísse água em seu colchão. Mais alguns parágrafos digitados e ela começou a ficar com sono. Aos poucos seus olhos foram ganhando peso e sua vontade de se deitar ia aumentando. Logo, desligou a máquina e deitou-se.&lt;br /&gt;Foi naquele momento que sua aventura desencadeou. Apesar dela não ter idéia alguma do que lhe aconteceria, tudo começava de seu primeiro pesadelo.&lt;br /&gt;Nele, ela acordara assustada com um barulhento trovão. Estava tudo escuro, apenas ouvia-se o barulho da chuva. O brilho repentino e ligeiro de um raio iluminou seu quarto por pouco tempo, mas tempo o suficiente para que ela agarrasse o celular de sua bolsa.&lt;br /&gt;Com a leve luz emitida pelo aparelho, ela guiou-se com esforço até a cozinha, o maior cômodo da casa.&lt;br /&gt;- Mãe? Nenhum som.&lt;br /&gt;- Pai?&lt;br /&gt;Nada além de outro trovão barulhento.&lt;br /&gt;De repente, Alice ouve um estanho barulho vindo da sala, para onde ela segue lenta e cuidadosamente. Tropeçou com uma cadeira que se encontrava no meio da cozinha, caindo no chão com um estalo muito alto.&lt;br /&gt;Sentiu vibrações no chão, como se alguém muito pesado se movesse em sua direção. Com o coração disparado, mas sem expressão alguma em seu rosto ela iluminou o ser que se encontrava á sua frente.&lt;br /&gt;Gritou. Sentiu suor escorrer por entre sua testa e descer até a bochecha. Olhou á sua volta e percebeu que estava em sua cama. Tudo estava escuro.&lt;br /&gt;- Mãe? – a garota chamou.&lt;br /&gt;- Sim querida? – ouviu ao longe.&lt;br /&gt;- Onde você está? – perguntou Alice, amedrontada por seu pesadelo.&lt;br /&gt;- Em meu quarto... Por quê?&lt;br /&gt;- Por nada – disfarçou.&lt;br /&gt;A verdade era que, pela primeira vez estava com medo, mas aos poucos, apesar de forçar sua memória, foi esquecendo o que acabara de sonhar.&lt;br /&gt;Sua nova única ligação com a mãe surgiu dias depois, quando, sem dormir, Alice colocou um filme para que assistisse até o sono chegar. Não sabia ela que a mãe também não conseguia dormir, portanto sentiu-se surpresa ao vê-la parada á sua porta.&lt;br /&gt;- Posso? – Agatha, mãe dela, perguntou apontando a cabeça para a cama, onde após um "sim" respondido pela filha, se sentou.&lt;br /&gt;Assistiam ao filme ambas com a cabeça apoiada sobre o ombro direito. Pode-se até dizer que piscavam quase ao mesmo tempo, afinal eram parentes e viveram toda a vida de Alice juntas.&lt;br /&gt;Naquele momento, enquanto uma das mocinhas do filme berrava de susto, secretamente, ao mesmo tempo, lembravam-se de quando foram juntas ao parque de diversões. Foi o dia em que Alice, mesmo ainda pequena, pediu pela primeira vez á mãe para que pudesse ir á gigantesca montanha russa.&lt;br /&gt;- Você é muito pequena para entrar nesse tipo de brinquedo! – a mãe respondera naquele dia.&lt;br /&gt;Logo após o pedido, elas entraram em um simulador de montanha russa. A pequena Alice gritava, berrava e, mesmo não admitindo, escorreram lágrimas por seu rosto. Ao perceber isso, Agatha passou a mão por sua cabeça e falou:&lt;br /&gt;- É de mentirinha.&lt;br /&gt;No ano seguinte o pai foi junto e deixou a garotinha ir á montanha russa. Ao descer, pequena Alice vomitou, assim que deu meia dúzia de passos para longe do brinquedo.&lt;br /&gt;Ano seguinte, apesar de não muito mais velha, ao descer do brinquedo, já desmontava a mesma frieza com qual o fazia hoje em dia. Naquele ano, já não era pequena Alice, já havia criado sua personalidade de rainha do bizarro. Ao descer do brinquedo naquele ano, já sabia que o parque assegurava sua segurança. Não tinha mais graça. E mesmo que o parque não fosse seguro, ela nem ligava.&lt;br /&gt;Assistir á filmes de horror foi uma experiência mais ou menos parecida. Mesmo não mais sentindo medo algum, ela ainda assistia, pois era o que havia de mais próximo ao que gostaria de sentir.&lt;br /&gt;A mãe também pouco se importava com os filmes de terror. Até gostava, mas não se importava de modo algum. Ficou feliz que isso, depois dos livros que lera na infância da filha, as unisse novamente.&lt;br /&gt;Sentiram até mesmo certa paz ao ver o sangue que espirrara na tela da televisão, e sem que percebessem uma á outra, estavam sorrindo.&lt;br /&gt;Não pararam mais, a partir daquele momento. Sempre estavam locando filmes, em silêncio, para que pudessem manter aquela ligação. Além disso, Alice precisava dos filmes, pois não conseguia dormir.&lt;br /&gt;Aquele pesadelo não saia de sua cabeça. Fora muito real para ser apenas uma seqüência de imagens imaginadas por ela durante o sono.&lt;br /&gt;Porém, não havia como ficar noites e mais noites sem dormir e, poucos dias depois, ela já quase dormia, com os olhos pesados. Mal sabia que a criatura de seus sonhos já estava cansada de esperar a garota dormir e que faria de tudo para encontrá-la em sono. Até mesmo atravessaria de dia.&lt;br /&gt;E foi em uma monótona e fria manhã, tipicamente escolar, que Alice acabou se distraindo. O professor falava sem parar, com uma voz doce, suave, que aos poucos foi ficando indistinguível aos ouvidos da garota, até que adormecera, em meio aos colegas de estudo.&lt;br /&gt;Acordou com a sala completamente vazia e escura. O estranho ser alto e encapado já a aguardava em frente ao quadro negro.&lt;br /&gt;- Quem? – ela conseguiu gaguejar com muito esforço.&lt;br /&gt;- Eu, minha querida, sou um ser que nunca dorme. Eu tenho o controle sobre muitas coisas. Mas não posso controlar outras muitas coisas, como o livre arbítrio.&lt;br /&gt;As palavras não faziam sentido algum á Alice, que se levantou e caminhou ao fundo da sala, para afastar-se da criatura.&lt;br /&gt;- Mas... O que é você?&lt;br /&gt;- Eu sou...&lt;br /&gt;Alice ouviu um grito ensurdecedor em seu ouvido. Acordou agitada com Jim apoiado á sua carteira, gritando, para zombá-la. Ela gritou de volta.&lt;br /&gt;- VOCÊ ESTÁ LOUCO? VOCÊ SABE O QUE FEZ? SABE SE EU TENHO ALGUM PROBLEMA DE OUVIDO? SABE O QUE SOU CAPAZ DE FAZER? – berrou.&lt;br /&gt;Poucos notaram, assustados com a reação de Alice, mas a urina de Jim formara uma possa sobre seus sapatos.&lt;br /&gt;Alice podia não admitir, mas gostava muito que os outros sentissem medo dela. Gostava muito do silêncio, da paz. Não apenas por ser uma garota diferente.&lt;br /&gt;No ano em que ela deixou de ser a pequena Alice, no ano seguinte do pai deixá-la ir á montanha russa, quando se tornou uma pessoa fria, ocorreu algo que, até o presente momento, a garota ignorava.&lt;br /&gt;Tanto ela ignorava que já quase nem se lembrava, mas quando gritara dentro do simulador da montanha russa, quando vomitara após descer a de verdade, não estava sozinha com os pais. Havia mais alguém. Alice simplesmente não conseguia, não queria de maneira alguma se lembrar.&lt;br /&gt;Mas ela querer ou não, não mudava o fato de sua irmã estar em todos aqueles momentos, gritando junto á ela, acariciando seus cabelos, ouvindo histórias antes de dormir uma ao lado da outra.&lt;br /&gt;Alice se transformou na garota “tanto faz” após a morte da irmãzinha. Aprendeu, naquele dia negro, no hospital, com lágrimas nos olhos, que algum dia todos morrem e que Sarah estava em um lugar muito melhor.&lt;br /&gt;Por isso, após aquele momento, a vida perdeu o sentido aos olhos de Alice, a qual achou que não valia a pena viver se um dia morreria como qualquer barata morre.&lt;br /&gt;- O pior é que baratas vivem muito mais. – pensou alto em meio ao ônibus escolar.&lt;br /&gt;Todos a olharam receosos. Ela pouco se importou, como de costume e virou-se para a janela.&lt;br /&gt;As balançadas que o ônibus dava acabara por despertar mais uma vez sono na garota, que lutava para que ficasse acordada até pelo menos chegar até sua casa, onde, para ela, seria possível enfrentar seus inimigos em território conhecido.&lt;br /&gt;Alice não podia imaginar que aquele território era mais conhecido por seus inimigos que por ela mesma. Seus inimigos sabiam o que havia escondido no porão. Ela não.&lt;br /&gt;Não demorou muito á chegar. Desceu do ônibus e andou firmemente até sua casa. Foi cambaleante ao quarto, onde simplesmente deitou-se e adormeceu.&lt;br /&gt;A casa novamente estava vazia. Ela acordou sozinha em meio á escuridão novamente. Percebeu logo que estava acompanhada quando olhou para o canto mais escuro do quarto e viu que lá estava o ser que a rodeava nos últimos tempos.&lt;br /&gt;- O que é você? – perguntou grosseira.&lt;br /&gt;- Vejo que você quer continuar essa conversa exatamente de onde paramos hein?&lt;br /&gt;- Por que não tira esse capuz ridículo e me encara? – gritou, ainda firme.&lt;br /&gt;O ser riu. Sua voz começou a se transformar e de grossa e ameaçadora passou a ser uma voz delicada e feminina.&lt;br /&gt;- Eu sou a morte.&lt;br /&gt;Alice congelou, perdeu a fala. Aos poucos foi se recuperando e após certo tempo conseguiu gaguejar:&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;- Seus serviços.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;A morte caminhou até ela, alta e exuberante, com a ponta longa de seu enorme capuz balançando ao ritimo de seu andar.&lt;br /&gt;- Eu tenho controle de muitas coisas, como disse á você. Posso matar qualquer um a qualquer instante. Animais, plantas, homens, mulheres, irmãs – o ser pôde perceber que Alice ficou mais assustada quando citou a irmã. – Porém, existem certos seres do universo aos quais eu não posso estender meu manto.&lt;br /&gt;A garota estava confusa. Suas pernas estavam tão bambas que acabou se sentando na beirada da cama.&lt;br /&gt;- Que criaturas seriam essas? – falou, ao perceber que não seria machucada.&lt;br /&gt;- Duendes, Transformadores, Demônios, Espíritos, Esfinges, Vampiros, lobisomens – começou. – Existem muitos! Não vou citar todos!&lt;br /&gt;- Mas o que você quer de mim? – Alice perguntou, já temendo a resposta.&lt;br /&gt;- O criador, seja ele ou não esse Deus cultuado pelos homens, como dá para perceber, gosta que em tudo, haja emoções humanas. Eu tenho emoções. Tenho medo, vergonha, receio, assim como você e muitos outros. Fui posta aqui para poder gerar um equilíbrio. Mato, pode até parecer que sou maligna, mas coloco isso tudo para funcionar.&lt;br /&gt;A garota começou a ficar vermelha. Como pode a morte estar á sua frente dizendo que gera equilíbrio se a mesma retirara a vida de sua irmã, uma inocente que mal descobrira o mundo.&lt;br /&gt;- Mal descobrira o que? – a criatura falou como se pudesse ouvir os pensamentos de Alice. – Você está vivinha aqui e nem quer saber de descobrir o mundo! Por que está pensando em reclamar.&lt;br /&gt;É. A morte podia muito bem ouvir pensamentos.&lt;br /&gt;- Foi injusto você tirar a vida dela! – ela reclamou.&lt;br /&gt;- É. Então eu deveria apenas tirar a vida das pessoas más não é? Iria ser muito equilibrado, não acha?&lt;br /&gt;Alice estava ficando mais corada ainda, parecia que sua face iria explodir. Explodiu. Duas lágrimas escorreram de seus olhos e desceram ao seu queixo, onde a garota as enxugou com a palma da mão direita.&lt;br /&gt;- Mas por que ela? – chorou.&lt;br /&gt;A criatura sentou-se ao lado dela e estendeu seu enorme braço até que sua fria mão tocasse o ombro de Alice.&lt;br /&gt;- E se eu dissesse que não levei sua irmãzinha.&lt;br /&gt;A garota olhou para a morte com os dois olhos arregalados, chocada com o que acabara de ouvir.&lt;br /&gt;- O que? – perguntou.&lt;br /&gt;- E se eu dissesse... – a morte fora interrompida.&lt;br /&gt;- Mas... Eu vi ela! Eu vi ela deitada morta na cama do hospital! EU VI! – gritou.&lt;br /&gt;Alice não percebera, mas a morte estava ficando irritada.&lt;br /&gt;- Eu sei o que você acha que viu! – a morte respondeu grosseira.&lt;br /&gt;- Eu vi! Eu não acho que vi! Eu vi! – continuou gritando.&lt;br /&gt;- TA BOM! NÃO PRECISA GRITAR! EU JÁ ENTENDI O QUE VOCÊ VIU!&lt;br /&gt;- Por que você está me contando isso?&lt;br /&gt;- Para que você pare de ficar fazendo o drama da menina que já não liga mais para viver! – o ser encapuzado falou.&lt;br /&gt;A garota ainda tentava digerir as informações. Levantou-se da cama e ficou de pé, raciocinando.&lt;br /&gt;- Você não vai mais ver sua irmã.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Ela está diferente. Está trabalhando para mim também. Mesmo que a visse, não reconheceria – a morte explicou, delicada. – Esqueça sobre sua irmã. Ela está morta para você, foi por isso que eu fingi leva-la. Só que não imaginei que você fosse ficar tão chata e dramática. Levei sua irmã para que não conseguissem fazer chantagem com o nome dela á você.&lt;br /&gt;Alice olhou para a morte. Respirou fundo e fez sua última pergunta antes de acordar.&lt;br /&gt;- Então você quer mesmo que eu faça esses serviços á você?&lt;br /&gt;A estranha criatura balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;Um barulho enorme inundou o quarto onde estavam. Tudo começou a ficar branco. A garota colocou as mãos sobre os ouvidos para tentar abafar o som.&lt;br /&gt;Acordou.&lt;br /&gt;Andou até a janela e viu que já estava quase anoitecendo, o céu estava avermelhado com o pôr do sol.&lt;br /&gt;Chorou. Não queria acreditar que tivera aquele sonho, assim como não quis se lembrar que sua irmã morrera.&lt;br /&gt;- PROVE! – gritou ao nada, olhando para o céu.&lt;br /&gt;De repente um pássaro despencou. Alice acompanhou sua descida com os olhos até que se espatifou no chão, do lado de fora do quarto. Estava morto.&lt;br /&gt;Ela levou as duas mãos á boca para abafar um grito. Não conseguia respirar direito. Seria verdade mesmo aquele sonho? Sim. Ela não enxergava, mas a morte estava ao seu lado, contemplando a mesma paisagem pela janela.&lt;br /&gt;- Eu não acredito... – deixou-se falar.&lt;br /&gt;A criatura não estava brava com Alice por não querer acreditar. Entendia o que se passava na cabeça da garota sem nem precisar leu seus pensamentos.&lt;br /&gt;Pode parecer impossível, mas a morte estava chorando. As lágrimas pingavam no chão enquanto a criatura fazia um barulho choroso muito parecido o de cachorros quando tristes.&lt;br /&gt;Uma grossa chuva começou a descer do céu no momento que as lágrimas do ser tocaram o chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&gt;&gt;&gt;Continua&lt;&lt;&lt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom pessoas que acompanham meu blog... Esse é um conto que iniciei a muito tempo atrás... estou postando o primeiro capítulo da saga de Alice... Espero que gostem, pois assim que der, vou continuando o texto... a imagem da capa foi eu quem fiz na aula de artes de hoje, espero que gostem ^^&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-4883479936247971144?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/4883479936247971144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=4883479936247971144' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4883479936247971144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4883479936247971144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/05/mercenaria-da-morte.html' title='Mercenária da Morte'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/ShSGm9zRrUI/AAAAAAAAAD8/blUjfiIs5VI/s72-c/Capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-5223478239742461672</id><published>2009-04-10T17:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T18:09:47.836-07:00</updated><title type='text'>Tristes notícias e (in)feliz imagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sd_tC2mWmWI/AAAAAAAAAD0/WESqBuNTXN4/s1600-h/Noiva.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323233917847116130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sd_tC2mWmWI/AAAAAAAAAD0/WESqBuNTXN4/s400/Noiva.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, pessoal que está acompanhando o Blog... Vou ficar sem postar os contos por um tempinho...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É que estou escrevendo uma adaptação da peça teatral "O Auto da Barca do Inferno", e isso deve ficar pronto logo, para podermos ensaiar, portanto não vou poder escrever contos por algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas.............................. eu tenho aulas de desenho todo sábado e não falto nenhum, então eu desenho bastante ateh... e muitos monstros... e é o que vai vir de presente nessa postagem! hehehehehe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eh um 'concept' q fiz pra colocar em meu game, mas o mesmo foi cancelado... mas a imgem ficou hehe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;espero que gostem! ^^&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, e outra coisa... Enquanto isso tudo, eu ainda sou um menino de carne e osso, portanto jogo jogos eletrônicos, e o da vez é o famoso e premiado American McGee's Alice. Isso é uma boa notícia para quem curte os contos de fadas pois talves, os próximos que eu escrever vão estar repletos de passagens e alusões a contos-de-fadas (sem matar o estilo de horror, é claro!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;até a próxima (imagem ou história...)!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-5223478239742461672?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/5223478239742461672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=5223478239742461672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/5223478239742461672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/5223478239742461672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/04/tristes-noticias-e-infeliz-imagem.html' title='Tristes notícias e (in)feliz imagem'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sd_tC2mWmWI/AAAAAAAAAD0/WESqBuNTXN4/s72-c/Noiva.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-1720470882977508839</id><published>2009-03-10T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T18:30:17.669-07:00</updated><title type='text'>Novo conto [um tanto pesado...]: Live Mensseger</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SbcPgQeOs6I/AAAAAAAAADs/Inglbfgc70U/s1600-h/LM.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311731332358779810" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SbcPgQeOs6I/AAAAAAAAADs/Inglbfgc70U/s400/LM.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Espero que gostem deste. Ele é baseado em coisas verdade-de-mentirinha, como REC, Cliverfield e Bruxa de Blair...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Existem diversas formas de se contar uma história... Vamos ver se esta agrada....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Live Mensseger&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa, mas que legal hoje na escola! Adorei a aula de artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Nem me fale. Ei, vamos colocar todo mundo da classe na conversa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Ah, não sei. Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Nossa! O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Oi! É o bate-papo do primeiro. Boa a idéia, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Olá. Adorei sim a idéia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;É Ramirez, ficamos sabendo de você e da Raquel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Sabendo o que? Porque nem eu sei do que vocês estão falando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Se faz de inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Oi... O que foi? Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Vocês pensam que enganam alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Como é? Como se adiciona pessoas para a conversa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa! É muito, muito fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Eu sei, é que a Raquel me pediu para interromper o assunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;É mentira da Bruna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Sei que é mentira sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Ah, sabia! Há, há, há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Nossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Meu Deus! Vocês estão deixando o menino com vergonha. Há, há, há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme diz:&lt;br /&gt;Nossa! O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Só agora que ele viu a conversa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Gente, nada a ver o que vocês estão pensando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Nada a ver é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme diz:&lt;br /&gt;Aí Ramirez, conquistador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Que chatice! Parem com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Tudo bem, agora sério. Alguém tem mais endereços eletrônicos do pessoal da classe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Só vocês mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme diz:&lt;br /&gt;Eu tenho o Leitão e o Pedro também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Coloca-os na conversa pra nós adicionarmos eles também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ diz:&lt;br /&gt;Oi todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. diz:&lt;br /&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Nossa! Quantos “ois”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Deixamos a menina de mau humor. Há, há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Mas eu não gosto da Raquel. Eu estou gostando de outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Como assim? Quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;É da Yara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Ramirez, coitado, ela já tem namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Coitado por quê? Que raiva desse tipo de coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa, eu só estava preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Ninguém pediu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Ela não tem namorado não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           - está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Não é para colocar na conversa Joyce!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa, gente, o clima pesou. Estou saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ diz:&lt;br /&gt;Eu também estou pulando fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ saiu da convresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Por essa eu também não esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme diz:&lt;br /&gt;Nossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 10/3/2009 ás 22:45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Ramirez, você é o único homem que está on-line aqui no meu live mensseger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Faz favor e pergunta para o Guilherme onde está o anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Copia da nossa conversa e cola lá: Guilherme, eu não conto para ninguém, mas onde você colocou o anel da Yara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Vai lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Tudo bem, mas para que você quer saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Para nada. É para e ganhar um anel novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Ele escreveu aqui que o escondeu dentro do apagador da lousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 11/3/2009 ás 16:01.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Yara! Você vai pagar muito caro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;O que eu fiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Eu descobri o que a aposta realmente valia! O que ele tem que eu não tenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Ramirez, pare com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramirez diz:&lt;br /&gt;Você vai ver só, sua mentirosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;E daí que eu quero beijar ele e não quero beijar você? Eu não gosto de você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Você é feio demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           -         diz:&lt;br /&gt;Porque você está colocando todo mundo na conversa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Vocês não sabiam com quem estavam mexendo! Agora vão todos pagar muito caro! Um a um. E podem ter certeza que não vou parar até ter o sangue de todos vocês em minhas mãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Nossa! Que horror! Ele está off-line agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Ele ficou off sim! Nossa que medo! Agora eu estou com remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-           -    &gt;            Y    α   я    ι           ин    α            &lt;    -           - saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Deve ser brincadeira dele! O que será que o deixou atormentado desse jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;E depois eu que sou irritado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@LeitauM@ saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Que horror! Tenho que ir agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa! Será que ele estava falando sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme diz:&lt;br /&gt;Nem sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. diz:&lt;br /&gt;Nossa! Que horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 12/3/2009 ás 22:45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Nossa cara! Eu estou com medo! A Yara não foi à escola hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Eu sei! Também fiquei pensando! Vou ligar na casa dela pra ver se ela está lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;E então? Ela está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Não. A mãe dela falou que está muito preocupada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa! Agora eu estou morrendo de medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Sério mesmo que ela não está lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Sério! Eu não brinco com essas coisas não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Que horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Olha! O Ramirez está on-line! Vou colocar ele na conversa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Oi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Estão com medo de serem as próximas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Eu só estou avisando! Eu vou acabar com um por um de vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Pare Ramirez! Não se brinca com essas coisas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramirez diz:&lt;br /&gt;O sangue da Yara é bem doce! Espero que o sangue de vocês seja bem docinho também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Ai meu Deus! Acho que nem vou para a escola amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Eu também estou com bastante medo! Tenho que sair!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Jhenifer&gt;&gt; S2 diz:&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 13/3/2009 ás 15:41.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Oi, você está aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Estou sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;A Yara não foi hoje mesmo! Eu estou até com medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Nem me fale! Será que o Ramirez a matou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Não sei! Só sei que foi muito estranho ela não ter ido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Você viu o que a Joyce falou? Que a Yara estava no ônibus hoje de manhã com elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Não! Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;A Joyce não iria mentir, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Acho que não. Estou conversando aqui com o Pedro. Ele falou que viu o Ramirez sondando a escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Ele tá explicando aqui que aquela hora que ele foi abrir a janela, ele viu o Ramirez lá embaixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Mas ele estava com a Yara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Aqui, o Pedro falou que não conseguiu enxergar direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Vou colocar ele na conversa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pê ..::Delícia::.. alterou seu nome para Pedro Meneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Pedro... Explica para mim essa história que você viu o Ramirez direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;É sério! Eu não levantei e fui à janela que falaram que estava emperrando para tentar abrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Lembro sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Então, eu o vi lá embaixo! Ele estava segurando um saco de lixo bem grande, mas não deu para enxergar direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Ai! Que medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Mas o que ele estava fazendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Ele só estava olhando para a janela. Depois, ele começou a andar e eu não consegui ver ele mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;A Patrícia também o viu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Você a tem no mensseger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Tenho sim! Vou colocar ela na conversa, esperem um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Oi Patrícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Oi gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Oi. Patrícia, conta essa história direito, que vocês viram o Ramirez e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Sério mesmo! O pior é que eu acho que ele estava com as mãos ensangüentadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Não sei. Eu pelo menos não vi isso, foi só a Patrícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Nossa. Nem quero ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; diz:&lt;br /&gt;Tenho que ir... Já adicionei você aqui Patrícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Ah, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Nossa... Eu também vou desligar aqui. Está chovendo muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Até depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Até amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Pedro, eu estou morrendo de medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Meneses diz:&lt;br /&gt;Eu também não quero encrenca não... Bom, amanhã q gente vê no que é que isso vai dar. Estou indo jantar. Até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty diz:&lt;br /&gt;Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 13/3/2009 ás 22:11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Pode aguardar que logo será sua vez Raquel. Sentiu falta de alguém na classe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Não vai me responder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Saiba que já avisei a polícia, e que você não vai mais conseguir matar mais ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Era a vez de Jeanine hoje, mas acho que ela ficou com medo demais para ir, assim como você, a Bruna e a Jhenifer! Eu fiquei sem opções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Tive que abater o leitão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* parece estar off-line. As mensagens enviadas serão entregues quando esse contato entrar. Envie um e-mail para esse contato ao invés disso  Adicione um número de celular para esse contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 14/3/2009 ás 01:21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Como estou vendo, nenhum de vocês mais vai para a escola. Vou ter que caçar um a um em terreno desconhecido, mas não pensem que esqueci de vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;*  diz:&lt;br /&gt;Eu não entendo porque você está fazendo isso com a gente! Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ diz:&lt;br /&gt;Porque vocês mexeram com a pessoa errada! Ah, e esqueci de comentar, mas estou teclando do computador do Guilherme. O sangue dele é bem doce também, mas a carne da Yara era mais saborosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RamireZ saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Ai. Agora gelou. Eu não estou conseguindo digitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Meu Deus! Ele está matando a gente mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Amanhã eu vou com a espingarda de meu pai para a escola! Quero só ver se ele me pega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt; %%BruH%% &gt;&gt; saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Não Joyce! É muito arriscado ir para a escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Meu pai está conversando com a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;O que foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Liguem o noticiário! Estão falando da gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Estou sem televisão aqui. O que estão falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Em que canal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Canal oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;E então? O que falaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Que segunda feira não haverá aula por causa de ameaças aos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz diz:&lt;br /&gt;Nossa! Que medo! Minha mãe está me mandando sair do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; diz:&lt;br /&gt;Deus do céu! Eu não consigo ficar no computador também. Estou saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;\&gt; PeKeNa iAiA &lt;/&gt; saiu da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 15/3/2009 ás 23:55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Ai Jeanine! Eu não estou conseguindo falar com a Bruna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Sério? Você bloqueou o Ramirez também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Bloqueei sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;A casa da Joyce não está atendendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Olha o jornal! Meu pai acabou de ver aqui! Encontraram os corpos perdurados em uma das árvores da escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Não acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;O celular da Bruna não atende também! Eu não lembro o celular da mãe dela de cor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Ai meu Deus! Não tem mais ninguém da nossa classe on-line! Ou eu vi errado aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Não tem mesmo! Espera um pouco. Ouvi um barulho aqui. Acho que é a televisão. Estou indo desligar ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Raquel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Raquel? Você está on-line ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S2_Jêh_S2 diz:&lt;br /&gt;Raquel me responde! Não fique me assustando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* diz:&lt;br /&gt;Oi Jeanine. Já está chegando sua vez. Pena que Raquel não pode mais digitar para você passar o tempo enquanto eu chego aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kel ;* parece estar off-line. As mensagens enviadas serão entregues quando esse contato entrar. Envie um e-mail para esse contato ao invés disso  Adicione um número de celular para esse contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última mensagem recebida em 16/3/2009 ás 22:58.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Bom... espero que assute pelo menos alguém... hehehehe&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-1720470882977508839?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/1720470882977508839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=1720470882977508839' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1720470882977508839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1720470882977508839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/03/novo-conto-um-tanto-pesado-live.html' title='Novo conto [um tanto pesado...]: Live Mensseger'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SbcPgQeOs6I/AAAAAAAAADs/Inglbfgc70U/s72-c/LM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-2317916318087865562</id><published>2009-03-04T11:11:00.000-08:00</published><updated>2010-04-22T17:59:45.969-07:00</updated><title type='text'>Novo conto [um tanto Trash]: Ônibus</title><content type='html'>Escrevi esse aki baseado em alguns acontecimentos q aconteceram comigo... e com a Raquel, a Bruna e a Jeanine, ou seja, os nomes não são fictícios! A não ser o de alguns dos meninos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está bem trash... espero que curtam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sa7TXtxP8gI/AAAAAAAAADc/75Y_h4DeYv4/s1600-h/Ã´nibus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309413415093006850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sa7TXtxP8gI/AAAAAAAAADc/75Y_h4DeYv4/s400/%C3%B4nibus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ônibus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desciam para o ponto de ônibus todos animados. Estudavam na mesma classe e se conheciam a pouquíssimo tempo, pois o ano letivo apenas começara, porém alguns vinham da mesma escola. Poucos dias atrás ainda eram tímidos uns com os outros, mas a vivência da mesma fase de vida fizera com que uns compreendessem os outros rapidamente.&lt;br /&gt;- Je-A-Ni-Ne! – um dos garotos, Eduardo, gritou, aos risos, por como o nome soava engraçado quando dito daquela maneira.&lt;br /&gt;Jeanine também riu, sendo seguida pelas outras meninas que a estavam acompanhando.&lt;br /&gt;- Nossa! Esses caras nem tem mais o que inventar – Raquel falou, gargalhando.&lt;br /&gt;- Ra-Que-El... – ele gritou de volta.&lt;br /&gt;- Nem teve graça! É mais engraçado com o nome da Jeanine! – Ramirez, outro garoto que estava indo até o ponto de ônibus disse.&lt;br /&gt;- É verdade! – Raquel concordou.&lt;br /&gt;- Há, há! Pergunta pro Ramirez se ele gosta de homem ou de mulher... Olha só a resposta que ele dá... – Danilo riu, lembrando-se do outro dia, quando perguntara isso.&lt;br /&gt;Ramirez fez um sinal negativo com a cabeça olhando para baixo enquanto ria.&lt;br /&gt;- Então tá... Ramirez, você gosta de homem ou de mulher? – Eduardo perguntou, como o outro garoto sugerira.&lt;br /&gt;Ficaram esperando pela resposta, pois ele não conseguia falar, tentando segurar o riso. Por fim, após se acalmar um pouco, falou:&lt;br /&gt;- Porque não vem descobrir? – após dizer, caiu na gargalhada, assim como todos os outros.&lt;br /&gt;- Ai! Ramirez, meu amor! – os garotos gritaram.&lt;br /&gt;O menino nem ligou. Apenas se divertia, tentando ao máximo esquecer-se do dia letivo.&lt;br /&gt;Após isso, o grupo se dividiu. Metade seguiu para um ponto de um dos lados da avenida e o outro ficou aguardando ao movimento da rua, para que pudessem chegar ao outro.&lt;br /&gt;- Até amanhã – Danilo e Eduardo se despediram, quase em coro.&lt;br /&gt;- Até – alguns dos outros disseram, atravessando rapidamente a avenida.&lt;br /&gt;- Ai gente, acho que não vou pegar o mesmo ônibus que vocês não... Ele para muito longe da minha casa. – Jennifer disse, enquanto esperavam pelo sinal dos carros se fechar para que os pedestres pudessem passar.&lt;br /&gt;- Que ônibus você vai pegar então? – Ramirez questionou.&lt;br /&gt;- O mesmo da Joyce... – a garota respondeu.&lt;br /&gt;Ramirez deu risada.&lt;br /&gt;- Então vai ter que esperar por mais uma hora... – concluiu.&lt;br /&gt;Após algum tempo esperando que os carros parassem, a turma atravessou. Já havia muitas pessoas lá no ponto de ônibus, algumas da própria classe deles.&lt;br /&gt;Não ficaram muito tempo esperando, jogando conversa fora, antes que outra parte da classe chegasse, também nos risos.&lt;br /&gt;- Oi Raquel, meu amor! – Pedro chegou, tentando abraçar a garota.&lt;br /&gt;- Ah, sai fora! – a menina disse, risonha, empurrando-o com as duas mãos e tentando se esconder do beijo que ele se retesava a dar.&lt;br /&gt;Enquanto isso, Fabrício agarrara o pequeno casaco rosa de Raquel e o começara a vestir, fazendo com que todos gargalhassem.&lt;br /&gt;- Ai Ramirez! Eu não agüento essas coisas! – Bruna riu, já com as bochechas doloridas de tanto gargalhar pelo caminho.&lt;br /&gt;Assim que o garoto olhou para o outro, com a blusa de frio pequena, apertada e rosada, tampou a boca com uma das mãos tentando abafar a alta gargalhada.&lt;br /&gt;- Não! Espere aí que vou tirar uma foto disso! – conseguiu pronunciar, em meio ás gargalhadas.&lt;br /&gt;Ele retirou seu aparelho celular do bolso e tirou uma foto, no apertar de alguns botões, enquanto Fabrício fazia uma pose fotográfica feminina. Logo, ele começou a tirar a blusa novamente, para devolvê-la a Raquel.&lt;br /&gt;- Não! Põe de novo! – Ramirez falou, de repente. – Tava sem memória. Põe de novo pra eu tirar a foto – explicou.&lt;br /&gt;- Eu não vou por de novo – o garoto riu.&lt;br /&gt;- Raquel... Você trabalha na feira? – ouvia-se Pedro, ao fundo.&lt;br /&gt;- Como? – ela respondeu, confusa.&lt;br /&gt;- Porque você é um chuchuzinho – disse, caindo na gargalhada. – Olha que cantada profissional hein!&lt;br /&gt;Todos riram. Raquel estendeu a mão que não estava segurando seu fichário sobre a testa, balançando leve e negativamente a cabeça enquanto ria.&lt;br /&gt;Um ônibus chegou. Pedro e Fabrício entraram nele e foram embora, assim com mais diversas pessoas do ponto, esvaziando o banco. Onde Ramirez, Raquel, Jeanine, Bruna e Jennifer, os que restaram esperando, se sentaram.&lt;br /&gt;- Nossa. Tomara que a Joyce chegue logo. Não quero ficar esperando o ônibus aqui sozinha. – Jennifer falou.&lt;br /&gt;- Olha ela vindo – Bruna apontou.&lt;br /&gt;Joyce estava atravessando a avenida, indo até eles.&lt;br /&gt;- Ainda bem. Não gosto de ficar sozinha.&lt;br /&gt;- Jennifer, hoje você vai ficar em sua casa? – Jeanine perguntou.&lt;br /&gt;- Não, vou passar no Carlos Silva.&lt;br /&gt;- Passar em quem? – Ramirez perguntou.&lt;br /&gt;- Na minha antiga escola. – explicou.&lt;br /&gt;- Ah, entendi.&lt;br /&gt;Raquel soltou um risinho.&lt;br /&gt;- Lá vem confusão pra gente!&lt;br /&gt;- Por quê? – o garoto tornou a questionar.&lt;br /&gt;- Sempre que essa fala que vai lá pro Carlos Silva, alguma coisa ruim acontece. – ela explicou, fazendo as outras três rirem.&lt;br /&gt;- Oi gente! – Joyce cumprimentou, sentando-se no banco também.&lt;br /&gt;- Mas, como assim? Algo ruim acontece? – ele interrogou, ainda confuso.&lt;br /&gt;- Lembra aquele dia do homem com a cara toda tatuada? – Ramirez fez um sinal positivo com a cabeça. – Ela teve que ir lá. Nas férias também aconteceu isso. A gente combinou de ir pro shopping center e ela falou que ia lá pra escola. Entrou um mendigo no ônibus, fedido. Tudo ficou cheirando bosta. Sério mesmo! – Raquel contou.&lt;br /&gt;- Ai, credo gente! – Joyce comentou.&lt;br /&gt;- O duro é que é verdade! – Bruna riu.&lt;br /&gt;- É a maldição da Jennifer na escola do além! – Ramirez falou, com uma voz fantasmagórica.&lt;br /&gt;- Ai Ramirez, pare! – Jennifer reclamou, aos risos, dando-lhe um tapinha no ombro.&lt;br /&gt;- Que homem com cara tatuada? – foi a vez de Joyce perguntar.&lt;br /&gt;- Essa eu conto! – o garoto exclamou. – Sabe o dia que eu levei a máscara que a gente fez pro carnaval embora?&lt;br /&gt;- Sei, semana passada – Joyce confirmou.&lt;br /&gt;- A gente entrou no ônibus. A Jennifer tava junto com nós nesse dia. Sentamos todos nos bancos do corredor, sabe? Cada um com uma pessoa estranha. Justo a Raquel sentou com esse homem aí com o rosto inteirinho tatuado. Aí a Jeanine cochichou para a gente, “esse aí nem precisa usar máscara” – nesse momento Joyce começou a rir. – Não! Joyce, você não tem noção! O cara devia ter uns oitenta anos!&lt;br /&gt;- Ramirez, não exagere! Eram uns sessenta anos – Jeanine explicou, aos risos.&lt;br /&gt;- Não. Mas o duro é que a Bruna não conseguiu segurar o riso. Ela olhou pro homem, segurando a respiração e depois e depois quase caiu na risada – Ramirez continuou contando, imitando a reação da garota e provocando riso nas meninas. – Aí o homem ficou olhando pra gente de canto de olho com uma cara de mau! A Jeanine que sabe fazer...&lt;br /&gt;Jeanine abaixou a cabeça e começou a olhar para eles com o canto do olho, ameaçadoramente, séria.&lt;br /&gt;- Olha lá! O nosso ônibus chegou.&lt;br /&gt;Os quatro se levantaram e Ramirez estendeu o braço, sinalizando para que o veículo parasse. Assim que o mesmo o fez, entraram. Jeanine e Bruna entraram, mas quando Raquel ia usar o cartão de passes na máquina que permitia que passasse pela roleta, o objeto caiu ao chão e ela abaixou-se pega-lo. Enquanto estava abaixada, Ramirez olhou disfarçadamente para ela e riu quando percebeu que as outras duas o estavam olhando. Elas também riram.&lt;br /&gt;Assim que recolheu o pequeno cartão, Raquel o usou e a máquina reconheceu, deixando-a passar.&lt;br /&gt;Era vez do garoto e ele aproveitou e fez uma piadinha após ter seu cartão reconhecido e estar passando.&lt;br /&gt;- Se eu entalar aqui vocês devem de ajudar hein! – falou.&lt;br /&gt;Entraram e se sentaram, Ramirez e Raquel juntos e as outras duas na dupla de bancos logo atrás.&lt;br /&gt;O veículo não anda por muito tempo até que se ouve um espirro bem alto alguns bancos mais para o fundo. Jeanine mão consegue segurar o riso, sendo seguida pelos outros. Todas as outras pessoas estavam emudecidas.&lt;br /&gt;- Tá rindo do que hein? – uma voz feminina pronunciou grosseiramente.&lt;br /&gt;Jeanine e Bruna olharam para ela, enquanto os outros dois apenas espiaram pelo canto dos olhos.&lt;br /&gt;- Tá olhando o que? Caralho! – a estranha mulher voltou a dizer, desafiadoramente.&lt;br /&gt;Ramirez levou as duas mãos á boca, tentando desesperadamente abafar um riso alto que estava por vir. Ficaram calados.&lt;br /&gt;- O que foi hein? Cacete! Ficaram com medo agora?&lt;br /&gt;- Medo nenhum não. De você? – Jeanine respondeu.&lt;br /&gt;- Jeanine! – Bruna falou, chamando a atenção da garota.&lt;br /&gt;Ramirez trocou olhares sérios com as garotas.&lt;br /&gt;- Mexeu e não correu o pau comeu! – ela tornou a falar, em tom de zombaria.&lt;br /&gt;E estranha mulher levantou-se e puxou a pequena corda que tocava um pequeno alarme, avisando ao motorista que alguém desceria ao próximo ponto.&lt;br /&gt;- A retardada vai passar o cartão e quase cai e o gordinho quase fica entalado. – falou, indo em direção á porta de saída.&lt;br /&gt;- Amanhã esse bando de idiotas vai ver só. Acho bom nem pegarem o ônibus desse horário, porque se pegarem o pau vai comer – outra voz feminina de mesmo tom agressivo disparou.&lt;br /&gt;Desceram. Quando o quarteto olhou pela janela, viram três moças jovens mal vestidas rindo histericamente e acenando com o dedo do meio levantado para eles.&lt;br /&gt;Quando o ônibus tornou-se a mover, os comentários entre eles começaram.&lt;br /&gt;- Credo! – Jeanine iniciou, arregalando os olhos.&lt;br /&gt;- Nossa! É cada coisa que acontece nesse ônibus! – Bruna falou.&lt;br /&gt;- Não! Mas vocês ouviram? Elas acharam que eu caí e não que eu abaixei para pegar o cartão – Raquel lembrou.&lt;br /&gt;Ramirez gargalhou:&lt;br /&gt;- Pior! O que foi que ela falou? Escreveu e não leu o pau comeu?&lt;br /&gt;Todos riram.&lt;br /&gt;- Sei lá... Será que foi isso mesmo? – Raquel questionou, aos risos.&lt;br /&gt;- Queria só ver ela contra nós quatro – Jeanine falou.&lt;br /&gt;- Não era só ela não! Eram três mulheres! – Bruna corrigiu.&lt;br /&gt;- Verdade? – a garota perguntou, confusa.&lt;br /&gt;- É sim. Eu ia é ficar assistindo a briga, rindo! – Raquel disse, risonha.&lt;br /&gt;- Eu também! – a outra confirmou.&lt;br /&gt;- Eu ia ajudar você Jeanine, não se preocupe – Ramirez disse, ainda rindo.&lt;br /&gt;- É isso aí Ramirez! A gente ia acabar com aquelas piranhas! – Jeanine zombou, erguendo o punho fechado no nível de seus olhos.&lt;br /&gt;Raquel abaixou o tom de sua voz, olhou séria para o grupo e falou:&lt;br /&gt;- Gente, e se elas estiverem no ônibus amanhã? Elas não pegam todo dia nesse horário?&lt;br /&gt;- Raquel, sua boba, elas estavam só tirando uma com a nossa cara – Ramirez disse.&lt;br /&gt;- É nada, a mulher falou séria! – a garota tornou a falar.&lt;br /&gt;- Não... Mas na hora que ela falou, a primeira coisa que eu pensei foi que se ela fosse descer no mesmo ponto que eu, eu ia ficar e descer no ponto da Bruna! – Jeanine comentou.&lt;br /&gt;- Isso é só quando o Ramirez está no ônibus! – Bruna riu.&lt;br /&gt;- E quando a Jennifer fala que vai pro Carlos Silva – Raquel completou.&lt;br /&gt;- Hoje, na sessão da noite, o quarteto sinistro e o ônibus da morte! – Ramirez disse, satirizando as propagandas da televisão. – Filme inédito! – completou.&lt;br /&gt;- Verdade! Podiam fazer um filme com as aventuras que a gente passa nesse ônibus – Jeanine falou.&lt;br /&gt;- Já pensaram elas são loucas e estavam armadas? – o garoto ri.&lt;br /&gt;- Se elas vierem pra cima a gente já tem defesa. – Jeanine diz.&lt;br /&gt;- Qual? – Ramirez pergunta.&lt;br /&gt;A garota, em meio aos risos, explica:&lt;br /&gt;- A gente grita pro motorista: “Para o ônibus!”, sai correndo pela porta e pula.&lt;br /&gt;- Melhor, a gente pula pela janela de saída de segurança – Bruna complementa, gargalhando.&lt;br /&gt;- Vocês têm certeza que todas desceram? – o garoto questionou.&lt;br /&gt;- Acho que sim. Já pensou? A gente aqui tacando a boca e elas ouvindo tudo? – Jeanine respondeu.&lt;br /&gt;- É cada coisa que acontece com a gente! – Raquel diz, dando uma leve risada.&lt;br /&gt;Após algum tempo, com diversos outros comentários sobre o ocorrido, Ramirez levantou-se e puxou a pequena corda.&lt;br /&gt;- Vou descer agora. Até amanhã meninas! – ele se despede.&lt;br /&gt;- Até amanhã Ramirez – falam todas ao mesmo tempo, logo após rindo da coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Joyce, você perdeu ontem! Tinham umas barraqueiras no ônibus ontem! – o garoto contou, rindo. – Pergunte pra Jeanine. Como foi que ela falou mesmo? Escreveu e não correu, o pau comeu?&lt;br /&gt;Todos riam da situação contada, dentro da sala de aulas, antes das aulas começarem.&lt;br /&gt;- Verdade! Foi escreveu e não leu, o pau comeu, eu acho – a garota corrigiu.&lt;br /&gt;Joyce, sentada em cima de umas das carteiras, gargalhava, enquanto Patrícia fitava-os boquiaberta.&lt;br /&gt;- Hoje então, vou pegar o ônibus com vocês! Adoro barraco! – falou.&lt;br /&gt;Nesse momento entram na sala Raquel, Bruna e Jennifer. Ramirez e Jeanine trocam olhares risonhos com as garotas.&lt;br /&gt;- Eu não acredito que eu perdi tudo ontem! – Jennifer diz, sorridente.&lt;br /&gt;Estavam no meio da aula de português e a professora passava um conteúdo na lousa. Os alunos conversavam entre si enquanto, aos poucos, copiavam, assim como a professora permitira e logo chegaria o intervalo.&lt;br /&gt;Ramirez, sentado á frente de Raquel, vira-se e olha seriamente para ela, que para de copiar as palavras do quadro negro.&lt;br /&gt;- Sabe, Raquel, Desde que eu olhei para cada um dos meus novos colegas, no primeiro dia de aula, assim que olhei para você... – fora sufocado por seus batimentos cardíacos. – O que eu quero dizer é que...&lt;br /&gt;- Ai meu Deus... – a garota disse, de olhos arregalados, assustada.&lt;br /&gt;- O que eu quero dizer é que eu...&lt;br /&gt;- Não, por favor! – ela o interrompe. – Não peça o que eu acho que você vai pedir.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu não falo, mas você sabe o que eu ia pedir – ele responde.&lt;br /&gt;O sinal que adverte aos alunos que podem deixar suas salas para vinte minutos de descanso soa. Sem olhar para mais ninguém, o garoto levanta-se e sai apressado da sala. Bruna acompanha-o com os olhos e repara que algo de estranho acabara de ocorrer.&lt;br /&gt;- Raquel, o que foi que aconteceu? – pergunta.&lt;br /&gt;- Ele pediu para ficar comigo.&lt;br /&gt;Bruna chocou-se com as palavras que acabaram de sair dos lábios de sua amiga. Ao observar as duas, Jeanine começou a prestar atenção ao que falavam.&lt;br /&gt;- Sério, ele falou que ele olhou pra todo mundo na sala de aula e quando ele ia falar o que aconteceu quando olhou pra mim eu interrompi ele. Aí eu falei assim que não era pra ele falar o que eu pensava q ele ia falar – contou.&lt;br /&gt;- E o que ele respondeu? – Bruna questionou, curiosa.&lt;br /&gt;- Que ele não ia falar, mas que eu sei o que ele queria dizer. Depois disso tocou o sinal e ele saiu – falou, séria.&lt;br /&gt;- Você vai ficar com ele? – Jeanine pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais duas aulas e todos deixavam a escola, o pequeno grupo dirigia-se ao ponto de ônibus, como de costume, porém dessa vez, Ramirez estava um pouco mais calado e menos brincalhão.&lt;br /&gt;- Ramirez, meu amor! – os garotos brincaram.&lt;br /&gt;- É, com certeza – ele respondeu, carrancudo e desanimado.&lt;br /&gt;As meninas trocaram olhares.&lt;br /&gt;- Ih! O que será que aconteceu? – Eduardo perguntou, aos risos.&lt;br /&gt;O garoto sorriu falsamente e disse:&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;Despediram-se. Os garotos ficaram para pegar o ônibus no ponto de um lado da avenida e os outros a atravessaram para pegar o ônibus do outro lado.&lt;br /&gt;Após chegarem, Raquel dá um risinho nervoso e diz:&lt;br /&gt;- Ai, e se elas estiverem no ônibus.&lt;br /&gt;Todos riram, inclusive Ramirez, que logo após, falou:&lt;br /&gt;- Não acredito... Você foi dormir pensando nisso?&lt;br /&gt;- Ah, eu fui – ela respondeu.&lt;br /&gt;Tornaram a rir.&lt;br /&gt;- Ramirez, sobre seu pedido na sala de aula...&lt;br /&gt;O garoto já esperava a resposta. Já previra o que podia ser pelas feições desanimadas da garota.&lt;br /&gt;- Vamos fazer o seguinte – ele começou. – Vamos fingir que nada aconteceu?&lt;br /&gt;- É. É melhor mesmo – Raquel conclui.&lt;br /&gt;- Gente! Aquela professora é louca! – Jennifer iniciou, mudando o assunto.&lt;br /&gt;- Nossa! Nem fale – Jeanine riu.&lt;br /&gt;- Vocês viram o que ela falou para mim? Para euzinha? – continuou.&lt;br /&gt;- Não. Só vi a briga dela com o Luís – Ramirez respondeu.&lt;br /&gt;- Ela foi olhar meu trabalho e começou a riscar. Riscar mesmo sabe? E ela ia falando assim, que ela nem ia ler porque já sabia que estava tudo errado!&lt;br /&gt;Um dos meninos do segundo ano que estava aguardando por seu ônibus, ouvira a conversa e resolveu falar:&lt;br /&gt;- Não... Ela tava ao tirando com a cara de vocês – contou.&lt;br /&gt;- Como assim? – Jennifer questionou, com feições muito confusas.&lt;br /&gt;- Ela faz isso com os novatos, mas é só de brincadeira. Ela nem anota os negativos todos que ela diz que anota – explicou. – Ela já chegou a falar que ia dar negativo pra alguém que estava torto na cadeira?&lt;br /&gt;- Sim. Se a gente respira, ela dá um ponto negativo na nota! – Ramirez contou.&lt;br /&gt;- Então, essas coisas são todas porque nós pedimos.&lt;br /&gt;- Nós? – Jeanine pergunta.&lt;br /&gt;- É. Nós do segundo ano! Ela chegou a pedir um desenho sobre química pra vocês?&lt;br /&gt;- Ela pediu, e disse que ia tirar um ponto da Bruna porque ela não tinha gostado do desenho – Raquel disse.&lt;br /&gt;O garoto caiu na gargalhada. Assim que se acalmou, contou:&lt;br /&gt;- Não acredito que ela fez mesmo isso!&lt;br /&gt;- Nossa! Não acredito que era pegadinha o desenho! – Bruna falou, rindo e balançando a cabeça negativamente.&lt;br /&gt;O ônibus que iria pegar apareceu, descendo a avenida. Jeanine fez sinal para que o mesmo parasse.&lt;br /&gt;- Nós já vamos – Ramirez falou. – Até mais!&lt;br /&gt;- Até! – o garoto se despediu, observando o grupo entrar no veículo.&lt;br /&gt;- Tchau Jennifer – o grupo se despediu quase que em couro.&lt;br /&gt;Raquel fora a última a entrar, seu corpo congelou após passar pela roleta e observar quem os fitava, ao fundo.&lt;br /&gt;- Não fica encarando! – Ramirez cochichou.&lt;br /&gt;Sentaram-se nos mesmos lugares do dia anterior, todos com feições sérias, preocupados.&lt;br /&gt;- Nossa! Eu não esperava por isso! – Jeanine falou, quase que em um sussurro.&lt;br /&gt;As três estranhas do dia anterior estavam ao fundo do ônibus, uma delas usando uma blusa de frio verde cuja toca escondia os olhos, mostrando apenas sua boca, contorcida em um sorriso maléfico. Uma das outras duas usava uma blusa listrada em preto e branco, com uma mochila toda arrebentada ao colo.&lt;br /&gt;- Nossa! Eu vou ligar meu celular para já ficar preparado! – Ramirez diz, soltando um risinho afobado e nervoso. – Qual é o número da polícia mesmo? Um novo e zero?&lt;br /&gt;Ai Ramirez, deixa de bobagem! – Jeanine riu, com o tom de voz bem baixo. – Elas não podem fazer nada com toda essa gente olhando!&lt;br /&gt;Um riso histérico cortou o ônibus, sendo apenas abafado pelo barulho do motor.&lt;br /&gt;- Gente, meu coração tá disparado! – Bruna admitiu.&lt;br /&gt;Raquel passou a mão pelo rosto, afastando um pouco seus cabelos, enquanto dizia:&lt;br /&gt;- Nem fale! Estou com frio na barriga de medo! – cochichou.&lt;br /&gt;- O que as biscates estão fofocando aí na frente? – a grosseira voz pronunciada pela mulher com a blusa de frio verde pronunciou, ríspida e grosseiramente. – Posso saber?&lt;br /&gt;- Biscate é a senhora sua mãe! – Jeanine respondeu, da mesma maneira em que a mulher havia falado.&lt;br /&gt;- Então a putinha vai querer comprar briga mesmo com a gente? Você não sabe onde tá se metendo, ô guriazinha! Trata de calar essa sua boca!&lt;br /&gt;- Jeanine não fale nada! – Ramirez falou, assustado coma reação da garota, assim como as outras meninas.&lt;br /&gt;- Então o gordinho covarde não vai defender a puta? – a estranha questionou, desafiadoramente. Ramirez ouviu um comentário baixo de um dos outros passageiros:&lt;br /&gt;- Nossa! O que é isso?&lt;br /&gt;- Prefiro ser um gordinho covarde que ser igual a você!&lt;br /&gt;- Ai Ramirez, não piora as coisas! – Raquel falou, preocupada, com as mãos trêmulas pelo medo.&lt;br /&gt;A mulher levantou-se e começou a andar na direção do grupo, onde todos estavam sérios. O motorista, sem tirar os olhos da estrada advertiu:&lt;br /&gt;- Por favor, moça, acho melhor você se sentar! Senão serei obrigado a retirá-la do ônibus!&lt;br /&gt;Ela o ignorou e continuou sua lenta caminhada.&lt;br /&gt;- Ai meu Deus! – Bruna exclamou, nervosa.&lt;br /&gt;Assim que alcançou o grupo, a estranha, de pé, segurando-se em uma das barras verticais do veículo, falou:&lt;br /&gt;- Vocês se meteram com gente perigosa! Eu avisei que não era pra vocês pegarem o ônibus desse horário!&lt;br /&gt;Assim essas palavras pronunciadas de modo grosseiro, a mulher retirou do interior de sua blusa um enorme canivete amarelo e com o polegar, ergueu sua lâmina. As duas outras se levantaram e correram ao lado dela, cada uma com um objeto similar á mão. A de listras com uma faca de cortar carne e a última com outro canivete.&lt;br /&gt;O pânico tomou conta dos quatro. Raquel levou as mãos á boca, abafando uma exclamação. Todos estavam com os olhos arregalados e de corações acelerados.&lt;br /&gt;De repente o ônibus freou. O equilíbrio das três estranhas fora atormentado pelo balanço brusco que o veículo fez.&lt;br /&gt;Aproveitando-se disso, Ramirez agarrou o pesado livro de geografia que Raquel carregava ao colo, levantou-se e golpeou fortemente as três mulheres á face. A de blusa de frio verde, que fora a primeira a levar a pancada, caiu ao chão.&lt;br /&gt;As três garotas e mais alguns dos passageiros gritaram. Dois fortes homens e o motorista puseram-se em pé para ajudar o garoto, cuja respiração estava fortíssima, de medo.&lt;br /&gt;Um barulho ensurdecedor cortou o ar, assustando á todos. Ramirez deixou escapar um berro e fechou os olhos com o clarão que cortou o ambiente. Outro barulho similar.&lt;br /&gt;O cheiro de pólvora queimada invadiu todo o local. Os dois homens estavam ao chão, ensangüentados, baleados.&lt;br /&gt;Ao visualizar a cena, todos ficaram agitados. O motorista, rapidamente, voltou atrás, tentando apertar o botão que abriria as portas. Outro tiro foi ouvido.&lt;br /&gt;- Carolaine – a mulher ao chão chamou, levantando-se. – Assuma o busão.&lt;br /&gt;A estranha com o segundo canivete á mão pulou a roleta e ligou os motores. O veículo entrou em movimento.&lt;br /&gt;- Me passe o revólver! – já em pé, a jovem de blusa verde pediu.&lt;br /&gt;A outra obedeceu e entregou o objeto que usara para atirar nas três pessoas para ela.&lt;br /&gt;Ramirez tornou a se sentar, abraçando Raquel fortemente, que chorava em desespero.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, vai dar tudo certo! – cochichou. – Eu estou ligando para a polícia e deixando o celular aqui do seu lado – explicou, deixando o objeto escorregar ao lado da coxa da garota. – Eu vou distraí-las enquanto você chama os policiais.&lt;br /&gt;Assim que o disse, levantou-se bruscamente e jogou-se sobre a mulher armada. Assim que caíram ao chão, ele fechou os punhos e começou a socá-la no rosto. O nariz dela já estava sangrando quando ele sentiu uma enorme dor nos ombros.&lt;br /&gt;A estranha de blusa listrada o atacara, porém errara o golpe por causa do movimento do veículo.&lt;br /&gt;- Carolaine, porra! Eu não tô conseguindo acertar ele! – gritou.&lt;br /&gt;Ignorando o sangue que escorria de seu braço, o garoto continuou com os golpes, até que conseguiu desmaia-la.&lt;br /&gt;Jeanine, tomada por uma onda de pânico, levantou-se e agarrou a outra pelos cabelos, que tentava acerta-la com o estilete, desesperadamente, aos berros.&lt;br /&gt;Raquel conversava discretamente ao celular enquanto Bruna chorava com a mão cobrindo os olhos.&lt;br /&gt;- Ai caralho! – Carolaine exclamou, ao volante, quanto Ramirez tomava a arma das mãos da Jovem desfalecida. – Acerta ela Fernanda!&lt;br /&gt;Com o balançar do ônibus, a mulher caiu, e Jeanine deu com as costas ao chão. Sem raciocinar, a estranha agarrou a arma da mão de Ramirez e ambos começaram a disputar pelo objeto, ele puxando-o fortemente e ela tentando puxar o gatilho.&lt;br /&gt;Outro tiro fora ouvido. Fernanda acertara a mulher que estava a dirigir o veiculo. Que bruscamente virou, em capote. Pouco antes de desmaiar com a enorme pancada que levara, Raquel pôde ouvir e sentir diversas outras batidas, o que presumiu que fossem os carros com que o ônibus acidentara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho das ambulâncias, das viaturas policiais e do corpo de bombeiros despertara a garota, que sentia um amargo gosto de sangue em sua boca.&lt;br /&gt;Tentou se levantar, mas a dor que sentia em sua perna era grande demais para que o fizesse.&lt;br /&gt;- Tem... Tem alguém aí? Ma ajuda! – murmurou.&lt;br /&gt;Ela pôde observar que os assentos estavam ao teto. O ônibus estava de ponta-cabeça.&lt;br /&gt;- Raquel? – ouviu Ramirez dizer.&lt;br /&gt;- Ramirez? Cadê você?&lt;br /&gt;Ele foi andando vagarosamente em na direção da garota, desviando-se de diversos cadáveres que se encontravam por todo o local.&lt;br /&gt;- Raquel! Você está viva! – ele comemorou, aos choros.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém vivo? A Jeanine? A Bruna? – Raquel perguntou, deixando escapar lágrimas de dor.&lt;br /&gt;- Só tem um homem junto com a gente. Os bombeiros já estão chegando!&lt;br /&gt;Ela tentou se mover novamente, olhou para sua perna e viu que algum estilhaço do vidro das janelas a cortara. De repente ela iniciou um terrível e triste choro, de luto, no qual Ramirez a acompanhou.&lt;br /&gt;Ela a abraçou cuidadosamente. Seus lábios começaram a se aproximar. Iniciaram um rápido e triste beijo consolador.&lt;br /&gt;- Não acredito que vocês ainda estão vivos! – ouviram a estranha voz grosseira.&lt;br /&gt;Os dois entraram em desespero. Ramirez agarrou o braço de Raquel, ajudando-a a se levantar. Um grito dolorido cortou o silêncio que havia lá dentro.&lt;br /&gt;O garoto jogou o braço dela por cima de seu ombro e ambos começaram a fugir da estranha mulher, que mancava em sua direção.&lt;br /&gt;- Deixe a gente em paz! – o rapaz conseguiu gritar, em meio ao choro.&lt;br /&gt;- Não! Já que vou pro inferno e estou levando todas essas pessoas, faço questão de levar vocês junto.&lt;br /&gt;Ambos caíram.&lt;br /&gt;- Fique longe! – gritou novamente.&lt;br /&gt;Histericamente a mulher, toda ensangüentada, pulou sobre o garoto, que se pôs na frente de Raquel, protegendo-a.&lt;br /&gt;Ela tentava apunhala-lo com a faca de cozinha forçando-a na direção de seu rosto com ambas as mãos e ele defendia-se segurando os pulsos dela. Em um forte berro ele conseguiu empurra-la, mas ela tornou a atacá-lo, cortando sua perna do joelho ao tornozelo.&lt;br /&gt;Aos berros, o garoto tentava parar o sangramento com ambas as mãos.&lt;br /&gt;- Você é doente! Fique longe de mim! – ele gritou ao vê-la se aproximando novamente.&lt;br /&gt;Novamente, um tiro foi ouvido. Ramirez gritou, assustado. O cadáver da mulher tombou ao chão, revelando ao garoto a assustada figura de Raquel, com o revólver empunhado mirando o local onde a estranha estava, com as mãos trêmulas.&lt;br /&gt;Ele afastou o corpo e foi se rastejando até a garota, que caiu no pranto, abaixando a arma. A abraçou.&lt;br /&gt;- Ei! Tem alguém aí? – ouviram uma confortante voz.&lt;br /&gt;- Tem! Três pessoas! – Ramirez conseguiu informar, em meio ao choro. – Um deles está desmaiado.&lt;br /&gt;- Já estamos trabalhando para tirar vocês daí, não se preocupem.Ouviram um baque em uma das portas e logo um grupo de bombeiros entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Fim?...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bom, espero que gostem, ainda mais as meninas... q tavam cmg no busão qdo as barrakeras fizeram escandalo... XD&lt;br /&gt;Até o próximo conto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-2317916318087865562?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/2317916318087865562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=2317916318087865562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2317916318087865562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2317916318087865562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/03/novo-conto-um-tanto-trash-onibus.html' title='Novo conto [um tanto Trash]: Ônibus'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/Sa7TXtxP8gI/AAAAAAAAADc/75Y_h4DeYv4/s72-c/%C3%B4nibus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-7150614109705600827</id><published>2009-02-18T15:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T16:05:44.452-08:00</updated><title type='text'>O terror dos Palhaços</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZygd8vpFoI/AAAAAAAAAC8/ctMOOuxLZq0/s1600-h/Bozo__the_clown_by_betocampos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304290897518204546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZygd8vpFoI/AAAAAAAAAC8/ctMOOuxLZq0/s400/Bozo__the_clown_by_betocampos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Carnaval chegou... Eu pretendia fazer algum conto disso... mas enquanto isso não é possível, vai um pouco de cultura aí:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque são os palhaços alvos de tantos filmes de horror? Tantas histórias de horror?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque algumas crianças (como eu, naquela idade) não gostam de palhaços?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom... Ter uma mãe psicóloga me ajudou um pouco a responder essas perguntas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo ela, os palhaços estão lá sorrindo na maior alegria e tudo mais, porém... Não mostram seu real interior. É por isso o terror de palhaços, é por isso que esse assunto é tão mechido, pois ele é fácil de desenvolver e gerar terror em cima disso, afinal: O que se esconde atrás daquela pintura em cima daquele sorriso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZyhkUFHYLI/AAAAAAAAADE/HPNwYENfJLo/s1600-h/VA929.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304292106373128370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZyhkUFHYLI/AAAAAAAAADE/HPNwYENfJLo/s400/VA929.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns encontraram a resposta que queriam:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;hehehe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, mas isso é uma definição de leigo. Eu não sou especialista nisso, só sei que palhaços são arrepiantes pronto e acabou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, já dá pra ver que alguma coisa beeem especial vai ser postada no carnaval hehehe...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mas enquanto isso não é possível... que tal curtir um joguinho bem trash?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.tuneonlinegames.com/action/clown-killer-2/play.html"&gt;http://www.tuneonlinegames.com/action/clown-killer-2/play.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hum... Defenda-se dos palhaços assassinos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma missão terrível hehehehehehe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aguardem novidades...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZyiQ07KWvI/AAAAAAAAADM/9BhMva9624w/s1600-h/clown-killer-2-screenshot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304292871103994610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZyiQ07KWvI/AAAAAAAAADM/9BhMva9624w/s400/clown-killer-2-screenshot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-7150614109705600827?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/7150614109705600827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=7150614109705600827' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7150614109705600827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7150614109705600827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/02/o-terror-dos-palhacos.html' title='O terror dos Palhaços'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZygd8vpFoI/AAAAAAAAAC8/ctMOOuxLZq0/s72-c/Bozo__the_clown_by_betocampos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-4256913334079669822</id><published>2009-02-18T14:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T15:01:13.241-08:00</updated><title type='text'>Há... Imagem/Prévia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZySkZw81bI/AAAAAAAAAC0/6Itpq1pJJJQ/s1600-h/MermaidSing.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304275615224747442" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZySkZw81bI/AAAAAAAAAC0/6Itpq1pJJJQ/s400/MermaidSing.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Opa! Opa!&lt;br /&gt;Nada oficial ainda...  Apenas uma imagem pra dar água na boca....&lt;br /&gt;Com uma frase de efeito que tem a ver com o texto que até agora já foi feito. E com as idéias, é claro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-4256913334079669822?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/4256913334079669822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=4256913334079669822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4256913334079669822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/4256913334079669822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/02/ha-imagemprevia.html' title='Há... Imagem/Prévia'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HUPyNAQyRNg/SZySkZw81bI/AAAAAAAAAC0/6Itpq1pJJJQ/s72-c/MermaidSing.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-2557247508272360386</id><published>2009-02-17T15:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T16:18:12.280-08:00</updated><title type='text'>Porque...</title><content type='html'>Porque uma postagem tripla em um só dia? Com contos antiguíssimos ainda (quinta série o meu junto com a IaIá... e o outro do ano passado...)??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contos velhos tem uma explicação: Não tem como eu postar contos novos... se estou escrevendo um para publicação... pois é... O começo dele tha postado na comunidade de histórias de terror só como uma prévia, porém sou louco pra publicar alguma coisa, então esse não será completamente disponibilizado na net...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Canto da Sereia está por vir!&lt;br /&gt;E antes que a Joyce me chingue "Ain! mais um interminadooo... Vc soh começaaa"... Eu vou dizer já aqui que a encomenda dela está feita sim... e que ela terá uma participação muito especial na minha história (Como algum leitor deve ter percebido... uso os meus colegas de personagens...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quem está chegando agora... Como esse post vai ficar no topo... vou recomendar dois dos meus contos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa&lt;br /&gt;&amp;amp;&lt;br /&gt;A Porta Trancada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os que mais me agradam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei o icentivo que o pessoal da nova escola está me dando! Muito obrigado!&lt;br /&gt;Isso quer dizer que vou procurar atualizar bastante meu blog ^^ !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-2557247508272360386?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/2557247508272360386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=2557247508272360386' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2557247508272360386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2557247508272360386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/02/porque.html' title='Porque...'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-7581749255525213241</id><published>2009-02-17T15:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T15:59:10.312-08:00</updated><title type='text'>Bem-Vindo ao Cemitério da Morte</title><content type='html'>A Joyce não ia esperar que eu encontrasse esse texto velho que a gente escreveu mas eu encontrei... Tinha esquecido que postei ele numa comu de contos... e Pra quem acha que minha colega não tem dons escritícios (num achei outra palavra... hehehe), aí vai o conto que prova que eu e ela tirávamos 10 qdo a professora pedia contos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu estava em frente ao cemitério, era uma sexta feira, 13 de agosto, á meia noite.Uma leve brisa tocou-me o rosto, fazendo meus longos e dourados cachos dançarem ao som de uma coruja.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Estava aguardando meu amigo Cris. Sempre tive certo interesse por esse garoto e a melhor oportunidade de conhecê-lo, sem seus amigos e minhas amigas azucrinando, chegara: Investigar o cemitério Graveyard para saber se realmente ele era mal assombrado.&lt;br /&gt;Acredito que não vá apenas para me ver. Seus amigos o apelidaram de coração-de-galinha, pois ele nunca os acompanhou em acampamentos ou em investigações de casas mal assombradas. Acho que ele veio, na verdade, para provar sua coragem.&lt;br /&gt;Me distraí tanto em meus pensamentos que nem o notei chegar e quando percebi, Cris já estava ao meu lado.&lt;br /&gt;- Alice... – nesse momento quase pulei de susto, minha barriga congelou como se eu engolisse um iceberg.&lt;br /&gt;- Oi?!&lt;br /&gt;- Vamos? – ele apressou se retesando para pular o muro.&lt;br /&gt;Fiz apoio com as mãos para que pulasse, mas antes resolvi perguntar-lhe o motivo de ter vindo ao cemitério.&lt;br /&gt;- Por que você veio? – gaguejei – Digo... Estou curiosa... É para provar algo aos seus amigos... Enfim, por quê?&lt;br /&gt;Ele coçou a cabeça.&lt;br /&gt;- É que li um “negócio” na internet e resolvi conferir. Mas... E você?&lt;br /&gt;Não podia contar pra ele que só tinha ido para vê-lo. Tive de inventar uma desculpa.&lt;br /&gt;- É que estou evitando ficar em casa. Detestei meu novo padastro, não suporto trombar com ele nos corredores.&lt;br /&gt;Voltei a fazer apoio com as mãos e ele subiu, vagarosamente, tomando cuidado com os arames farpados que estavam acima do muro. Assim que Cris chegou lá em cima, me ajudou a subir também.&lt;br /&gt;Logo, estávamos dentro do cemitério. Cris abriu sua mochila e tirou dela duas lanternas, me entregando uma delas.&lt;br /&gt;- Temos que procurar pela lápide de Helen Groove. – ele disse sério.&lt;br /&gt;Eu apenas concordei com a cabeça e comecei a olhar as extensas fileiras de túmulos. Foi quando começou a chover.&lt;br /&gt;Fiquei com muita raiva, pois minha mochila ficaria toda molhada, mas a raiva passou em um instante, no mesmo instante em que ouvi um barulho de passos atrás de mim.&lt;br /&gt;Olhei por cima de meus ombros, mas não vi nada. Um vento gélido cercou meu corpo molhado e me fez sentir um arrepio.&lt;br /&gt;- Cris? – disse esperançosa.&lt;br /&gt;Nenhum som. Nada. Um forte cheiro de terra molhada encheu minhas narinas.&lt;br /&gt;- Achei! – Cris gritou ao longe. – Achei Alice!&lt;br /&gt;Comecei a correr em direção ao som de sua voz, mas o barulho me fez parar novamente. Virei-me e apontei a lanterna para algumas lápides logo á minha frente. Alguma coisa se mexeu. Fui à direção ao tumulo onde houvera o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Colin Groove – amado esposo e pai.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram as inscrições na lápide.&lt;br /&gt;O barulho repetiu-se. Me aproximei ainda mais. Alguém se levantou, uma pessoa muito alta, alta demais para ser humana. Sai correndo.&lt;br /&gt;- CRIS? CRIS?! – eu gritava sem parar.&lt;br /&gt;Vi que meu amigo não estava tão longe. Tropecei em uma pedra e cai de costas para uma lápide, que se quebrou.&lt;br /&gt;A chuva aumentara seu ritimo. Minha costa doía.&lt;br /&gt;- Aí está! – Cris apanhou um dos fragmentos da lápide e retirou de dentro dele um envelope.&lt;br /&gt;- O que é isso? – perguntei ainda deitada.&lt;br /&gt;- É uma carta secreta sobre Colin Groove. – ele explicou.&lt;br /&gt;- Nossa! Muito secreta! – ironizei.&lt;br /&gt;Cris abriu a carta, mesmo na chuva e começou a ler em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caro senhor prefeito.&lt;br /&gt;Colin, zelador e coveiro de nosso cemitério, foi encontrado hoje, morto, em meio aos arames farpados.&lt;br /&gt;Ainda há, em sua dispensa, perto da saída do cemitério, uma fita de videocassete, muito suspeita e um livro sobre maldições e fantasmas aberto na página 30.&lt;br /&gt;Precisamos que abafem o caso e que arrangem uma família para seu filho recém nascido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O resto está rasgado! – Cris gritou.&lt;br /&gt;Levantei vagarosamente.&lt;br /&gt;- Temos que ir até a dispensa do coveiro. – ele arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- Por que tanto interesse nisso?&lt;br /&gt;Ele já estava indo em direção á dispensa. Recuperei o fôlego e foi atrás de Cris.&lt;br /&gt;- ME ESPERE! – gritei.&lt;br /&gt;Ele me aguardou parado por um instante, depois começou a andar novamente, assim que o alcancei.&lt;br /&gt;Estávamos quase chegando á dispensa e resolvi contar-lhe o ser que vi á pouco, porem ele apressou o passo. Assim que chegamos, ele disse:&lt;br /&gt;- Procure um livro e uma fita qualquer.&lt;br /&gt;Começamos a procurar. A dispensa toda ficava no canto do cemitério e era feita de madeira, nela havia uma escrivaninha com uma televisão e um vídeo e vários armários cheios de produtos de limpeza, livros, arquivos, entre muitas outras coisas.&lt;br /&gt;Olhei para o vídeo e para minha surpresa, a fita já estava lá.&lt;br /&gt;- Hei... Cris olhe! A fita já está aqui. – anunciei.&lt;br /&gt;Ele foi até lá e apertou o botão “play” para que iniciasse o vídeo.&lt;br /&gt;A primeira situação apresentada era a de um acidente de carro. Um automóvel vermelho descia por uma rua e logo depois batia em um poste, porém, antes disso, algo esfumaçado com o formato de uma pessoa aparece em cima do carro.&lt;br /&gt;Olhei desconfiada para Cris.&lt;br /&gt;A segunda situação era a de um acidente em um posto de gasolina onde uma mulher muito estranha, da pele azul, dos cabelos negros e com uma saia toda ensangüentada, encosta-se a uma das bombas de gasolina e tudo explode.&lt;br /&gt;A terceira é a de um avião, que caí apos a aparição de algo muito estranho em sua asa.&lt;br /&gt;Desliguei o vídeo, pois estava muito assustada.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo? – Cris perguntou.&lt;br /&gt;- Ainda temos que procurar o livro – eu falei para disfarçar.&lt;br /&gt;Ele me olhou com desconfiança.&lt;br /&gt;- Tudo bem. – ele disse.&lt;br /&gt;Voltamos a olhar por entre as prateleiras até que senti algo encostar ao meu dedão do pé. Era o livro. Agarrei-o e gritei:&lt;br /&gt;- Cris! Achei!&lt;br /&gt;Ele veio rapidamente em minha direção.&lt;br /&gt;- Abra na página seiscentos e seis!&lt;br /&gt;Abri. Nele estava escrito:COMO LIBERTAR UMA ALMA JÁ ENTERRADA&gt;&gt;&gt;QUEIME SUA LÁPIDE&gt;&gt;&gt;QUEIME SEU CADÁVER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos que fazer isso! – falei.&lt;br /&gt;- Eu sei. – Cris disse calmo. – Eu vi o Colin, por isso pesquisei.&lt;br /&gt;Eu estava muito surpresa.&lt;br /&gt;- Quando você o viu?&lt;br /&gt;- Em casa. Mas, seu tamanho corporal é muito esquisito! – ele falou enquanto eu concordava com a cabeça.&lt;br /&gt;Havia uma pá bem ao fundo, fui buscá-la.&lt;br /&gt;- Vamos roubar gasolina do gerador de energia. – eu falei já abrindo a porta para sair.&lt;br /&gt;Foi exatamente o que fizemos. Pegamos à gasolina e estamos nos dirigindo ao túmulo de Colin, ao lado do de sua mulher, quando ouvi o barulho novamente.&lt;br /&gt;- Corre! – Cris gritou.&lt;br /&gt;Começamos a correr. Dei uma espiada por cima de meus ombros e vi que o fantasma de colin estava atrás de nós.&lt;br /&gt;Chegamos á lápide quebrada e eu joguei a gasolina em cima de tudo. Cris ascendeu um isqueiro que levava sempre consigo e ascendeu o fogo. Quando olhei para trás novamente, o fantasma havia desaparecido.&lt;br /&gt;- Acho que ele vai ficar sumido por um bom tempo, pelo menos o suficiente para quebrarmos a maldição – Cris falou animado.&lt;br /&gt;Encarei-o nos olhos e nos beijamos.&lt;br /&gt;Abracei Cris fortemente, aliviada. Ele pegou a pá e começou a cavar a terra úmida enquanto a chuva parava. Sorri para ele.&lt;br /&gt;Um gélido calafrio tomou conta de mim quanto senti que alguém tocara em minhas costas e ouvi o barulho novamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..::FIM::..&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-7581749255525213241?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/7581749255525213241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=7581749255525213241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7581749255525213241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7581749255525213241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/02/bem-vindo-ao-cemiterio-da-morte.html' title='Bem-Vindo ao Cemitério da Morte'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-2447392783041862064</id><published>2009-02-17T15:29:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T15:36:37.994-08:00</updated><title type='text'>Homenagem ao mestre!</title><content type='html'>Faz tempo que não posto... Então, hoje vou postar um conto que escrevi para um concurso de uma comunidade, que nem sei quem ganhou até hoje. A proposta era que... Os membros da comuna re-escrevessem um conto do mestre Stephen King. Era um conto muito antigo dele, com uma linguagem bem infantil... Bom. Vocês podem conferir minha re-escritura e talvez... Eu até poste o original, se encontrar ele de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Coisa no Fundo do Poço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Era o nono aniversário de Oglethorpe Crater. A mãe preparara uma enorme festa, convidara todas as crianças de sua classe escolar e de seu bairro, porém ele ficava quieto, calado, com seu estranho olhar gelado e suas afeições secas de sempre. Não sorriu a festa inteira.&lt;br /&gt;Apenas deu um leve sorriso maldoso quando seu pai apareceu com um cachorro, andava em sua direção com o pequeno animal debaixo do braço, enquanto Crater apenas esperava sentado no sofá.&lt;br /&gt;- Feliz aniversario querido! Trouxe um presente! – o pai disse, levantando o cachorro, que estava com um laço de presente no lugar da coleira.&lt;br /&gt;O garotinho pegou o animal no colo e começou a acariciá-lo, passando seus finos dedos por entre os pêlos, imaginando o que iria fazer com o cãozinho assim que a festa encerrasse. Nomeou-o em silencio, sem dizer nada a ninguém, de Spotty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Crater carregava um enorme saco preto de lixo, recolhendo todos os pratos, garfos e copos descartáveis sujos que via pela frente. Ela estava cansada. Esfregava e massageava a testa para ver se sua dor de cabeça passava, mas nem isso, nem os remédios adiantaram.&lt;br /&gt;Estava na verdade triste. Dera uma grande festa, mas o garoto ao menos agradeceu e parecia pouco se importar.&lt;br /&gt;- Nunca mais... Nem pensar. – Falou, amarrando a boca do saco e já o indo colocar do lado de fora. Passou pelo portão e abriu a lata de lixo. Assim que viu o que estava dentro dela gritou horrorizada. Tampou-a e saiu correndo, para dentro de casa. Pegou o telefone e ligou para o número de seu vizinho.&lt;br /&gt;Demorou certo tempo para que atendessem.&lt;br /&gt;- Alô? – cumprimentou o vizinho, aparentando estar alegre.&lt;br /&gt;- Por que você fez isso de novo! – a mulher gritou histérica. – Por que você colocou justo na nossa lata de lixo?&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – perguntou.&lt;br /&gt;- Vá até lá ver! Quem sabe não refresca sua memória. – desligou.&lt;br /&gt;Assim que colocou o tele fone no lugar onde estava, a mãe saiu de sua casa e viu que seu vizinho estava olhando para a lata de lixo, com muito nojo. Assim notou estar sendo observado ele olhou para ela e falou:&lt;br /&gt;- Isso é nojento. Por que eu faria uma coisa dessas?&lt;br /&gt;A mulher se aproximou novamente da lata e olhou com o canto de seu olho para o que havia dentro dela.&lt;br /&gt;Um gato morto, com a barriga aberta, cortada, sem seus olhos, cheio de pregos que perfuravam sua pele, já em decomposição.&lt;br /&gt;Após um tempo encarando o vizinho, ela compreendeu que não fora ele e começou a criar teorias que alguém da rua o colocara lá. Foi para seu quarto, e deitou-se na cama olhando para o teto. Esperou que todos os pensamentos saíssem de sua cabeça e foi lavar o rosto. Voltou para o quarto e ficou um bom tempo em silêncio. Estava pegando no sono quando ouviu um choramingar canino vindo do segundo andar da casa, onde ficava o quarto de Oglethorpe.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aí em cima querido? – gritou.&lt;br /&gt;- Nada mãezinha. – uma voz fina e infantil respondeu. – foi o Spotty que pisou em vidro quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cozinheira abriu a geladeira á procura de frango. Assim que pegou a carne, picou-a e colocou na frigideira para fritar. Assim que terminou de fazer o frango, o colocou em um prato e preparou outra panela para fritar batata para o garotinho, enchendo-a de óleo. Foi até a dispensa buscar massa de tomate. Com a pequena lata em mãos, voltou para a cozinha e deixou-a em cima da mesa.&lt;br /&gt;Estava indo verificar se o óleo estava quente o suficiente quando de repente escorregou em uma poça de urina. Gritou. Sentiu a pele arder, queimar. Assim que escorregara, sua mão atingiu o cabo da panela com óleo, que caiu todo em seu rosto e em parte de seu tórax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais entraram correndo no hospital. Foram até a sala onde se encontrava a cozinheira.&lt;br /&gt;Alguns metros de distância de onde se encontrava a empregada, eles ouviram berros, desesperados e choros de pavor:&lt;br /&gt;- Tirem esse garoto de perto de mim! Ele é o demônio disfarçado de inocência! Ele causou isso em mim! Olhem! Está chorando e nem ao menos saem lágrimas de seus olhos!&lt;br /&gt;Eles entraram no quarto no momento em que os enfermeiros retiravam Oglethorpe de perto da mulher com o rosto todo queimado.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – a mãe perguntou ao médico.&lt;br /&gt;- Ela escorregou em urina e derrubou a panela de óleo quente em seu rosto. – ele respondeu, fazendo anotações em sua caderneta sem parar.&lt;br /&gt;- Venha até aqui. – a cozinheira falou.&lt;br /&gt;A mãe se aproximou.&lt;br /&gt;- Antes de irem me buscar para me trazer no hospital, eu subi ao quarto de seu filho para procurar o telefone. O cachorro estava morto e desmembrado. Haviam brinquedos quebrados por toda parte e o garoto ria, gargalhava pintando a parede com sangue de suas mãos. Ele é o demônio. Eu não volto mais para sua casa nunca! Não quero mais ver seu rosto em minha frente. – seu tom de voz começou a aumentar. – Suma daqui e leve esse diabinho com você! Essa sua família é doente! – gritou.&lt;br /&gt;A mãe saiu do quarto depressa, chorosa e abraçou Oglethorpe.&lt;br /&gt;- O que aconteceu querido? – perguntou ao menino.&lt;br /&gt;- Essa mulher é louca! Ela escorregou no xixi de Spotty e ficou morrendo de raiva. Ela matou o cachorro mãe! – chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino Crater ficou mudo, como sempre, a viagem toda. Assim que o carro parou e a família desceu, eles foram recebidos pelo avô de Oglethorpe.&lt;br /&gt;- Bem vindos! A minha fazenda deve estar diferente do que vocês se lembram. Já a reformei duas vezes desde a última vez que vieram.&lt;br /&gt;- Está linda como sempre pai! – a mãe falou, com um tom de voz rouco e cansado.&lt;br /&gt;Os olhos da mulher estavam inchados, parecia ter passado a noite aos choros.&lt;br /&gt;O avô mal olhou para o menino. O cumprimentou rapidamente e afastou-se dele. Não queria demonstrar, mas estava com muito medo.&lt;br /&gt;- O garoto vai gostar de explorar a fazenda enquanto colocamos a conversa em dia. – o velho falou.&lt;br /&gt;- Não. Quero conversar com vocês.&lt;br /&gt;O avô ficou encarando o menino estranhamente.&lt;br /&gt;- Vá explorar. Eu e seus pais temos que conversar seriamente.&lt;br /&gt;Oglethorpe deu de ombros e saiu andando lentamente pela grama. Viu que havia um monte de coelhos presos por uma cerca de madeira. Sorriu. Sai imaginação estava trabalhando.&lt;br /&gt;Andou um pouco mais até que avistou um poço. Aproximou-se, apoiou seus braços na beirada, respirou fundo e gritou.&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;Ficou esperando ecos.&lt;br /&gt;- Oi Oglethorpe. – uma voz suave e macia respondeu.&lt;br /&gt;O garoto se assustou. Afastou-se um pouco do poço, mas sua curiosidade era maior.&lt;br /&gt;- Quem? Quem está aí? – perguntou, receoso.&lt;br /&gt;- É um amigo seu. Se você descer aqui poderemos brincar com todos os animais que estão aqui embaixo. Brincar do jeito que você gosta. Do jeito legal. Não desse jeito chato que os adultos querem que a gente brinque.&lt;br /&gt;- Que animais? – o pequeno e maligno Crater perguntou.&lt;br /&gt;- Tem pássaros, gatos, cachorros e coelhos do jeito que você gosta! E se você for muito bonzinho e não fizer tanta sujeira eu posso até te deixar brincar com um homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviram um grito de pavor dentro da sala que vinha do lado de fora e correram para onde vinha o som. A mãe aproximou-se do poço, fechou as mãos em forma de concha ao redor dos lábios e gritou:&lt;br /&gt;- Oglethorpe? É você?&lt;br /&gt;- Mãe! Socorro! – ouviu como resposta.&lt;br /&gt;Em pouco tempo a polícia local estava lá. Um dos policiais afastou-se do poço e foi conversar com o velho fazendeiro.&lt;br /&gt;- Quem foi dessa vez?&lt;br /&gt;- O menino Oglethorpe.&lt;br /&gt;- Espero que ele não tenha sido uma criança muito má.&lt;br /&gt;- Ah. Ele foi. A “coisa” deve ter judiado muito dele.&lt;br /&gt;Os dois ficaram um minuto em silêncio, vendo os policiais trabalhando.&lt;br /&gt;- Os pais sabem da “coisa”?&lt;br /&gt;- Não. – o avô respondeu, seco enquanto os policiais envolta do poço tentavam impedir que a mãe visse o corpo retirado de lá.&lt;br /&gt;Oglethorpe estava morto. Estava sem seus olhos, braços e pernas. Sua barriga estava brutalmente rasgada, seu pescoço torcido, havia sangue por todo lado. Muitos órgãos faltavam ao menino Crater, inclusive sua mandíbula.&lt;br /&gt;A senhora crater soltou um berro de pavor quando conseguiu ver o que acontecera ao seu filho. Chorava, em desespero.&lt;br /&gt;O avô apenas observava de longe, sentindo pena dela e imaginando o que levaria uma criança a ser tão maligna.&lt;br /&gt;- Eles sempre encontram alguém ou algo pior que eles. – falou, quase em um sussurro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Bom, agora é só explicar que esta postagem é em homenagem á turma da minha nova classe, que pediram por uma atualização do blog... podem esperar que vai ter muito mais! Ainda mais por causa do incentivo de todos! Muito obrigado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-2447392783041862064?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/2447392783041862064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=2447392783041862064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2447392783041862064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2447392783041862064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2009/02/homenagem-ao-mestre.html' title='Homenagem ao mestre!'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-6530646016581506772</id><published>2008-10-01T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T13:30:05.367-07:00</updated><title type='text'>Meu primeiro conto de terror... quem nem é tão terror assim... hehe</title><content type='html'>Esse foi o primeiro conto que escrevi de terror e que consegui terminar [tem uma lista enorme de interminados...] Não podia faltar no blog... espero que gostem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo da morte: Você aceita o desafio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice não era uma garota, já era mais que adulta, embora tivesse ainda vinte anos de idade. Ela era certa por seu amadurecimento, pois perdera a maior parte de sua adolescência com o fato de ter tido um filho. Era uma mulher bonita, de longos cabelos dourados, olhos azuis, boca avermelhada, nariz levemente empinado e acima de tudo, um sorriso lindo e grande.Seu pai, Roger, era muito misterioso e fechado. Ela o estranhara várias vezes. Sua mãe, Anna, morria de medo dele e os dois estavam toda semana prontos para a separação, mas nada ocorrera.&lt;br /&gt;Seu filho, Alex, acabara de completar cinco anos de idade e ao contrário da mãe, era moreno de olhos escuros. Ambos moravam em um grande sobrado perto do lago de Silent Hill, qual Alice conseguira comprar com seu trabalho e uma grande mesada que ganha dos pais. Ela conseguiu um emprego no jornal de Silent Hill: City news.&lt;br /&gt;Eram de lá seu namorado, Henrique, e sua melhor amiga, Camila. Alice e Henrique eram muito parecidos em gostos, opiniões e trejeitos. Ele era um homem alto e forte, indo três vezes por semana na academia da cidade. Camila era uma mulher muito bonita, morena, de olhos castanhos, boca carnuda e andava sempre de trança. Ela estava junto de Alice desde o colégio, qual não deixou à amiga desistir por causa da criança. Ambas se mudaram juntas para Silent Hill.&lt;br /&gt;Tudo realmente começou em uma monótona e cinzenta manhã de domingo, onde a chuva caia sem parar para fora do sobrado enquanto Alice cuidava de Alex, que parecia estar com um leve resfriado. Então toca a campainha anunciando a chegada de Camila, fazendo Alice correu atender a porta com um cobertor nas mãos.&lt;br /&gt;- Entre!- Alice disse num tom de afobação.&lt;br /&gt;Camila, que cobria a cabeça com uma jaqueta, entrou rapidamente.&lt;br /&gt;- O cobertor é para o garoto?- perguntou.&lt;br /&gt;- É... Ele parece estar resfriado. Espera só eu cobrir ele e eu desço aqui para a gente assistir o filme. Se quiser, faça pipoca no microondas.&lt;br /&gt;Alice indicou o sofá, qual Camila deitou sem hesitar enquanto Alice subia as escadarias para os quartos. Camila pôs-se a fazer tranças enquanto sua amiga medicava Alex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que Alice começou a descer as escadas Henrique buzinou do carro para que ela abrisse a porta. Então, apressou o passo nas escadas e abriu a porta.&lt;br /&gt;- Nossa! Você parece exausta Alice! - ele comentou lhe entregando lindas rosas amarelas.&lt;br /&gt;- Nem fale... Alex pegou resfriado. - ela disse enquanto ambos sentavam no sofá.&lt;br /&gt;Camila abriu um chiclete e ofereceu aos outros, que recusaram balançando a cabeça negativamente.&lt;br /&gt;- Você vai assistir ao filme com a gente? - Camila perguntou.&lt;br /&gt;- Claro! - ele sorriu.&lt;br /&gt;Alice colocou as flores em cima da mesa-de-centro e foi para a cozinha.&lt;br /&gt;- Vou fazer pipoca. O filme é um daqueles de romance... Será que você vai gostar? - ela disse para Henrique dando-lhe um sorriso de quem dizia para que assistisse. Ele concordou com um gesto dos braços e da cabeça.&lt;br /&gt;Fez as pipocas sossegadamente, mas sua maior surpresa foi quando voltou com uma tigela cheia de pipoca, Alice assistiu á cena mais aterrorizante de sua vida:&lt;br /&gt;Lá estavam Henrique e Camila espremidos em um canto do sofá enquanto passavam cenas muito bizarras na televisão. Um cheiro horrível tomou conta da sala. Ela deixou cair a tigela, que fez um barulho ignorado por todos.&lt;br /&gt;- O que está havendo aqui? - Alice gritou histérica.&lt;br /&gt;Ninguém notou que Alex estava naquela sala.&lt;br /&gt;As imagens eram horríveis. Parecia um culto satânico, onde as pessoas faziam orgia em torno de uma criança toda marcada com faca e sem olhos. Bem ao longe observava um velho todo tatuado com tinta vermelha. As paredes eram cobertas por partes de corpos humanos e sangue.&lt;br /&gt;Alice olhou para trás e viu Alex desmaiado no chão. Ela correu para ele e começou a acariciar seus cabelos. - Não olhe meu bem. - repetia. Alice notou que a TV estava fora da tomada e então tudo ficou escuro.Tremendo de medo e do frio que tomou toda a casa, Camila foi até a gaveta do móvel onde estava a televisão e de lá retirou uma lanterna, qual iluminou a expressão de susto no rosto de cada um na sala.- Eu quero ir embora!- Henrique cochichou quando viu em cima da mesa-de-centro, ao invés de rosas, uma caixa verde. - Devemos abrir a caixa?- Camila perguntou para Alice que correu tentar abrir a porta... Estava trancada. - Não temos outra opção! - ela respondeu tomando Alex no coloCom as mãos tremendo, Alice deitou Alex, desmaiado, no sofá e abriu a caixa, tirando um pesado tabuleiro redondo de pedra e uma outra caixa menor, onde havia um papel, um dado e quatro peças de um jogo.- Eu vou ler o papel - Alice tremeu. - Passe a lanterna Camila!Camila entregou a lanterna para Alice, que começou a ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os dados devem rolar... Os jogadores devem se mover. E entao ir até o centro... Para a morte nao vir buscar. Com muita sorte, Ira sobreviverCom muito azar, Nos vamos matar você!”.“Chegando primeiro... Vivo esta! Chegando segundo... Esta sem a mão direita! Chegando a terceiro... Cabeças vão rolar. Nem tente nos enganar!”“Você nao pode trapacear! Mas o que conta é a inconsciência... A inocência!”“A faca é o avanço. A cobra é a punição. O dente é a morte. O sino o fará dormir. O sangue o despertara. E o coração o tabuleiro decide.”“Você aceita o desafio?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma brincadeira?- Camila choramingou. O dado tinha seis lados e seis figuras:*Coração; *Faca; *Dente; *Cobra; *Sino, *Sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Alice olha preocupada para Alex e diz:&lt;br /&gt;- Mas são quatro peças. Alex está jogando?&lt;br /&gt;Camila balançou positivamente a cabeça e disse:&lt;br /&gt;- Acorde ele que parece que o negócio é sério!&lt;br /&gt;Então Alice ajoelhou-se para Alex e sussurrou maternamente em seu ouvido:&lt;br /&gt;- Acorda meu anjo.&lt;br /&gt;Ele esfregou os olhos e disse&lt;br /&gt;- O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Nós vamos jogar um joguinho, tudo bem querido? A mamãe te ensina a jogar, tudo bem? - Alice respondeu calmamente.&lt;br /&gt;Todos sentaram em torno da mesa-de-centro, então Camila perguntou:- Quem começa?&lt;br /&gt;- Eu - respondeu Henrique colocando as peças no lugar e jogando o dado.&lt;br /&gt;Ele parou em cima da mesa fazendo um barulho sinistro. A figura era a de uma cobra.&lt;br /&gt;-Droga! Isso é a punição, não é?Então começou um enorme barulho da cozinha. Todos se levantaram. Alice agarrou a mão de Alex e Henrique apanhou a lanterna. Todos começaram a andar em direção ao barulho.&lt;br /&gt;Ao chegar à cozinha, um dos móveis chocalhava-se e estremecia: a geladeira. Quando Henrique iluminou o móvel, ele parou. Então a porta da geladeira começou a abrir vagarosamente.&lt;br /&gt;Um odor horrível tomou o lugar. A lâmpada estourou. A porta se abria muito devagar, Alice só conseguia ouvir as batidas do próprio coração.&lt;br /&gt;Então um corpo caiu da geladeira e se espatifou no chão, fazendo um barulho bem parecido com o que o dado produziu ao bater na mesa.&lt;br /&gt;- Será que está vivo?- Camila perguntou se agarrando ao braço de Henrique.&lt;br /&gt;- Eu vou até lá ver - ele sussurrou.&lt;br /&gt;Alice fez sinal negativo com a cabeça. Camila se soltou dele, que caminhou vagarosamente até a criatura deitada no chão.&lt;br /&gt;Quando se aproximou para observar, a criatura se levantou rapidamente e pulou no pescoço de Henrique. Ele deixou cair a lanterna, que se apagou num estalo. A criatura mordeu sua orelha, arrancando-a do rapaz.&lt;br /&gt;- AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! - ele gritou empurrando a criatura de volta para a geladeira.&lt;br /&gt;O ser tinha corpo de criança, mas sua cabeça era desproporcionalmente maior. Sua pele estava cheia de bolhas e verrugas por todo corpo. Não tinha nariz nem dentes, de sua boca escorria um líquido amarelo que parecia vômito. No lugar de olhos da criatura havia dois enormes buracos, de onde saiam bigatos e baratas.&lt;br /&gt;- Corre!- Alex gritou. Mas Henrique não correu e sim, apanhou uma faca que lá havia e a encravou no peito da criatura, que morreu fazendo um barulho que parecia uma canção tocada ao contrário.&lt;br /&gt;Com uma mão friccionando o ouvido ele apanhou cinco facas de cortar carne e todos voltaram para a sala. Cada um sentou no mesmo lugar que estava antes.&lt;br /&gt;- Você está bem?- Alice perguntou enquanto apanhava um pedaço de pano para cobrir o ferimento.&lt;br /&gt;- Não. - Ele resmungou.&lt;br /&gt;Alice, preocupada, olhou para Camila e disse:&lt;br /&gt;- Jogue, deixaremos Alex por ultimo.&lt;br /&gt;Então Camila pegou o dado e começou a chorar, o deixou cair em cima da mesa, fazendo um barulho de uma faca caindo. Ela não queria abrir os olhos, os manteve fechados até que Alice exclamou:&lt;br /&gt;- Sua peça está andando!&lt;br /&gt;Camila abriu os olhos e felizmente viu que a figura do dado era a de uma faca.&lt;br /&gt;- Mas... Se entrar em desequilíbrio? - Alice indagou.&lt;br /&gt;- Como assim? - questionou Alex com uma voz calma e inocente.&lt;br /&gt;- Assim... Se você não estiver dormindo e o dado dizer que você deve despertar... - Alice sussurrou.&lt;br /&gt;Então todos se entreolharam.&lt;br /&gt;- Vou jogar - Alice lembrou. - Se algo me acontecer, vocês devem cuidar de Alex ok?&lt;br /&gt;Camila e Henrique concordaram. Alice pegou o dado e, sem demoras, o jogou.&lt;br /&gt;Então o dado fez um estalo bem parecido com o da lanterna e a figura que apareceu era a de um coração. Então Alice sentiu seus pés molhados.&lt;br /&gt;- A água do banheiro está vazando?- ela exclamou.&lt;br /&gt;Alex agarrou a mão de Henrique. Alice se levantou vagarosamente pensando: “Não poderia ser uma faca?”.&lt;br /&gt;Eles começaram a subir as escadarias encharcadas em direção ao banheiro. Alice foi à frente de todos esperando que nada lhes acontecesse. As escadas pareciam nunca terminar e ela sentia os pés pesados, mal os conseguia levantar de tão encharcados. Era realmente algo que não se sentia todos os dias.&lt;br /&gt;Alice apenas conseguia se questionar durante aquela subida: “Tem isso alguma razão? Alex corre perigo? Foi algo que eu fiz? Estarei eu sonhando?”.&lt;br /&gt;Quando ela percebeu, já estavam todos em frente á porta do banheiro. Alice começou a abrir a porta. Seu coração estava muito acelerado e seus olhos pareciam enganá-la, mas a única coisa que se via dentro do cômodo era a escuridão.&lt;br /&gt;Um arrepio acompanhou Alice desde a cintura até a nuca. Ela sentiu os pés esfriarem. Olhou para trás para verificar se estavam todos lá e se Alex estava bem.&lt;br /&gt;- Não dá para enxergar... - Alice cochichou esperando que algo dentro do banheiro a ouvisse.&lt;br /&gt;- Será que as luzes funcionam aí?- Camila questionou. Alice tentou acender as luzes, mas nem saíram faíscas da lâmpada.&lt;br /&gt;- Vamos pegar as velas. Estão bem aqui no quarto. - Alex sugeriu&lt;br /&gt;Henrique virou para trás e abriu a porta do quarto. Era possível enxergar lá dentro, a janela estava com o vidro apenas e a luz da lua inundava o quarto.&lt;br /&gt;- Ali na gaveta. - Alex lembrou apontando para o cômodo. Henrique pegou três velas e uma caixa de fósforos. Acendeu uma vela e entregou para Alice. Ela se assustou ao iluminar o banheiro.&lt;br /&gt;Estava um enorme e gordo homem nú sentado no vaso. A criatura lembrou á Alex os lutadores de sumô que ele vira na T.V., mas esse era muito maior. Seu corpo era todo manchado de sangue.&lt;br /&gt;Alice quase gritou, mas segurou a boca com a própria mão. Camila deixou escorrer uma lágrima e Alex segurou mais firme a mão de Henrique.&lt;br /&gt;Do umbigo da criatura começou a escorrer um líquido preto. O fluído foi descendo vagarosamente até o chão e formou uma poça.&lt;br /&gt;Então da poça levantou, de repente uma sombra humana que num movimento repentino retirou dois olhos de um bolso e os colocou dentro do rosto da criatura.&lt;br /&gt;Depois, entregou-lhe um facão.&lt;br /&gt;- Cadê as facas? - Alice gritou para Henrique - Cadê as facas?&lt;br /&gt;- Esqueci lá embaixo! - ele gritou com o corpo começando a tremer e um pouco de sangue escorrer de sua orelha cortada.&lt;br /&gt;- CORRE!- Alice exclamou dando um empurra em Camila que estava logo atrás.&lt;br /&gt;Todos começaram a correr para o andar debaixo. Ela olhou para trás e viu que no corpo da enorme criatura formavam-se bolhas e quando estouravam formavam crateras em sua pele, de onde escorria um líquido amarelo.&lt;br /&gt;Alice sentiu o tempo parar. Apesar de estarem descendo as escadas na maior velocidade ela sentia que tudo estava se movendo de câmera lenta em sua volta. Não era possível ouvir nenhum som. Nem mesmo as batidas do próprio coração.&lt;br /&gt;De pé, as pernas do monstro pareciam menores. Ele não corria. Deslizava pelo chão e ás vezes parecia se tele portar tanto para mais á frente quanto mais atrás.Alice correu rapidamente em direção á mesa-de-centro e apanhou uma faca, mas já era tarde demais e o monstro lançara a dele.&lt;br /&gt;Alice abaixou-se torcendo para que não acertasse mais ninguém. Olhou para o chão e percebeu vários fios de cabelos loiros caídos.&lt;br /&gt;"Ele teve tamanha força para cortar meu cabelo em movimento?"&lt;br /&gt;Então ela levantou e atirou a faca que acertou a cabeça da criatura bem no meio.&lt;br /&gt;- Onde você aprendeu a fazer isso? - Henrique perguntou admirado enquanto a criatura caia de costas para o chão e se dissolvia em um líquido amarelo e malcheiroso.&lt;br /&gt;- Tive que aprender a me defender - Alice disse olhando com nojo para a cena.&lt;br /&gt;- Se defender de quem... Ou do que? - Camila questionou.&lt;br /&gt;- É a vez de Alex... Então devemos... - Alice foi interrompida por Henrique.&lt;br /&gt;- Não fuja do assunto! - Ele gritou irritado.&lt;br /&gt;Camila cruzou os braços e Alex arregalou os olhos. Alice olhava para os três esperando que alguém ou alguma coisa interrompesse e vendo que nada aconteceria ela gritou:&lt;br /&gt;- Eu só quero acabar com isso logo e me mudar desse país OK? E além do mais... - ela se interrompeu para enxugar as lágrimas que começaram a escorrer por suas rosadas bochechas. - Por que não tentamos quebrar as janelas?Henrique olhou para a porta.&lt;br /&gt;- Por que não procuramos a chave? - ele questionou.&lt;br /&gt;- Eu estou com a chave! - Alice disse enfiando sua mão no bolso direito do pijama.&lt;br /&gt;Mas, ao invés de retirar uma chave ela retirou um pedaço de papel. Todos se entreolharam e ela começou a ler em voz alta, causando ecos por toda casa:&lt;br /&gt;"Não se deve sair da casa desse modo. Deve-se vencer o jogo para sair. Se trapacearem... uma maldição sobre vocês ira surgir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria trapacear se quebrássemos uma janelinha? - Camila perguntou, mesmo sabendo a resposta.&lt;br /&gt;Então um estalo chamou a atenção de todos, que olharam diretamente para a mesa-de-centro. Lá estava Alex cochilando em cima do tabuleiro.&lt;br /&gt;- ALEX! - Alice gritou correndo em direção ao garoto.&lt;br /&gt;Em cima da mesa estava o dado com a figura do sino.&lt;br /&gt;- Alex, meu amor! Por que você fez isso? Acorde... Por favor... - Alice disse abraçando o garoto.&lt;br /&gt;- Alice... Ele não está morto... - Camila interrompeu. - Vamos continuar o jogo para sair dessa merda de casa ok?&lt;br /&gt;Alice deixou escorrerem duas lágrimas enquanto afirmava com a cabeça. Todos se sentaram novamente em torno da mesa-de-centro. Henrique agarrou o dado e em um movimento repentino o lançou na mesa.&lt;br /&gt;O dado rolou em torno do tabuleiro... Então parou em um dente.&lt;br /&gt;- P-p-pera a-a-a-aí... Isso s-s-significa a mo-mo-mo-morte?- Henrique cuspiu.&lt;br /&gt;Então começou o barulho, vindo do quarto de Alex. Alice apanhou uma faca e ele apanhou outra. Camila foi até o chão e retirou uma terceira faca que estava entre o líquido amarelo.&lt;br /&gt;O que seria aquilo? Morte? Nenhum deles estava entendendo muito bem. Então o mesmo barulho começou a vir da cozinha e do porão.&lt;br /&gt;- Não é melhor alguém ficar aqui com Alex?- Camila perguntou.&lt;br /&gt;- Fique com ele e não desgrude os olhos do sofá!- Alice gritou indo em direção do porão enquanto Henrique começou a subir as escadarias (todos os degraus estavam rachados por causa das aventuras anteriores).&lt;br /&gt;Alice pensava consigo enquanto o barulho suavizava: "se jogássemos enquanto os monstros atacam teria fim com o próximo jogador? São apenas dez casas para andar... Apenas dez passos para poder sair desse...”.&lt;br /&gt;Então a porta embaixo da escada se abriu sozinha. Alice, mesmo com receio entrou na escuridão. “Droga! Tínhamos que esquecer as velas?”. Ela tropeçou em algo, abaixou-se para perto do objeto duro e começou a apalpá-lo. "Uma lamparina! Ufa!”&lt;br /&gt;Então, apertando um pequeno botão na lateral ela ascendeu a lamparina e prosseguiu pela escada úmida de madeira.&lt;br /&gt;Chegando embaixo, só era possível visualizar uma coisa: Um monstro em cima de um baú avermelhado. A criatura era escura e avermelhada, seu cérebro estava á amostra e seus olhos eram pequenos e vermelhos. De sua barriga, estavam presos por três cordas, seis bebês amarrados pela perna.&lt;br /&gt;Ele se levantou e olhou diretamente para Alice. Um dos bebês riu, o outro chorou, outro vomitou e os outros três dormiram. A criatura abriu a boca, mostrando dentes do tamanho de facas e um hálito que fez Alice quase desmaiar.&lt;br /&gt;A criatura levantou-se vagarosamente enquanto seu umbigo dobrava de tamanho, mais parecendo um buraco na barriga que mostrava todos os órgãos internos. O monstro a esqueceu e continuou a fitar o baú.&lt;br /&gt;"Que estranho... ele está me ignorando ou está aguardando Henrique”.&lt;br /&gt;Então ela jogou a faca, acertando o monstro bem na medula óssea. Ele se levantou ferozmente e pulou para cima de Alice que desviou correndo para o fundo do porão. Ela ouviu um grito vindo de cima, mas continuou atenta para que a criatura atacasse.&lt;br /&gt;Quando o monstro pulou, ela correu mais para o fundo, encontrando uma velha panela de pressão. Ela a agarrou e se preparou para acertar o monstro.&lt;br /&gt;Ele pulou. Um frio tremendo tomou conta de Alice. Ela se preparou. Retesou. Apontou e com toda sua força acertou a testa da criatura, que caiu de costas, afundando a faca. Ele soltou um grunhido fino e se contorceu. Alice notou que ele apenas estava se preparando para um novo ataque e então pensou:&lt;br /&gt;"Ainda bem que eu assisto T.V. com meu filho!”.&lt;br /&gt;Ela correu até ele e o virou de costas. Puxou a faca e quando ia atacar a criatura a segurou pelo pescoço. Em um ato de desespero Alice esfaqueou a criatura se sujando com o líquido amarelo e malcheiroso. Aproveitou a brecha e cortou-lhe do umbigo as três cordas.&lt;br /&gt;Do buraco começou a escorrer aquele líquido amarelo, porém, das cordas escorreu um líquido ácido, que perfurou o chão e fez Alice cair. A única coisa que ela pôde fazer foi agarrar a lamparina.&lt;br /&gt;O monstro revelou haver um novo andar que Alice nunca ouvira falar. Ela levantou-se dos poucos escombros e seguiu pelo corredor até que ouviu Camila:&lt;br /&gt;- Alice... Precisa de ajuda? - ela gritou de cima.&lt;br /&gt;- Cadê o Alex? - Alice perguntou.&lt;br /&gt;- Aqui comigo! - Camila respondeu.&lt;br /&gt;- Espere! - Alice gritou.&lt;br /&gt;Mas quando ela se virou para frente viu o que realmente lhe chocou: A SALA ERA UMA CÂMARA DE TORTURA.&lt;br /&gt;- Mas que lugar é esse?- Alice se perguntou.&lt;br /&gt;Então ela ouviu um barulho nos escombros. Estaria a criatura viva. Virou-se pra trás para ver o que estava acontecendo então ela viu que lá estavam Camila, Alex e Henrique com o tabuleiro, o dado e o baú vermelho que o monstro olhava.&lt;br /&gt;- O que vocês estão fazendo aqui? O que aconteceu lá em cima? - Alice perguntou.&lt;br /&gt;- Tem uns trinta monstros lá em cima. Não dava para encarar todos! - Henrique respondeu com a respiração pesada.&lt;br /&gt;Camila, que segurava Alex no colo o entregou para Alice e olhou em volta.&lt;br /&gt;- Mas, que lugar é esse? - ela perguntou.&lt;br /&gt;Alice fez sinal que não sabia.&lt;br /&gt;- Parece que era uma câmara de tortura. E esse baú... Vamos abrir? O monstro que eu enfrentei estava bem em cima disso - ela respondeu.&lt;br /&gt;Todos se aproximaram do baú. Mas quando Henrique ia abri-lo a porta do andar de cima se escancarou.&lt;br /&gt;- CORRE! ELES NOS ACHARAM! - Camila gritou.&lt;br /&gt;Todos começaram a correr pelo corredor. Havia várias máquinas de tortura e o corredor nunca terminava. "Nós estamos no subterrâneo da cidade?" Pensou Alice sentindo um cheiro de esgoto.&lt;br /&gt;Os monstros começaram a invadir o corredor atrás deles. Eram todos iguais àqueles que Alice tinha enfrentado, porém havia um maior que parecia comandar aos outros.&lt;br /&gt;Então eles pararam. Era um beco sem saída. A única coisa que havia na frente deles era um espelho.&lt;br /&gt;- O QUE NÓS VAMOS FAZER? - Henrique perguntou.&lt;br /&gt;- Vamos quebrar o espelho! - Alice disse chutando o baú para o espelho.&lt;br /&gt;Porém, ao invés do baú quebrá-lo, ele atravessou o espelho. Todos ficaram fitando o espelho até alguns dos bebês chorarem.&lt;br /&gt;- ENTRA!- Alice gritou.&lt;br /&gt;Um por um eles foram entrando no espelho.&lt;br /&gt;Alice deu Alex para Camila, que entrou primeiro. Depois, ela e Henrique entram um atrás do outro. Dessa vez estavam em um corredor branco e eles deixavam para trás apenas uma parede concreta. Alice e Henrique agarram o baú e começaram a correr pelo corredor e quando o dobraram para fugir, puderam ver que lugar era aquele:&lt;br /&gt;- O hospital de Silent Hill?&lt;br /&gt;Ambos olhavam para todos os lados a procura de algo ruim, mas nada acontecia.&lt;br /&gt;- Agora é a sua vez! - Alice disse para Camila. Então quando Camila agarrou o dado elas ouviram um enorme barulho vindo do corredor do espelho.&lt;br /&gt;- CONTINUA CORRENDO! - Alice gritou. - Temos que achar o elevador!&lt;br /&gt;Todos começaram a correr para o elevador. Henrique olhou para trás e viu que os monstros ainda os seguiam.&lt;br /&gt;E lá no fundo do corredor estava já visível o elevador, que, para a sorte deles, já estava naquele andar. Todos entraram e Alice apertou o botão do telhado. O elevador começou a subir, afastando o som dos monstros e começando o som de choros e gritos.&lt;br /&gt;- Camila, jogue! - Henrique falou.&lt;br /&gt;Ele colocou o tabuleiro no centro do elevador e Camila jogou. As peças ainda estavam presas ao tabuleiro como se fizessem parte dele. O dado parou. Faca.&lt;br /&gt;Camila suspirou e sua peça andou. Agora era a vez de Alice. Ela agarrou o dado e jogou rapidamente. O dado parou. Sangue.&lt;br /&gt;Então Alex começou a acordar, e bem devagar se espreguiçou, coçou os olhos e disse:&lt;br /&gt;- Já é a minha vez? Vamos acabar logo? - ele bocejou.&lt;br /&gt;Alice o abraçou e lhe dou um beijo na testa. Ele então agarrou logo o dado.&lt;br /&gt;Mostrando coragem e determinação o jogou. O dado parou. Dente.&lt;br /&gt;Então o elevador parou. Estava no nono andar. Tudo ficou escuro e as portas se abriram.&lt;br /&gt;- Teremos que usar a escada - Camila falou.&lt;br /&gt;Todos desceram correndo do elevador e correram para as escadarias, e bem em frente á porta que as guardava encontram...&lt;br /&gt;- Mas que bicho é esse? - Henrique perguntou fitando a criatura.&lt;br /&gt;Então a criatura começou a se virar mostrando uma cara toda costurada, olhos vermelhos e dentes afiados. Parecia que parte de sua pele fora arrancada e se vestia de enfermeira, com roupas brancas e uma ENORME seringa entre os dedos. Alex gritou quando a enfermeira olhou bem em seus olhos.&lt;br /&gt;Alice agarrou a mão dele e encarou a criatura, que começou a se aproximar. Henrique entrou na frente e deu um soco na criatura, qual caiu no chão.&lt;br /&gt;- Vamos! - Henrique gritou. Alex correu na frente, depois Camila com o baú e Alice, por fim Henrique, que avistou vindo do fim de um corredor paralelo, dez daquela criatura.&lt;br /&gt;Todos começaram a subir as escadas rapidamente. Então se ouviu a porta se abrir embaixo, por onde começaram a entrar várias enfermeiras.&lt;br /&gt;- MAIS RÁPIDO!- Alice gritou.&lt;br /&gt;Todos subiram com a maior rapidez possível. E, depois de muito cansados, alcançaram o telhado. Então Alice trancou a única porta, qual as enfermeiras poderiam entrar.&lt;br /&gt;- É a sua vez Henrique. - Alice apressou.&lt;br /&gt;..::HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH::..&lt;br /&gt;- NÃO É A VEZ DE MAIS NÍNGUÉM! - Camila gritou com a voz mais alta e rouca que Alice já ouvira antes.&lt;br /&gt;- Como?- Alice perguntou - O que está havendo?&lt;br /&gt;Camila jogou a cabeça para trás e deu uma forte risada.&lt;br /&gt;..::HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA::..&lt;br /&gt;- Desde o começo eu só queria o Alex! Nós nos mudamos para cá e eu fiquei doente. Tive que vir ao hospital. Mas você acha que eu gostei? NÃO! Adivinha quem era o dono do hospital, que criança nunca veio ao hospital e que mão retirou a criança daqui sem motivo algum? Conta para Henrique, enquanto ele está vivo quem te perseguiu a forçando a treinar luta!- Camila gritou doentia.&lt;br /&gt;- Meu pai... - Alice chorou.&lt;br /&gt;- Pois é... Seu pai e você. Seu filho nunca veio ao hospital e quando veio VOCÊ o tirou de nós! Seu pai se decepcionou tanto com o fato de que você tinha quinze anos! Ele comprou o hospital e adivinha quem teve que pagar por o que você fez? TODAS AS CRIANÇAS! Ele levava todas elas para a câmara de tortura! Comprou todas as enfermeiras e transformou tudo em um caos aproveitando que a cidade não era completamente assombrada ainda! Ele quer matar o Alex! E olha no que eu me transformei por sua causa!- Camila esbravou.&lt;br /&gt;A pele de Camila começou a ressecar. Duas lágrimas de sangue escorreram de seus olhos. Então sua barriga foi cortada por uma lâmina invisível e de dentro de sua barriga começaram a sair dois braços.&lt;br /&gt;Um monstro gigantesco saia dela. Eram vários corpos juntos só que grudados come se fosse uma carne só. E bem em cima de tudo, da cintura para cima estava: o pai de Alice. O monstro tomou metade do telhado, todos os corpos se debatiam.&lt;br /&gt;- Pois é, minha filha, lembra daquele filme que vocês viram logo que eu comecei a maldição? Eu era a criança! Eu participei de um culto diabólico na minha infância! E não foi porque eu queria!- sua voz vinha de todos os cantos. Então começou a chover. - Eu fui obrigado a isso e agora obrigarei Alex!&lt;br /&gt;O corpo de Roger, pai de Alice se direcionou á Henrique e apenas o fitou nos olhos. Ele começou a engasgar.&lt;br /&gt;- HENRIQUE!- Alice gritou enquanto Alex chorava encolhido em um canto.&lt;br /&gt;O rosto de Henrique começou a borbulhar e a espirrar sangue com aquele líquido amarelo. Seus olhos se desmancharam em sangue. Alice olhou novamente para o monstro enquanto duas lágrimas escorriam de seus olhos.&lt;br /&gt;- VOCÊ NÃO VAI LEVAR ALEX!- Ela correu em direção ao menino e o abraçou.&lt;br /&gt;- Eu não vou levar mesmo. VOCÊ VAI LEVAR!&lt;br /&gt;..::AMUNTIOS NATICOS SINSALORI TUBECANTHO IMARRARTI!!!!::..&lt;br /&gt;Alice já não ouvia, falava ou sentia... Ela agarrou o menino, abriu o baú vermelho, que continha um punhal e se dirigiu ao monstro. Um buraco se abriu em sua barriga e Alice entrou agarrando Alex que gritava e chorava. A sala era idêntica á que foi vista na televisão. Os mesmos corpos estavam em orgia. O mesmo velho espiava bem ao fundo: Roger.&lt;br /&gt;Alice colocou Alex no centro da roda e encravou em seu peito o punhal. Alex começou a se transformar naquele mesmo monstro, só que havia apenas o corpo de Camila e Henrique grudados como base.&lt;br /&gt;Alice voltou a si e quando viu aquilo começou a chorar. O monstro a cuspiu. E tudo desapareceu... Ela estava sozinha no telhado do hospital.&lt;br /&gt;“Por que comigo? Porque assim?”&lt;br /&gt;Ela caiu de costas no chão. Não conseguia se mover. Então se arrastou para a beirada e se jogou. E enquanto o chão chegava lentamente como se tudo estivesse em câmera lenta. Ela se lembrou de tudo o que aconteceu, de toda sua vida... Alegrias e tristezas misturadas.&lt;br /&gt;Era o fim para ela, sem Alex, seu pai um monstro, sua mãe, provavelmente cúmplice e sua melhor amiga morta... Não lhe restava mais nada a não ser o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..::FIM::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hehehe... que horrível... hoje eu leio iso e nem acredito que escrevi tanta coisa besta... axando que era terror hehehehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero que gostem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-6530646016581506772?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/6530646016581506772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=6530646016581506772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6530646016581506772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6530646016581506772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/10/meu-primeiro-conto-de-terror-quem-nem.html' title='Meu primeiro conto de terror... quem nem é tão terror assim... hehe'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-1672124276576282744</id><published>2008-10-01T12:54:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T12:57:20.277-07:00</updated><title type='text'>A Porta Trancada</title><content type='html'>É claro que a gente não ia passar o mês do halloween em branco né? Escrevi este para abrir a "maratona". É bem curtinho... mas divertido [pelo menso para quem gosta de sangue... hehehehe] aí vai a "obra":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Porta Trancada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, querida! Deixe-nos entrar!&lt;br /&gt;Um choro era ouvido dentro do quarto, e em meio á ele fora dito:&lt;br /&gt;- Não! Por favor... Não entrem!&lt;br /&gt;- Seu pai vai por essa porta abaixo! – a mãe disse, desesperada.&lt;br /&gt;- Eu já perdi a paciência com essa menina! Não vou mais pedir por favor! – o pai reclamou, de maneira bruta.&lt;br /&gt;- Querido! – a mulher disse, cerrando os dentes e olhando para ele. – pelo menos nos conte o que está acontecendo, meu anjo.&lt;br /&gt;- Vocês não vão acreditar. – a menina gritou, entre choro.&lt;br /&gt;- Pelo menos tente. – a mãe continuou, insistentemente, recostada á porta, com a cabeça apoiada sobre os ombros, uma das mãos na maçaneta e a outra fazendo sinal para que o marido se acalmasse.&lt;br /&gt;Ambos ouviram a garota suspirar em meio aos soluços do outro lado da porta trancada.&lt;br /&gt;- Tudo bem. – enfim, falou a voz fina e chorosa. – começou no dia das bruxas. Não me lembro direito o que estávamos conversando... Ah sim! Era sobre um filme de horror onde o mocinho enfrentou os monstros praticamente desarmado. Aí já viu né: “Eu tenho moral para fazer isso!”, o Gustavo disse com aquele jeitão dele sabe?&lt;br /&gt;- Sei sim querida! Sei sim...&lt;br /&gt;- Então... Desse jeitinho aí sabe? Tipo, eu respondi “Tem nada!”, daí é que o bicho ficou irritado! – a garota engrossou a voz para imitar o colega. – “Pelo menos eu tenho mais moral que você!”, todo irritadinho!&lt;br /&gt;O pai sentou-se ao lado da porta, enquanto a mulher ainda permanecia de pé.&lt;br /&gt;- Continue querida! Continue. – a mãe apoiou.&lt;br /&gt;- Eu tive que me defender né? “Eu não tenho moral? Claro que sim!”. – alterou a voz novamente. – “É, acho que não tem!”.&lt;br /&gt;Ela voltou a chorar, dessa vez ainda forte.&lt;br /&gt;- Se acalme querida... Senão não entenderemos nada! – a mãe falou, sentando-se ao lado do marido.&lt;br /&gt;Alguns minutos se passaram ante a calma voltar e ela continuar.&lt;br /&gt;- “Eu duvido que você tenha moral de ficar uma hora na igreja abandonada!” ele falou, me desafiando. Eu tive que aceitar, senão ele ia ficar tirando sarro de mim e ia me fazer a paciência. A gente apostou alguns doces. Eu tinha que levar uma câmera e filmar tudo para provar que fui eu quem ficou uma hora. Eu queria ficar pelo menos duas horas, pra provar para ele!&lt;br /&gt;Um raio cortou o céu e pôde ser visto pela janela do corredor, iluminando a face dos dois pais, assustados e desesperados, logo em seguida pôde ser ouvido o trovão e o início de uma grossa e densa chuva.&lt;br /&gt;- Quando chegou a hora, fugi pela janela com uma câmera emprestada e fui lá.&lt;br /&gt;- Que bobinha... – o pai falou, com certa pena.&lt;br /&gt;- Isso não vai ajudar! – a mãe reclamou, dando um leve, mas barulhento tapa no ombro dele. – Continue, por favor!&lt;br /&gt;- Fiquei lá na igreja tipo... Ah... Foi tipo, um bom tempinho. Meu erro foi ter ido á noite sem dormir á tarde. Acabei adormecendo encostada em um dos baços que estavam enfileirados até um tipo de altar. Acordei depois. Olhei no relógio e já passava da meia noite. Tinha um tipo de cantoria horrível que ecoava por toda parte. Não tem como descrever aqueles sons com palavras humanas... E as coisas que senti naquele momento...&lt;br /&gt;- Como assim? – o pai, já calmo, perguntou.&lt;br /&gt;- O mais parecido com o que senti naquele momento foi medo, mas não era bem isso... Era diferente... Eu não sei falar! Ai! Me arrepiou de ponta á ponta... Credo! Ai! Ai! – gritou.&lt;br /&gt;- Tá tudo bem aí? – a mãe perguntou.&lt;br /&gt;- Ai! Tá horrível! – a menina respondeu, ainda chorando.&lt;br /&gt;- E o que aconteceu depois? – o pai deu continuidade.&lt;br /&gt;- Ai! Ai! O que houve é que... Ai! O gato morreu de curiosidade. Eu fui ver de onde vinha o som. Era debaixo da igreja. Vocês já foram lá certo? – perguntou.&lt;br /&gt;- Fomos sim...&lt;br /&gt;- Tem aquela... Ai... Escadinha de madeira do lado do altar que leva a gente para baixo sabe? – responderam que sim. – Então, desci por lá. Aquele porão estava com umas dez pessoas. Todas contavam a música e dançavam de um jeito muito estranho. Usavam máscaras. Mas tipo, não era bem mascaras... Ai... Pareciam de verdade... Pareciam até respirar. “Super” estranho. Só sei que aram máscaras porque depois um deles tirou. Tinha um desenho vermelho feito com linhas bem grossas no chão, e em cada ponta do desenho tinha uma vela. Eu achei que era sangue mãe... Mãe! Ai!&lt;br /&gt;- Querida! Por favor, abra a porta!&lt;br /&gt;- Não! Ai!&lt;br /&gt;- Então continue... A gente tá preocupado com você!&lt;br /&gt;- Tá bom... Eu dei meia volta e estava saindo quando meu pé fez ranger aquela madeira velha. – continuou aos soluços. – aí um deles tirou a máscara e cuspiu na minha costela um inseto feio demais! Parecia uma borboleta... Mas era muito estranha... Não sei nem como explicar. Não era um inseto normal! Era maligno! Eu sei disso porque depois as coisas só começaram a dar errado. Corri pra casa e tirei aquela coisa nojenta de mim... Ai credo! Isso tudo no domingo. Na segunda eu fui na escola e mostrei o vídeo pro Gustavo... O vídeo e a borboleta. Na terça começou aquela coçeira horrível na minha cabeça. Eu coçava, coçava... Na quarta, eu coçei e senti um ardido sabe? Aquele que faz a gente até sentir arrepio! Me segurei o máximo para não coçar. Vim andando para casa... Aí é que ardeu mesmo... Na sexta, vocês foram viajar... Ai! Na sexta vocês... Ai, ai! Voltei da escola normal, vi logo na entrada que o telefone fora cortado e assim que entrei no quarto, vi um bilhetinho que minha avó deixou para mim, avisando que foi pro centro da cidade resolver as coisas do telefone cortado por engano. Não agüentei e coçei de novo. Mal relei a mão porque grudou no meu dedo um tipo de “casquinha” bem fininha e nele, uns fios de cabelo. Com um cheiro salgado. Me atrevi e encostei “rapidão” de novo no machucado, que tava ardendo muito, muito mesmo sabe? Senti uma superfície carnosa... Tipo... Tipo gelatina... Ai! – a mãe começou a chorar. – Passei remédio e fui dormir. Acordei umas duas horas depois e fui ver se a vó já tinha chegado. Nada. Ai! Passei a mão pela cabeça e senti uma casca em cima do machucado... No meu braço tinha uma também. Me desesperei e fui pra cama pra ver o que aconteceu. Tinha cabelo para todo e quanto é lado. Eu tirei as cascas sem muito esforço, elas não estavam grudadas na pele, mas sim em um líquido amarelado bem denso. Passei a mãe pelo buraco que ficou... Ai... Ardia muito. E ficaram buracos mesmo... No meu braço dava pra ver a carne... Ai credo! Sério mesmo, eram crateras! Tentei chamar ajuda, mas os telefones estavam mudos! Procurei pela chave em todos os lugares que vocês podem imaginar...&lt;br /&gt;Os pais ouviam chocados, mal acreditando nas palavras da garota, cuja voz estava ficando cada vez mais fraca.&lt;br /&gt;- Meu corpo todo começou a coçar... Eu senti um gosto horrível de sangue e tentei beber um pouquinho de água. Senti um gosto mais forte ainda depois que bebi. Aí senti uma pedrinha enroscada em minha garganta. Cuspi na pia. Era um de meus dentes.&lt;br /&gt;- Filha? – o pai gaguejou.&lt;br /&gt;O choro de ambos os lados tinha ficado mais forte.&lt;br /&gt;- Meu corpo coçava! Coçava! Inteirinho. Aquele bicho tinha deixado em mim uma maldição! Não tinha como chamar ambulância. Me tranquei no quarto. Aí a vó chegou... Chamou vocês e o resto... Ai! O resto vocês... AI! Vocês já sabem. AI! AIE! Ai! Ai, ai, ai, ai... Tá saindo! AI! NÃO CONSIGO ME LEVANTAR! AI!&lt;br /&gt;Após isso, não houve sem algum por meio minuto, a não ser o som da chuva.&lt;br /&gt;Ignorando o choro da esposa, o pai se levantou e, em movimentos muito fortes com os braços, derrubou a porta. Um terrível cheiro inundou-lhes as narinas e quase os fez vomitar.&lt;br /&gt;Havia sangue e um líquido amarelo por toda parte, enquanto um cadáver completamente sem pele estava jogado ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o mais diferente dos que escrevi... O mais nojento também... espero que curtam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-1672124276576282744?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/1672124276576282744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=1672124276576282744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1672124276576282744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1672124276576282744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/10/porta-trancada.html' title='A Porta Trancada'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-1687346499144202105</id><published>2008-04-05T17:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T17:32:05.548-07:00</updated><title type='text'>Conto fresquinho: Arame Farpado</title><content type='html'>Hehehe... Mais um conto que fiz para a escola... Dessa vez o tema era livre mas tinha que usar flashback... Aí vai a obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arame Farpado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiam. Sonhavam.&lt;br /&gt;Passava da meia noite, as duas gêmeas Karen e Sarah dormiam quando de repente, o som estridente do telefone ecoou por toda a casa.&lt;br /&gt;Karen foi a que se levantou, com as feições sonolentas, para atendê-lo. Cruzou o corredor que dividia o quarto do escritório com as mãos estendidas para evitar que trombasse com alguma parede.&lt;br /&gt;Vagarosamente a garota andou até o telefone grudado á parede e o agarrou com as duas mãos. Levou-o aos ouvidos e disse enquanto bocejava:&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;O telefone não emitia nenhum som.&lt;br /&gt;- Alô?!&lt;br /&gt;Uma estranha voz infantil começou a cantarolar uma música. Karen gritou. Correu até o quarto, onde a irmã já estava acordada, com a respiração forte, assustada.&lt;br /&gt;- Sarah! Era ela! A garotinha! Cris corre perigo! Eu ainda corro perigo! – berrou.&lt;br /&gt;- Mas... Nós encontramos o corpo! Nós a queimamos! O que fizemos de errado? – Sarah se questionou levantando-se da cama e pegando na gaveta uma porção de roupas.&lt;br /&gt;Ambas se vestiram rápida e basicamente. Blusa branca, jeans, tênis. Logo depois, saíram correndo em direção ao carro.&lt;br /&gt;- As chaves! – Karen gritou.&lt;br /&gt;Sarah entrou rapidamente na casa e agarrou o molho de chaves esquecido em cima da mesa-de-centro na sala, ao lado de um vaso de porcelana azul com rosas vermelhas.&lt;br /&gt;Novamente a garota saiu no jardim e correu até a irmã, que a esperava em frente ao carro. Entraram.&lt;br /&gt;Karen agarrou as chaves com força e ligou o carro, que saiu em disparada em meio á estrada fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava uma tarde nublada. As duas irmãs estavam sentadas juntas, uma ao lado da outra, no duro banco de plástico do ônibus escolar, voltando para a casa.&lt;br /&gt;Sarah consultava o relógio frequentemente, era uma hora da tarde quando o ônibus fez sua ultima parada antes que chegassem ao ponto onde iriam descer. Logo, o veículo parou novamente e as duas gêmeas se levantaram, iguais, e entraram na fila junto ás outras pessoas que também estavam descendo.&lt;br /&gt;Desceram, seguidas por Kevin, que desceu logo em seguida enquanto dizia:&lt;br /&gt;- Até amanhã meninas... Até amanhã Sarah.&lt;br /&gt;- Muito engraçado... Muito engraçado... - a garota resmungou dando uma gargalhada seca e sarcástica.&lt;br /&gt;O garoto riu e seguiu pelo caminho oposto ao das irmãs, que logo estavam em frente ao portão de suas casas.&lt;br /&gt;Karen retirou o molho de chaves do bolso e abriu a porta. Ambas correram ao quarto, onde largaram as pesadas mochilas em cima da cama.&lt;br /&gt;- Vou tomar banho. – Sarah avisou.&lt;br /&gt;- Tá. – Karen respondeu, indo até a sala, onde ligou o computador.&lt;br /&gt;Sentou-se em frente ao aparelho, aguardando sua vez de ir ao banheiro. Conectou-se á internet e rapidamente entrou no orkut, onde pretendia verificar se alguém lhe deixara alguma mensagem nova.&lt;br /&gt;Nenhuma.&lt;br /&gt;Começou a ver as novidades pelas comunidades. Logo o chuveiro fora desligado. Karen continuou procurando por algo interessante até que encontrou um tópico muito estranho, ao qual, mesmo não admitindo á si mesma, a espantou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, meu nome é Thalita.&lt;br /&gt;Se eu estivesse viva, hoje, eu teria quinze anos. Eu sempre fui uma menina muito, muito boa. Fui uma menina daquelas quais todos pensavam ser uma boneca de porcelana.&lt;br /&gt;Porém havia um homem em minha vizinhança que não gostava de crianças. O quintal dele era espaçoso e não havia cerca alguma, portanto todos meus amigos e eu adorávamos andar de bicicleta lá. Ele sempre nos expulsava aos gritos quando nos notava lá.&lt;br /&gt;Uma noite, em silêncio, ele colocou uma cerca com arame farpado. No dia seguinte, eu e minha família fomos viajar e lá, ganhei a bicicleta que tanto pedira durante vários anos para minha mãe.&lt;br /&gt;Voltamos tarde para casa e já era noite. Empolgada com minha nova bicicleta, eu decidi ir testá-la no vizinho do quintal gigante.&lt;br /&gt;Foi quando eu conheci o arame farpado de perto, muito perto. O Vizinho me viu caindo e começou a rir, porém ao ver que não me levantava começou a se desesperar. Sem saber que eu ainda estava viva, ele me enterrou em seu quintal enquanto cantarolava uma estranha canção:&lt;br /&gt;Ininxanem Asumasem Isanxicu...&lt;br /&gt;Agora que você leu essa cantiga, você deve passar essa mensagem em pelo menos vinte comunidades diferentes em apenas vinte minutos. Senão, você também vai conhecer meu arame á meia noite, pois já estou te esperando no telhado de sua casa, o telhado de onde meu vizinho se matou.&lt;br /&gt;Não pense que isso é uma brincadeira. Vários tentaram rir de mim... E foram essas várias pessoas enterradas no dia seguinte.&lt;br /&gt;Não me ignore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! O que você está vendo? – Sarah falou já de pijamas, ao lado de Karen.&lt;br /&gt;A garota, sentada em frente ao computador, sentiu um arrepio de susto do aparecimento repentino da irmã. Ficou muda.&lt;br /&gt;Silenciosamente, Sarah leu o que estava escrito na mensagem.&lt;br /&gt;- Você ficou assustada com essa baboseira é? – riu.&lt;br /&gt;- Eu não! – Karen respondeu, com um tom de voz muito fina.&lt;br /&gt;- Tá... Por que a gente não passa essa mensagem pro Kevin... Ele vai ficar morrendo de medo!&lt;br /&gt;- Tá... Aí, só para garantir a gente espalha pras comunidades da escola também... Vai ser um sarro só amanhã. – disse, entusiasmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karen revirava-se de um lado para outro na cama. Estava sem sono algum. Consultou o relógio na mesinha ao lado de sua cama. Faltavam cinco minutos para a meia noite.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;A garota assustou-se. Vinha de fora da casa.&lt;br /&gt;- Ei! Sarah...&lt;br /&gt;- O que foi? – a irmã gemeu sonolenta.&lt;br /&gt;- Eu ouvi alguma coisa lá fora...&lt;br /&gt;- Pare de tentar me assustar! Você não vai conseguir... – Sarah falou, puxando as cobertas para junto de seu peito.&lt;br /&gt;Karen levantou-se e agarrou um molho de chaves em sua gaveta. Andou vagarosamente até a porta da frente. Saiu.&lt;br /&gt;Um corpo falecido caiu bem em sua frente. Um homem. O assassino de Thalita.&lt;br /&gt;Olhou para cima. Gritou fortemente.&lt;br /&gt;Lá estava a garota em cima do telhado. Com cabelos negros que escondiam seu olhar.&lt;br /&gt;Karen correu para dentro da casa, onda a irmã a esperava no quarto, de pé, em frente ás camas.&lt;br /&gt;- Thalita! Ela está no telhado! – gritou desesperada.&lt;br /&gt;- Pare de falar bobagens! – a irmã retrucou. – e pare de gritar... A mamãe vai acordar.&lt;br /&gt;De repente Sarah paralisou-se. Abriu a boca como se fosse gritar enquanto olhava atrás de Karen.&lt;br /&gt;- Karen... Precisamos sair dessa casa! Pegue as chaves do carro.&lt;br /&gt;A garota começou a virar o pescoço para ver o que havia atrás dela.&lt;br /&gt;Thalita.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;As duas congelaram. Não sabiam o que fazer. De repente a luz se ascendeu.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui meninas? – Regina, a mãe das garotas perguntou.&lt;br /&gt;Ambas ficaram mudas.&lt;br /&gt;Os olhos das irmãs continuaram abertos até o sol nascer. Ouviram passos no telhado e barulho de queda durante toda a noite.&lt;br /&gt;Logo a mãe gritara da cozinha:&lt;br /&gt;- Hora de irem para a escola!&lt;br /&gt;Arrumaram-se em silêncio. Não comeram nada. Ficaram mudas dentro do ônibus até Sarah admitir:&lt;br /&gt;- Eu já tinha lido essa mensagem.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- É... Eu já conhecia, e já tinha passado a mensagem para frente, por isso, quando vi que você leu, eu não li novamente a cantiga.&lt;br /&gt;Karen não respondeu.&lt;br /&gt;- Kevin não está no ônibus. – Sarah falou, preocupada.&lt;br /&gt;- Essa não!&lt;br /&gt;Não conseguiram prestar atenção ás aulas. Faltavam poucos minutos para o intervalo quando a diretora entrou na sala de aula com as feições tristonhas.&lt;br /&gt;- Os pais de seu colega, Kevin, acabaram de ligar. – começou.&lt;br /&gt;As gêmeas levantaram seus rostos, sérias.&lt;br /&gt;- Ele está no hospital... Com vários cortes de arame farpado pelo corpo. – a mulher concluiu.&lt;br /&gt;O sinal que anunciava o inicio do recreio soou por toda a escola. Os alunos saíram todos cabisbaixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thalita apontava para o chão da casa de Karen enquanto ele ardia em chamas. A estranha garota começa a andar em sua direção, sem mostrar os olhos.&lt;br /&gt;Karen grita. Levanta sua cabeça. Todos dentro da sala de aula olhavam para ela.&lt;br /&gt;- Karen... Você está bem? – Sarah perguntou, preocupada.&lt;br /&gt;- Tive um pesadelo. – cochichou.&lt;br /&gt;- Com uma garota que apontava para o chão em chamas? – uma voz grossa questionou ao fundo da sala.&lt;br /&gt;As duas irmãs olharam para trás. Era Cris.&lt;br /&gt;- Eu li a mensagem de vocês na comunidade da escola. Ela ficou no meu telhado fazendo barulhos toda a noite. – o garoto concluiu.&lt;br /&gt;- Nós não sabíamos que era verdade! – ambas falaram em conjunto.&lt;br /&gt;- O que você pensa que deve significar o sonho, Karen? – ele perguntou.&lt;br /&gt;A garota fechou os olhos por alguns instantes.&lt;br /&gt;- Devemos encontrar o corpo e queima-lo. – disse, enquanto abria os olhos.&lt;br /&gt;- Mas em qual casa procurar?- Cris questionou.&lt;br /&gt;- Em seu sonho... Você via sua casa? Ou era uma casa desconhecida? – Karen perguntou.&lt;br /&gt;- Desconhecida. – o garoto respondeu.&lt;br /&gt;- No meu... Era minha própria casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três olharam para a casa. Cris voltou seu olhar ás duas irmãs e balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;Foram para dentro e apanharam pás. Começaram a cavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol desaparecia no horizonte.&lt;br /&gt;- Não encontramos nada ainda... E olha que reviramos muita terra! – Sarah reclamou, com o suor coberto de poeira. – Tomara que haja tempo até meia noite.&lt;br /&gt;De repente Karen pára. Espera sua respiração ficar mais calma e fala:&lt;br /&gt;- O corpo está aqui! Eu o encontrei.&lt;br /&gt;Cris agarrou o galão de gasolina retirado do carro de sua mãe e despejou todo o conteúdo no buraco onde havia um esqueleto quase totalmente decomposto. Ascendeu o isqueiro. Jogou.&lt;br /&gt;Todos sentaram em frente ao fogo para ver sua obra. Conseguiram. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada estava escorregadia. Começou a chover.&lt;br /&gt;Sarah estava encolhida em seu canto, no carro.&lt;br /&gt;- Mas... O que deu de errado? – se questionava.&lt;br /&gt;Karen, de repente entendeu.&lt;br /&gt;- O corpo estava quase totalmente decomposto. A essência de thalita continua ali... Fazendo vítimas e mais vítimas. – falou.&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que você vai morrer? Se machucar? – Sarah começou a chorar.&lt;br /&gt;Karen olhou para o retrovisor. Thalita estava no banco traseiro. Seu olhar escondido por seus longos cabelos pretos. Cris estava todo envolvido por arames farpados. O garoto respirava com muita dificuldade.&lt;br /&gt;As duas irmãs gritaram.&lt;br /&gt;Karen sentiu o arame farpado envolver seu pescoço. Sentiu o sangue escorrendo por seu corpo. Seu pé afundou no acelerador.&lt;br /&gt;Poste.&lt;br /&gt;Os corpos das irmãs e de Cris voaram pelo vidro, estraçalhando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você encontrar essa mensagem pelo orkut. Se o começo for parecido com qualquer coisa como essa... Não leia até o final. Se ler... Obedeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-1687346499144202105?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/1687346499144202105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=1687346499144202105' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1687346499144202105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/1687346499144202105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/04/conto-fresquinho-arame-farpado.html' title='Conto fresquinho: Arame Farpado'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-3971332332313934970</id><published>2008-03-27T13:28:00.001-07:00</published><updated>2009-02-17T16:30:53.419-08:00</updated><title type='text'>Novo conto- A Casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R-wEoZP9pOI/AAAAAAAAABY/SPAHhlZ6CRI/s1600-h/Capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182522363215717602" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R-wEoZP9pOI/AAAAAAAAABY/SPAHhlZ6CRI/s400/Capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Espero que gostem desse meu novo conto... Eu achava o da loira do banheiro melhor... mas se pensar bem, esse aí é o que eh gosto mais dos que eu escrevi...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A Casa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula estava mais que chata. Joyce tentava desesperadamente ficar acordada enquanto o professor gago, baixo e calvo de geografia falava de maneira que apenas os que estavam sentados na primeira fileira ouviam e talvez, se nenhum som viesse de fora da classe, a segunda também estaria ouvindo. Ela estava na última fileira.&lt;br /&gt;Seus olhos começaram a ficar pesados. Seu corpo relaxou e sua cabeça começou a cair sobre a carteira. Então, uma bola de papel acertou-lhe a cabeça. Fora Giovanna quem fizera aquilo.&lt;br /&gt;Quando Joyce olhou, a garota gesticulou com a boca:&lt;br /&gt;- Você quer fazer dupla comigo?&lt;br /&gt;Ela não entendera.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – gesticulou como resposta.&lt;br /&gt;Giovanna apontou para a lousa, onde o professor escrevera em letras minúsculas:&lt;br /&gt;Trabalho para entrega. Tema: Assassinato. Mídia: Slide, texto, vídeo, gravação ou pesquisa. Grupo de máximo quatro integrantes. Dia da entrega: Primeira semana do próximo bimestre.&lt;br /&gt;Joyce balançou a cabeça tentando acordar para anotar em seu caderno e fez um sinal positivo com a cabeça para Giovanna, que gesticulou novamente a boca:&lt;br /&gt;- Precisamos ver mais alguém.&lt;br /&gt;A garota balançou a cabeça novamente.&lt;br /&gt;- A Jéssica. – gesticulou.&lt;br /&gt;Giovanna amassou outro papel e jogou na cabeça de Jéssica, assim como fizera há pouco com Joyce.&lt;br /&gt;Jéssica não notou.&lt;br /&gt;- Psiu... Jess! – sussurrou.&lt;br /&gt;A garota olhou para trás.&lt;br /&gt;Dessa vez, além de gesticular com a boca, Giovanna também fez gestos com as mãos.&lt;br /&gt;- Você quer fazer grupo com a gente?&lt;br /&gt;Jéssica fez sinal positivo com a cabeça e logo depois mostrou a língua para Erick.&lt;br /&gt;Ele provavelmente a tivera provocado dizendo que ninguém a convidaria.&lt;br /&gt;- Posso chamar a Ariel? Ela é bacana! – Jéssica sussurrou.&lt;br /&gt;As outras duas deram de ombros e logo depois Giovanna fez um sinal positivo com a cabeça.&lt;br /&gt;O sinal para a saída da escola soou, o que fez todos os alunos levantarem instantaneamente, apanharem suas materiais e correrem.&lt;br /&gt;- Ei, Ariel!&lt;br /&gt;Ela olhou para trás, onde estavam as outras três garotas.&lt;br /&gt;- Você quer participar do nosso grupo? – Joyce convidou.&lt;br /&gt;- Ah... Pode ser! – a garota respondeu sorrindo.&lt;br /&gt;Joyce também deu um risinho. Era o melhor grupo que já participara.&lt;br /&gt;- Precisamos nos reunir em algum lugar para decidir sobre o que vai ser... – Jéssica lembrou.&lt;br /&gt;- Pode ser na minha casa? – Ariel disse esperançosa.&lt;br /&gt;As outras fizeram um sinal positivo com a cabeça.&lt;br /&gt;Por dentro, a garota gritou, comemorou, berrou, mesmo que por fora, exibia apenas um sorriso meigo. Ariel nunca participara de um grupo como aquele e notou que Joyce estava no mesmo estado que ela.&lt;br /&gt;Todas saíram da escola, se despediram em frente ao portão e seguiram caminhos diferentes, Joyce e Ariel seguiram juntas para o mesmo lado.&lt;br /&gt;- Ei... Você já esteve em grupo melhor? – Joyce puxou conversa.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça negativamente enquanto ria.&lt;br /&gt;- Mas por que elas queriam fazer desesperadamente esse trabalho a ponto de começar agora, sendo que é para o próximo bimestre? – a garota continuou.&lt;br /&gt;- Você não ouviu o que o professor falou? – Ariel perguntou, surpreendida. Não esperava que Joyce fosse tão desatenta, uma vez que todas suas notas eram umas das melhores da classe.&lt;br /&gt;- Não... Eu acho que adormeci enquanto ele explicava... E... Do fundo não dá pra ouvir a voz dele.&lt;br /&gt;- A nota desse trabalho é setenta por cento da nota dele e de mais três matérias.&lt;br /&gt;- Quais?&lt;br /&gt;- Ciências, História e Português, cada um avaliando sua área.&lt;br /&gt;Joyce ficou impressionada com a pressão que os professores colocaram sobre eles. Como aquilo no terceiro bimestre? Apesar de que teriam quase um mês para concluir o trabalho e quem se esforçasse bem, conseguiria até mesmo recuperar as notas dos outros dois bimestres.&lt;br /&gt;As duas caminharam um tempo em silêncio até que Joyce falou:&lt;br /&gt;- Nossa... Estou sem palavras... Agora fiquei até assustada.&lt;br /&gt;Ariel concordou com a cabeça. As duas andaram por mais algum tempo sem conversarem até que um raio cortou o céu, seguido por um estrondoso barulho de trovão.&lt;br /&gt;- Nossa. Vai chover bastante. – Joyce comentou ainda assombrada com a notícia que sua nova amiga dera.&lt;br /&gt;As duas pararam de andar.&lt;br /&gt;- Bom... Aqui a gente se separa. – Ariel sorriu.&lt;br /&gt;- Nossa! Não sabia que a gente morava tão perto...&lt;br /&gt;- É? Onde fica sua casa?&lt;br /&gt;Joyce gesticulava o caminho com as mãos enquanto falava:&lt;br /&gt;- Eu sigo mais uma quadra, viro á direita e já é lá.&lt;br /&gt;Ariel ficou quieta por um instante até que resolveu comentar:&lt;br /&gt;- Por que nunca nos falamos na escola?&lt;br /&gt;Joyce estava com a mesma dúvida.&lt;br /&gt;- Não sei... Mas parece que nos demos tão bem!&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Você conversou com a Jéssica?&lt;br /&gt;- Não, eu a ajudei com um trabalho. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce abraçou os livros que carregava com mais força, estava esfriando.&lt;br /&gt;- Foi dela a idéia de te chamar.&lt;br /&gt;Ariel sorriu.&lt;br /&gt;- Nunca imaginei entrar para seu grupo... – falou.&lt;br /&gt;- Nem eu. Eu fiquei mais com elas do mesmo jeito que você, só que ajudando a Giovanna, e na época, a Érica completava o trio, mas aí ela mudou de escola e eu “assumi” o cargo. Mas pelo visto agora seremos um quarteto... – Joyce riu, com um olhar pensativo.&lt;br /&gt;- Quatro cabeças pensam melhor que três. – Ariel sorriu de volta. – Bom... Tenho que ir, antes que comece a chover.&lt;br /&gt;As duas fizeram sinal de despedida com as mãos e seguiram cada uma para sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce não conseguia dormir, ficava o tempo todo pensando no trabalho. Todos os outros do ano ela fizera de última hora, mas este, este deveria ser diferente. Este deveria ser bem planejado, uma vez que ela estava com falta de notas em história.&lt;br /&gt;Revirava em sua cama sem nem piscar os olhos. Estava atormentada com o fato dessa nota valer tanto. Não agüentou, levantou-se e foi até o computador.&lt;br /&gt;Elas teriam que pesquisar algo local para conseguir algo concreto e pouco desafiador.&lt;br /&gt;Joyce ficou um bom tempo pesquisando por algo e pensando sobre como elas iriam fazer o trabalho e sobre que mídia iriam usar. Vídeo era muito complicado e trabalhoso demais. Elas ficariam mais preocupadas em emprestar uma câmera, comprar fitas, que batom usar e não iria sair um resultado tão bom. Slide é muito cafona para um trabalho tão valioso. Pesquisa é algo muito quadrado e as limitava no modo de escrever. Nenhuma delas tinha um aparelho de gravador, sem contar que era capaz de todos dormirem escutando... Portanto o melhor modo seria o texto.&lt;br /&gt;Ela continuou pensativa até que se deparou com uma notícia que lhe pareceu interessante. Uma notícia do jornal daquela mesma cidade de dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinatos e desaparecimentos em casa misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana duas pessoas desapareceram da casa número cinqüenta e oito da Rua Piracicaba. O casal comprara a casa onde três outras pessoas também desapareceram há seis meses e logo depois tiveram seus corpos encontrados dentro da parede.&lt;br /&gt;“Parece ser um trabalho de um assassino serial” comenta o detetive Henrique, 35. “O mais estranho é que todos foram encontrados sem os olhos e também não foram encontradas digitais nas vítimas”, completa.&lt;br /&gt;O caso também conta com mais um assassinato, o primeiro deles, quatro anos atrás onde a vítima, Alice Bernardini, também fora morta e encontrada em uma das paredes, do mesmo modo que as vítimas posteriores. Seu namorado, Guilherme Brentano, está desaparecido até hoje e o caso continua em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce sorriu. Ela encontrara definitivamente algo interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo as quatro foram lanchar juntas, e foi quando Joyce falou sobre o artigo que encontrara durante á noite.&lt;br /&gt;Sentaram-se no banco em frente á quadra, cada uma com um pirulito, que mais ficava em suas mãos.&lt;br /&gt;- Eu encontrei um tema interessante ontem á noite. – Joyce comunicou.&lt;br /&gt;- É bom que seja muito interessante mesmo. – Jéssica reclamou.&lt;br /&gt;Joyce balançou a cabeça positivamente e retirou de seu bolso três papeis dobrados e entregou um a cada uma. No papel estava impressa a notícia.&lt;br /&gt;O silêncio permaneceu até que acabaram de ler.&lt;br /&gt;- Mas é do jornal daqui! – Giovanna exclamou.&lt;br /&gt;- Exatamente! É muito mais fácil pra gente fazer uma pesquisa a fundo se for por perto. – Joyce explicou.&lt;br /&gt;Giovanna mostrou um largo sorriso de orelha a orelha.&lt;br /&gt;- Você é muito esperta! – elogiou.&lt;br /&gt;- Na casa da Ariel podemos planejar como iremos entrar em contato com o Henrique e quando vamos para a casa tirar fotos e tudo mais. – Joyce sugeriu.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram enquanto o sinal que anunciava a próxima aula soou. Todas jogaram os pirulitos quando passaram pelo lixo e seguiram para a classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que as aulas acabaram e todas as salas esvaziaram, o quarteto seguiu para a casa de Ariel, todas animadas com a idéia de Joyce.&lt;br /&gt;- Nossa... Vocês duas moram tão perto! – Giovanna comentou.&lt;br /&gt;- É, notamos isso ontem. – Joyce lembrou.&lt;br /&gt;Uma leve garoa tomou as ruas, mas foi graduavelmente aumentando. Elas andavam o mais depressa possível para chegar até a casa de Ariel.&lt;br /&gt;Assim que chegaram, entraram rapidamente. Jéssica deixou escapar um espirro assim que entrou.&lt;br /&gt;- Oi pai! Estamos aqui! – Ariel alertou.&lt;br /&gt;Era um lugar aconchegante. Tinha até uma lareira no meio da sala, que era toda decorada em azul e branco. Havia um quadro com a figura de uma lagoa acima de um sofá recostado á parede. Também havia uma coleção de três espingardas acima de um outro sofá em frente á porta de entrada.&lt;br /&gt;Não demorou muito e as garotas convenceram ao pai de Ariel deixá-las usar a lareira.&lt;br /&gt;Todas se sentaram em frente ao fogo e começaram a falar sobre o trabalho.&lt;br /&gt;- Todas já sabem que estamos falando de um trabalho muito sério? Certo? – Giovanna perguntou, sendo seguida por vários “Sim” de diversas formas. – Bom... A história que a Joyce conseguiu está ótima, você sabe o nome inteiro do policial?&lt;br /&gt;Joyce concordou e falou seriamente:&lt;br /&gt;- Henrique Augusto.&lt;br /&gt;- Bom... – Giovanna disse novamente. – Alguém procura falar com ele. Quem se encarrega?&lt;br /&gt;- Eu mesma! – Joyce disse.&lt;br /&gt;- E quem vai até a casa tirar fotos? – Giovanna continuou.&lt;br /&gt;Ariel ergueu a mão direita timidamente.&lt;br /&gt;- Pode ser eu? – perguntou. – Sou modestamente boa com câmeras.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram com a cabeça.&lt;br /&gt;- Agora podemos escolher, Jéssica. Uma de nós tem que pesquisar mais sobre isso no computador e a outra deve ir falar com a polícia.&lt;br /&gt;- Eu pesquiso... – Jéssica concordou.&lt;br /&gt;- Certo pessoal... Que mídia devemos usar? – Giovanna questionou ás outras garotas.&lt;br /&gt;- Eu pensei em fazermos um texto bem legal. – Joyce comentou.&lt;br /&gt;- Todas de acordo? – Perguntou Giovanna.&lt;br /&gt;As duas meninas balançaram a cabeça positivamente e Ariel fez um sinal de “Jóia” com a mão.&lt;br /&gt;- Certo... O que já temos em mão? – Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;- Nomes... Só. – Joyce falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, aula normal. Prova de uma das matérias e nenhuma palavra sobre o trabalho. Durante o intervalo elas ficaram falando sobre suas paqueras, seus “ficantes” entre vários outros tipos de baboseira.&lt;br /&gt;Mas, assim que saiu da escola, Ariel resolveu passar na padaria comprar algo para o almoço e passar na loja de câmeras fotográficas da sua mãe, comprar rolos de filme fotográfico para o trabalho.&lt;br /&gt;É claro que existem muitos outros tipos de câmeras fotográficas que não necessitam do filme, mas para Ariel, ver a foto na hora através de uma tela não tinha a menor graça. O que ela mais gostava em tirar fotos era o suspense da revelação.&lt;br /&gt;Como sua mãe, Rosa, montara uma loja de artigos para fotografia, ela continha três tipos de câmera: uma meio antiga, com revelação á filme; outra com filme instantâneo e uma digital. Para o trabalho ela pretendia usar a de filme e a digital, só para caso de emergências.&lt;br /&gt;Andava pela rua com a cabeça erguida e com um leve sorriso estampado em sua face.&lt;br /&gt;Assim que chegou á loja, pegou dois rolos de filme atrás do balcão. Uma mulher entrou na loja naquele exato momento. Sua mãe deveria estar revelando algumas fotos.&lt;br /&gt;- Oi! Viu... Você poderia me dizer se...&lt;br /&gt;Ariel assustou-se.&lt;br /&gt;- Ah... Eu... Eu não trabalho aqui e... – respondeu.&lt;br /&gt;- Não... Eu queria saber se você tem uma câmera do tipo HP 2005 com um chip Sleam Dreams embutido e com lentes HDO...&lt;br /&gt;Ariel notou algo errado.&lt;br /&gt;- O que você realmente quer aqui?&lt;br /&gt;A mulher começou a baixar o tom de sua voz, até se transformar em um sussurro.&lt;br /&gt;- É que eu quero que você reforme essa foto da minha mamãe... Ela está doente, está lá fora esperando eu comprar uma câmera e eu queria fazer uma surpresa. Ela diz que há fantasmas por todo lado na foto... E realmente a foto está manchada... Será que você?...&lt;br /&gt;Ariel entendeu na hora. Ela fizera um curso sobre tratamento de foto há pouco e saberia o que fazer. A mulher lhe entregou a foto. Ela nem olhou e colocou rapidamente no “scanner” do computador para que pudesse trabalhar nela.&lt;br /&gt;- Eu nem trabalho aqui... Essa loja é da minha mãe... – confessou.&lt;br /&gt;A mulher pareceu entristecer.&lt;br /&gt;Ela parecia ser uma pessoa boa, alegre. Tinha em torno dos quarenta e vestia-se toda de verde com um chapéu chamativo lilás. Era magra e usava um batom vermelho, assim como seus cabelos, que eram apenas um pouco mais escuros que os cabelos de Ariel, os fios brilhavam conforme a mulher se mexia. Quando ela falava, mostrava seus dentes enormes e brancos e estava sempre sorrindo, o que deixava suas bochechas muito avermelhadas.&lt;br /&gt;- Mas... Mas você não pode fazer nada? – a estranha disse, sem seu sorriso exuberante.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça positivamente enquanto abria a foto. A garota sorriu e disse alegremente:&lt;br /&gt;- Posso fazer sim... E se eu for mais rápida que minha mãe, isso não vai lhe custar nada.&lt;br /&gt;A mulher sorriu novamente.&lt;br /&gt;De repente, Ariel começou a sentir-se mal. Seu sorriso desapareceu assim que olhou para a foto.&lt;br /&gt;Havia uma velhinha no centro dela, sentada em uma cadeira de balanço que aparentava ser tão idosa quanto ela pela cor descascada da madeira. Atrás dela havia uma mesinha com um vaso de flores, e atrás dessa mesinha havia um vulto branco, com o formato de um rosto, que olhava para a senhora de idade.&lt;br /&gt;Ariel gaguejou por alguns instantes, tentava olhar para a mulher que a aguardava por trás do balcão, mas não conseguia desgrudar os olhos daquela imagem enigmática e bizarra.&lt;br /&gt;Rapidamente, a garota começou a trabalhar na foto. Cobriu o vulto com a mesma cor da parede. “Concertou” a cadeira de balanço, deixando-a com um aspecto novo e até amenizou algumas rugas da velha e aumentou o colorido de seus olhos verdes, cansados, agora com um novo brilho.&lt;br /&gt;Assim que terminou o trabalho, em menos de dez minutos, imprimiu a nova foto e a entregou á mulher. Que aumentou ainda mais seu sorriso ao olhar a fotografia.&lt;br /&gt;Com esse mesmo sorriso ela retirou duas notas de cinqüenta reais e as deixou em cima do balcão, sem dizer nenhuma palavra, e foi embora.&lt;br /&gt;Ariel tentou dizer que nem precisava pagar, mas apenas gaguejou algumas palavras que não saíram a tempo da mulher ouvir.&lt;br /&gt;Logo depois, sua mãe saiu da “sala vermelha” e olhou de cima abaixo a garota que segurava duas notas de cinqüenta reais na mão direita.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui? – perguntou.&lt;br /&gt;Ariel deixou que escorressem algumas lagrimas belas suas bochechas rosadas e logo depois começou a explicar para a mãe com a voz tremendo:&lt;br /&gt;- Essa mulher veio aqui pedindo ajuda com uma foto... Eu arrumei completamente a foto e disse que ela não precisaria pagar, mas... Estou achando que ela gostou demais do resultado. – assim que terminou a frase, a garota levantou a mão com as duas notas de cinqüenta.&lt;br /&gt;A mãe deu um sorriso.&lt;br /&gt;- Então, esses cem reais vão ficar para você gastar como quiser! – falou.&lt;br /&gt;As duas abraçaram-se e Ariel saiu da loja esfregando as costas de suas mãos sobre suas bochechas.&lt;br /&gt;Assim que saiu na rua, ela viu a mulher vestida de verde que empurrava uma cadeira de rodas. Resolveu chamar. Queria ao menos saber os nomes.&lt;br /&gt;- Ei! Ei vocês! – disse, balançando os braços de um lado para o outro já abrindo um novo sorriso.&lt;br /&gt;A mulher de verde olhou para trás, o que fez Ariel cair no chão de susto. Seu sorriso desaparecera na hora, dando lugar á uma face de espanto e pavor.&lt;br /&gt;Sua boca abria como se fosse gritar. Nenhum som saia.&lt;br /&gt;A boca da mulher...&lt;br /&gt;Sua boca estava costurada com grossos fios pretos e dos buracos que eles abriam em seus lábios, escorria um sangue escuro. Ela estava mais pálida que quando estava na loja e sua pele estava terrivelmente seca.&lt;br /&gt;Ariel gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce não demorou muito para encontrar o telefone do investigador Henrique. Acabara de chegar da escola, portanto nem tirara o uniforme ainda, apenas pegou a lista telefônica, encontrou o número, o anotou em um pedaço de papel e então foi tomar banho.&lt;br /&gt;A água quente caía sobre seu rosto enquanto ela ensaboava o próprio corpo com um sabonete azul. Foi quando percebeu algo errado sobre a entrega do trabalho. Por que eles dariam tanto tempo assim? Será por valer uma nota tão alta? Se fosse... Era para o inicio do próximo bimestre.&lt;br /&gt;Inicio.&lt;br /&gt;A prova do bimestre atual que valeria trinta por cento da nota, segundo alguns professores.&lt;br /&gt;Eles vão mudar a data de entrega para pegar os alunos de surpresa!&lt;br /&gt;Uma maldade... Mas é o que pretendem fazer.&lt;br /&gt;Joyce terminou o banho rapidamente, colocou uma blusa branca, sem mangas e meio larga, uma calça jeans e seus velhos tênis de corrida. Assim que terminou de se vestir, foi para seu quarto e pegou, ao lado do computador, seu telefone sem fio, onde discara o número de Giovanna.&lt;br /&gt;Chamou por um tempo e depois de mais ou menos vinte segundos, alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem fala? – Joyce perguntou.&lt;br /&gt;- Giovanna. Com quem deseja falar?&lt;br /&gt;- Sou eu! A Joyce!&lt;br /&gt;- Oi! Tudo legal aí com você?&lt;br /&gt;- Ah! Eu estou bem... – ela falou desanimada.&lt;br /&gt;- E com o trabalho? – a voz de Giovanna estava com um tom de preocupação.&lt;br /&gt;- Nada muito bem... Era pra falar sobre isso que te liguei! – Joyce disse, enquanto ia para a cozinha vasculhar os armários.&lt;br /&gt;- Me conte! O que aconteceu?&lt;br /&gt;- É certeza. Os professores vão mudar o dia da entrega. Eles vão adiantar o dia.&lt;br /&gt;Giovanna fez um som de confusão. Engasgou-se com algo.&lt;br /&gt;- Você está bem? – Joyce perguntou.&lt;br /&gt;- Estou sim... Me engasguei com a água. – suspirou, retomando o fôlego e continuou logo depois. – Me conte essa história direito!&lt;br /&gt;Joyce parou de olhar os armários e sentou-se em uma cadeira, preocupada.&lt;br /&gt;- O professor falou que o trabalho era pro inicio do bimestre que vem... Certo?&lt;br /&gt;- Sim, sim... E...&lt;br /&gt;- Acontece que a prova desse bimestre tá valendo trinta por cento da nota!&lt;br /&gt;Giovanna entendeu na hora. As duas ficaram em silêncio por um longo minuto.&lt;br /&gt;- Eu ligo avisando a Jéssica e você avisa a Ariel... Pode ser? – Giovanna sugeriu.&lt;br /&gt;- Pode sim! Temos que nos apressar... Devemos aumentar o ritimo do trabalho para conseguirmos terminar antes da semana de entrega!&lt;br /&gt;- É... Primeiro o dever... Depois a diversão...&lt;br /&gt;- Tchau... – Joyce se despediu&lt;br /&gt;- Até.&lt;br /&gt;Assim que apertou o botão que desligava o telefone, a garota pegou dois pedaços de pão e fez um rápido sanduíche de presunto e queijo, do qual já mastigava uma mordida enquanto discava o número de Ariel.&lt;br /&gt;Chamou por um longo tempo e logo depois caiu na secretária eletrônica. Joyce resolveu ligar mais tarde. Terminou o sanduíche e pegou o papel onde estava anotado o número de Henrique.&lt;br /&gt;Discou. Chamou por pouco tempo e alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem fala? – Joyce cumprimentou.&lt;br /&gt;- Oi... Aqui fala Ângela.&lt;br /&gt;- Eu gostaria de falar com Henrique Augusto.&lt;br /&gt;Joyce sentiu desconfiança por parte do silêncio em que a mulher permaneceu por certo tempo.&lt;br /&gt;- O que você quer com ele? – Ângela perguntou.&lt;br /&gt;- São algumas perguntas para um trabalho sobre uma investigação dele.&lt;br /&gt;- Ele não está interessado...&lt;br /&gt;- Por favor... Esse trabalho vale setenta por... – a mulher desligara.&lt;br /&gt;Assim que Joyce apertou o botão que desativava a ligação, o telefone tocou. A garota atendeu.&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Oi... Quem está falando?&lt;br /&gt;Joyce desligou e olhou o número do telefone de quem ligara por ultimo para saber quem era. Desconhecido. Ela não sabia de ninguém com aquele número. Resolveu anota-lo de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água com açúcar, alguns carinhos da mãe, sentada em seu velho sofá laranja atrás da loja. Ariel começou a se acalmar do susto. Será que o que vira era verdade?&lt;br /&gt;A estranha simplesmente virou-se e saiu andando até desaparecer em meio á multidão. A garota não conseguia entender isso.&lt;br /&gt;Rosa conseguira acalma-la com muita paciência. A sorte das duas era a falta de movimento na loja, que naquele momento caíra muito bem.&lt;br /&gt;- Eu não quero esses cem reais... – Ariel resmungou deixando o copo vazio nas mãos de sua mãe.&lt;br /&gt;- Tudo bem... Já está se sentindo melhor?&lt;br /&gt;A garota balançou a cabeça carinhosamente e a tombou nos ombros da mãe. Sentia seu rosto e suas bochechas muito quentes, devia estar corada.&lt;br /&gt;Fechou os olhos. Adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com um leve barulho. Não parecia ter dormido muito. Olhou para o relógio no alto da parede. Passaram-se três horas desde que chegara à loja.&lt;br /&gt;Ariel resolveu ir para sua casa, dormir, ao invés de ir tirar as fotos. Seu celular vibrou em seu bolso.&lt;br /&gt;- Alô? Quem é?&lt;br /&gt;- É a Joyce...&lt;br /&gt;- Oi! – Ariel cumprimentou.&lt;br /&gt;- Liguei para avisar que é pra você dar uma acelerada nas fotos...&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;A voz de Joyce parecia um pouco aflita, mas ao mesmo tempo, ansiosa.&lt;br /&gt;- O dia da entrega vai ser surpresa por que...&lt;br /&gt;A garota interrompeu a amiga. Estava muito chocada ainda para ouvir explicações mirabolantes.&lt;br /&gt;- Não precisa explicar... Eu confio em você! Você é a loira mais inteligente da escola...&lt;br /&gt;- Ah... Nem sou tão loira assim!&lt;br /&gt;Ambas riram.&lt;br /&gt;- Mais alguma coisa? – Ariel perguntou.&lt;br /&gt;- Não... Foi só para dar uma acelerada em você mesmo...&lt;br /&gt;- Então thau... Quero ir pra casa dormir mais um pouco.&lt;br /&gt;- Ah... Ok... Thau...&lt;br /&gt;Ariel lembrou-se da foto sinistra.&lt;br /&gt;- Espera! – falou, levantando-se do sofá em um pulo.&lt;br /&gt;- Fale...&lt;br /&gt;- Vou te enviar um e-mail com uma foto sinistra de uma cliente aqui da loja...&lt;br /&gt;- Você está na loja?&lt;br /&gt;- Estou.&lt;br /&gt;Ariel foi andando depressa te o computador. Enviou a foto para o computador de Joyce e imprimiu uma unidade para ela mesma.&lt;br /&gt;- A filha dessa mulher na foto pediu para que eu retirasse o fantasma dessa foto... Logo depois que ela saiu da loja, eu sai também... Mas então eu vi que elas estavam ainda nessa mesma rua. Chamei por elas e então...&lt;br /&gt;Ariel ficou muda.&lt;br /&gt;- O que houve?&lt;br /&gt;- Elas estavam diferentes... Pálidas... Foi horrível... A boca da filha estava costurada... – a garota choramingou.&lt;br /&gt;- Credo! É verdade?&lt;br /&gt;Ariel deu um gemido choroso como resposta e logo depois falou:&lt;br /&gt;- Preciso ir para minha casa descansar.&lt;br /&gt;- Quer que eu vá até aí na loja de sua mãe te buscar? Não é longe né?&lt;br /&gt;- Quero sim... Não é tão longe da sua casa... É só andar três quadras em linha reta á direita da sua casa e você já encontra a loja. É aquela loja amarela que a gente passou em frente...&lt;br /&gt;- Tá... Me espere aí!&lt;br /&gt;Desligou.&lt;br /&gt;Ariel deitou no sofá esperando pela amiga, que chegou vinte minutos depois, quando a garota já estava quase pegando no sono novamente.&lt;br /&gt;Ela teve que contar a história novamente á caminho de sua casa e Joyce, por sua vez, explicou o porquê do adiantamento do trabalho.&lt;br /&gt;Assim que alcançaram o portão da casa de Ariel, as duas pararam de andar.&lt;br /&gt;- Está entregue... – Joyce falou, com um leve sorriso em seu rosto.&lt;br /&gt;A outra garota balançou a cabeça positivamente depois de retirar um molho de chaves de seu bolso.&lt;br /&gt;- Nos vemos amanhã na escola então? – Ariel perguntou, despedindo-se.&lt;br /&gt;- Sim... Você não quer que eu vá com você tirar as fotos na casa depois de amanhã?&lt;br /&gt;A garota ruiva sorriu e logo depois balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;Despediram-se sem dizer nenhuma palavra, apenas com sorrisos e balançando suas mãos.&lt;br /&gt;Ariel pegou seu molho de chaves, procurou por uma verde e abriu o portão de sua casa. Assim que entrou, foi direto ao seu quarto, onde vestiu seu pijama, deixou suas roupas em um cesto no banheiro e se deitou. Pegou seu relógio despertador e o ajustou para que a acordasse seis horas da manhã.&lt;br /&gt;Que impressão era aquela que havia algo a mais no quarto?&lt;br /&gt;Seus olhos começaram a ficar pesados.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel levantou-se em um susto.&lt;br /&gt;Que barulho fora aquele vindo da parede? Ficou em silêncio por algum tempo para ver se ouvia alguma coisa. Nada. Deitou-se novamente.&lt;br /&gt;Adormeceu não muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio despertador a acordou com seu irritante barulho de toda manhã. Ariel levantou-se em silêncio e apertou o botão que o desligava. Coçou levemente a cabeça e andou até a janela. Abriu-a forçando uma pequena maçaneta em seu meio.&lt;br /&gt;Ainda estava escuro lá fora. A garota resolveu olhar que horas eram. Virou-se para o relógio despertador em cima do criado mudo, que mais parecia uma caixa preta com uma tela verde escuro estampada em frente, ao lado da cama, onde estavam marcados os números vermelhos: 01 hr 37 min.&lt;br /&gt;Ariel estranhou. Não fora esse o horário que ela programara no dia anterior.&lt;br /&gt;De repente, seu celular toca. A garota se assusta e corre busca-lo no bolso de sua calça, que estava amassada em cima do cesto de roupas sujas, no banheiro.&lt;br /&gt;Sua mãe já falara várias vezes para tomar mais cuidado com isso, mas Ariel nunca se lembrara de tirar o celular do bolso na hora de colocar as roupas para lavar.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Ariel desligou. Olhou-se no espelho. Gritou.&lt;br /&gt;A garota agarrou o celular e saiu correndo para debaixo das cobertas. Ela ligou o aparelho para ver o número do telefone de quem ligara. Era desconhecido. Ariel apertou o botão de re-discagem.&lt;br /&gt;Chamou. Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? – cumprimentou uma voz masculina sonolenta do outro lado da linha. – Quem está ligando há essas horas?&lt;br /&gt;- Foi você que me ligou agora pouco e não falou nada.&lt;br /&gt;De repente o homem pareceu preocupado.&lt;br /&gt;- Vocês não entraram na casa né?&lt;br /&gt;Ariel não entendeu muito bem, mas sabia de que casa ele estava falando.&lt;br /&gt;- Não... Mas quase... – respondeu incerta.&lt;br /&gt;- A gente precisa se encontrar!&lt;br /&gt;- Como assim? - a garota começou a gaguejar, não sabia o que dizer.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém que sabe sobre a casa?&lt;br /&gt;- Minhas amigas...&lt;br /&gt;- Preciso que todas venham me ver... Meio dia... No Carlos’s Café Central. Pode ser?&lt;br /&gt;Ariel não entendeu nada. O homem desligara. Ela continuou deitada, mas não dormiu mais aquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juro! Havia alguém atrás de mim no espelho!&lt;br /&gt;Todas estavam sérias. Menos Giovanna, que continha um sorriso estranho em seu rosto.&lt;br /&gt;- É meio difícil de acreditar Ariel... – Joyce falou.&lt;br /&gt;Ariel balançou a cabeça positivamente e continuou contando:&lt;br /&gt;- Eu sei... E depois disso, o celular tocou. Eu atendi, mas ninguém respondeu, logo depois eu liguei de volta e um homem atendeu. Ele perguntou se a gente havia entrado na casa depois que contei que ele tinha ligado no meu celular e não tinha respondido nada. E ele também falou pra gente encontrar ele no Carlos’s Café Central, ao meio dia...&lt;br /&gt;- Isso é... Louco demais. – Jéssica falou, após alguns momentos de silêncio entre as garotas.&lt;br /&gt;- Então vamos encontrá-lo para saber sobre o que se trata. – Giovanna sugeriu.&lt;br /&gt;Todas as outras concordaram com a cabeça e voltaram aos seus lugares, quando o professor voltou para a classe.&lt;br /&gt;Joyce não agüentava mais... Ela tinha de fazer algo... Ela sentia que deveria avisar aos seus outros colegas de classe sobre a data de entrega, ninguém mais parecia saber.&lt;br /&gt;A garota ergueu o braço. O professor interrompeu a explicação.&lt;br /&gt;- Fale Joyce... Qual sua pergunta?&lt;br /&gt;Ela deu um suspiro e começou a falar:&lt;br /&gt;- Quando você vai falar que o trabalho valendo setenta por cento da nota é para esse bimestre? Ou seja, Para daqui três semanas.&lt;br /&gt;O professor assustou-se. Seus olhos se arregalaram. Ele abria a boca como se fosse dizer algo, mas nenhum som saia.&lt;br /&gt;Joyce olhou ao seu redor. Todos pareciam chocados e surpresos com o que a garota falara e ela gostou dos cochichos que começaram a suar por toda a sala.&lt;br /&gt;- Como você chegou á essa conclusão? – Hélio, o professor, perguntara.&lt;br /&gt;- Se aprova desse bimestre vale trinta por cento, por que o trabalho seria entregue no início do bimestre que vêm? Se formos calcular mesmo, teremos duas semanas para fazê-lo! – ela jogou seus cabelos para trás dos ombros. – E isso iria acabar prejudicando as pessoas que não começaram no dia em que você falou sobre o trabalho.&lt;br /&gt;- É mesmo... Isso é injusto! – Jéssica falou, logo depois, dando uma piscadela para Joyce.&lt;br /&gt;O professor parecia não saber o que fazer.&lt;br /&gt;- Nós iríamos esperar uma semana para contar á vocês.&lt;br /&gt;Todos os alunos ficaram bravos com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onze horas e trinta minutos, as aulas encerraram-se com o sinal que fez com que todos os alunos saíssem das salas de aula depressa.&lt;br /&gt;As quatro garotas também saíram rapidamente do local, para chegarem á tempo no local combinado pelo estranho, que nem era tão longe da escola.&lt;br /&gt;Durante o caminho não houve troca de palavras entre as amigas, que caminhavam rapidamente sob ameaça de chuva.&lt;br /&gt;A lanchonete era muito bonita e confortável. Continha mesas redondas de pedra e o piso azul, assim como as paredes. Havia um aparelho de ar condicionado atrás do balcão, que também era de pedra e um relógio em cima da máquina de fazer café expresso.&lt;br /&gt;As garotas escolheram a mesa mais próxima da porta de entrada para que ficasse mais fácil para o estranho vê-las. Sentaram-se e esperaram até a garçonete chegar.&lt;br /&gt;- O que desejam?&lt;br /&gt;- Eu quero um suco bem gelado de laranja com acerola... – Giovanna pediu, com um sorriso simpático em seu rosto.&lt;br /&gt;A mulher anotou em um pequeno papel que cabia na palma de sua mão.&lt;br /&gt;- E vocês? – perguntou.&lt;br /&gt;- Quero um pão de queijo e uma xícara de leite achocolatado. – Joyce pediu.&lt;br /&gt;- Eu quero um pedaço de torta de chocolate. – Jéssica falou, coçando seus cabelos escuros com a ponta dos dedos.&lt;br /&gt;- E você garota? – a garçonete perguntou.&lt;br /&gt;Ariel não ouvira. Olhava fixamente para um homem, que comia um sanduíche enquanto lia jornal do outro lado da lanchonete. Ela tentava ler o que dizia o título da manchete principal.&lt;br /&gt;Investigador...&lt;br /&gt;- O que você quer garota?&lt;br /&gt;Desaparecido...&lt;br /&gt;- Ei! – Todas as outras garotas falaram em conjunto.&lt;br /&gt;Ariel levantou-se e foi até o homem.&lt;br /&gt;-Ei... Senhor...&lt;br /&gt;Ele colocou o sanduíche em seu prato e olhou para ela.&lt;br /&gt;- Pois não?&lt;br /&gt;- Posso dar uma olhada em seu jornal? – a garota pediu.&lt;br /&gt;- Pode... – o homem disse, entregando as folhas acinzentadas nas mãos de Ariel.&lt;br /&gt;A garota leu por alguns minutos e logo depois levou a mão à boca, abafando uma exclamação.&lt;br /&gt;Devolveu o jornal para o homem agradecendo, séria e voltou para junto das amigas.&lt;br /&gt;- Não temos mais o que fazer aqui... – falou.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – Giovanna perguntou.&lt;br /&gt;Ariel começou a estremecer dos pés á cabeça. Ela mal conseguia pronunciar as palavras.&lt;br /&gt;- O homem que viemos encontrar aqui desapareceu pela madrugada de hoje.&lt;br /&gt;- Mas... Você não disse que não sabia quem ligou? – indagou Joyce, desconfiada.&lt;br /&gt;- Será que é tão difícil de ver assim? Quem ligou foi o investigador Henrique... Aposto como era ele que viemos encontrar.&lt;br /&gt;Joyce agarrou o celular e discou o número do telefone que pegara. Chamou. Alguém atendeu. A mesma mulher com quem falara da ultima vez.&lt;br /&gt;- Alô? – a mulher cumprimentou.&lt;br /&gt;- Oi... Preciso só saber uma coisa... Você me responde com sinceridade?&lt;br /&gt;- Quem está falando?&lt;br /&gt;- A mesma garota que ligou para você esses dias... Henrique costumava vir á um lugar chamado Carlos’s Café Central?&lt;br /&gt;A estranha chocou-se com a pergunta.&lt;br /&gt;- Ele tomava café da manhã todos os dias aí... – a mulher respondeu com voz de choro e logo depois desligou.&lt;br /&gt;Joyce levou o celular ao colo e o segurou com as duas mãos enquanto falou:&lt;br /&gt;- Era ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone celular tocou, o que fez com que Henrique levantasse da cama em um pulo. Ângela não acordara e continuou com os olhos fechados, em seu lado da cama. Ele pegou o aparelho e atendeu.&lt;br /&gt;- Oi? Quem está ligando há essas horas?&lt;br /&gt;- Foi você que me ligou agora pouco e não falou nada. – respondeu uma fina e assustada voz de garota do outro lado da linha.&lt;br /&gt;Henrique ficou muito preocupado. Como ela soubera sobre Alice?&lt;br /&gt;- Vocês não entraram na casa né? – perguntou.&lt;br /&gt;A estranha pareceu confusa por um instante.&lt;br /&gt;- Não... Mas quase... – respondeu incerta.&lt;br /&gt;Ele tinha de fazer algo... A casa já fizera suas vítimas antes, ele deveria salvar aquela garota, antes que acontecesse o mesmo que houve com seus amigos.&lt;br /&gt;- A gente precisa se encontrar!&lt;br /&gt;- Como assim? - a garota começou a gaguejar, parecia não saber o que dizer.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém que sabe sobre a casa?&lt;br /&gt;- Minhas amigas...&lt;br /&gt;- Preciso que todas venham me ver... Meio dia... No Carlos’s Café Central. Pode ser?&lt;br /&gt;Agitado, Henrique desligou sem nem ao menos esperar uma resposta. Ele vestiu as primeiras peças de roupa que encontrou e, em silêncio, deixou o apartamento.&lt;br /&gt;Corria pelas ruas gélidas, sem nem saber o que fazer. Ia para a casa tentar encontrar um modo de pará-la, apesar de imaginar que isso fosse impossível.&lt;br /&gt;Parou em frente ao portão. Fitou-a por longos segundos.&lt;br /&gt;Cedo ou tarde aquilo iria acontecer e ele preferia que acontecesse logo. Não agüentava mais a esconder de Ângela e de sua filha, Carol. Aquela casa...&lt;br /&gt;A mesma casa que matara três de seus colegas de trabalho e desaparecera com mais várias pessoas. Ele tinha certeza. Alice estava lá.&lt;br /&gt;O jardim estava podre. Não havia uma grama que não estivesse estragada. Não havia uma folha sequer nas árvores ao seu redor. Não havia uma vez que Henrique pesasse na casa sem arrepiar-se dos pés á cabeça.&lt;br /&gt;A pintura das paredes já estava começando a descascar-se e o local já estava começando a ficar todo empoeirado.&lt;br /&gt;O portão rangeu alto e agudo quando ele o abriu. A porta estava trancada.&lt;br /&gt;“Aquelas garotas...”&lt;br /&gt;O investigador fizera uma cópia das chaves para ele, as mesmas chaves que estavam em seu bolso e que ele não estava com coragem de pega-las.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Caiu sentado, recostado á parede.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Choramingava. Era triste o que ia acontecer.&lt;br /&gt;“Por que eu entrei nesse caso?”&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Henrique levantou-se assustado. O barulho estava vindo de dentro da casa.&lt;br /&gt;Pegou as chaves e abriu a porta. Entrou.&lt;br /&gt;“Alice...”&lt;br /&gt;Ele foi andando vagarosamente pelo corredor. Até chegar á cozinha, cuja parede que a dividia da sala, estava toda destruída.&lt;br /&gt;“Tomara que não façam um museu ou qualquer outra coisa pública aqui dentro!”&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O barulho vinha do segundo andar da casa.&lt;br /&gt;Ele voltou á sala, com uma velha cadeira de balanço, dois sofás de cor mostarda, uma mesinha com um vaso em seu centro e uma escadaria para o segundo andar, com os quartos. Henrique subira. O andar de cima era um simples corredor pequeno com duas portas. Ambas levavam á quartos.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O investigador entrou no quarto de onde vinha o som. Os móveis já nem estavam lá. Apenas restava o piso empoeirado e o guarda-roupas desmontado, no chão.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Algo cai do teto. Henrique grita. Era ela.&lt;br /&gt;Ela começa a se levantar. Seus cabelos negros escondiam sua face. Sua carne estava apodrecida, azulada.&lt;br /&gt;O homem sai correndo. Não havia como pará-la, ele tinha certeza.&lt;br /&gt;“Pobres garotas...”&lt;br /&gt;Seus olhos estavam ardendo. Ele os esfregava. Coçava. Com as unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giovanna estava em frente á delegacia, segurando seu bloco de anotações, preparada para fazer várias perguntas.&lt;br /&gt;Ela deu um leve suspiro e entrou.&lt;br /&gt;Havia um balcão de madeira, logo na entrada, e nele havia um computador. Atrás desse balcão estava um policial gordinho, com seu uniforme azul-marinho e um distintivo dourado com o simulo da polícia em seu ombro direito. Tinha ventilador de teto girava, fazendo um estranho barulho parecido com um gemido.&lt;br /&gt;A garota entrou e foi logo falando com o policial:&lt;br /&gt;- Oi? Tudo bem?&lt;br /&gt;Ele estranhou, mas mesmo assim respondeu:&lt;br /&gt;- Tudo bem sim... O que você deseja?&lt;br /&gt;Giovanna jogou os cabelos para trás e retesou o papel de anotações, colocando-o mais próximo de seu peito.&lt;br /&gt;- Eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre um caso de alguns anos atrás. – falou.&lt;br /&gt;- Me desculpe senhorita, mas não podemos revelar quaisquer detalhes sobre o que aconteceu.&lt;br /&gt;- Mas é para um trabalho de escola muito, muito, muito importante... Por favor?&lt;br /&gt;- Por acaso não seria aquele trabalho que vale setenta por cento da nota de meia dúzia de matérias é? – o policial perguntou risonho.&lt;br /&gt;- É sim, mas como você sabe sobre este trabalho?&lt;br /&gt;- Minha filha estuda na mesma escola que você. Provavelmente.&lt;br /&gt;- Então... Não tem mesmo como você me passar tais informações?&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça negativamente. Giovanna bufou, mas teve uma idéia de como conseguir os arquivos.&lt;br /&gt;- Então... Vou indo... – disse, com voz triste e saindo do local.&lt;br /&gt;Passou na locadora, onde pegou três filmes para passar a tarde. Dois deles eram de horror, e o outro era uma comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssica estava há meia hora pesquisando, mas não conseguira encontrar nada além do que Joyce conseguira. Resolveu deixar de lado para deitar-se um pouco.&lt;br /&gt;Levantou da cadeira, em seu quarto escuro, e quase tropeçou em uma sandália, no chão, a caminho do banheiro, onde pretendia tomar um banho.&lt;br /&gt;Despiu-se e entrou debaixo do chuveiro, de onde escorria uma morna água que embaçava todo o box e o espelho.&lt;br /&gt;Era relaxante.&lt;br /&gt;Após terminar, buscou pela toalha pendurada na parede do lado oposto do chuveiro. Enxugou seu rosto para que pudesse abrir os olhos. Desligou a água com certa dificuldade devido ás mãos molhadas e escorregadias.&lt;br /&gt;Terminou de se secar e foi até o quarto vestir seus pijamas.&lt;br /&gt;Alguém toca a campainha e, terminando de colocar a blusa, ela vai buscar as chaves da casa na gaveta de sua escrivaninha.&lt;br /&gt;A campainha é tocada novamente.&lt;br /&gt;Jéssica corre até a porta e espia pelo olho mágico. Não havia ninguém.&lt;br /&gt;A garota dá as costas para ir para sua cama. A campainha é tocada. Ela assustou-se.&lt;br /&gt;- Quem será que está me enchendo? – reclamou.&lt;br /&gt;Ela olhou pelo olho mágico novamente. Gritou. Caiu no chão.&lt;br /&gt;Uma mulher, com os cabelos escondendo seus olhos, a pele azulada e uma camisola branca.&lt;br /&gt;- QUEM É? – gritou.&lt;br /&gt;Levantou-se do chão e abriu a porta. Olhou para os dois lados do corredor. Não havia nada, nem ninguém por lá.&lt;br /&gt;Jéssica entrou, trancou a porta com a chave e foi correndo pegar seu telefone. Discou o número do celular de sua mãe. Chamou por um tempo até que alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Olá?&lt;br /&gt;-Mãe?&lt;br /&gt;- Fale querida... – a mãe respondeu, com um tom de preocupação em sua voz.&lt;br /&gt;- Não tem como você chegar em casa mais rápido?&lt;br /&gt;- Eu já estou á caminho... Por quê?&lt;br /&gt;- Estou com medo. – chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal para o intervalo ecoou por todas as salas, o que fez os alunos saírem imediatamente para o pátio. Apenas sobraram as quatro garotas dentro da sala de aula.&lt;br /&gt;- Eu estou com medo desse trabalho... – Jéssica admitiu.&lt;br /&gt;As outras se espantaram com o que ela falara. Ariel entendeu que fora esse o motivo de seu silêncio na entrada e durante as aulas.&lt;br /&gt;- Eu também. – Ariel disse, colocando uma goma de mascar em sua boca.&lt;br /&gt;Giovanna balançou a cabeça negativamente e logo depois falou:&lt;br /&gt;- Ah! Parem com isso! É só um trabalho idiota...&lt;br /&gt;- Um trabalho idiota que está nos deixando com muito medo! – Joyce completou.&lt;br /&gt;Ariel saiu da classe e foi seguida pelas outras, todas se sentaram no primeiro banco que viram.&lt;br /&gt;- Eu sei que fiquei encarregada de tirar as fotos. Mas não vou lá sozinha de jeito nenhum! – falou.&lt;br /&gt;- Eu disse que ia com você. – Joyce retrucou.&lt;br /&gt;- É... Mas quero que todas nós entremos juntas lá!&lt;br /&gt;Giovanna abriu a boca como se fosse reclamar do pedido de Ariel, mas foi parada por um olhar de Joyce.&lt;br /&gt;- É... Vamos... – Jéssica concordou.&lt;br /&gt;- Pode ser. – Giovanna respondeu, dando de ombros.&lt;br /&gt;- Então está combinado! Amanhã. – confirmou Joyce, coçando os cabelos com as pontas dos dedos.&lt;br /&gt;“O que há de errado com essa casa?” Ariel pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline já estava pesquisando sobre Jack, o assassino serial famoso, há horas em seu computador. Coletava as informações cuidadosamente pelo valor do trabalho.&lt;br /&gt;Seu grupo decidira fazer um filme sobre Jack, um filme cinematográfico contando um pouco sobre ele e para o final, estava decidido que haveria uma morte, como clímax.&lt;br /&gt;Tinham pouco tempo, portanto, conforme ela lia, já ia separando algo concreto para o trabalho e esperava que os outros integrantes do grupo estivessem fazendo o mesmo naquele momento.&lt;br /&gt;Suas pálpebras começaram a ficar pesadas e uma imensa vontade de dormir lhe chegou á cabeça.&lt;br /&gt;Não. Não poderia dormir. Levantou-se da cadeira e foi até a cozinha. Bebeu um copo de água gelada de uma jarra tirada de dentro da geladeira. Foi para o banheiro, onde colocou as duas mãos em forma de conchas em frente á pia aberta, enchendo-as com água e logo depois, lavando sua face.&lt;br /&gt;Voltou para o computador. Continuou pesquisando sobre Jack. A campainha toca.&lt;br /&gt;Aline vai atendê-la. Caminha rapidamente para o quarto de sua mãe adormecida, vasculhando o guarda-roupas em busca da bolsa com a chave do apartamento, caso tivesse que abrir a porta.&lt;br /&gt;Assim que a encontrou, abriu o zíper e de dentro retirou o molho de chaves.&lt;br /&gt;Foi até a porta rapidamente e inclinou-se para espiar o olho mágico.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;Havia cinco pessoas lá fora. Três mulheres e dois homens, uma delas, sentada em uma cadeira de rodas. As outras duas estavam de pé, com os rostos cobertos pelos cabelos. Os dois homens escondiam suas faces com as mãos enquanto coçavam as pálpebras com o dedo indicador e o dedo do meio e esfregavam seus mindinhos na boca, com as mãos todas sujas de sangue. Os cinco tinham a pele pálida, azulada, com as veias bem á mostra.&lt;br /&gt;Aline continuou gritando, tomando fôlego para gritar novamente. Caiu com as costas no chão. Balançava sua cabeça sem parar.&lt;br /&gt;Regiane, sua mãe, veio ao seu encontro, correndo, ajoelhou-se no chão ao seu lado e a abraçou.&lt;br /&gt;- Já passou querida... Já passou... Me conta o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem eram aquelas pessoas?&lt;br /&gt;Aline esforçou-se para tomar o café da manhã, mas acabou apenas tomando o leite achocolatado. Não parava de pensar no que acontecera.&lt;br /&gt;Foi até a escola de carona com sua mãe, que trabalhava lá perto e assim que chegou, andou direto para o pátio, onde Carol e Thomas, seus melhores amigos, lhe aguardavam.&lt;br /&gt;- Oi Aline... Nossa! Parece que alguém não dormiu muito bem! – Carol cumprimentou a amiga, que se sentava ao seu lado.&lt;br /&gt;- Eu não dormi muito bem não... Eu simplesmente passei a noite toda acordada sem pregar os olhos! – a garota respondeu séria. – Aliás, dormi sim. Por dez minutos. Acordei logo em seguida com um pesadelo.&lt;br /&gt;- Credo! Mas o que aconteceu? – Thomas perguntou.&lt;br /&gt;Aline não queria falar sobre aquilo, mas resolveu contar.&lt;br /&gt;- Eu estava pesquisando pro trabalho quando, de repente, a campainha tocou. Eu peguei as chaves na bolsa da minha mãe e fui ver quem era.&lt;br /&gt;- E? – o amigo caçoou.&lt;br /&gt;- Quando olhei no olho mágico, vi cinco pessoas, dois homens e três mulheres. Não sei explicar, mas eles eram fantasmas.&lt;br /&gt;Os outros dois ficaram confusos.&lt;br /&gt;- Fantasmas? Como assim? – perguntou Carol, já se preparando para entrar na sala de aula.&lt;br /&gt;- Corpos azulados, sangrando, com cabelos em cima dos olhos. Horrível! – Aline começou a choramingar e seus olhos se encheram de lágrimas de desespero. – E tinha uma delas que estava em uma cadeira de rodas. – continuou.&lt;br /&gt;- Ué, vai ver era a família do Peter querendo te conhecer! – Thomas riu.&lt;br /&gt;- Eu não estou brincando! – Aline gritou. – Você pensa que eles não existem? Espere só se fizerem uma visitinha em SUA casa! Quero só ver você caçoar!&lt;br /&gt;- Calma Aline! – Carol acalmou. – Estão todos olhando!&lt;br /&gt;A garota olhou ao seu redor, todos mantinham seus olhos nos três. Thomas saiu de perto das duas, risonho e ficou em frente á porta da sala de aula esperando.&lt;br /&gt;Já estava na terceira aula, todos apenas pensavam no trabalho desde que Joyce revelara que sua data seria adiantada.&lt;br /&gt;Thomas não parava de pensar no modo que sua amiga agiu quando ele brincara com ela sobre aquela história de fantasmas.&lt;br /&gt;De repente alguém bate na porta.&lt;br /&gt;A professora levantou os óculos, parou com o ditado e falou para o garoto:&lt;br /&gt;- Thomas, abra a porta, por favor?&lt;br /&gt;Ele sentava quase em frente á porta. Levantou-se de sua carteira e foi seguido pelos olhos de metade classe, pois o resto ainda fazia anotações.&lt;br /&gt;Abriu a porta. Tentou gritar, mas o som não saia. Seu corpo não dava nenhuma resposta. Ele ficara parado, ali, olhando para aquelas cinco pessoas que estavam em sua frente.&lt;br /&gt;Aline desviou a atenção de seu caderno para olhar o que estava acontecendo. Gritou. Levantou-se rapidamente, empurrando sua carteira de modo que a maioria de suas coisas foram derrubadas.&lt;br /&gt;Correu até Thomas e fechou a porta antes de cair com as costas para o chão. Olhou para o amigo, que continuava em estado de choque e disse:&lt;br /&gt;- Eu disse. – sua voz tremia.&lt;br /&gt;Os outros alunos riam, a não ser por Joyce, Ariel, Giovanna, Jéssica e Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três garotas haviam combinado para que se encontrassem na esquina da casa, Jéssica foi a primeira a chegar. Esperou por mais cinco minutos até que Giovanna chegou.&lt;br /&gt;- Olá! – as duas se cumprimentaram ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;- Eu falei com a Clarisse hoje, para ver se ela trabalhava com gente e ajudava a encontrar os arquivos da casa no trabalho do pai dela... – contou Giovanna&lt;br /&gt;- No que deu? – Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;- Nada feito, ela não topou ajudar. Mas eu vou falar com o Thomas pra ver se ele faz esse favor.&lt;br /&gt;- Mas e se o irmão dela não aceitar também?&lt;br /&gt;- Eu posso seduzir ele... – Giovanna riu.&lt;br /&gt;Ariel chegou.&lt;br /&gt;- Oi pessoal. – cumprimentou, desanimada.&lt;br /&gt;As outras duas fizeram um sinal com a cabeça.&lt;br /&gt;- Eu tenho certeza que a Aline e o Thomas viram alguma coisa! Tenho certeza que tem a ver com a casa!&lt;br /&gt;- Nossa! Que mania de perseguição com essa casa! – Giovanna falou, rindo da amiga.&lt;br /&gt;Ariel não falou nada, apenas ficou séria.&lt;br /&gt;De repente Joyce chega.&lt;br /&gt;- Tem algo de estranho acontecendo! – falou.&lt;br /&gt;- Oi primeiro né? – cumprimentou Giovanna.&lt;br /&gt;- Decidi não falar nada na escola, mas o que aconteceu com o Thomas e a Aline foi muito estranho!&lt;br /&gt;- Você também? – reclamou a amiga.&lt;br /&gt;Jéssica parecia afobada. Virou-se para as outras e falou séria:&lt;br /&gt;- Vamos entrar ou não? Quero só terminar esse trabalho logo e esquecer tudo o que aconteceu!&lt;br /&gt;- Certo... – Ariel concordou, pegando sua câmera firme, com as duas mãos.&lt;br /&gt;As quatro caminharam até o local, cujo portão estava entreaberto.&lt;br /&gt;- Alguém esteve aqui! – Joyce falou incerta.&lt;br /&gt;Elas ficaram se encarando por um longo minuto. De repente Joyce sai do circulo repentinamente e atravessa o portão, quase correndo.&lt;br /&gt;- Joyce? O que você vai fazer? – Ariel grita enquanto vai atrás da amiga.&lt;br /&gt;As outras duas as seguem.&lt;br /&gt;Ariel entra na casa. Diminui o passo. Grita.&lt;br /&gt;Era a mesma sala da fotografia.&lt;br /&gt;Giovanna e Jéssica entram, quase trombando com a garota. Joyce estava ajoelhada ao chão, com as mãos tampando o rosto.&lt;br /&gt;Havia sangue por todo o chão. Menos nas paredes onde o sangue se interrompia.&lt;br /&gt;- Joyce? Você está bem? – Giovanna perguntou, andando até a amiga.&lt;br /&gt;- Tem... Tem algo dentro da parede...&lt;br /&gt;Giovanna olha para Jéssica.&lt;br /&gt;- Nós temos que chamar a polícia... – Ariel choramingou.&lt;br /&gt;- Não! – começou Joyce. – Não podemos envolver mais ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao menos uma boa notícia!” Pensou Jéssica, ao abrir sua caixa de correio em frente ao portão. Sua encomenda chegara. Uma webcam.&lt;br /&gt;Assim que pegou o pacote todo amarelo, foi o mais rápido o possível para seu quarto, testa-la. Ligou o computador e conectou-se á internet. Para sua sorte, poderia testar a webcam com Giovanna, que também estava conectada.&lt;br /&gt;“Chegou a cam!” disse Jéssica, pulando as apresentações.&lt;br /&gt;“Não acredito... Já instalou?” a amiga perguntou, com grossas letras cor-de-rosa.&lt;br /&gt;“Já sim. Queria testar com você! Pode?”&lt;br /&gt;Giovanna concordou.&lt;br /&gt;Jéssica ligou o aparelho apertando um “botão” na tela do computador, assim, mostrando um grande quadro com a imagem de Giovanna e outro menor, onde a mostrava.&lt;br /&gt;A amiga ligou o microfone.&lt;br /&gt;- Nossa! Que demais!&lt;br /&gt;- Nem fale! – Jéssica riu.&lt;br /&gt;- Ao menos algo legal hein! Mas mesmo assim é impossível esquecer o que aconteceu. – Giovanna falou séria.&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Vou beber água e já volto. – A amiga falou.&lt;br /&gt;Pela tela, Jéssica viu Giovanna levantando-se da cadeira e saindo por uma porta á sua direita. Era possível ver um guarda roupas ao fundo.&lt;br /&gt;Ficou esperando.&lt;br /&gt;De repente a porta no quarto de Giovanna se abriu vagarosamente. A amiga entrou no quarto e caiu em frente ao guarda-roupas.&lt;br /&gt;Jéssica gritou olhando para a imagem na tela de seu computador.&lt;br /&gt;- Gio? Gio!&lt;br /&gt;Viu uma mulher entra pela porta do quarto de Giovanna. Com os cabelos em frente ao rosto, a pele toda azulada e um vestido branco, todo manchado de sangue.&lt;br /&gt;Jéssica tenta desligar o computador.&lt;br /&gt;Mancando, a mulher começa a andar em direção á câmera. A tela onde mostrava as imagens enviadas pela câmera de Giovanna começa a entrar em estática. Jéssica se afasta do monitor, do qual a estranha parecia ficar mais próxima a cada passo.&lt;br /&gt;A garota puxa o fio da tomada, mas o aparelho continua ligado por alguns instantes, enquanto a mulher no quarto de Giovanna continuava a se aproximar.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;O computador desliga.&lt;br /&gt;Com a respiração ofegante, Jéssica abre a porta para sair do quarto.&lt;br /&gt;As oito pessoas, todas olhando para a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariel começou a chorar quando viu Giovanna, toda vestida de azul claro, com os cabelos despenteados e enormes olheiras, deitada em uma cama com lençóis da mesma cor de sua roupa, ao lado de um aparelho que a mantinha respirando, em sua coma.&lt;br /&gt;“Por que não mataram Giovanna?” se perguntava enquanto abraçava sua mãe, no corredor do hospital, em frente á uma vidraça por onde observavam a amiga.&lt;br /&gt;Joyce entrou pela porta. Foi correndo ver a amiga pela mesma vidraça que Ariel a observava. Assim que viu, levou a mão á boca.&lt;br /&gt;- Ariel... São eles... – comentou sussurrando.&lt;br /&gt;A mãe da garota não entendeu, mas nem questionou.&lt;br /&gt;Joyce olhou para Ariel. Elas tinham que ir até a casa de Giovanna e Jéssica para saber o que aconteceu.&lt;br /&gt;Começara a chover novamente. Jéssica era considerada desaparecida. Não haveria enterro ela, mesmo que Ariel e Joyce soubessem de sua morte, a mãe de Jéssica e os investigadores não encontraram corpo algum, mas as duas garotas eram certas do falecimento de sua amiga.&lt;br /&gt;Rosa retirou um guarda-chuva preto de sua bolsa e o abriu antes de sair do hospital.&lt;br /&gt;As duas despediram-se, ambas chorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline não sabia por que aquelas pessoas estavam aparecendo diante de seus olhos. Não sabia o que fazer a respeito disso. Ficara na diretoria naquele dia durante meia hora, enquanto o diretor tentava descobrir o que acontecera.&lt;br /&gt;Passaram-se dois dias desde então e ela não trocara uma palavra com Thomas.&lt;br /&gt;Faltavam dois minutos para bater o sinal. Ela correu beber água, sua garganta estava seca.&lt;br /&gt;Lá estava ele no bebedouro... Aline o ignorou, entrou na fila para beber a água mesmo assim. Quando Thomas virou-se para sair, a viu. Andou até ela.&lt;br /&gt;- Eu sei por que isso tá acontecendo com a gente. – o garoto falou.&lt;br /&gt;Aline saiu da fila, o agarrou pelo braço e levou até a quadra que já estava quase vazia.&lt;br /&gt;- Explica! Rápido! – exigiu.&lt;br /&gt;- Sabe... O grupo da Joyce e da Ariel?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Elas me pediram pra que eu entrasse no trabalho de meu pai e xerocasse uns arquivos confidenciais sobre uma casa... – ele contou.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E... E que nessa casa morreram aquelas pessoas que a gente tá vendo!&lt;br /&gt;Aline ficou muda por um tempo. O sinal soou.&lt;br /&gt;- Vamos... O sinal bateu... – de repente ela começa a chorar. – O que nós vamos fazer?&lt;br /&gt;A garota caiu no chão, sentada. Thomas ajoelhou para ajudá-la a se levantar.&lt;br /&gt;- Nós vamos dar um jeito... Só espero que o grupo delas esteja bem...&lt;br /&gt;Aline enxugou as lágrimas e entrou junto á seu amigo, dentro da sala de aula, onde estavam faltando cinco pessoas: Jéssica, Giovanna, Joyce, Ariel e Carol.&lt;br /&gt;Quando os dois viram a falta das colegas, se entreolharam.&lt;br /&gt;Algo acontecera.&lt;br /&gt;O professor entrou na sala de aula com a face muito triste e cansada, pela primeira vez, sem óculos.&lt;br /&gt;Ele coçou os olhos com o indicador e o dedão e com a voz trêmula anunciou para a classe:&lt;br /&gt;- Tivemos hoje, uma notícia muito ruim... Péssima... Carol e Jéssica estão desaparecidas... Giovanna está no hospital, internada em estado grave de problemas mentais.&lt;br /&gt;Aline levou as mãos á boca de espanto. Mal conseguia respirar.&lt;br /&gt;- Carol... Onde você está? – chorou a garota, que deixou o sala de aula, seguida por Thomas, ambos em estado de choque.&lt;br /&gt;Ela sentou em um dos bancos rapidamente e retirou o celular do bolso, discando o número da amiga.&lt;br /&gt;- Aline! – ele gritou. – Aline!&lt;br /&gt;O garoto sentou-se ao lado da amiga, que desesperada, chorava, com a orelha, grudada ao telefone móvel.&lt;br /&gt;- Aline... – ele conseguiu dizer.&lt;br /&gt;- A Carol não está bem, Thomas... Eu tenho certeza que algo aconteceu com ela!&lt;br /&gt;O celular chamou.&lt;br /&gt;Chamou.&lt;br /&gt;Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Alô... Carol? – Aline falou, quase gritando.&lt;br /&gt;Um estranho barulho começou a sair do aparelho. Um barulho de alguém mastigando com a boca aberta ou então, alguém que apalpa carne crua.&lt;br /&gt;A garota começou a chorar. Jogou o celular para longe, onde se espatifou na parede e caiu, á alguns centímetros de sua bateria, quebrado no chão.&lt;br /&gt;O barulho continuava cada vez mais alto.&lt;br /&gt;Thomas abraçou Aline, ela olhou para seus olhos. Gritou.&lt;br /&gt;Ele estava como uma das pessoas que ela vira. Sem os olhos.&lt;br /&gt;Gritou novamente, saiu correndo.&lt;br /&gt;Foi para a biblioteca, onde supôs que houvesse uma classe, escolhendo livros. Entrou.&lt;br /&gt;Não havia ninguém. Apenas silêncio. Aline começou a correr por entre as prateleiras esperando encontrar a bibliotecária.&lt;br /&gt;Parou. Sua respiração estava pesada.&lt;br /&gt;O barulho de carne recomeçou atrás da prateleira onde estava recostada. Ela se afastou.&lt;br /&gt;Olhou no vão que a fileira de livros deixava.&lt;br /&gt;Doze pares de olhos a observavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel tentava se concentrar na aula, mas desde a notícia que suas colegas estavam desaparecidas, ninguém conseguia mais prestar atenção, todos inquietos, até mesmo os professores.&lt;br /&gt;Ele segurava a caneta e ás vezes mordiscava a ponta enquanto acompanhava a leitura que a professora fazia, no livro, com os olhos.&lt;br /&gt;“Pobres garotas...” suspirava.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ele se assustou. Olhou ao seu redor e percebeu ter sido o único.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Vinha da parede.&lt;br /&gt;Ele se levantou da carteira e andou até o fundo da sala. Vagarosamente, encostou sua orelha á parede gelada.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Deu um leve grito grosseiro. Olhou ao seu lado, Bernardo também estava com a orelha colada á parede.&lt;br /&gt;O barulho cessou.&lt;br /&gt;- O que vocês pensam que estão fazendo? – a professora Agatha chamou.&lt;br /&gt;- Eu não estou me sentindo bem... – Gabriel usou como desculpa.&lt;br /&gt;Em passos firmes, o garoto saiu da sala de aula.&lt;br /&gt;Atravessou parte do pátio até chegar ao bebedouro. Tomou dois goles de água e entrou no banheiro, logo ao lado. Havia uma pessoa lá dentro, apenas um garoto que acabara de lavar as mãos para sair.&lt;br /&gt;Gabriel curvou-se á pia em frente ao espelho para lavar o rosto. Formou as duas mãos em concha e as encheu de água. Fechou os olhos. Limpou o rosto. Abriu os olhos. Olhou para o espelho.&lt;br /&gt;Havia treze pessoas que o encaravam através do reflexo, atrás dele.&lt;br /&gt;Gritou. Virou-se rapidamente. O lugar estava vazio.&lt;br /&gt;“Mas que...?”&lt;br /&gt;Ele saiu do banheiro rapidamente. Atravessou o pátio e sentou-se, afobado, em um dos bancos.&lt;br /&gt;Esfregava os olhos, eles coçavam.&lt;br /&gt;Bianca, sua irmã, saiu da sala de aula e foi em sua direção, sentou-se ao seu lado.&lt;br /&gt;- Está tudo bem? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Está sim... – Gabriel respondeu incerto.&lt;br /&gt;- O que aconteceu agora pouco na sala de aula? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Eu... Eu não sei. – o garoto gaguejou, ainda coçando seus olhos.&lt;br /&gt;Bianca, carinhosamente, tombou a cabeça dele em seu colo e começou a lhe acariciar os cabelos.&lt;br /&gt;- Os professores estão bem liberais hoje com a gente. – a garota explicou. – Eles sabiam que a notícia ia nos chocar.&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;Ele levantou a cabeça. Os dois se abraçaram.&lt;br /&gt;Depois de certo tempo, Bianca se afastou e levantou do banco.&lt;br /&gt;- Me espere aqui... Já volto. – falou.&lt;br /&gt;Foi até o bebedouro e logo depois entrou no banheiro. Gabriel estava com o olhar fixamente parado, olhando para frente.&lt;br /&gt;Três minutos. Cinco. Dez. Ela não voltava.&lt;br /&gt;O garoto continuava estático. Seus olhos coçavam. Ardiam. Ele começou a coçá-los.&lt;br /&gt;Vinte minutos. Bianca saiu do banheiro e voltou ao banco, com o olhar baixo.&lt;br /&gt;- Seus olhos estão coçando? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Demais.&lt;br /&gt;- Os meus também... Mas eles são muito mais fáceis de coçar...&lt;br /&gt;A garota levantou a mão, ensangüentada. Gabriel olhou entre os dedos da garota. Gritou.&lt;br /&gt;- Por que você não faz o mesmo? – Bianca o seduziu.&lt;br /&gt;Ela levantou o rosto.&lt;br /&gt;Sem olhos.&lt;br /&gt;Gabriel empurrou a garota para longe. Correu á sala de aula e entrou bruscamente.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – Bianca perguntou sentada á primeira carteira junto á porta, onde se sentava geralmente.&lt;br /&gt;O garoto caiu de costas no chão.&lt;br /&gt;Bianca levantou-se rapidamente para ajudá-lo, mas conforme chegava perto, Gabriel parecia se agitar mais. A garota ajoelhou-se e passou a mão pelo rosto do amigo, que desmaiou.&lt;br /&gt;- Gabriel?&lt;br /&gt;- Chame o hospital! – a professora falou.&lt;br /&gt;Ela agarrou o celular do bolso e discou o numero do hospital.&lt;br /&gt;Sem muita demora, a ajuda chegou. Fora tudo muito rápido e corrido. Bianca entrara na ambulância junto ao Gabriel e ficou ao seu lado.&lt;br /&gt;Em poucos minutos já estavam no hospital. Ela nem conseguia enxergar nada, tudo se tornara manchas á sua volta enquanto ela corria pelos imensos corredores acompanhando a equipe que estava carregando seu amigo.&lt;br /&gt;Logo depois o colocaram em uma das salas, Bianca tentou entrar, mas um dos médicos a barrou.&lt;br /&gt;- Você não pode entrar querida... Fique na sala de espera.&lt;br /&gt;Ela concordou com a cabeça e voltou para trás, até a sala de espera, onde estavam três mulheres e dois homens, sentados, um tanto distantes uns dos outros. A garota se sentou em uma das cadeiras.&lt;br /&gt;Pegou novamente o celular e discou o número de sua mãe.&lt;br /&gt;Chamou por um tempo. Alguém atendeu.&lt;br /&gt;- Alô? – disse a mulher do outro lado da linha.&lt;br /&gt;- Mãe?&lt;br /&gt;- O que aconteceu Bianca? Você está bem? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Eu estou... – os olhos da garota se encheram de lágrimas... – Mas o Gabriel não... Ele desmaiou na sala de aula e até agora não acordou.&lt;br /&gt;- Ai meu Deus... Me espere aí que já vou indo...&lt;br /&gt;Bianca tomou ar para que falasse mais alguma coisa, mas sua mãe desligara antes.&lt;br /&gt;Ela ficou sentada, agitada, esperando.&lt;br /&gt;Meia hora passara e nenhuma notícia. Duas das mulheres na sala de espera já haviam ido embora após uma breve conversa com um médico careca, que lhes cochichou algo ao ouvido antes de desaparecer pelos corredores daquele lugar.&lt;br /&gt;Dez minutos depois, o médico apareceu novamente e conversou com um dos homens, que o seguiu, deixando a sala de espera.&lt;br /&gt;Não demorou muito, outro medico apareceu, o mesmo que lhe barrara quando ela tentou entrar na sala de Gabriel.&lt;br /&gt;- Você está com o garoto que desmaiou? – ele perguntou sério.&lt;br /&gt;Bianca ficou de pé e andou até o homem.&lt;br /&gt;- Sou sim... – a garota respondeu.&lt;br /&gt;- Ele é o que seu?&lt;br /&gt;- Irmão.&lt;br /&gt;- Então, melhor você se sentar novamente. – o médico disse, com seu tom de voz bem grosso.&lt;br /&gt;Ela se sentou na cadeira mais próxima que lá havia.&lt;br /&gt;- Seu irmão... Ele... Ele entrou em coma.&lt;br /&gt;Bianca levou as duas mãos á boca e começou a chorar.&lt;br /&gt;- E os olhos dele serão retirados, pois estão com pressão e se não retirarmos, algo muito ruim pode acontecer.&lt;br /&gt;- Isso... Isso quer dizer que... Que ele ficará... – a garota conseguiu choramingar em meio aos soluços.&lt;br /&gt;O médico a abraçou, como consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca não conseguia mais parar de chorar, debruçada sobre a cama onde Gabriel permanecia imóvel, com os olhos enfaixados. Ela apertava as mãos do irmão e de vez em quando secava os olhos com as mãos.&lt;br /&gt;De repente sua mãe entra no quarto todo branco, carregando um copo de água.&lt;br /&gt;- Você tem certeza que quer passar a noite aqui depois de tudo que aconteceu? – ela perguntou, entregando o copo para a garota.&lt;br /&gt;Bianca bebericou a água e a deixou em cima de uma mesinha branca ao seu lado.&lt;br /&gt;- Tenho sim mãe... – respondeu.&lt;br /&gt;- Tudo bem então. Qualquer coisinha ligue hein! – Gloria falou séria.&lt;br /&gt;- Tá mãe.&lt;br /&gt;A mulher saiu do quarto e fechou a porta.&lt;br /&gt;Continuava pensativa, sentada ao lado do irmão enquanto segurava sua mão e cantarolava algumas musicas que passavam por sua cabeça. A cada pouco bebia um pequeno gole do copo de água que sua mãe lhe deixara.&lt;br /&gt;A garota começou a adormecer á medida que suas lágrimas começaram a secar, fazendo seus olhos coçarem.&lt;br /&gt;Virou o ultimo gole do copo e levantou-se para ir até a sala de espera enche-lo.&lt;br /&gt;Havia um enorme corredor silencioso, por onde seus passos ecoavam conforme ela andava. O hospital estava muito calmo, a não ser por algumas poucas pessoas na sala de espera, todas sem fazer som algum, cabisbaixas.&lt;br /&gt;Bianca encheu o copo no bebedouro ao lado do balcão de recepção e logo depois começou seu caminho de volta ao quarto onde se encontrava seu irmão.&lt;br /&gt;Deixou o copo novamente na mesinha e ficou junto a Gabriel por um tempo.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;A garota se assustou. O barulho vinha da parede logo atrás de onde estava sentada.&lt;br /&gt;Levantou-se e foi até a parede, onde vagarosamente encostou seu ouvido.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Bianca se assustou novamente. Deu um passo para trás. Ficou atenta, esperando.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Saiu do quarto o mais depressa que pôde. O que era aquele barulho? Iria até a recepcionista reclamar.&lt;br /&gt;Seus passos ecoavam pelo longo corredor. Sentiu uma mão tocando em suas costas. Virou-se. Gritou.&lt;br /&gt;Seu irmão, de pé, sem a faixa cobrindo o buraco de seus olhos. Ele gemia. Parecia estar com dor. Sua pele estava toda azulada e suas veias estavam muito mais visíveis.&lt;br /&gt;A garota começou a correr até a recepção. Passou pela sala de espera e foi direto ao balcão, que estava vazio. Ouviu outros gemidos em uma bizarra sinfonia. Olhou para cima e logo depois, deu outro grito.&lt;br /&gt;Estavam todos do mesmo modo que Gabriel. No teto. De ponta cabeça. Todos fitando Bianca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Bernardo tentava dormir, mas não se esquecia do barulho que ouvira na sala de aula.&lt;br /&gt;Ele havia acabado de se mudar para a cidade, ficara a semana escolhendo uma casa perto daquela escola que, segundo ouvira falar era uma das melhores da cidade. Encontrara uma não muito perto, mas também não era longe. Morava com a mãe, Cristina.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Puxou o cobertor até o nariz. Estava assombrado com aquele barulho.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Assustou-se. Já não era mais um barulho de sua memória, vinha da parede onde a cama recostava sua cabeceira.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;O garoto se levantou em um pulo e saiu do quarto, indo até a cozinha. Parou.&lt;br /&gt;Bernardo pegou um copo e uma jarra cheia de água da geladeira, colocou os objetos em cima da mesa e levou as mãos aos olhos, para coçá-los.&lt;br /&gt;Após beber água, foi até a sala, onde se deitou em um sofá e continuou acordado. Mesmo sentindo coceira ele estava quieto, sonolento.&lt;br /&gt;Fechou os olhos.&lt;br /&gt;Sentiu seus olhos serem coçados, cada vez com mais e mais força.&lt;br /&gt;Abriu os olhos novamente. Não havia ninguém na sala.&lt;br /&gt;Adormeceu não muito tempo depois.&lt;br /&gt;Assim que amanheceu o dia, o garoto fora acordado por sua mãe.&lt;br /&gt;- Bernardo? O que você está fazendo na sala?&lt;br /&gt;Seus olhos abriram lentamente.&lt;br /&gt;- Eu... Ouvi um barulho estranho no quarto, mãe. Não queria mais dormir lá. – admitiu.&lt;br /&gt;Cristina fez um sinal negativo com a cabeça enquanto ia até a cozinha dizendo:&lt;br /&gt;- Se apronte, já está na hora de ir para a escola.&lt;br /&gt;Ele saiu do sofá, espreguiçou-se e voltou para o quarto colocar o uniforme escolar. Tomou café e saiu.&lt;br /&gt;Andou um quarteirão para chegar até onde o ônibus escolar o apanharia. Esperou.&lt;br /&gt;Após alguns minutos, Ariel e Joyce apareceram no ponto, ambas pareciam distraídas, pois nem o ouviram dizer olá enquanto passavam reto o ponto de ônibus.&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;Sem resposta, continuavam andando.&lt;br /&gt;- Garotas? Está tudo bem?&lt;br /&gt;Ariel piscou várias vezes rapidamente antes de olhar para ele.&lt;br /&gt;- Oi. – ela falou, desanimada.&lt;br /&gt;- Por que vocês vieram ao ponto hoje? Vocês não são as que sempre vão a pé?&lt;br /&gt;- Quem lhe contou isso? – Joyce perguntou, com o tom de voz monótono.&lt;br /&gt;- É que vocês são meio... Muito... Populares na escola.&lt;br /&gt;Bernardo notara algo de diferente nelas, não som fisicamente, mas era de se perceber que algo de muito estranho se passava com ambas.&lt;br /&gt;- Por que estão tão desanimadas? – perguntou.&lt;br /&gt;Ele levou as mãos ao rosto e coçou os olhos. Ariel pareceu espantar-se com aquele gesto. As duas garotas se entreolharam até que Joyce falou:&lt;br /&gt;- Ele entrou na casa.&lt;br /&gt;- Que casa? – o garoto perguntou confuso.&lt;br /&gt;- Ouça bem... – Ariel começou.&lt;br /&gt;- Do que vocês estão falando? – Bernardo a interrompeu.&lt;br /&gt;- Apenas ouça! – a garota continuou. – Não vá para a escola, não fale com ninguém. Apenas se trance em seu quarto e fique esperando por eles.&lt;br /&gt;Ele coçou os olhos novamente.&lt;br /&gt;- Mas... Aonde vocês vão, já que estão aqui no ponto? Por que não se trancam vocês em seus quartos?&lt;br /&gt;- Nós não vamos á escola, aqui é apenas caminho para a biblioteca municipal. – Joyce falou.&lt;br /&gt;- E o que vocês vão fazer lá? – Bernardo perguntou.&lt;br /&gt;Ariel suspirou enquanto falava:&lt;br /&gt;- Nem queira saber...&lt;br /&gt;O garoto continuava confuso.&lt;br /&gt;- De que casa vocês estão falando? – questionou.&lt;br /&gt;- Aquela casa abandonada. Aquela casa, com um jardim apodrecido e um cheiro horrível de morte! Aquela que qualquer um chega à cidade vai ver para comprar por causa do preço baixíssimo! – Ariel gritou.&lt;br /&gt;- E como vocês sabem que eu vi essa casa?&lt;br /&gt;- Não importa! – A garota terminou.&lt;br /&gt;- Então vocês sabem o porquê do preço baixo?&lt;br /&gt;Joyce olhou para trás de Bernardo e pareceu chocar-se. Voltou a andar quase que puxando a amiga pelos braços, mas Ariel insistia em ficar até dizer o que tinha de contar para o garoto.&lt;br /&gt;- Casas onde todos os donos foram mortos costumam ter preço baixo. Mas o preço é muito mais alto que o imaginável.&lt;br /&gt;Ela também olhou para trás dele e começou a andar pelo sentido contrário, parecendo estar chocada, assim como Joyce. Em pouco tempo as duas largaram os cadernos que levavam nas mãos e saíram correndo pela rua, olhando por cima dos ombros.&lt;br /&gt;- O que ela quis dizer com isso? – Bernardo se perguntou.&lt;br /&gt;Ele olhou para trás, onde as duas garotas fitavam espantadas. Gritou. Um arrepio gélido atravessou suas costas e barriga.&lt;br /&gt;Lá estava sua casa, era possível ver o interior da sala pela janela, e dentro dele, várias pessoas.&lt;br /&gt;Cabisbaixas. Pele azulada.&lt;br /&gt;O garoto caiu sentando no chão, fechou os olhos. Sentiu duas mãos que o coçavam. Abriu os olhos. As mãos continuavam coçando-os violentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce abraçou Ariel fortemente. Lágrimas escorriam de seus olhos.&lt;br /&gt;- Nós... Nós estamos perdidas. – choramingou.&lt;br /&gt;- Não! Não! Deve haver alguma solução! – Ariel falou, tentando animar a amiga. – Eu vou checar tudo que puder no computador, já que no sistema de pesquisa da biblioteca não vai dar.&lt;br /&gt;Joyce acenou e voltou a deitar na cama. Estava suando, com olheiras e face triste, com medo.&lt;br /&gt;- Por quê? – se perguntou, em voz alta.&lt;br /&gt;Ariel também não conseguira entender direito o que estava se passando e como o grupo de Aline também desaparecera, uma vez, que para elas, era incerto o fato do grupo ter entrado na casa.&lt;br /&gt;Pesquisou por pouco tempo. Logo, gritou para a amiga, quase alegremente:&lt;br /&gt;- Joyce! Encontrei algo!&lt;br /&gt;A garota levantou-se para olhar o que a amiga encontrara na internet.&lt;br /&gt;- Veja isso! É um artigo muito antigo sobre a casa. – Ariel disse, em tom de comemoração.&lt;br /&gt;Joyce levantou-se da cama para ler.&lt;br /&gt;- Onde você encontrou isso? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Em um site amador sobre mortes bizarras. Nem sei por que pensei em pesquisar nele, mas já li vários arquivos que escreveram. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce começou a ler em voz alta a partir do terceiro parágrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se e saiu correndo. O artigo lhe dissera onde encontrar a amiga desaparecida.&lt;br /&gt;- Joyce! Não!&lt;br /&gt;A garota não ouviu as suplicas de Ariel, correu pela rua nublada, rapidamente, até chegar à casa.&lt;br /&gt;A casa. Lá estava, medonhamente colocada no meio de um jardim morto.&lt;br /&gt;Entrou.&lt;br /&gt;A porta fez um estranho rugido de ferrugem ao ser aberta. Foi diretamente á parede da sala, onde deu uma batidinha de leve com as mãos. Nada aconteceu. Olhou para a cadeira.&lt;br /&gt;- Alice sua vagabunda! Não temos nada a ver com o que seu marido e você fizeram ou deixaram de fazer! Por que fazer isso com a gente? – seu desabafo de raiva tornou-se um choro triste de medo. – Você arruinou com a minha vida! Por que não me mata agora?&lt;br /&gt;Agarrou a cadeira de balanço e, com toda sua força, a quebrou na parede. Gritou de raiva. Continuou batendo na parede com os punhos fechados até que os tijolos começaram a sucumbir e um buraco abriu-se. Tremendo, Joyce começou a tirar os tijolos até sentir algo macio dentro da parede.&lt;br /&gt;Era o braço de Jéssica.&lt;br /&gt;- Eu sabia! – chorou. – Eu sabia!&lt;br /&gt;O braço se mexeu.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Joyce afastou-se. Gritou.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Voltou para junto da parede e tirou um pouco mais de tijolos até que o corpo da amiga caísse sobre seus braços. Ajoelhou-se e recostou a cabeça de Jéssica em seu colo. Começou a afastar os cabelos que cobriam o rosto dela. Gritou.&lt;br /&gt;Sem olhos. Boca amarrada.&lt;br /&gt;Não conseguia respirar direito. Puxava o ar pela sua boca com muita dificuldade.&lt;br /&gt;Jéssica começou a se mover.&lt;br /&gt;Joyce afastou-se. A amiga se levantou e começou a andar em sua direção. Escorria sangue de sua face. Joyce continuava a se arrastar para longe, tentava ir até a porta.&lt;br /&gt;Jéssica continuava se aproximando. A garota conseguiu se levantar e saiu correndo para fora da casa. Parou em frente á saída. Caiu no chão. Havia várias pessoas na porta. Todas como Jéssica, com a pele azulada, veia ressaltadas e a maioria com os rostos escondidos pelos cabelos.&lt;br /&gt;Gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariel saiu atrás da amiga. Com certeza estava indo para aquela casa, onde ambas esperavam encontrar o corpo de Jéssica. A garota estava com muito medo.&lt;br /&gt;Corria sem parar, e já com a respiração ofegante, chegara até a casa.&lt;br /&gt;O portão e a porta estavam escancarados. Joyce já entrara.&lt;br /&gt;- Joyce? Você está bem? – gritou lá de fora.&lt;br /&gt;Nenhum som.&lt;br /&gt;Ariel atravessou o jardim e entrou. Olhou para o fundo da sala. Havia um buraco na parede. Seus olhos começaram a coçar, mas ela tentava ignorar a irritação.&lt;br /&gt;- Joyce? – a garota chamou, olhando para os lados.&lt;br /&gt;Começou a andar vagarosamente até uma porta que havia lá perto. Estendeu sua mão até a maçaneta. Abriu. Era a porta que levava á cozinha, toda feita de azulejos brancos, com uma mesa redonda de vidro com quatro cadeiras de metal ao seu redor. Havia também uma geladeira, um armário branco e uma pia.&lt;br /&gt;- Joyce? Pelo amor de Deus! Responde algo! – choramingou.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel assustou-se. Andou até o centro da cozinha. Seu coração estava disparado, suas pernas pareciam não suportar seu peso. Estava frio.&lt;br /&gt;De repente, a garota ouviu alguém na sala:&lt;br /&gt;- Podemos fazer o trabalho sobre essa casa e entregar antes que elas. Esse parece ser um assunto muito, muito melhor e menos comum que o Jack.&lt;br /&gt;- Tá... Mas e como a gente vai filmar? – perguntou uma segunda voz, dessa vez feminina.&lt;br /&gt;- Pegamos emprestada a câmera do Gabriel. – falou o garoto.&lt;br /&gt;- E que garantia temos que ele não vai ver o vídeo? Aposto como você vai se esquecer de apagar!&lt;br /&gt;- Carol! Você complica muito as coisas!&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;- Você ouviu isso? – ele fala.&lt;br /&gt;- Ouvi sim Thomas. É a sua consciência!&lt;br /&gt;- Shhh... Ouça!&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ariel ouve um grito e um barulho estranho. Fazia um grande esforço para que suas pernas a levassem até a sala. Atravessou a porta. Gritou.&lt;br /&gt;Havia um homem, com aparência elegante, de uns trinta anos, cabelos meio grisalhos, sentado no sofá. Em seu colo, havia uma menina, loira, olhos azuis, de aparentemente cinco anos, a qual ele despia a calça brutalmente.&lt;br /&gt;De repente, a garota ouviu uma estranha voz feminina:&lt;br /&gt;- Mas o que... Mas o que é isso?!&lt;br /&gt;O homem pareceu assustar-se. Olhou para os olhos de Ariel de forma penetrante, com um olhar estranhamente triste.&lt;br /&gt;- Não! Não é nada disso!&lt;br /&gt;- É agora que delato você á polícia!&lt;br /&gt;- Não! Você não pode fazer isso! Você é minha mulher! – disse, levantando-se do sofá e atirando a criança chorosa para a parede.&lt;br /&gt;- Isso está longe demais! Você não pode sair imune dessa! – a voz feminina chorou.&lt;br /&gt;Ele começou a as aproximar de Ariel. Seu coração disparou. A garota abriu a boca para tentar gritar, mas nenhum som saia. Não conseguia se mover. Caiu no chão, encostou suas costas na porta. Continuava se aproximando. Fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em um site amador sobre mortes bizarras. Nem sei por que pensei em pesquisar nele, mas já li vários arquivos que escreveram. – Ariel respondeu.&lt;br /&gt;Joyce começou a ler em voz alta a partir do terceiro parágrafo:&lt;br /&gt;- Seu primeiro assassinato, o menos sobrenatural de todos eles, ocorreu por causa de um casal, aparentemente feliz, que na verdade, guardavam dentro de si, um ódio extremo. Ele a assassinou, segundo as digitais na arma do crime e no sangue dos cadáveres, e logo depois de amarrar sua boca e retirar seus dois olhos, enterrou-a, de modo muito estranho, dentro da parede da sala, onde, segundo nossas fontes mais seguras, ela o flagrara em um ato de pedofilia.&lt;br /&gt;As duas garotas entraram em choque. Joyce tampou a boca com as duas mãos e após sua respiração se acalmar. Continuou lendo.&lt;br /&gt;- Sob ameaça de ser delatado á polícia, enfurecido, ele a assassinou. A criança morreu, tempos depois, de asma, qual adquirira após a desventura. Segundo o jornal local, seria Guilherme o nome do assassino, mas apenas nós, do histórias sobrenaturais.com, sabemos que este, é um nome fictício.&lt;br /&gt;As duas permaneceram assustadas por certo tempo até Ariel completar a leitura:&lt;br /&gt;- O assassino fora encontrado dentro da casa, morto por uma estranha parada cardíaca, ainda não explicada pelos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou a mão sobre o bolso. Sentiu um pedaço de papel e o retirou de lá. Abriu os olhos.&lt;br /&gt;Era a foto da velhinha, sentada em uma cadeira de balanço que aparentava ser tão idosa quanto ela pela cor descascada da madeira. Atrás dela havia uma mesinha com um vaso de flores, e atrás dessa mesinha havia um vulto branco, com o formato de um rosto, que olhava para a senhora de idade. Era a menina. O vulto tinha o rosto daquela criança.&lt;br /&gt;Olhou novamente para frente. O homem continuava a andar em sua direção. Atrás dele havia várias pessoas, todas de aspecto cadavérico, entre elas estavam a mulher da loja, suas amigas, o grupo de Thomas e uma criança. Todos com o olhar baixo, a pele azulada e ensangüentada, cabelo escondendo o olhar, veias ressaltadas.&lt;br /&gt;Voltou seu olhar para o homem, que continuou andando em sua direção, olhando em seus olhos enquanto dizia.&lt;br /&gt;- Você não pode ter me visto aqui sem seus olhos, não pode contar para a polícia com sua boca amarrada e nem sairá dessa casa. Ficará aqui para sempre!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom... espero que tenham curtido... caso alguém leia as baboseiras que escrevo nesse blog... huahuahuahua&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-3971332332313934970?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/3971332332313934970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=3971332332313934970' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/3971332332313934970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/3971332332313934970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/03/novo-conto-casa.html' title='Novo conto- A Casa'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R-wEoZP9pOI/AAAAAAAAABY/SPAHhlZ6CRI/s72-c/Capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-7527635651988574944</id><published>2008-03-09T04:43:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T04:46:44.139-07:00</updated><title type='text'>Mais um conto para minha coleção: A casa da praia</title><content type='html'>Esse conto eu fiz junto com um colega meu de escola... bom... ele não fez questão de nada... mas mesmo assim o final quase inteirinho é sob sua influencia... Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa da Praia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ronco do motor que a moto fazia já o estava quase hipnotizando. Já era noite, o sol acabara de se pôr no horizonte, o ar estava quente, era calor, o motivo de sua camisa sem mangas e seu shorts praiano.&lt;br /&gt;Cris estava indo á uma festa. Era mais uma daquelas festas aonde quase toda escola ia para uma casa na praia, vezes de um deles, vezes alugada, como neste ano. Todos sempre bebiam muito, muitas vezes até cair no chão, e no dia seguinte, de ressaca, voltariam todos para suas casas, dessa vez sem se preocupar com lições, trabalhos, notas. Quando voltassem, estariam de férias, sendo esse o ritual que encerrava o ano letivo escolar.&lt;br /&gt;Os mais espertos, como Cris, nem bebiam muito, para ficarem sóbrios, escutando os mais bizarros segredos de seus colegas que, bêbados, desatavam á falar. “Apenas os bobos ficam bêbados nessas festas...” pensava.&lt;br /&gt;A lua brilhava no alto do céu escuro, mas mesmo assim o garoto sentia certa dificuldade e até mesmo medo de prosseguir pela estrada escura. Seus olhos, debaixo do capacete, observavam qualquer sinal de festa. Carlos, seu amigo, dissera que seria um tanto difícil encontrar a casa, escondida por um amontoado de rochas, uma colina.&lt;br /&gt;Cris esperava ao menos, com a moto sem muita velocidade, ouvir musica festeira, que não era raro estar bem alta.&lt;br /&gt;Continuou quase lentamente pela estrada, concentrado. Após pouco mais tempo, avistou uma luz que se estendia pela areia detrás de uma colina. Devia ser lá.&lt;br /&gt;Ele entrou com a moto na areia, até ver a casa, lotada, animada, com a musica alta e tudo mais. Deixou o veículo em um tipo de estacionamento que havia ao lado da casa, feita de madeira, e foi até ela, já dançando e cumprimentando todos com um enorme e contagiante sorriso estampado em sua face.&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- Tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo!&lt;br /&gt;- Como vai essa força?&lt;br /&gt;O lugar estava agitado. Todos dançavam ou ao menos cantarolavam a música alegre. Mal Cris conseguiu avistar Jennifer em meio á multidão.&lt;br /&gt;- E aí Cris? – ela o chamou.&lt;br /&gt;- Ei Jennifer! Você está bem? – ele falou, no mesmo ritmo animado da música.&lt;br /&gt;- “Tô” sim.&lt;br /&gt;- A ashlay já chegou? – perguntou.&lt;br /&gt;- Não, ela está vindo junto com a Rika, de carona.&lt;br /&gt;Ele pegou uma lata de cerveja qual apenas beberia para disfarçar. Lata vazia... Era o modo mais fácil de fingir que era um dos “bobos” que bebiam muito.&lt;br /&gt;Em pouco mais tempo, ouviu o barulho da buzina do carro de Rika e um grito animado. Cris foi para fora da casa, ver se era mesmo o carro onde estavam suas amigas.&lt;br /&gt;Lá estava Ashlay dançando, com metade de seu corpo para fora através do teto solar. Rika gritava e buzinava toda animada de dentro do carro.&lt;br /&gt;De repente, o celular de Cris vibra em seu bolso, ele sai da casa, anda um pouco até a musica ficar mais baixa e atende.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Oi Cris! Aqui é o Carlos!&lt;br /&gt;- Por que você não chegou aqui ainda?&lt;br /&gt;- Deu problema no meu carro... Você não poderia vir até aqui me buscar?&lt;br /&gt;Cris andava em direção á moto, qual Rika estava estacionando seu carro ao lado.&lt;br /&gt;- Vou sim. Onde você está? – perguntou.&lt;br /&gt;- Estou aqui em minha casa.&lt;br /&gt;- Espere aí. – desligou.&lt;br /&gt;Rika e Ashlay desceram do carro e foram de encontro ao rapaz.&lt;br /&gt;- Oi! - Ashlay falou, animada, já dançando. – Aonde você pensa que vai?&lt;br /&gt;- Eu vou buscar o Carlos... Já volto.&lt;br /&gt;- “Tá”. A gente não está com pressa. A noite tem doze longas horas! – Ashlay falou, rindo.&lt;br /&gt;- Se comportem vocês dois! – Rika falou se afastando do grupo para entrar na casa.&lt;br /&gt;Ashlay deu um beijo em Cris e foi para a casa, assim como sua amiga.&lt;br /&gt;Não demorou muito, e as garotas já estavam bebendo e dançando junto aos outros, na festa que, aos poucos ia lotando toda a praia.&lt;br /&gt;Quando Cris voltou, junto ao Carlos, já não havia quase ninguém dentro da casa. Todos dançavam e festejavam em meio á areia.&lt;br /&gt;- Cheguei pessoal! Agora a festa começa! – Carlos gritou.&lt;br /&gt;Todos gritaram em resposta. Fora Carlos quem conseguira a casa, sem ele não haveria festa.&lt;br /&gt;Cris foi até Ashlay, que estava junto á Rika e Jennifer.&lt;br /&gt;- E aí? – cumprimentou.&lt;br /&gt;- Essa festa está demais! – Rika gritou, para que a ouvissem em meio á musica. – Parece ter o dobro de pessoas que no ano passado! – continuou.&lt;br /&gt;- A “Japinha” está animada hein! – Ashlay falou, rindo. – Segura essa fera!&lt;br /&gt;Cris olhou para o mar. Seus olhos se estenderam á um estranho movimento em meio ás águas. Começou a andar em sua direção, seus pés tocaram a gelada água.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo Cris? – Rika gritou.&lt;br /&gt;O garoto tomou conta do que estava fazendo e voltou-se para o grupo:&lt;br /&gt;- Nada! Nada... – ele voltou correndo onde estavam as garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos se abriram lentamente. Não se lembrava de beber tanto para que estivesse com uma dor de cabeça tão grande. Cris levantou-se e começou a caminhar pela casa, que estava cheia de cacos de vidro e pessoas desacordadas pelo chão.&lt;br /&gt;Saiu fora da casa para olhar o mar. Desceu pela pequena escada de madeira que havia em frente á porta. Gritou. Voltou depressa para dentro da casa, gritando.&lt;br /&gt;- Tem algo lá fora! Acordem!&lt;br /&gt;O garoto foi até os quartos. Seus olhos não acreditavam no que viam.&lt;br /&gt;- Estão... Estão todos... – começou.&lt;br /&gt;Havia sangue por toda parte. Ele voltou ao quarto onde estava.&lt;br /&gt;- Ashlay?! Acorda!&lt;br /&gt;Ela abriu os olhos, assim como Rika, na cama ao seu lado.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Tem alguma coisa nessa casa! – ele falou, afobado.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – Jennifer perguntou com os olhos ainda fechados.&lt;br /&gt;- De algo que matou todo mundo!&lt;br /&gt;Carlos levantou-se da cama e abriu a janela para verificar sobre o que Cris falava.&lt;br /&gt;- Meu Deus do céu! – exclamou.&lt;br /&gt;Todos correram até a janela para ver.&lt;br /&gt;Um enorme monstro levantava-se em meio á neblina que abraçava o mar. Arrastava-se através de pequenos tentáculos espinhosos que saiam por todo seu corpo, se movia com as duas mãos. No lugar de pernas, havia uma gorda cauda de peixe, onde em suas laterais tinham vários cortes, por onde o monstro parecia respirar. Seu rosto era parecido ao de uma pessoa, mas sua boca era anormalmente aberta, sua gengiva era grande, seus dentes aparentavam ser pequenos. Os olhos ficavam nas laterais de sua cabeça. A pele que recobria seu bizarro corpo era muito acidentada e, onde não havia sangue, esverdeada.&lt;br /&gt;- Ele está vindo para cá! – Rika sussurrou.&lt;br /&gt;- Fecha essa janela! – Carlos disse desesperado, já quase saindo do quarto.&lt;br /&gt;Cris fechou a janela rapidamente enquanto perguntava:&lt;br /&gt;- O que a gente vai fazer?&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Todos se assustaram.&lt;br /&gt;- Aquela coisa está tentando entrar! – Ashlay falou, quase gritando.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;- Saiam do quarto! – Cris gritou pronto para fechar a porta assim que todos saíssem.&lt;br /&gt;O grupo deixou o quarto e correu até a cozinha. As janelas partiram-se antes que Cris fechasse a porta.&lt;br /&gt;- Peguem facas, espetos, ou qualquer coisa com qual possamos nos defender. – o rapaz falou, indo até uma das gavetas.&lt;br /&gt;Rika pegou um espeto de churrasco. Cris encontrou na gaveta duas facas de cortar carne, quais ficaram com Carlos e Ashlay. Jennifer pegou uma panela e Cris equipou-se com um facão.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;- Para a sala! Antes que ele saia do quarto! – Jennifer gritou.&lt;br /&gt;Todos correram para a sala. A porta para fora da casa estava aberta. Fugiram.&lt;br /&gt;Cris lembrou-se de sua moto no estacionamento.&lt;br /&gt;- Minha moto! – falou. – podemos pega-la para dar o fora daqui!&lt;br /&gt;- Mas... O quarto é em frente á garagem. Se aquilo estiver lá? – Jennifer perguntou desesperada.&lt;br /&gt;- É um começo. – Rika disse.&lt;br /&gt;Dirigiram-se silenciosamente até a garagem onde estava, além da moto de Cris, o carro onde as garotas vieram.&lt;br /&gt;- Todo mundo para dentro do carro. – ele gritou.&lt;br /&gt;O grupo começou a entrar no carro, Cris correu até o banco do motorista.&lt;br /&gt;- Ele está aqui! – Carlos berrou, apontando á janela e correndo até a moto. – Eu vou usar a moto! – completou.&lt;br /&gt;Lá estava o monstro atravessando a janela quebrada novamente.&lt;br /&gt;Cris colocou as chaves na ignição e girou-as. O motor roncou. Não funcionou.&lt;br /&gt;- Rápido! – Ashlay gritou.&lt;br /&gt;O garoto tentou novamente. Roncou. Nada.&lt;br /&gt;- Vai! – Rika desesperou-se. – Vai! Funciona!&lt;br /&gt;Tentou novamente. Ligou.&lt;br /&gt;- Vai! Vai! – Rika continuou apressando, no banco traseiro.&lt;br /&gt;Cris acelerou o carro ao máximo e contornou a casa. De repente, ouviu um grito. Parou.&lt;br /&gt;- Carlos!&lt;br /&gt;Lá estava o outro garoto, em meio ás garras do monstro, envolto dos pés á cabeça pelos tentáculos cheios de espinhos.&lt;br /&gt;- Cris! Fique longe de mim! – ouviu Carlos gritar.&lt;br /&gt;Ele voltou para o carro. O motor parara.&lt;br /&gt;- O que a gente vai fazer? – Jennifer gritou.&lt;br /&gt;Todos saíram do veículo. Lá estava Carlos, na areia. Sem pele. Ashlay começou á chorar.&lt;br /&gt;- Quieta! – Cris falou. – Ouçam!&lt;br /&gt;- O que? – Rika perguntou.&lt;br /&gt;- O monstro está nos cercando... – o garoto respondeu. – Vamos ter que escalar!&lt;br /&gt;Os quatro começaram a escalar a pequena colina. Jennifer indo por ultimo, deixando a panela para trás.&lt;br /&gt;Uma gelada chuva desceu do céu.&lt;br /&gt;- Está muito escorregadio! – reclamou Ashlay.&lt;br /&gt;- Continue! Você consegue! – gritou Jennifer, que olhou para baixo. – Não olhem para baixo! Em nenhuma circunstancia!&lt;br /&gt;O monstro estava esperando, pacientemente, que qualquer um deles caísse, enquanto esticava ao máximo seus tentáculos para alcançá-los.&lt;br /&gt;- Ele está tentando nos pegar! Vai mais rápido! – Jennifer berrou, em meio ao seu desespero.&lt;br /&gt;Ashlay começa a chorar.&lt;br /&gt;- Eu não vou conseguir! – diz.&lt;br /&gt;- Vai sim! Não desista! – Cris a anima já quase no topo.&lt;br /&gt;Continuavam a subida sob as pedras deslizantes e escorregadias. Cris chegou ao topo e logo depois estendeu as mãos para ajudar Ashlay. O garoto olhou para baixo, já com ela ao seu lado.&lt;br /&gt;- Jennifer! Rápido! – gritou. – Não olhe! Continue subindo!&lt;br /&gt;A garota subia. Resistia bravamente sua vontade de olhar para baixo, até que sentiu algo tocar seu pé.&lt;br /&gt;- Jennifer! – Ashlay chorou.&lt;br /&gt;Ela olhou. Havia um tentáculo enrolado em sua canela. Gritou. Foi puxada. Suas mãos escorregaram por entre as pedras.&lt;br /&gt;- Jennifer! Não! – Cris gritou.&lt;br /&gt;- Vai Rika! Venha logo! – Ashlay falou.&lt;br /&gt;Rika continuava sua escalada. Os tentáculos do monstro voltaram a subir também. Ashlay e Cris estenderam os braços para alcançar à amiga. Puxaram. Rika estava no topo.&lt;br /&gt;-E agora? Ele nos cercou! – ashlay choramingou, acariciando os lisos cabelos escuros de sua amiga.&lt;br /&gt;- Ele está maior... Mais forte... Não podia ter se alimentado. – diz Cris, olhando para a coisa abaixo da colina.&lt;br /&gt;De repente, com a ajuda de suas mãos e dos tentáculos, o monstro começa a subir.&lt;br /&gt;- Meu Deus! – desespera-se Cris. – Ele está subindo!&lt;br /&gt;Ashlay grita.&lt;br /&gt;- O que a gente vai fazer? – chora. – Nós vamos morrer!&lt;br /&gt;Um dos tentáculos alcança o topo. Ashlay grita novamente. Cris pega sua faca e tenta corta-lo, sem sucesso. A garota se levanta, deixando Rika e vai ver o que está havendo.&lt;br /&gt;Outro tentáculo chega ao topo, seguido pelo braço do monstro.&lt;br /&gt;- Se afastem! – Cris diz, enquanto prepara-se para atacar.&lt;br /&gt;Vários tentáculos foram em direção á Ashlay, enrolando-se por todo seu corpo.&lt;br /&gt;- Ash! – o garoto grita.&lt;br /&gt;- Ashlay! Não! – chora Rika, pegando o espeto para atacar aos tentáculos.&lt;br /&gt;Eles deixam o corpo de Ashlay violentamente, puxando quase toda sua pele.&lt;br /&gt;Cris começa a chorar. Rika leva a mão á boca enquanto seus olhos se enchem de lágrimas.&lt;br /&gt;- Por quê? Por quê? – o garoto grita, em prantos.&lt;br /&gt;Um barulho ensurdecedor parecido com o de uma sirene de uma fábrica de modo distorcido começa a sair do monstro. As nuvens se tornam vermelhas. Cris fechou os olhos enquanto Rika se contorcia no chão, tentando tampar os ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cris olhou para o mar. Seus olhos se estenderam á um estranho movimento em meio ás águas. Começou a andar em sua direção, seus pés tocaram a gelada água.&lt;br /&gt;Havia sangue por toda parte. Ele voltou ao quarto onde estava.&lt;br /&gt;- O que a gente vai fazer?&lt;br /&gt;Não se lembrava de beber tanto para que estivesse com uma dor de cabeça tão grande&lt;br /&gt;- Cris! Fique longe de mim! – ouviu Carlos gritar.&lt;br /&gt;- O monstro está nos cercando... – o garoto respondeu. – Vamos ter que escalar!&lt;br /&gt;- Ele está maior... Mais forte... Não podia ter se alimentado. – diz Cris, olhando para a coisa abaixo da colina.&lt;br /&gt;- Se afastem! – Cris diz, enquanto prepara-se para atacar.&lt;br /&gt;Vários tentáculos foram em direção á Ashlay, enrolando-se por todo seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos.&lt;br /&gt;- Eu... Eu sou o monstro. – o garoto falou.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – Rika perguntou, chorando.&lt;br /&gt;- Eu sou o monstro... Sou ligado a ele. Se ele morrer eu morro... Se eu morrer ele dorme. Partilhamos da mesma alma, partilhamos da mesma maldição. Ele se conectou a mim, assim como a várias outras pessoas no dia do meu nascimento. Não é só a mim que ele é interligado. Ele é um demônio imortal... Um caçador eterno.&lt;br /&gt;- Cris! Meu Deus do céu... – Rika grita, olhando para o céu todo avermelhado.&lt;br /&gt;A mão do monstro se estende á garota, que começa a ser pressionada contra o chão. Cris consegue ouvir seus ossos estalando e vê sangue saindo pelos seus olhos e pela sua boca.&lt;br /&gt;Fitou o monstro por mais um curto tempo. Como poderia viver assim? Como conseguiria ter sua alma divida á de um assassino? Ele já não tinha mais nada a fazer. Abriu seus braços e deixou-se cair. Não haveria vida depois de tudo aquilo... Não iria suportar tanta dor. E já sem sua namorada, sem seus amigos, sem seus pais, mortos em acidente e sem motivação, já não lhe restava mais nada. Apenas as duras pedras e a areia da praia... Mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa festa vai ser demais de boa! Vou dançar e beber até cair! – Alisson falou, já correndo até a casa de madeira.&lt;br /&gt;- Vai com calma garotona! – Karen falou, passando as mãos por sua costa. – A noite é longa. E não estamos com pressa de nada.&lt;br /&gt;Estavam todos dançando novamente, todos bebendo e se divertindo ao ritmo contagiante e após um tempo, já nem estavam mais dentro da casa e a diversão continuava pela areia da praia, onde Alisson dançava alegremente. Dançava... Até ver um estranho movimento por entre as salgadas e gélidas águas do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é mais curto que o da loira do banheiro... mas espero que gostem... se é que alguem lê as baboseiras que escrevo aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-7527635651988574944?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/7527635651988574944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=7527635651988574944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7527635651988574944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/7527635651988574944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/03/mais-um-conto-para-minha-coleo-casa-da.html' title='Mais um conto para minha coleção: A casa da praia'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-2092471916062724722</id><published>2008-02-11T12:23:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T12:30:52.613-08:00</updated><title type='text'>Novo conto á caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R7CvoxfbhoI/AAAAAAAAABQ/Yx1qCISZNbY/s1600-h/A+m%C3%A1scara+do+vampiro+2+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165821887608751746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R7CvoxfbhoI/AAAAAAAAABQ/Yx1qCISZNbY/s320/A+m%C3%A1scara+do+vampiro+2+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom pessoal... Além do conto "A Casa" Que estou terminando de escrever... Eu começei tbm o conto "A máscara do Vampiro" ... Que está ficando muito bom tbm...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Queria mesmo é filmar esses meus contos... hehehe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A imagem não foi feita por mim... Apenas coloquei o nome do conto... nem sei a autoria dessa imagem mas... naum é minha hein!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qto ao RPG Maker... Ru tho trabalhando num projeto que vai rpgzar o resident evil 2... Sem contar que ainda estou tentando criar algo legal por mim mesmo... mas... aff... é complicadinho...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espero que curtam a imagem... Até +&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-2092471916062724722?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/2092471916062724722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=2092471916062724722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2092471916062724722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2092471916062724722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/02/novo-conto-caminho.html' title='Novo conto á caminho'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R7CvoxfbhoI/AAAAAAAAABQ/Yx1qCISZNbY/s72-c/A+m%C3%A1scara+do+vampiro+2+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-8364925156100684740</id><published>2008-01-17T19:04:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T19:16:32.912-08:00</updated><title type='text'>Novos projetos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R5AY1NOe_5I/AAAAAAAAABI/IAaK5ZFTw08/s1600-h/A+casa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156648875701763986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R5AY1NOe_5I/AAAAAAAAABI/IAaK5ZFTw08/s320/A+casa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou escrevendo um livro [livro mesmo, mesmo!!!] chamado "A Casa", com uma história beeeem mais longa e melhor q a da loira!!! Esta fikando demais!!! Quem quiser conferir [versão "beta"], segue o link: &lt;a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=49880&amp;amp;tid=2576245094257669207&amp;amp;na=1&amp;amp;nst=1"&gt;http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=49880&amp;amp;tid=2576245094257669207&amp;amp;na=1&amp;amp;nst=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e segue a imagem da história acima ^^^&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom... o L' `Z apresentado acima do título é a mesma coisa que casa, em japonês hehehehe...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E sobre o RPG Maker...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom... eu estou tentando um Silent Hill RPG... mas o projeto está sendo mt difícil de &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;dar continuidade devido a história... eu axei q as duas história que criei inicialmente ficaram muuuuuuuuuito infantis...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas mesmo assim continuo tentando...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas agora entrei em um projetinho junto com um krinha q conheci na net, sou o "Designer" dos CharsSets [personagens que andam no jogo... hehehe] mas está sendo meio... humpf... um tanto desafiador, já que não concordo com algumas idéias dele...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qdo o texto da casa ficar pronto e re-revizado, eu colco, aos poucos, aqui no blog...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e assim q conseguir criar algo no SH-RPG... eu envio Screenshots do game...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-8364925156100684740?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/8364925156100684740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=8364925156100684740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/8364925156100684740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/8364925156100684740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/01/novos-projetos.html' title='Novos projetos...'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R5AY1NOe_5I/AAAAAAAAABI/IAaK5ZFTw08/s72-c/A+casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-6683422171584547196</id><published>2008-01-07T06:30:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T06:46:29.719-08:00</updated><title type='text'>Wallpaper da Loira do Banheiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4I6Y9Oe_4I/AAAAAAAAABA/kzwe8KOY69o/s1600-h/wallpaper_a_loira_do_banheiroc%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152745124091854722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4I6Y9Oe_4I/AAAAAAAAABA/kzwe8KOY69o/s400/wallpaper_a_loira_do_banheiroc%C3%B3pia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom... É claro que não poderia faltar um WallPaper né!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Espero que gostem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-6683422171584547196?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/6683422171584547196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=6683422171584547196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6683422171584547196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/6683422171584547196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/01/wallpaper-da-loira-do-banheiro.html' title='Wallpaper da Loira do Banheiro'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4I6Y9Oe_4I/AAAAAAAAABA/kzwe8KOY69o/s72-c/wallpaper_a_loira_do_banheiroc%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8184824201954213559.post-2285123440109113359</id><published>2008-01-07T05:28:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T05:35:52.448-08:00</updated><title type='text'>A Loira do Banheiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4IprtOe_zI/AAAAAAAAAAM/03w2k-CNIKE/s1600-h/wallpaper_a_loira_do_banheiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152726754516729650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4IprtOe_zI/AAAAAAAAAAM/03w2k-CNIKE/s400/wallpaper_a_loira_do_banheiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Oi pessoal, eu sou novo no Blog e criei este aqui para postar meus contos... Vou começar com o que fez mais sucesso... humpf...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando alguém morre num momento de extremo ódio ou mágoa é criada uma maldição, e quem se deparar com ela será consumido por sua fúria e rancor.                                                                                               Antigo provérbio oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Loira do Banheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa do pijama, garotas jovens, altos papos, filmes engraçados sobre adolescência e brincadeira da garrafa. Já estava tudo programado para o que iria rolar aquela noite.&lt;br /&gt;Fora tudo combinado durante a aula de português, onde a professora distraiu-se, empolgada com o texto que copiava no quadro negro. Alisson escreveu um bilhetinho no caderno e rasgou a folha onde ele estava junto á outra folha.&lt;br /&gt;Depois de jogar a folha em branco no lixo, voltou á sua mesa, sem esquecer-se de deixar o bilhete á Clara.&lt;br /&gt;A garota fez um aviãozinho com o papel, após lê-lo e o jogou á Julia, que o amassou e arremessou até Jennifer, por sua vez, rolou o papel para Júnia. Assim, soou o alarme que liberava os alunos para o ônibus escolar.&lt;br /&gt;As cinco saíram da sala com um ataque de riso e foram todas para o mesmo ônibus.&lt;br /&gt;- Por que você decidiu assim, de uma hora para outra que poderíamos ir á sua casa? – questionou Júnia, que sorria, exibindo seus enormes dentes da frente.&lt;br /&gt;A garota jogou seus cabelos escuros, deu um sorriso malandro, jogou um beijinho e cochichou:&lt;br /&gt;- Porque meus pais saíram viajar e só me ligaram no intervalo.&lt;br /&gt;Essa frase levantou o riso das outras quatro garotas.&lt;br /&gt;- Lá tem o que comer? – Jennifer perguntou.&lt;br /&gt;- Não, teremos que comprar. – Alisson respondeu.&lt;br /&gt;As cinco verificaram os bolsos para ver se havia algum dinheiro.&lt;br /&gt;- Seu irmão vai estar lá? – Julia perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas.&lt;br /&gt;Alisson balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;Todas desanimaram.&lt;br /&gt;- E provavelmente ele vai levar seus amigos idiotas... – a garota lembrou.&lt;br /&gt;- Até que eles são uns gatinhos, não? – Jennifer animou.&lt;br /&gt;O ônibus parou e todas desceram, acompanhadas por um grupo de três garotos, Joe, irmão de Alisson e seus outros dois amigos, Marcos e Carlos.&lt;br /&gt;- Já vou lembrando: um, nada de rock alto, dois, se forem jogar vídeo-game, joguem na televisão do seu quarto, pois vamos ver filme na sala e três, nada de nos espionar trocando de roupa ou tomando banho! – Alisson disse, com arrogância.&lt;br /&gt;- Vocês vão jogar o jogo da garrafa? – perguntou Carlos.&lt;br /&gt;- Vamos.&lt;br /&gt;- Podemos participar?&lt;br /&gt;- O que vocês acham garotas? – Alisson perguntou olhando para as amigas.&lt;br /&gt;Todas deram de ombros.&lt;br /&gt;- Podem desde que a gente não ache cerveja por toda casa.&lt;br /&gt;O grupo começou a andar em direção á casa. Pouco antes de entrarem lá, as meninas ouviram risinhos maldosos.&lt;br /&gt;Logo, estavam todos se alojando dentro da casa, as meninas no quarto de Alisson e os garotos no quarto de Joe, todos ligando aos pais para que soubessem onde estavam.&lt;br /&gt;Não demorou muito á começarem os sons de tiros do jogo de vídeo-game e a melodiosa musica pop do filme.&lt;br /&gt;Alisson e Jennifer fizeram um bolo de chocolate e foram oferecer para os meninos, após se fartarem. Até que chegou a meia noite.&lt;br /&gt;Elas foram se trocar, todas com roupas velhas da anfitriã e tiveram uma breve guerra de travesseiros até que Marcos bateu na porta. Clara atendeu.&lt;br /&gt;- Vamos jogar o jogo da garrafa?&lt;br /&gt;Todas concordaram e foram para a sala, onde Joe e Carlos já aguardavam com a garrafa na mesa-de-centro.&lt;br /&gt;Sentaram-se no aconchegante sofá azul.&lt;br /&gt;- Hei! Vamos todos sentar no tapete!&lt;br /&gt;Elas obedeceram, todas bufando.&lt;br /&gt;- Quem vai rodar a garrafa primeiro? – Marcos perguntou, olhando para todos ao redor da mesa.&lt;br /&gt;- Eu! – Jennifer disse, após algum tempo de silêncio.&lt;br /&gt;Ela pegou a garrafa pela lateral e rodou... Rodou... Rodou... Começara a parar...&lt;br /&gt;Júnia, Carlos.&lt;br /&gt;- Verdade ou desafio? – a garota perguntou.&lt;br /&gt;- Verdade.&lt;br /&gt;Júnia deu um risinho.&lt;br /&gt;- É verdade que você... Ainda é “BV”?&lt;br /&gt;Ele ficou vermelho.&lt;br /&gt;- Desafio! – ele gritou repentinamente.&lt;br /&gt;Todos riram.&lt;br /&gt;- Eu quero que você dance “na boquinha da garrafa”. – a garota riu.&lt;br /&gt;Ele pegou a garrafa e colocou-a sobre o chão de madeira. Quando iria dançar, um vento frio fez com que todos tremessem naquela sala.&lt;br /&gt;As cortinas vermelhas começaram a balançar em resposta ao vento. Alisson correu fechar a janela.&lt;br /&gt;A brincadeira continuou até altas horas, com os mesmos tipos de perguntas. Até que Alisson rodou a garrafa.&lt;br /&gt;Carlos, Júnia.&lt;br /&gt;- Verdade ou desafio? – ele perguntou com uma cara de safado.&lt;br /&gt;Ela optou pelo desafio, temendo a pergunta.&lt;br /&gt;- Amanhã, na escola, você deve entrar no banheiro masculino, e filmar você mesma fazendo o ritual da loira do banheiro!&lt;br /&gt;- Como? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Você tem que chamar pela loira, três vezes, xingando, pegar uma tesoura e estourar o ralo e depois olhar para seu reflexo no espelho fixamente por três minutos...&lt;br /&gt;- Quando devo lhe entregar a fita?&lt;br /&gt;Joe aproveitou-se da situação:&lt;br /&gt;- Amanhã nos reuniremos de novo aqui. – sorriu.&lt;br /&gt;Todos concordaram e foram dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de manhã estavam todos de pé para ir até a escola. Júnia já havia preparando a câmera dos pais de Alisson para o ritual e as outras riam, toda vez que se lembravam que ela teria que entrar no banheiro masculino.&lt;br /&gt;O ônibus escolar chegou e todos subiram correndo para pegar um lugar onde sentar. Júnia ficou de pé.&lt;br /&gt;- Não me diga que você está com medo! – Alisson zombou.&lt;br /&gt;Júnia deu um sorriso falso, amarelo e ficou muda durante toda a viagem até a escola. Assim que chegaram, bateu o sinal.&lt;br /&gt;A sala onde estudavam era mais escura que as outras da escola. Sua parede era pintada de amarelo até a metade, a outra era branca. As carteiras eram minúsculas, todos se sentavam tortos, para que pudessem escrever. As cortinas eram de uma tonalidade de verde bem escura e as luzes não iluminavam muito. Enfim, muito desconfortável.&lt;br /&gt;Passaram-se três aulas antes que Júnia pedisse para ir ao banheiro. Ela levantou-se para pedir a professora, com a câmera e a tesoura escondidas no bolso de sua grossa blusa de frio azul. As outras quatro meninas tiveram um ataque de risinhos, que fez a professora de português ficar desconfiada.&lt;br /&gt;Lá foi Júnia. O barulho de seus passos ecoava pela laje do chão.&lt;br /&gt;Ao chegar em frente á porta do banheiro ela ouviu alguém assoviando. Correu até um bebedouro que lá havia e fingiu beber água até que o garoto saiu de lá. Assim que ouviu o barulho da porta da sala de aula onde ele estudava bater, correu até o banheiro.&lt;br /&gt;Um horrível cheiro de urina encheu suas narinas e quase a fez vomitar.&lt;br /&gt;- Vamos acabar logo com isso! – murmurou, ligando a câmera e a colocando em cima de uma das pias.&lt;br /&gt;Ela foi ao centro do banheiro, localizou o ralo em um dos únicos três chuveiros da escola e começou:&lt;br /&gt;- Venha sua loira burra!&lt;br /&gt;Ela ouviu passos e correu pegar a câmera para se esconder em um dos boxes temendo ser pega. Ninguém apareceu.&lt;br /&gt;Júnia colocou a filmadora de volta naquela pia, pegou a tesoura e continuou tímida, sussurrando, alto o bastante para a câmera captar o som.&lt;br /&gt;- Venha me pegar loira retardada!&lt;br /&gt;Ela olhou para os lados.&lt;br /&gt;- Venha, sua loira puta!&lt;br /&gt;Assim que terminou a frase, e correu até o ralo e enterrou a tesoura. Começou a cavocar como se fosse terra até que se partiu.&lt;br /&gt;A porta do banheiro fechou-se abruptamente. Júnia pulou de susto.&lt;br /&gt;Ainda com a respiração ofegante, começou a se olhar no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula passara e nada de Júnia voltar do banheiro. Eles começaram a ficar preocupados.&lt;br /&gt;Chegou o intervalo. Todos correram para o pátio, todos, menos os sete jovens, que permaneceram sentados, em silêncio, preocupados com sua amiga, que não voltara.&lt;br /&gt;Uma garota foi até a porta e logo depois olhou para eles.&lt;br /&gt;- Vocês viram Alice?&lt;br /&gt;- Quem? – Clara perguntou.&lt;br /&gt;- Alice, a menina que senta ao meu lado...&lt;br /&gt;Todos balançaram a cabeça negativamente.&lt;br /&gt;- Sabia que ela iria amarelar! – a garota resmungou.&lt;br /&gt;Assim que ela saiu, batendo a porta levemente atrás de si, Alisson virou-se para os outros e falou:&lt;br /&gt;- Alguém tem que ir até lá ver o que houve com Júnia!&lt;br /&gt;- Carlos, vá lá ver o que aconteceu... – murmurou Jennifer.&lt;br /&gt;Ele se levantou vagarosamente e foi até a porta, que se abriu com um ruído de metal enferrujado. Foi andando firmemente até o banheiro, passando pelos enormes corredores com grandes fileiras de armários. Não havia ninguém lá, a não ser pela câmera, jogada no chão. O piso e a parede estavam todos molhados.&lt;br /&gt;Olhou dentro dos boxes para ver se júnia se encontrava por lá. Nem um rastro.&lt;br /&gt;Uma das torneiras estava aberta. Carlos fechou-a e agarrou a câmera, que para sua surpresa, ainda estava ligada.&lt;br /&gt;Ele desligou a filmadora e voltou para a sala de aula. Alisson, a única que sabia mexer no objeto, o aguardava de pé.&lt;br /&gt;- Aqui está. – disse, entregando-lhe a câmera.&lt;br /&gt;Ela sentou-se em uma cadeira enquanto os outros iam amontoando-se ao seu redor.&lt;br /&gt;- Há quanto tempo ela saiu daqui? – Alisson perguntou, apertando alguns botões da filmadora.&lt;br /&gt;- Já faz uns vinte minutos... – Julia responde, com um ataque repentino de coceira.&lt;br /&gt;Jennifer concorda com a cabeça.&lt;br /&gt;- Achei... Aqui está! Será que Júnia não está nos pregando uma peça? – Alisson disse, colocando para fora da câmera uma tela bem pequena.&lt;br /&gt;- Se for... Está dando certo. – Joe murmurou.&lt;br /&gt;O filme que Júnia fizera de si mesma começou a ser mostrado.&lt;br /&gt;Ela colocou a câmera em cima de uma pia e murmurou algo enquanto ia até o centro do banheiro. Chamou pela loira pela primeira vez. Ouvem-se passos. Júnia agarra a câmera e a desliga, rapidamente.&lt;br /&gt;A luz da sala de aula começou a enfraquecer até que Joe olhou para ela, por cima dos ombros, e voltou ao normal.&lt;br /&gt;Assim que a filmadora é ligada novamente e recolocada na pia, Júnia volta ao centro do local, desta vez com a tesoura em mãos. Chamou pela loira outra vez. Pausa. Chamou pela terceira e ouve-se um barulho muito alto. Ela se assusta, mas mesmo assim, olha para o espelho fixamente, depois de cavocar o ralo do chuveiro.&lt;br /&gt;A luz da sala de aula começou a piscar. Talvez fosse brincadeira de Júnia, mas mesmo assim, todos sentiam que havia algo de errado com aquela escola.&lt;br /&gt;A câmera começou a falhar. Um vulto passou ao seu lado. Júnia grita e a câmera cai no chão, impedindo que eles vissem o que aconteceu. Grito. Mais alto. Barulhos. Silêncio.&lt;br /&gt;Alisson aperta um botão, que acelera o filme até que Carlos chega e desliga a câmera.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – Alisson perguntou, tremendo.&lt;br /&gt;- Devemos mostrar isso á alguém? – Julia questionou.&lt;br /&gt;- Não... Eles iriam pensar que é algum tipo de brincadeira. – desanimou Joe.&lt;br /&gt;Alisson fechou o zíper de sua blusa de frio enquanto dizia:&lt;br /&gt;- Mas temos que fazer algo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1: Joe Sullivan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe nem conseguia jogar bola direito. Errou vários “gols”. Não conseguia parar de pensar em Júnia.&lt;br /&gt;Suava mais que o normal, mesmo correndo menos. O cheiro da grama que antes lhe agradava as narinas, se tornara enjoativo.&lt;br /&gt;Logo que o jogo acabou, ele nem tomou banho no clube. Foi para sua casa.&lt;br /&gt;Andava pelas ruas ligeiramente, querendo apenas chegar mais rápido, esquecer a escola. Mas isso era impossível.&lt;br /&gt;Assim que chegou, Paloma, sua linda namorada, o aguardava sentada na poltrona, olhando para a televisão, logo á frente da mesa de centro, em uma estante.&lt;br /&gt;- Olá! Não esperava te encontrar aqui! – disse, cansado.&lt;br /&gt;Ela não respondeu.&lt;br /&gt;- Paloma?&lt;br /&gt;- Fala... – ela respondeu muito desanimada.&lt;br /&gt;Ele foi até o sofá e sentou ao seu lado. Paloma estava chorando.&lt;br /&gt;- O que houve meu bem? – falou carinhosamente.&lt;br /&gt;Ela esfregou os olhos.&lt;br /&gt;- É um mau pressentimento... – soluçou.&lt;br /&gt;Joe a abraçou e lhe deu um beijo na bochecha.&lt;br /&gt;- Vou tomar banho e já volto para conversarmos direito.&lt;br /&gt;Ele subiu as escadarias para o segundo andar e foi para seu quarto, onde havia um banheiro.&lt;br /&gt;Entrou vagarosamente e retirou sua roupa. Seu cheiro forte de suor o estava incomodando desde o clube.&lt;br /&gt;A água quente do chuveiro caiu sobre seu corpo, esfumaçando todo o box. Qual era seu problema?&lt;br /&gt;O que estava sentindo exatamente? O que era aquele vazio?&lt;br /&gt;Desligou o chuveiro e começou a se enxugar. Foi até a pia e escovou os dentes. Trocou-se, mas quando foi descer as escadarias ouviu um barulho de água corrente.&lt;br /&gt;Voltou ao banheiro e notou que a torneira estava aberta. Fechou-a e saiu novamente. Mas quando foi descer as escadarias, ouviu o barulho de água corrente novamente.&lt;br /&gt;- Mas o que?&lt;br /&gt;Foi ao banheiro. A torneira estava aberta.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui?&lt;br /&gt;Fechou. Saiu e desceu as escadas. Foi quando ouviu o barulho de água corrente de novo.&lt;br /&gt;Voltou para o banheiro e fechou a torneira, mas o barulho continuou mais baixo.&lt;br /&gt;“Deve ser do quarto de Alisson”, pensou.&lt;br /&gt;Andou vagarosamente pelo corredor que distanciava seu quarto do de sua irmã.&lt;br /&gt;Ao abrir a porta, o barulho ficou mais alto. Foi até o banheiro e viu Paloma em frente á pia com a torneira aberta, passando um batom em torno de seus lábios.&lt;br /&gt;- Ah! É você! – Joe disse aliviado.&lt;br /&gt;Seu alívio passou quando viu que ela não parava de passar o batom e que sua boca já estava completamente vermelha. Ele começou a chorar e coçar sua cabeça.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo?&lt;br /&gt;De repente, Paloma parou de passar e repassar o batom, que caiu de sua mão.&lt;br /&gt;Ela o olhou nos olhos. Depois, desmaiou.&lt;br /&gt;Então Joe começou a olhar fixamente para sua frente, como se não enxergasse nada.&lt;br /&gt;Sem controle. Mente vazia. Frio insuportável.&lt;br /&gt;Agarrou Paloma pelo pé direito, começou a descer as escadas. A cabeça da garota batia em cada degrau que descia. O som se tornara abafado á seus ouvidos. Ela abriu os olhos, mas continuou naquele estado. Sua testa começara a sangrar.&lt;br /&gt;Joe á levou até a cozinha. Pegou um garfo. Retesou seu braço. O olho. Sangue por toda parte. Ele começou a gemer e urrar. Agarrou a garota pelos cabelos e beijou-a. Seu coração batia forte. Seu frio aumentara.&lt;br /&gt;O barulho de água corrente voltou á preencher seus ouvidos. O cheiro forte da morte tomara todo o local.&lt;br /&gt;Ouviu o tilintar de um molho de chaves e, logo depois, a maçaneta. Alguém entrou na casa.&lt;br /&gt;Foi andando bem devagar até a sala.&lt;br /&gt;- Filho? O que aconteceu? Olhe! Você está cheio de sangue! – Gloria, sua mãe dissera.&lt;br /&gt;Ela era uma mulher muito bonita, mesmo com a idade bem elevada, tentava se cuidar. Seus cabelos estavam amarrados em um rabo-de-cavalo bem preso e ainda estava com sua roupa de trabalho, um uniforme todo azul.&lt;br /&gt;Uma ótima mãe e amiga, Joe e Alisson poderiam contar tudo para ela.&lt;br /&gt;Foi correndo até o filho, deixou o molho de chaves e a bolsa em cima da mesa-de-centro e foi ver o que havia acontecido com ele. Tentou abraça-lo, mas ele á segurou pelos cabelos.&lt;br /&gt;Ela gritou porem ele a arrastou até a cozinha, onde estava o corpo de Paloma. Ao vê-lo, Gloria começou a relutar.&lt;br /&gt;Joe a pegou e jogou dentro da geladeira, e começou a tentar fecha-la lá dentro. Ela tentava segurar a porta para que ele não a matasse. Os alimentos lá de dentro começaram a cair.&lt;br /&gt;- Por que está fazendo isso filho? Por quê?&lt;br /&gt;Ele ignorou-a e fechou a porta da geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 2: Jennifer Daee&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jennifer continuou na escola. Cruzou em um corredor com Marcos, que voltava do futebol.&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Oi...&lt;br /&gt;Não conseguia encarar nenhum deles. Continuou a andar até chegar á sua sala de aula.&lt;br /&gt;- Qual o problema? – Marcos perguntou inocentemente.&lt;br /&gt;Ela se irritou. Júnia e Carlos desapareceram, todos estavam agindo estranho e ele ainda perguntara “qual o problema?”. Qual o problema DELE?&lt;br /&gt;- Você é retardado? Cego? Algo do tipo? Qual o SEU problema!? Não está sentindo algo diferente não? Eu estou! Estou sentindo dois amigos desaparecidos!&lt;br /&gt;Marcos começou a chorar. O sinal bateu, o que os fez entrar na sala de aula.&lt;br /&gt;Jennifer sentou ao lado dele.&lt;br /&gt;- Desculpe-me... Eu não pensei que... – ela começou. Suspirou.&lt;br /&gt;Ele levantou-se e saiu da sala.&lt;br /&gt;- Ei? Tudo bem? – Greg, o professor de matemática perguntou.&lt;br /&gt;- Sim... Tudo...&lt;br /&gt;Ela nem notou, mas todos os outros alunos já estavam dentro da Classe.&lt;br /&gt;Não adiantou nada ficar assistindo a aula. Estava completamente desconcentrada.&lt;br /&gt;O sinal parecia demorar, o relógio não se movia. O tempo não passava.&lt;br /&gt;Jennifer adormeceu, sua cabeça tombou para frente e ela bateu a testa na carteira. Acordou instantaneamente, toda ensangüentada.&lt;br /&gt;Levantou-se rapidamente e, aos gritos de ajuda do professor, foi correndo ao banheiro se lavar. Não viu nada enquanto andava, como se sua concentração fosse total á chegar ao banheiro.&lt;br /&gt;Assim que entrou, lavou-se. Fora apenas um pequeno corte. Rasgou a parte debaixo de sua blusa e enfaixou a testa. Respirou aliviada. Fechou a torneira e saiu.&lt;br /&gt;Quando estava atravessando a porta ouviu a torneira aberta novamente. Ignorou, queria apenas ir até a enfermaria do colégio cuidar de seu ferimento.&lt;br /&gt;Continuou andando até que ouviu um baque forte na classe de Greg. Ia entrar, mas sua cabeça começou a doer, o que a fez apressar o passo até a enfermaria.&lt;br /&gt;Os corredores estavam vazios. O barulho de seu sapato em contato com o piso azul ecoava por toda parte.&lt;br /&gt;Chegara à enfermaria e ficou de pé no balcão para que alguém a atendesse. Um horrível cheiro de podre encheu o ar.&lt;br /&gt;- Tem alguém aí? – Jennifer gritou, tampando o nariz.&lt;br /&gt;Nada. Nenhum som.&lt;br /&gt;- OI!&lt;br /&gt;Ficou esperando por mais três minutos, resolveu ir para a sala do velho diretor, Robert David.&lt;br /&gt;Saiu da enfermaria e começou a andar apressadamente.&lt;br /&gt;Quando passou novamente em frente aos banheiros ouviu o barulho da torneira e o mesmo baque que ouvira na sala do professor Greg, porem, desta vez, no banheiro masculino.&lt;br /&gt;- Tá tudo bem aí?&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Jennifer se assustou. Encostou a orelha sob a porta para tentar ouvir mais.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Ela quase deu um grito. Resolveu entrar para saber o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Abriu a porta vagarosamente e entrou bem devagar.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;Lá estava Marcos. Caído no chão.&lt;br /&gt;- Marcos? Você está bem?&lt;br /&gt;Ele levantou-se e olhou bem em seus olhos. Fitou-a por certo tempo. De repente escorregou e caiu. Baque. Jennifer gritou.&lt;br /&gt;Marcos ficou no chão, até que se levantou novamente. Escorregou. Caiu. Baque.&lt;br /&gt;Ela saiu correndo.&lt;br /&gt;Quando estava virando a ponta do corredor em “L”, ouviu um barulho de alguém que não conseguia respirar. Parou. Olhou para trás.&lt;br /&gt;Lá estava, parada, de pé, uma garota, com um vestido branco todo rasgado e longos cabelos loiros que cobriam seu rosto.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;A garota começou a andar lenta e vagarosamente. Começou a erguer sua cabeça. A luz daquele corredor desligou-se.&lt;br /&gt;Escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 3: Julia Cristina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julia acordara com o sinal para a saída. Levantou-se rapidamente e saiu em disparada para o ônibus escolar. Queria falar com Alisson.&lt;br /&gt;Assim que á viu, sentada na parte da frente do ônibus, foi sentar ao seu lado.&lt;br /&gt;- O que está havendo? Por que seu irmão saiu mais cedo? Ele foi ao clube? – Julia perguntou.&lt;br /&gt;Sua amiga não respondeu.&lt;br /&gt;As duas ficaram mudas o caminho todo, até que Alisson desceu.&lt;br /&gt;- Thau, Alisson.&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;Julia desceu logo em seguida, em frente á praça, pois sua casa era bem perto. Lá estava um grupo de ciganos, que dançavam, cantavam, faziam mágicas entre outras coisas.&lt;br /&gt;Ela resolveu dar uma olhada. Andou vagarosamente entre os canteiros de flores até avistar uma barraca azul, com dizeres em letras douradas: MADAME LUA. Conheça seu destino!&lt;br /&gt;Uma estranha impulsão a fez entrar naquele lugar. Era uma barraca pequena e escura por dentro, com um forte cheiro de incensos perfumados. A possível “madame lua” estava sentada em um pequeno banquinho de madeira, com vestes longas e leves em tons azulados.&lt;br /&gt;- Entre querida! Entre! – a estranha disse com a voz tremula.&lt;br /&gt;Julia começou a entrar lentamente.&lt;br /&gt;- Sente-se aqui! – madame lua disse, apontando para uma cadeira á frente de sua mesa, que continha um maço de cartas.&lt;br /&gt;- O que é isso? – A garota gaguejou, apontando para as cartas.&lt;br /&gt;- Tudo á seu tempo! Tudo á seu tempo! – a velha murmurou.&lt;br /&gt;Assim que Julia sentou-se, a senhora colocou o maço de cartas em sua mão e disse:&lt;br /&gt;- Embaralhe.&lt;br /&gt;Ela embaralhou, até que a madame lua, levantou seu dedo indicador, como se falasse para parar. A garota parou, então a velha tomou as cartas de sua mão.&lt;br /&gt;- Corte em mais três maços.&lt;br /&gt;Julia obedeceu e cortou três vezes o baralho.&lt;br /&gt;- Retire uma carta de cada um.&lt;br /&gt;Ela retirou as três cartas e as colocou em cima da mesa. Madame lua as pegou e colocou á sua frente e deixou o restante de lado.&lt;br /&gt;Virou a primeira, que continha a ilustração de um homem, pendurado á uma árvore pelos pés.&lt;br /&gt;- Este é o enforcado... Mostra o seu presente...&lt;br /&gt;Virou a segunda carta. Era um espectro negro, com os olhos vermelhos.&lt;br /&gt;- Esta é a morte... Mostra seu futuro...&lt;br /&gt;Virou a terceira. Desta vez era um anjo, segurando uma espada vermelha.&lt;br /&gt;- Esta é a vida... Mostra seu passado...&lt;br /&gt;Assim que ouviu essa frase, Julia nem esperou explicação, saiu da barraca e foi para sua casa.&lt;br /&gt;Assim que chegou, começou a chorar.&lt;br /&gt;Uma enorme dor de cabeça começara. Sentiu vontade de vomitar e foi correndo até o banheiro.&lt;br /&gt;O telefone começou a tocar. Ela limpou-se com um pouco de água e foi atender.&lt;br /&gt;- Alô! Julia? É a Alisson.&lt;br /&gt;- Oi Alisson...&lt;br /&gt;Julia ouviu um barulho muito estranho no telefone, como se alguém estivesse tentando respirar, mas sem sucesso.&lt;br /&gt;- Alisson? Tá tudo bem aí?&lt;br /&gt;- Eu estou na escola! Venha ajudar! Rápido!&lt;br /&gt;Desligou.&lt;br /&gt;A garota pegou um casaco e saiu. Foi correndo até a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portão estava fechado.&lt;br /&gt;- ALISSON! – gritou.&lt;br /&gt;Nenhuma resposta.&lt;br /&gt;Ela agarrou-se á uma barra na diagonal do portão e o pulou. A porta da escola estava entreaberta. Julia entrou cautela e vagarosamente.&lt;br /&gt;Estava tudo muito escuro. Ela pegou o celular e ligou para a amiga.&lt;br /&gt;- Alô? Julia?&lt;br /&gt;- É... Onde você está?&lt;br /&gt;- No banheiro!&lt;br /&gt;- Me espere que já estou indo aí!&lt;br /&gt;Ela começou a correr pelos corredores. Estava realmente escuro, mas sua convivência diária com a escola formou em sua cabeça um mapa, que á guiou até o banheiro.&lt;br /&gt;- Alisson?&lt;br /&gt;Entrou no banheiro feminino, mas não havia ninguém lá. A única coisa de estranha era uma das pias, cuja torneira estava aberta.&lt;br /&gt;- Alisson?&lt;br /&gt;Ouviu várias batidas repentinas na parede que dividia os banheiros. Gritou.&lt;br /&gt;Saiu daquele banheiro e foi andando vagarosamente até o outro. Começou a abrir a porta. Entrou. Gritou. Saiu correndo. Escorregou. Caiu de cabeça. Dor.&lt;br /&gt;Lá estava Alisson, enforcada. Também estava a loira, pendurada no teto, estática, com seus cabelos escondendo seu olhar, segurando uma corda que se estendia até o pescoço da amiga.&lt;br /&gt;Ainda atordoada, dolorida, Julia levantou-se e saiu daquele lugar. Tudo parecia uma mancha preta diante de seus olhos. Sua dor era insuportável.&lt;br /&gt;Ela rastejou-se até a entrada, onde parou, ao ver Jennifer.&lt;br /&gt;- Jen... Me... Ajuda... – disse, cuspindo sangue.&lt;br /&gt;Jennifer virou-se. Gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 4: Clara Andersen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara pegou a câmera e a conectou no computador através de um fio. Passou a filmagem a um CD de DVD e saiu de seu quarto.&lt;br /&gt;Sua casa era pequena, mas aconchegante. A sala era toda decorada com cores quentes e seu piso era de madeira. Continha uma enorme televisão em um armário, junto com vários livros. O controle da TV e do aparelho de DVD ficavam sempre em cima da mesa-de-centro.&lt;br /&gt;Ela sentou-se em seu sofá amarelo, pegou os controles e ligou a televisão. Ela se levantou novamente e colocou o disco no aparelho, depois, voltou novamente a se sentar.&lt;br /&gt;Viu o filme novamente.&lt;br /&gt;Ela colocou a câmera em cima de uma pia e murmurou algo como “... Acabar logo com isso!” enquanto ia até o centro do banheiro. Chamou pela loira pela primeira vez. Ouvem-se passos. Júnia agarra a câmera e a desliga, rapidamente.&lt;br /&gt;Assim que a filmadora é ligada novamente e recolocada na pia, Júnia volta ao centro do local, desta vez com a tesoura em mãos. Chamou pela loira outra vez. Pausa. Chamou pela terceira e ouve-se um barulho muito alto. Ela se assusta, mas mesmo assim, quebra o ralo com a tesoura e olha para o espelho fixamente.&lt;br /&gt;A câmera começou a falhar. Um vulto passou ao seu lado. Júnia grita e a câmera cai no chão, impedindo que eles vissem o que aconteceu. Grito. Mais alto. Barulhos. Silêncio.&lt;br /&gt;Clara volta o filme novamente até a parte onde se vê um vulto. Pausou.&lt;br /&gt;Ativou o comando de câmera lenta.&lt;br /&gt;Um frame. Dois... Três... Vulto. Pausou.&lt;br /&gt;Ela ficou olhando para a televisão. Havia algo estranho com aquele vulto. Tinha a silhueta de uma mulher e não era possível ver seu rosto.&lt;br /&gt;De repente o vulto começa a se mover. Clara para novamente a filmagem, porém o filme já estava parado.&lt;br /&gt;Continua se movendo. Indo á sua direção. Ela corre até a TV e a tira da tomada. Continua se movendo.&lt;br /&gt;A garota sai da sala e vai até seu quarto. Agarra seu celular coloca para chamar o primeiro número que vê.&lt;br /&gt;- Alô? – grita.&lt;br /&gt;- Alô, Clara?&lt;br /&gt;- Carlos? Venha até aqui! Socorro!&lt;br /&gt;De repente ela começa a ouvir o barulho de alguém sufocando no telefone. Jogou-o longe. Ele bateu na parede e caiu no chão.&lt;br /&gt;O barulho continuou. Clara levanta-se e sai da casa. Começa a correr, sem nenhuma direção, intenção ou qualquer objetivo de onde chegar. Apenas corria pela rua gelada e nublada.&lt;br /&gt;De repente tromba com algo e cai de costas no chão. Sente uma enorme dor de cabeça. Passa a mão por seus cabelos rasos e curtos. Olha sua mão novamente. Sangue.&lt;br /&gt;Clara observa seu redor. Foi no portão da escola que esbarrou. Ele estava aberto. Ela entra vagarosamente. Ainda estavam tendo aulas. Era possível notar isso pelo barulho vindo das salas de aula.&lt;br /&gt;A garota começa andar até que vê Alisson.&lt;br /&gt;- Alisson?&lt;br /&gt;Ela vira-se para trás e enxerga Clara.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo aqui? Não devia estar investigando o vídeo? – Alisson falou.&lt;br /&gt;Clara começa a tremer.&lt;br /&gt;- Tem algo realmente estranho no vídeo. Não é nenhuma brincadeira de Júnia! – ela começa a chorar.&lt;br /&gt;Alisson a abraça. As duas começam a andar até a enfermaria, cuidar do ferimento na cabeça de Clara.&lt;br /&gt;- O que você estava fazendo fora da aula, Alisson? – pergunta.&lt;br /&gt;- Carlos. Ele saiu correndo do repente da aula dizendo que precisava ajudar alguém.&lt;br /&gt;Ela lembra-se que o chamou e fica agitada.&lt;br /&gt;- Ei! Alisson! Me passe seu celular!&lt;br /&gt;- Para... – Alisson começa.&lt;br /&gt;- Rápido! – interrompe Clara.&lt;br /&gt;A amiga pega o aparelho e o entrega.&lt;br /&gt;Clara começa a procurar o numero de Carlos. Assim que o acha, na lista telefônica digital, liga para ele. Chamou. Nada.&lt;br /&gt;- Preciso voltar para minha casa ver se ele está bem!&lt;br /&gt;Alisson concorda com a cabeça.&lt;br /&gt;- Vou junto! – diz.&lt;br /&gt;As duas começam a correr. Estão na porta da escola quando ouvem alguém&lt;br /&gt;- Parem! As duas! – gritou Greg.&lt;br /&gt;Alisson para de correr.&lt;br /&gt;- Vai ver como ele está! – fala rapidamente.&lt;br /&gt;Clara continua correndo. Estava começando a sentir dor nas pernas quando chegou á sua casa. Estava tudo escuro. Foi entrando.&lt;br /&gt;- Carlos?&lt;br /&gt;Acendeu a luz da sala e começou a ir para o corredor que se dividia entre seu quarto e a cozinha. Andava vagarosamente.&lt;br /&gt;- Carlos?&lt;br /&gt;Foi para seu quarto e acendeu a luz. Ouviu alguém sufocando na cozinha.&lt;br /&gt;- Carlos? É você?&lt;br /&gt;Virou-se e seguiu o corredor novamente até a cozinha. Gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 5: Alisson Sullivan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava Alisson, sentada na dura cadeira de madeira da sala dos professores. Greg a encarava e repetiu novamente a pergunta que passara a fazer após vê-la tentando fugir da escola.&lt;br /&gt;- O que estava acontecendo?&lt;br /&gt;- Nada! Eu já disse!&lt;br /&gt;Ele levantou-se e começou a andar pela pequena sala. Foi até o armário e agarrou um punhado de papeis. Retirou dele uma ficha completa sobre Alisson, com todas suas notas, advertências, trabalhos entregues, não entregues entre outras coisas.&lt;br /&gt;Olhou entre os papeis da ficha e depois concluiu:&lt;br /&gt;- Você não me parece uma aluna bagunceira. O que está havendo?&lt;br /&gt;Os cabelos grisalhos de Greg balançaram-se ao vento que entrou furiosamente pela janela ao seu lado.&lt;br /&gt;- Nada! Eu já disse várias vezes. – Alisson disse grosseiramente.&lt;br /&gt;O professor riu.&lt;br /&gt;- Eu já fui adolescente! Sei detectar confusão de perto!&lt;br /&gt;- Não a que arranjamos. – A garota gaguejou.&lt;br /&gt;Greg suspirou.&lt;br /&gt;- Olha... Vou liberá-la dessa vez... Mas não conte com isso se eu vê-la aprontando novamente.&lt;br /&gt;Alisson saiu rapidamente pela porta e foi correndo até o banheiro feminino agarrando seu celular e discando o número de Clara.&lt;br /&gt;Chamou. Atendeu.&lt;br /&gt;- Clara? Alô?&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;- Está tudo bem por aí? Cadê o Carlos?&lt;br /&gt;Alguém começou a sufocar do outro lado da linha telefônica. Alisson desligou.&lt;br /&gt;De repente ouviu um estranho baque no banheiro ao lado. Assustou-se e resolveu conferir o que estava acontecendo. Saiu de lá e foi entrando no banheiro masculino vagarosamente. Baque. Gritou. Saiu correndo.&lt;br /&gt;Foi até a classe e sentou-se, aguardando que os outros chegassem. Sentiu a respiração de alguém á sua nuca. Virou o pescoço vagarosamente. A loira.&lt;br /&gt;Alisson não gritou. Simplesmente saiu da sala e foi até o portão da escola, onde se sentou. Lá ficou, tremendo de frio, até o sinal para a saída bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi andando até o ônibus. Sentou-se no primeiro banco que viu. Julia chegou e começou a falar varias coisas ao lado dela. Alisson nem sequer ouvia. Desceu do ônibus e foi caminhando até sua casa.&lt;br /&gt;A porta estava aberta, então ela foi entrando. Lá estava Joe, sentado no sofá com sua mãe e com a namorada, Paloma, assistindo algo. Um cheiro de podridão estava naquele lugar. Ele foi se aproximando do sofá para sentar-se também quando escorregou. Caiu.&lt;br /&gt;Quando se levantou, notou que havia escorregado em sangue e que os três estavam mortos, assistindo ao vídeo de Júnia.&lt;br /&gt;Alisson saiu correndo.&lt;br /&gt;Isso era o que menos adiantava, pois a loira estava em sua cola e não iria saciar-se até matá-la. Sentiu novamente a respiração de alguém á sua nuca, simplesmente voltou atrás e entrou na casa novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 6: Gloria Sullivan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloria voltou para casa da viagem logo depois que seus filhos foram para escola. Dormiu pouco mais que duas horas e foi trabalhar. Seu marido, Daniel, ficaria mais um dia na chácara onde estavam.&lt;br /&gt;Estava dirigindo, quando o celular tocou. Ela o atendeu séria, assim que percebeu ser o número da escola.&lt;br /&gt;- Alô? Senhora Sullivan? – perguntaram.&lt;br /&gt;- Sim. Quem fala?&lt;br /&gt;- É o Greg, professor de matemática de seus filhos.&lt;br /&gt;- Sim, sim... O que houve?&lt;br /&gt;Gloria ouviu um suspiro do outro lado da linha. Porém o suspiro começou a se prolongar e virar um sufoco.&lt;br /&gt;- Alô? Tem alguém aí? – falou, começando a se preocupar.&lt;br /&gt;Desligou. Gloria virou a esquina e foi em direção á escola. Não demorou muito a chegar, o portão ainda estava aberto e ainda estava havendo aulas. Ela entrou e foi direto á diretoria.&lt;br /&gt;Ficou em pé, encarando o balcão vazio até que a secretária chegou. Uma moça nova, com o cabelo loiro solto, jeans rasgados e uma blusa simples, branca.&lt;br /&gt;- Oi! Desculpe a demora!&lt;br /&gt;Gloria balançou a cabeça enquanto dizia:&lt;br /&gt;- Não! Imagine!&lt;br /&gt;- No que posso ajudá-la?&lt;br /&gt;- Preciso falar com Greg.&lt;br /&gt;A secretária fez um sinal negativo com a cabeça.&lt;br /&gt;- Ele acabou de sair.&lt;br /&gt;Gloria pareceu confusa.&lt;br /&gt;- Alguma coisa aconteceu com Alisson?&lt;br /&gt;A garota ligou o computador que lá havia.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- Alisson Sullivan.&lt;br /&gt;A secretária digitou o nome da garota.&lt;br /&gt;- Não, não aconteceu nada com ela.&lt;br /&gt;Gloria agradeceu e saiu aliviada. Estava no corredor quando ouviu um barulho, o mesmo do telefone.&lt;br /&gt;- Tem alguém aí? – perguntou.&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;Ela continuou andando até ouvir novamente o barulho.&lt;br /&gt;-Tem alguém?... Escuta! Se isso é uma brincadeira, não tem graça nenhuma.&lt;br /&gt;Barulho.&lt;br /&gt;- PARE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 7: Robert Peyton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert começou a sentir uma enorme dor de cabeça no meio da aula. Começou depois que uma garota pedira para ir ao banheiro, assim como o cheiro de podre, qual ninguém aparentava sentir.&lt;br /&gt;- Tudo bem Robie? – Karen, sua namorada, perguntou.&lt;br /&gt;- Sim... Tudo... - respondeu, desanimado. – Você...&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Você está sentindo este cheiro?&lt;br /&gt;Karen respirou fundo.&lt;br /&gt;- Não, não sinto nenhum cheiro... – a garota, enfim disse.&lt;br /&gt;Robert balançou a cabeça.&lt;br /&gt;Logo a aula terminou e todos foram para o intervalo. Ele saiu junto á Karen e foi até o pátio. Sentaram-se nos degraus da escadaria que levava até a quadra e ali ficaram.&lt;br /&gt;- Você está se sentindo bem? – Karen perguntou preocupada.&lt;br /&gt;Robert estava distraído, olhando fixamente á um ponto vazio da quadra.&lt;br /&gt;Não demorou muito á terminar o intervalo e ambos foram de volta para a classe, onde haveria uma segunda aula de português. O cheiro podre, para ele, continuava no local.&lt;br /&gt;As aulas daquele dia terminaram e Robert foi para sua casa, á pé, já que era bem perto da escola. As ruas estavam vazias, havia poucas pessoas e poucos carros também.&lt;br /&gt;Quando chegou, puxou dos bolsos um molho de chaves e abriu o portão, cruzou o jardim da frente e logo depois, destrancou a porta.&lt;br /&gt;Entrou em sua casa e sentiu um horrível cheiro de podridão.&lt;br /&gt;- Mas o que...?&lt;br /&gt;Não ficou muito tempo lá, assim que trocou de roupas, saiu. Qualquer lugar estava melhor que lá dentro.&lt;br /&gt;Assim que alcançou o portão, pegou o celular do bolso e discou o número de Karen.&lt;br /&gt;- Alô, Karen?&lt;br /&gt;- Oi! Melhorou?&lt;br /&gt;- Na verdade não...&lt;br /&gt;Robert ouviu-a suspirar do outro lado da linha telefônica.&lt;br /&gt;- Posso ir aí? – ele perguntou.&lt;br /&gt;- Venha! A gente faz o trabalho de física juntos!&lt;br /&gt;- Ok! – desligou.&lt;br /&gt;Voltou a andar, desta vez, indo em direção á casa de Karen, que morava perto de uma linda praça. Estava atravessando a rua quando viu Mattson, um Garoto de sua classe que dominava bem o assunto do trabalho que iriam realizar.&lt;br /&gt;- Oi! Mattson! – cumprimentou.&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Ei! Você não quer ajudar eu e Karen a fazer o trabalho?&lt;br /&gt;- Ah cara! Acontece que eu estou meio ocupado...&lt;br /&gt;- Por que você faltou hoje?&lt;br /&gt;- Fui ao médico...&lt;br /&gt;Robert balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;- Tudo bem... – falou.&lt;br /&gt;- Até mais cara! – Mattson despediu-se.&lt;br /&gt;- Até...&lt;br /&gt;Cada um continuou seu caminho. Não demorou muito e Robert chegara á praça, onde estava sendo desmontada uma feira de ciganos. Ele parou e ficou observando-os por um tempo.&lt;br /&gt;De repente, uma velha muito estranha olhou para ele e foi á sua direção. Robert ficou assustado, mas manteve-se parado.&lt;br /&gt;- Criança! – ela começou. – Vocês correm muito perigo! Vocês despertaram a lenda da loira!&lt;br /&gt;- Do que você está falando?&lt;br /&gt;- Eu sei que você não fez o ritual, mas a maldição pegará á todos que cruzarem seu caminho, mesmo que não queiram! Por isso, vamos sair da cidade... Antes que a maldição de sua escola chegue á nós!&lt;br /&gt;Um homem muito forte, com trajes típicos de cigano os viu conversando, olhou para a velha e falou:&lt;br /&gt;- Pare! Vamos logo embora!&lt;br /&gt;Ela concordou com a cabeça e entrou em uma caminhonete.&lt;br /&gt;“O que aquela velha quis dizer com maldição da loira?”, Robert ficou se perguntando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi amor! – disse ao entrar.&lt;br /&gt;- Oi querido! – Karen respondeu lhe dando um beijo.&lt;br /&gt;Ambos sentaram na cama e ela puxou seu caderno para que fizessem o trabalho.&lt;br /&gt;Ele ficou pronto em duas horas, assim, Karen pensa em convidar Robert para comer algo, ambos estavam famintos.&lt;br /&gt;- Ro, você não quer comer algo?&lt;br /&gt;- Quero sim...&lt;br /&gt;Os dois saíram do quarto, após Karen guardar o caderno de volta na mochila, e foram para a cozinha. Ela começou a procurar algo na geladeira enquanto ele revistava o armário.&lt;br /&gt;- Tem pão aí no armário?&lt;br /&gt;- Tem sim.&lt;br /&gt;- Vamos fazer sanduíches?&lt;br /&gt;Robert concordou com a cabeça e colocou o pacote de pães em cima da mesa. Então se lembrou da cigana.&lt;br /&gt;- Posso usar seu computador? – ele perguntou.&lt;br /&gt;- Pode... Pra que você quer usar ele?&lt;br /&gt;- Pesquisa.&lt;br /&gt;Robert foi à frente ao computador e ligou-o. Assim que conectou, entrou em um site de pesquisa e digitou as palavras-chave como sendo: Maldição; Loira.&lt;br /&gt;Um de seus primeiros resultados era intitulado “A Maldição da Loira do Banheiro”. Ele clicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldição da loira do banheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa lenda urbana iniciou-se nos anos sessenta, por volta de Piracicaba, interior de São Paulo, Brasil, e até hoje assusta crianças e adolescentes do mundo todo.&lt;br /&gt;Em sua primeira versão, quem fosse ao banheiro da escola em horário de aula, a encontrava lá, com olheira e algodão nas narinas.&lt;br /&gt;Porém, sendo uma lenda urbana (Sim! Aquela que um amigo de um amigo meu soube de alguém que viu a loira!), tomou novas formas e novas versões. A que é mais conhecida hoje em dia, é a da aluna, que se apaixonou por um professor. Quando ele não retribuiu seu amor, ela foi até o banheiro e enforcou-se.&lt;br /&gt;Outra versão que prevalece é a da garota que matava aulas o tempo todo no banheiro. Porem, um dia, o chão estava liso demais, ela escorregou e bateu a cabeça.&lt;br /&gt;Um novo elemento incorporado nessa lenda é que é preciso chamar a loira em rituais muito estranhos e engraçados, como dar a descarga cinco vezes falando palavrões ou então, cortando o ralo do banheiro, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver isso, Robert resolveu pesquisar outras palavras-chave: Assassinato, escola de intercâmbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garota assassinada na escola de intercambio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, 01/11/1989, fora assassinada uma garota na escola de intercambio. O provável assassino, professor da garota, enforcou-se logo após afogar a vitima no vaso sanitário do banheiro masculino.&lt;br /&gt;Os motivos de tal acontecimento não são tão claros, mas outro professor dela, afirmou que vira a vitima vagando pelos corredores da escola e que ela se transformou em um espírito.&lt;br /&gt;Isso se tornara uma nova versão da lenda urbana brasileira da “Loira do Banheiro” dos anos 60. O porquê do assassinato ainda está em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- KAREN?&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- Precisamos ir para a escola! AGORA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portões estavam abertos e não estava mais havendo aulas. Viaturas da polícia estavam em frente á escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 8 – Emily Moore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emily nem estava prestando muita atenção no que a professora falava, apenas fazia desenhos desajeitados nos cantos de seu caderno. Parou um pouco e virou para o lado, conversar com Alice, sua melhor amiga.&lt;br /&gt;- Ei! – chamou baixinho.&lt;br /&gt;A amiga nem olhou. Emily estalou os dedos, o que chamou a atenção dela imediatamente.&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;- Eu vou matar a aula dessa professora chata que haverá depois do intervalo... Você vem comigo? – ela convidou.&lt;br /&gt;- Sei lá... Você vai pular o muro?&lt;br /&gt;- É!&lt;br /&gt;De repente, uma das garotas da classe pediu para ir ao banheiro. Assim que a professora olhou para trás, as duas voltaram a fingir que copiavam o conteúdo na lousa.&lt;br /&gt;Depois que a professora voltou a escrever no quadro negro as duas retomaram a conversa.&lt;br /&gt;- E aí? Você vai?&lt;br /&gt;- Vou sim.&lt;br /&gt;- Você está sentindo este cheiro? – Emily perguntou.&lt;br /&gt;- Que cheiro?&lt;br /&gt;Ela olhou para os outros alunos na classe e apenas três deles estavam sentindo o cheiro, era possível notar isso por suas expressões de nojo.&lt;br /&gt;- Parece que aquela garota nem esperou o intervalo... – Alice riu.&lt;br /&gt;O sinal bateu e as duas começaram a arrumar o material escolar e coloca-lo dentro de suas bolsas. Emily foi à frente, atravessou a porta e olhou para trás. Havia apenas um grupo de sete pessoas. Alice não estava lá.&lt;br /&gt;- Vocês viram Alice? – ela questionou.&lt;br /&gt;- Quem? - uma das garotas na turma perguntou, como resposta.&lt;br /&gt;- Alice, a menina que senta ao meu lado...&lt;br /&gt;Eles balançaram a cabeça negativamente.&lt;br /&gt;- Sabia que ela iria amarelar! – resmungou á si mesma.&lt;br /&gt;Saiu da sala deixando a porta bater atrás de si e foi até o pátio, onde pulou o muro baixo facilmente.&lt;br /&gt;Foi para seu apartamento andando rapidamente pelas ruas, cabisbaixa e desanimada. “Alice não podia simplesmente ter dito não?”, se perguntava.&lt;br /&gt;Seus pais estavam em uma viagem á trabalhos, portanto ela ficaria sozinha.&lt;br /&gt;Passou pela portaria e foi até o elevador, que já estava naquele andar. Parou no andar acima para que entrasse uma mulher.&lt;br /&gt;- Este elevador está subindo.&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;Então Emily percebeu. Não era uma mulher qualquer.&lt;br /&gt;- Alice? – disse, puxando a amiga para um abraço. – Como você chegou até aqui?&lt;br /&gt;Sem resposta.&lt;br /&gt;- Alice?&lt;br /&gt;Emily parou de abraçá-la para olhar em seu rosto. Gritou. Olhou na tela acima da porta para ver em que andar que elas estavam. Cinco. De repente o número quatro brilha, tomando o lugar de seu sucessor. Três. Dois. Um. Térreo. Garagem. Nada. Não havia nada na tela verde-escuro, mas o elevador continuava descendo.&lt;br /&gt;Voltou á olhar para Alice. Sem olhos. Emily fechou seus olhos fortemente e deixou um grito de pavor sair de sua boca.&lt;br /&gt;De repente a porta do elevador se abriu e nele entram duas senhoras de idade. Ela abriu os olhos novamente e olhou para a tela. Décimo terceiro andar. Saiu correndo do elevador. Colocou a mão dentro de seus bolsos e agarrou seu celular.&lt;br /&gt;Ligou. Nem sabia para quem. Atenderam.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Alô? Quem está falando? – ela gritou.&lt;br /&gt;- Matt... Quem fala?&lt;br /&gt;- Emily... Da escola!&lt;br /&gt;O garoto bocejou do outro lado da linha telefônica.&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;- Tem... Tem uma maldição me perseguindo!&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Uma maldição... Sei lá! Começou na escola e... – Matt desligara.&lt;br /&gt;As pernas de Emily tremiam e ela mal conseguia parar de pé. Foi até seu apartamento abriu a porta rapidamente com as chaves em mãos e foi direto á seu quarto, onde ligou o computador. Maldições.&lt;br /&gt;Maldição é a ação efetiva de um poder &lt;a title="Sobrenatural" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobrenatural"&gt;sobrenatural&lt;/a&gt;, caracterizada pela adversidade que traz, sendo geralmente usada para expressar o azar ou algo ruim na vida de uma pessoa. Antigamente era algo semelhante a um "Feitiço" ou Ëncantamento", mas que só causa o mal à pessoa. Uma maldição pode até causar uma morte, como o caso dos EUA onde um espiríto ou uma entidade causou a morte de um homem, depois que uma bruxa rogou uma praga na família "Bells".&lt;br /&gt;Não. Não fora o resultado esperado. Correu se deitar na cama. Estava ajitada, provavelmente não iria conseguir dormir.&lt;br /&gt;Levantou-se rapidamente e pegou um cobertor no guarda roupas lá perto. Deitou-se e envolveu seu corpo no tecido pesado, que logo a aqueceu. Menos seus pés. Seus pés estavam de fora. Aquietou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo tempo se passou. Ela continuava imóvel, deitada na cama. Havia um silêncio pesado no apartamento que a assustava ainda mais.&lt;br /&gt;Mãos. Pés.&lt;br /&gt;Uma bizarra massagem.&lt;br /&gt;Emily gritou ao sentir aquelas estranhas mãos que tocaram seus pés. Barulho de sufoco. Ela rolou da cama para o chão e começou a choramingar.&lt;br /&gt;Sentiu-se uma crinça, como medo do que poderia estar debaixo da cama. Aquele escuridão entre o colchão e o piso começou a atormenta-la.&lt;br /&gt;Um braço saiu em meio á escuridão. Um braço completamente pálido. Logo em seguida veio uma cabeça. Uma cabeça repleta de cabelos loiros.&lt;br /&gt;A loira do banheiro. Ela pesquisara pela palavra errada e isso parecia evidente agora.&lt;br /&gt;Agarrou seu celular e apertou o botão de “redial”.&lt;br /&gt;Outro braço.&lt;br /&gt;- OI?&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- MATT?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;Emily mal conseguia respirar para falar.&lt;br /&gt;- Foi a loira do banheiro! É ela!&lt;br /&gt;Ele desligara. Pensava que era um trote.&lt;br /&gt;Emily levantou-se do canto e correu para a janela, onde atirou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 9: Greg Morales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greg estava de janela nos horários de aula e tentava resolver um problema com a impressora. Foi até a sala dos computadores e voltou para falar com a secretária.&lt;br /&gt;Estava concentrado em seu caminho quando vê Alisson e Clara, correndo á sua direção.&lt;br /&gt;- Parem! As duas! – gritou.&lt;br /&gt;Apenas uma delas obedeceu, enquanto a outra saiu correndo.&lt;br /&gt;- O que vocês pensam que estavam fazendo?&lt;br /&gt;- Precisamos fazer isso! Apenas não questione! – Alisson disse secamente.&lt;br /&gt;Más lembranças vieram na mente do professor.&lt;br /&gt;- Venha comigo! – falou, indo em direção á sala dos professores.&lt;br /&gt;A garota foi logo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que estava acontecendo?&lt;br /&gt;- Nada! Eu já disse!&lt;br /&gt;Ele levantou-se e começou a andar pela pequena sala. Foi até o armário e agarrou um punhado de papeis. Retirou dele uma ficha completa sobre Alisson, com todas suas notas, advertências, trabalhos entregues, não entregues entre outras coisas.&lt;br /&gt;Olhou entre os papeis da ficha e depois concluiu:&lt;br /&gt;- Você não me parece uma aluna bagunceira. O que está havendo?&lt;br /&gt;Os cabelos grisalhos de Greg balançaram-se ao vento que entrou furiosamente pela janela ao seu lado.&lt;br /&gt;- Nada! Eu já disse várias vezes. – Alisson disse grosseiramente.&lt;br /&gt;O professor riu. Estava nervoso e preocupado.&lt;br /&gt;- Eu já fui adolescente! Sei detectar confusão de perto!&lt;br /&gt;- Não a que arranjamos. – A garota gaguejou.&lt;br /&gt;Greg suspirou fundo. Era o mesmo que acontecera com ele. Certeza.&lt;br /&gt;- Olha... Vou liberá-la dessa vez... Mas não conte com isso se eu vê-la aprontando novamente.&lt;br /&gt;Alisson saiu rapidamente pela porta.&lt;br /&gt;Greg esperou um pouco, revirou algumas fichas, olhou o computador. Estava agitado. Saiu logo em seguida, sem direção nenhuma.&lt;br /&gt;- Socorro!&lt;br /&gt;Ele ouviu algo.&lt;br /&gt;- Socorro!&lt;br /&gt;- Olá?&lt;br /&gt;- SOCORRO! – um grito feminino cortou os corredores.&lt;br /&gt;Greg começou a correr, tentando saber de onde veio. De repente, tudo lhe pareceu obvio. O banheiro masculino.&lt;br /&gt;Foi correndo até lá e não demorou muito a entrar. Lá estava ela, encolhida no canto do banheiro, em estado de choque, chorando: Júnia.&lt;br /&gt;- O que houve meu bem? O que houve?&lt;br /&gt;Pegou o celular e ligou para a ambulância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 10: Karen La’Torre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karen ficou esperando por um bom tempo até que Robert chegou, com uma expressão de muito susto em seu rosto.&lt;br /&gt;- O que houve? – perguntou, preocupada.&lt;br /&gt;- Não sei... Mas tem viaturas policiais na escola!&lt;br /&gt;Karen tampou a boca com a mão.&lt;br /&gt;- E agora? – perguntou.&lt;br /&gt;Robert foi até o guarda-roupa e pegou uma lanterna.&lt;br /&gt;- Eu preciso entrar naquela escola!&lt;br /&gt;- Para que? Para que? – Karen disse desesperada.&lt;br /&gt;- Para parar a loira!&lt;br /&gt;Dizendo isso, o garoto saiu. Ela saiu logo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portão estava fechado, não havia mais viaturas policiais. Robert já devia estar lá dentro.&lt;br /&gt;Karen pulou o muro e entrou pelo pátio, passando pelas escadarias onde ficara durante o intervalo.&lt;br /&gt;- Ro?&lt;br /&gt;Ninguém.&lt;br /&gt;A porta que levava ao interior da escola estava aberta, Robert provavelmente forçou-a a abrir.&lt;br /&gt;- Ro? Pare com essa bobagem!&lt;br /&gt;Ela entrou vagarosamente e ouviu um barulho de passos.&lt;br /&gt;- Ro?&lt;br /&gt;Começou a andar pelos corredores, seguindo o barulho de passos. Virou. O banheiro.&lt;br /&gt;- Ro? Você está aí?&lt;br /&gt;Karen abriu a porta. Estava muito escuro dentro do banheiro. Seus sapatos começaram a derrapar no chão molhado. Ela escorregou.&lt;br /&gt;Caiu em algo macio. Pele.&lt;br /&gt;Tateou uma lanterna e a acendeu.&lt;br /&gt;Robert estava no chão, morto. Ao seu lado estavam mais dez pessoas. Todos da escola.&lt;br /&gt;Karen gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou muito tempo para Karen recobrar a consciência. Assim que conseguiu recobra-la notou que Robert segurava em sua mão, uma agenda.&lt;br /&gt;Com as pernas tremendo e um frio enorme, ela se levantou e pegou o objeto da mão do namorado. O número 1989 estava escrito, com letra dourada na capa. Ela abriu nas últimas páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 01&lt;br /&gt;Entregar trabalho – Geografia.&lt;br /&gt;Falar com Greg sobre a recuperação.&lt;br /&gt;Fazer trabalho – Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 02&lt;br /&gt;Falar com John – Prova.&lt;br /&gt;Fazer trabalho em dupla com a Rabeca.&lt;br /&gt;Aulas extras de inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustou-se ao ler o que estava escrito no dia três:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 03&lt;br /&gt;Socor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela palavra lhe teve um impacto muito grande. Seu coração disparara. Socor. O que aconteceu com a pessoa que escrevia naquela agenda?&lt;br /&gt;Karen se levantou. Gritou.&lt;br /&gt;A loira estava lá, de pé, com os cabelos cobrindo o rosto. Seu rosto começou a se levantar. Seu pescoço fazia um barulho estranho. Crack. Levantou mais o rosto. Crack. Karen ficou sem reação. Crack.&lt;br /&gt;Seu rosto e seus cabelos estavam todos ensangüentados, seus olhos estavam completamente vermelhos, suas narinas estavam cheias de algodão. Ela abriu a boca.&lt;br /&gt;Sufoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitulo 11: Júnia Stenico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júnia despertou levemente. Tudo á sua volta era um conjunto de manchas brancas indecifráveis, assim como sua memória.&lt;br /&gt;Demorou muito até seus olhos perceberem que ela estava em um hospital. Greg estava ao seu lado, parecia muito preocupado.&lt;br /&gt;- Greg? O que aconteceu? – ela gemeu.&lt;br /&gt;Ele olhou para seus olhos como se tivesse levado um enorme susto. Levantou e se ajoelhou para que pudesse segurar a mão de júnia.&lt;br /&gt;- Eu... Eu á encontrei... No banheiro... – ele parecia tentar elaborar a pergunta certa. A pergunta que levaria á resposta certa. – Você invocou a loira do banheiro?&lt;br /&gt;A garota se espantou com a pergunta. Abriu a boca para falar algo, mas o som não saia.&lt;br /&gt;- Nós... Nós... Acho que... – foram as únicas palavras que ela conseguiu pronunciar.&lt;br /&gt;Greg concordou com a cabeça.&lt;br /&gt;- Sabe? Aqueles filmes orientais? Os de terror?&lt;br /&gt;Júnia continuava sem reação, apenas o encarava.&lt;br /&gt;- A maioria deles começa com um provérbio... Que eu passei a acreditar, depois de todos esses anos. Eu entrei naquela escola. Você entrou naquela escola. Nós, e todo o resto de seus colegas de estudo, nos deparamos com uma maldição, e agora faremos parte dela. Não tem escapatória... Assim como a morte. Não importa quantas caridades você fez por toda sua vida! Não importa quantas vidas você salvou, ou até mesmo o contrário... Tudo... Apesar de tudo... Todos acabam como igual. A morte. Você vai acabar morrendo... Como todo mundo.&lt;br /&gt;Júnia começou a chorar.&lt;br /&gt;- Mas o que importa não é o que vai acontecer após a morte, mas as lembranças que vai levar da vida. A loira virou um espírito amaldiçoado por quê? Ela ficou com as lembranças ruins. E vocês despertaram esse mal, ao fazer a invocação... Que faz a loira se lembrar de seus últimos momentos... Os piores...&lt;br /&gt;Era possível ver claramente que o ritual que ela fizera, mudara tudo. A maldição que ela despertara...&lt;br /&gt;- Nós estivemos naquela escola. A não ser que um milagre aconteça, um meteoro caia naquela escola ou resolvam coloca-la abaixo nesse momento... Nós vamos morrer... Virar novas maldições...&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que a loira poderá matar qualquer um, em qualquer escola se alguém a invocar, tamanha sua raiva... Sua tristeza? – Júnia, enfim, indagou.&lt;br /&gt;Greg deu de ombros.&lt;br /&gt;- Eu preciso voltar até aquela escola! – A garota falou, decidida.&lt;br /&gt;- Fazer o que lá?&lt;br /&gt;- Deve haver um modo de acabar com a maldição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela corria. Muito. A casa de Clara era a mais perto do hospital, primeiro, era para lá que júnia iria. O portão e a porta estavam abertos. Tudo estava imóvel.&lt;br /&gt;- Clara? – Júnia chamou.&lt;br /&gt;Silencio total.&lt;br /&gt;A garota começou a olhar pela casa. Tudo estava simplesmente quieto demais. Estava indo embora quando tropeçou na câmera que usou para gravar sua invocação da loira. Ela pegou a filmadora em mãos e a ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não estava com as roupas do hospital, vestira algo de Clara antes de sair. Quanto mais corria, mais a escola parecia estar longe. Assim que chegou, notou que o portão estava aberto, assim como a porta. Estava tudo muito escuro, já era noite. Começou a chover.&lt;br /&gt;Júnia ligou a câmera e ativou a luz, que lhe serviria de lanterna. Começou a procurar pelo banheiro. Virou os três corredores que levavam á sala de Greg e depois, conhecendo o caminho de cor, chegou até lá.&lt;br /&gt;Ouviu o barulho de alguém sufocando. Ignorou.&lt;br /&gt;Ela nem sabia direito o que procurava por lá. Ouviu passos por suas costas e virou-se. Era possível ver uma silhueta feminina. Era possível ver a loira, que vinha á sua direção com passos curtos e sofridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe á levou até a cozinha. Pegou um garfo. Retesou seu braço. O olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júnia fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, 01/11/1989, fora assassinada uma garota na escola de intercambio. O provável assassino, professor da garota, enforcou-se logo após afogar a vitima no vaso sanitário do banheiro masculino.&lt;br /&gt;Aulas extras de inglês.&lt;br /&gt;Baque.&lt;br /&gt;A torneira estava aberta.&lt;br /&gt;Seus sapatos começaram a derrapar no chão molhado. Ela escorregou.&lt;br /&gt;                                                                                                                       &lt;br /&gt;Júnia abriu os olhos.&lt;br /&gt;A loira desaparecera. Virou-se novamente. Gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouviu passos e correu pegar a câmera para se esconder em um dos boxes temendo ser pega. Ninguém apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota correu até um dos boxes do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virar novas maldições... Virar novas maldições... Virar novas maldições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu passos. Alguém estava se aproximando. O a porta do box se abriu. Júnia saiu correndo. Escorregou. Caiu de cabeça no chão.&lt;br /&gt;Um homem se aproximou dela. Agarrou seus cabelos e a levou até a privada. Ela começou a gritar.&lt;br /&gt;- Você acabou com a minha vida! Por que você denunciou nosso amor? A gente se amava! Vou ser preso por sua causa... Aliás... Não vou... Por que vou matar a nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ouviu falar de como a escola de intercambio da cidade foi fechada? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Eu não! – Carol respondeu.&lt;br /&gt;- Foi por que a Loira do Banheiro matou á todos os alunos e professores em um dia! Ninguém sobreviveu!&lt;br /&gt;Ela deu uma risadinha nervosa.&lt;br /&gt;- Então como você sabe essa história?&lt;br /&gt;- Um dos alunos tinha faltado, esse tal de Mattson. Mas soube de toda história por uma amiga, que lhe contou tudo por telefone antes de morrer.&lt;br /&gt;- O que aconteceu com ele?&lt;br /&gt;- Se matou um mês depois.&lt;br /&gt;A professora olhou para trás, o que as fez voltar instantaneamente á posição de quem estava copiando o conteúdo do quadro negro. Assim que ela voltou á passar o texto na lousa, as duas voltaram á conversar.&lt;br /&gt;- Eu não acredito nessas bobagens! – Carol cochichou.&lt;br /&gt;- Elas acreditam em você.&lt;br /&gt;Aline ergueu uma das sobrancelhas.&lt;br /&gt;- Aline... Fique quieta... Você não me engana!&lt;br /&gt;- Mas eu te assusto... – riu.&lt;br /&gt;- Você quer apostar que essas coisas não existem? – Carol desafiou.&lt;br /&gt;Aline riu novamente.&lt;br /&gt;Ela agarrou o pote de tinta vermelha da aula de artística e molhou o dedo. Assim que o guardou, começou a gritar:&lt;br /&gt;- Ai meu Deus! Ai meu Deus!&lt;br /&gt;A professora virou-se novamente e todos na classe voltaram sua atenção ás duas.&lt;br /&gt;- Vá se limpar!&lt;br /&gt;Carol concordou com a cabeça e saiu. Aline foi logo atrás.&lt;br /&gt;- Vou ajudá-la!&lt;br /&gt;As duas começaram a ter um ataque de riso no meio do corredor.&lt;br /&gt;- Mas tem que ser no banheiro masculino... – Aline disse.&lt;br /&gt;Carol ficou séria.&lt;br /&gt;- Tudo bem... Mas aposto como você vai acabar molhando as calças...&lt;br /&gt;- Veremos!&lt;br /&gt;- Eu estou com a tesoura... Você está com seu celular? – Aline perguntou.&lt;br /&gt;Carol concordou com a cabeça.&lt;br /&gt;- Para que? – perguntou.&lt;br /&gt;- Por que nós vamos filmar o ritual... – zombou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&gt;&gt;Fim&lt;&lt;&lt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que quem leu... Tenha gostado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até a próxima...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8184824201954213559-2285123440109113359?l=contosderamirez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosderamirez.blogspot.com/feeds/2285123440109113359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8184824201954213559&amp;postID=2285123440109113359' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2285123440109113359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8184824201954213559/posts/default/2285123440109113359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosderamirez.blogspot.com/2008/01/loira-do-banheiro.html' title='A Loira do Banheiro'/><author><name>Ramirez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11288748720806647657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HUPyNAQyRNg/R4IprtOe_zI/AAAAAAAAAAM/03w2k-CNIKE/s72-c/wallpaper_a_loira_do_banheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
